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segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Açúcar ou gordura: médicos gêmeos testam eficácia de dietas da moda

Joanna Barwick / BBC
Gêmeos adotaram novos hábitos alimentares para avaliar
vantagens de dietas
Eles adotaram novos hábitos alimentares para avaliar vantagens e desvantagens dos cardápios restritivos das dietas
 
Para comparar a eficácia de duas das principais dietas da moda, os irmãos gêmeos britânicos Alexander e Chris Van Tulleken – que também são médicos - decidiram viver na pele as provações e os desafios de cardápios extremamente restritivos.
 
Com o acompanhamento de uma nutricionista, Alexander cortou totalmente os carboidratos (pães, massas, cereais, etc.), enquanto Chris ingeriu uma quantidade mínima de gordura (frituras). Ambos podiam comer quanto quisessem, desde que seguissem à risca as limitações impostas.
 
Eles também mantiveram uma rotina semelhante de exercícios físicos.
 
O objetivo dos irmãos consistia em alcançar um resultado o mais verossímil possível dos efeitos positivos e negativos das dietas, uma vez que eliminariam, por serem gêmeos, qualquer influência genética sobre seus organismos. Eles também queriam entender qual delas seria mais eficiente.
 
A experiência da dupla, de 35 anos, foi tema do documentário Sugar v Fat ("Açúcar vs Gordura", em tradução livre) produzido pelo canal BBC 2.
 
O resultado surpreendeu: Alexander perdeu cerca de cinco quilos, enquanto Chris, que se limitou a ingerir alimentos com menos de 2% de gordura, perdeu um pouco menos.
 
Por outro lado, apesar de o ponteiro da balança cair, os dois relataram os efeitos devastadores de ambos os regimes.
 
Alexander, que se alimentou basicamente de carnes, peixes, ovos e queijos, afirmou se cansar muito mais rapidamente, além de ter perdido o fôlego nas atividades físicas.
 
Já seu irmão Chris, que cortou as gorduras, relatou que nunca se sentia satisfeito e que, frequentemente, se via beliscando petiscos.
 
Em linhas gerais, Chris teve um desempenho melhor do que Alexander, que demonstrou um cansaço ininterrupto e frequentes dores de cabeça.
 
Isso ficou patente em uma competição promovida entre os dois irmãos para ver quem ganhava dinheiro mais rápido em um simulador de ações da bolsa.
 
Ambos começaram com 100 mil de dinheiro virtual. Em uma hora, Chris ganhou quase o triplo de Alexander.
 
A mesma performance se repetiu durante os treinos físicos, que envolveram desde alongamentos a sessões exaustivas de spinning. Chris voltou a ter um desempenho consideravelmente superior ao de Alexander.
 
Apesar de perder mais peso, Alexander conta que tudo foi mais difícil para ele.
 
Os exames de sangue feitos ao final da experiência também refletiram os prejuízos de ambas as dietas para os indivíduos.
 
O de Alexander, que cortou os carboidratos, revelou que parte da energia de que ele necessitava diariamente vinha exclusivamente das proteínas não só das refeições quanto também dos músculos, uma dos motivos que explicaria o seu cansaço endêmico.
 
O exame de Chris, que perdeu menos peso, mostrou um aumento do nível de açúcar, o que, a longo prazo, poderia gerar problemas de saúde.
 
Moda
Recentemente, milhares de pessoas que sonham com corpos 'sarados' vêm testando dietas que preveem consumo zero de carboidratos.
 
A corrente de médicos que defende esse tipo de regime afirma que seu segredo está na chamada "síndrome metabólica".
 
O pensamento segue uma lógica simples: carboidratos elevam o nível de açúcar no sangue, estimulando o corpo a produzir mais insulina, hormônio produzido no pâncreas e responsável por "quebrar" as moléculas de açúcar.
 
Porém a substância também tem outro efeito: ela funciona como um gatilho para o corpo converter o açúcar em gordura e estocá-la. Essa gordura é mais difícil de perder, pois o organismo entende que só deve consumi-la em situações limite de insuficiência energética.
 
O que os médicos chamam de "síndrome metabólica", por sua vez, é essa combinação de obesidade abdominal, pressão alta e altas taxas de colesterol e gorduras no sangue. Isso faz com que o indivíduo tenha maior tendência a desenvolver diabetes do tipo 2, doenças cardiovasculares, câncer e outros.
 
Por essa teoria, as calorias dos carboidratos seriam "piores" do que as calorias das gorduras. Em tese, elas facilitariam o ganho de peso e aumentariam as chances de paradas cardíacas.
 
Para esses cientistas, o segredo para a solução da epidemia de obesidade global seria, portanto, reduzir a ingestão de açúcar.
 
"Essa hipótese, de que a chave para o sobrepeso é o nível de insulina elevado, causado principalmente pelo consumo de carboidratos, descarta a ideia mais básica do por que engordamos: se você ingerir mais calorias do que consegue gastar, vai engordar", contesta Alexander.
 
Conclusão
Ao final do experimento, os médicos gêmeos concluíram que o ganho de peso não está ligado exclusivamente ao consumo de gordura ou ao de açúcar (carboidratos).
 
O problema, na prática, é a combinação desses dois elementos, dizem eles.
 
Segundo estudos consultados por Alexander e Chris, a associação de gordura e açúcar - como achocolatados, sorvete ou batatas-fritas, por exemplo - têm um efeito semelhante ao da cocaína no corpo humano.
 
A chave para entender por que essa combinação é tão perigosa está numa substância chamada dopamina, um neurotransmissor que controla a sensação de recompensa do cérebro.
 
Uma ingestão de carboidratos e gorduras eleva a dopamina, afetando o funcionamento do organismo.
 
Segundo Alexander e Chris, a dica é: evite, ao máximo, as comidas processadas, que funcionam como uma "bomba viciante" e cujos efeitos para o corpo são devastadores.
 
BBC Brasil

Alimentos que protegem a pele dos danos do sol

Além de protetores solares, alguns nutrientes contribuem
para a beleza e a saúde da pele
Chamados de fotoprotetores, eles ajudam a combater o envelhecimento precoce e a proteger do câncer, garantindo beleza e saúde
 
A exposição constante e excessiva ao sol é um dos principais responsáveis por acelerar o envelhecimento da pele.

A radiação ultravioleta ainda promove alterações cutâneas que podem ir de atrofia da epiderme ou hiperqueratose a doenças como o câncer de pele.
 
Além do uso de protetores solares (fotoprotetores externos), alguns nutrientes (fotoprotetores internos) podem ajudar a reduzir os riscos.
 
“Pesquisas têm mostrado que nutrientes com ação fotoprotetora são excelentes para combater e minimizar os efeitos nocivos da exposição solar”, diz a nutricionista Natália Colombo, diretora da NCnutre – Nutrição Funcional Individualizada, de São Paulo.
 
Uma dieta rica em alimentos que contenham vitaminas, minerais, antioxidantes e ingestão de água adequada, aliada a boas horas de sono e a prática de atividade física, podem reverter os danos causados pelo tempo e melhorar a qualidade da pele.
 
“Quando usamos filtros solares, estamos bloqueando parte da radiação que atinge a pele. Quando temos uma alimentação balanceada, rica em nutrientes com ação fotoprotetora e antioxidante, estamos fortalecendo os sistemas de defesa das células, principalmente a defesa contra os radicais livres gerados pelo sol e a inflamação da pele”, explica Natália.
 
Veja a seguir alimentos aliados da sua pele, especialmente no verão:

Amêndoa: rica em vitamina E, um potente bloqueador da luz solar. A vitamina E é um antioxidante que ajuda a proteger as células contra a luz ultravioleta e outros fatores ambientais que geram radicais livres – em quantidades aumentadas levam ao envelhecimento precoce.
 
Cenoura e goiaba: fontes de betacaroteno, potente antioxidante precursor da vitamina A. O nutriente impede os danos dos radicais livres gerados pela exposição solar. A vitamina A ajuda a clarear a pele e previne o aparecimento de acne.
 
Cacau: contém flavonóides, antioxidantes capazes de melhorar a aparência de peles ásperas e de proteger contra os danos do sol. Estudos recentes mostraram que o consumo diário de cacau melhora a pele em geral e promove maior resistência aos efeitos dos raios UV.
 
Semente de linhaça: seus ácidos graxos ômega-3 melhoram a aparência das manchas, ajudam a minimizar as linhas de expressão e promovem hidratação.
 
Espinafre: rico em ácido fólico, reforça a capacidade da pele se renovar, prevenindo o envelhecimento.
 
Tomate: quando aquecido libera o licopeno, antioxidante que ajuda na eliminação dos radicais livres e previne o envelhecimento da pele causado pelos raios UV.
 
Castanha-do-pará: é rica em selênio, nutriente que ajuda a preservar a elastina, uma proteína que mantém a pele lisa e firme.

iG

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Camapu, planta da região amazônica, estimula produção de novos neurônios

Reprodução
A planta do camapu, fruto muito comum no Norte do País,
pode estimular a criação de neurônios
Sustância encontrada em planta do camapu poderá ser usada em fitoterápicos para o combate de doenças neurodegenerativas como o mal de Alzheimer
 
O camapu, uma planta amazônica encontrada no interior do Pará e também na periferia de Belém, tem poderes para combater doenças neurodegenerativas como o Alzheimer. Pesquisadores paraenses descobriram que uma substância encontrada no talo da planta estimula a produção de novos neurônios no hipocampo, área do cérebro ligada à memória. Agora a equipe de pesquisadores estuda a viabilidade de produzir fitoterápicos e está fechando um acordo com uma empresa farmacêutica internacional.
 
Com a produção de novos neurônios, a hipótese é que novas sinapses, ou conexões entre as células do cérebro, sejam criadas, revertendo quadros de perda de memória recente, comum em pacientes com Alzheimer. Os pesquisadores também acreditam que o medicamento à base de camapu possa ser usado para uma possível reversão de morte neuronal que ocorre em pacientes com quadros de depressão, já que a substância induz o nascimento de novos neurônios.
 
Divulgação
Cientistas estudam a capacidade de produzir fitoterápicos
 a partir do camapu
“A notícia é muito boa, principalmente pelo fato de esta substância estimular o crescimento neuronal na área do hipocampo. A gente está falando da criação de novos neurônios, algo que algum tempo atrás não se falava”, diz Milton Nascimento dos Santos, do Grupo de Pesquisas Bioprospecção de Moléculas Ativas da Flora Amazônicada da Universidade Federal do Pará.
 
As propriedades neurogênicas da planta de camapu já foram testadas em laboratório e em ratos, agora os pesquisadores buscam fazer testes clínicos e também analisar a viabilidade da produção da substância em larga escala. Como a substância é muito complexa e difícil de ser sintetizada em laboratório, Silva quer testar se ela está presente em toda a planta e se é produzida o ano inteiro, ou em um período longo. “A substância pode ser uma maravilha, mas se só é produzida pela planta uma vez por ano, a produção de fitoterápicos ficaria inviável”, diz Silva.
 
Esta segunda fase da pesquisa contará com o apoio financeiro de uma farmacêutica internacional. “Não posso falar o nome da empresa porque o contrato ainda está sendo fechado”, despista.
 
Melhor que a encomenda
A descoberta dos poderes neurogênicos do camapu foi mais um caso da ciência de apontar para um alvo e acertar em outro, ainda melhor. O camapu é conhecido tradicionalmente por sua atividade anti-inflamatória e antiprotozoária. Enquanto tentavam comprovar em laboratório o poder anti-inflamatório do camapu, os pesquisadores identificaram a presença da substância com poderes de criar novos neurônios na seiva do talo do camapu. “Esta substância não é nova, mas é uma surpresa encontrá-la numa fruta tão comum aqui no Pará como é o camapu”, disse.
 
iG

Carrot Fit, o App que vai te emagrecer na marra

Foto: Reprodução
Este aplicativo pretende fazer você perder peso ao ser o seu trollador particular
 
Se você está com dificuldades para emagrecer, temos a solução: o Carrot Fit, um aplicativo que vai fazê-lo perder peso na marra.
 
Desenvolvido pela Carrot, uma produtora digital que fez sucesso com seus apps To-Do e Alarm Clock, o Fit é uma espécie de trollador particular, mas com um objetivo mais nobre do que simplesmente praticar bullying com você.
 
Utilizando uma voz muito parecida com a da Siri, ele promete usar sua inteligência artificial para ajudá-lo a perder peso dando incentivos quando você estiver no caminho certo — e acabando com sua autoestima quando você não evoluir.
 
Quando o aplicativo é aberto pela primeira vez, ele tenta achar seu peso automaticamente. Sua estimativa não é muito confiável. Aí é hora de colocar seu peso verdadeiro e escolher um avatar que representará você.
 
Nas opções oferecidas, podemos colocar nossa altura e massa muscular; depois precisamos inserir o peso que desejamos alcançar.
 
Então todos os dias você coloca seu novo peso no app.
 
Dependendo do resultado, ele fará um elogio ou acabará de vez com o que restava de sua autoestima. Com essa premissa, o Carrot Fit quer ser o seu trolador particular, como já dissemos acima, tentando elevar seu ódio e fazendo de tudo para acabar com sua gordura.
 
Em um futuro próximo, o app será mais focado em fitness. A empresa implementará um treino de seis minutos e corridas de cinco quilômetros para te ajudar a chegar no seu peso ideal.
 
Se você quer um tratamento de choque para perder peso, o Fit pode te ajudar muito. Mas você não pode ser uma dessas pessoas que se ofendem facilmente, pois, como destaquei, é com insultos que ele pretende fazer você sair de sua zona de conforto.
 
Infelizmente, o Carrot Fit está somente disponível para iPhones e custa US$ 1,99.
 
El Hombre

Calor colabora com quem tem dores crônicas

Foto: Reprodução
Você sofre com dores crônicas? Se sim, sabe como é complicado manter o tratamento em períodos mais frios. As clínicas especializadas chegam a ter 40% mais atendimentos nestes dias. Entenda os motivos e faça do verão o seu aliado para amenizar o desconforto.
 
O melhor é curtir a estação e fazer do cotidiano de exercícios um momento divertido. “Para aqueles que estão no litoral, o calçadão ou mesmo a praia tornam-se cenário ideal para a prática, bem como o campo ou cidades interioranas, onde a paisagem e a tranquilidade favorecem mente e corpo”, sugere a fisioterapeuta Mariana Schamas, membro da Sociedade Brasileira de Estudo da Dor (SBED). Segundo ela, interromper a rotina durante o período de férias pode trazer impactos significativos ao tratamento.
 
Quando as temperaturas ficam abaixo de 17°C, principalmente com o céu nublado, a incidência de dor em quem tem dor crônica costuma aumentar. “O clima influencia o potencial fisiológico do exercício, pois o corpo precisa se adaptar às mudanças climáticas. É provado pela ciência que o frio provoca uma reação mais intensa dos neurônios e diminui o fluxo de sangue para algumas regiões do corpo”, explica.
 
Em pessoas com reumatismo, por exemplo, as células transmitem mais mensagens de dor a algumas partes do corpo, aumentando os sintomas. “No frio os vasos sanguíneos se fecham e a musculatura fica mais rígida, causando mais tensão e, possivelmente, mais dor”, esclarece.
 
O mais importante, segundo a especialista, é não parar com todas as atividades durante muito tempo. “A perda de massa muscular é muito mais rápida que o ganho e devemos lembrar sempre disso antes de fazer uma pausa de mais de 15 dias. É indicado adequar o exercício, diminuir e mudar, ao invés de parar por completo”, recomenda.
 
Descanse, durma, relaxe e encontre um ritmo prazeroso de alimentação, sono, passeios e exercícios.
 
“Caminhada, pedalada e alongamento são boas opções. Exercitar-se no início da manhã ou no final da tarde é o mais indicado e distrair a mente também é importante para gerenciar a dor”, reforça.
 
Apesar das vantagens, este é um período que exige cuidados. De acordo com ela, no calor, é preciso se preocupar com a dilatação dos vasos sanguíneos e com a desidratação. “É importante tomar cuidado as caminhadas na areia, pois elas exigem mais do corpo. Também é fundamental evitar solos inclinados, que podem prejudicar as articulações de membros inferiores. E não se esqueça: mesmo antes de sentir sede, beba água”, lembra.
 
Uma das doenças que mais afetam brasileiros e causam dores crônicas é a fibromialgia, que já é considerada uma síndrome. “O calor e a umidade das regiões praianas são favoráveis a fibromiálgicos porque dilatam os vasos sanguíneos e aquecem naturalmente a musculatura e articulações. Isso permite uma melhor movimentação e alivia as tensões musculares”, afirma.
 
Para quem tem fibromialgia, o exercício físico ainda é a melhor saída. “Evitar o movimento quando existe uma dor faz com que a musculatura mais próxima à região dolorosa acabe tensionada”, diz Mariana, que coordena uma caminhada gratuita chamada Pare a Dor, da SBED. O objetivo da iniciativa é orientar os pacientes e amenizar os sintomas com alongamentos e exercícios leves.
 
Universo Jatobá