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terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Futuras mamães não precisam parar atividade física

Futuras mamães não precisam parar atividade física Jonas Ramos/Especial
Foto: Jonas Ramos / Especial
Exercícios moderados das gestantes favorecem o desenvolvimento cerebral dos bebês
 
Há muito tempo, as futuras mamães descobriram que vale a pena superar o cansaço que acompanha o peso extra da barriga e se exercitar durante a gestação. Para elas, os ganhos são diversos. Bem orientada, a atividade física reduz riscos de complicações como diabetes e eclâmpsia (quadro hipertensivo associado a perda de proteínas), além de ajudar a manter a forma antes e depois do parto. Os benefícios, contudo, não se restringem às mulheres.
 
Segundo um estudo apresentado no Congresso de Neurociências de San Diego, nos Estados Unidos, o cérebro de recém-nascidos cujas mães se exercitaram na gravidez se desenvolve mais intensamente, o que se traduz em habilidades cognitivas afiadas durante toda a vida. Não é preciso - nem se deve - pegar pesado nos exercícios. A pesquisa indicou que bastam 20 minutos de atividade moderada três vezes por semana para estimular a atividade cerebral dos bebês.
 
- Já é consenso que um estilo de vida ativo é benéfico para a cognição de crianças, adultos e idosos. Mas essa é a primeira vez que verificamos que os exercícios físicos da gestante também têm um impacto para os recém-nascidos - observa o neurologista Dave Ellemberg, especialista em neurodesenvolvimento e principal autor do estudo.
 
De acordo com ele, testes anteriores realizados com animais demonstraram que ratinhos nascidos de fêmeas que se exercitaram na gestação se saíam melhor em tarefas de memória e aprendizado. Além disso,  observou-se uma taxa maior de formação de neurônios no hipocampo.
 
- Acreditávamos que isso também ocorreria entre humanos - conta Ellemberg.
 
O cientista da Universidade de Montreal realizou o estudo com 60 gestantes que não tinham o hábito de se exercitar e eram pacientes do Hospital Pediátrico Sainte-Justine. Dos quatro aos nove meses de gravidez, metade das participantes entrou para um programa supervisionado de atividades físicas aeróbicas, 20 minutos por dia, três vezes por semana. Entre oito e 12 dias após o nascimento, os 60 bebês passaram por um eletroencefalograma, método não invasivo que mede, por meio de eletrodos posicionados na cabeça, a intensidade da atividade cerebral.
 
- Descobrimos que os bebês das mulheres fisicamente ativas tinham uma ativação cerebral mais madura, sugerindo que seus cérebros se desenvolveram mais rapidamente - revela Ellemberg.
 
Na hidro ou na musculação
Para a comerciante e nutricionista de formação Marilise Bedin, 28 anos, a notícia de que poderia continuar frequentando a academia durante a gravidez foi um alívio. Afinal, seria difícil abandonar o hábito que adquiriu há pelo menos oito anos. Claro que ela estranhou um pouco a mudança no perfil dos exercícios _ trocou diárias e puxadas aulas de kangoo jump, CXworx (treino funcional na sala de ginástica) e musculação por hidroginástica três vezes por semana _ mas ficou feliz quando o médico disse que não era preciso parar completamente.
 
- Tive apoio do médico e dos professores da academia para continuar me exercitando. Nunca senti nenhum desconforto nas aulas. No início achei até muito calmo, porque estava acostumada a outro tipo de exercícios - conta ela, grávida de seis meses.
 
Marilise diz que, com a atividade física, ganhou, principalmente, disposição. Agora ela também percebe os exercícios dentro da água como grandes aliados contra as dores nas costas - antiga conhecida das grávidas. Até mesmo Pedro, o primogênito que Marilise aguarda, sai ganhando com as aulas.
 
- O bebê fica quietinho, bem tranquilo. Quando saio da aula, acho que ele dorme, porque fica um tempinho sem se mexer - conta.
 
Marilise soube pelo médico que mulheres que já praticam atividade física geralmente podem continuar a se exercitar (é bom lembrar que estamos nos referindo a gestações sem riscos). Para as mamães sedentárias, a orientação é esperar pelo menos os três primeiros meses de gravidez até começar a fazer algo.
 
Noites de sono mais tranquilas e menos dores nas costas
A mesma orientação foi recebida pela profissional de comércio exterior Valeska Sottili Giacomin, 33. Como ela já praticava musculação havia cinco anos, o médico liberou que continuasse. Neste momento, entrou o papel do profissional da academia, responsável por criar um treino adequado para quem espera um bebê.
 
- Os exercícios devem ser de baixo impacto e bem orientados por um profissional. Também solicitamos a liberação do médico de cada gestante - avalia a educadora física Diane Stefan, da academia caxiense Biocenter.
 
Valeska confessa que, no início da gravidez, sentia mais receio de que a rotina na academia pudesse prejudicar seu bebê.
 
- No início você sabe que está grávida, mas não tem barriga ainda. Tinha medo de tropeçar, de que alguém fosse bater em mim sem querer. Por incrível que pareça, quando a barriga começou a aumentar, eu perdi o medo - relata.
 
Apesar de fazer praticamente todas as atividades que fazia antes, as séries foram reduzidas, assim como as cargas. Caminhadas, alongamentos e exercícios isométricos ganharam ênfase; já os movimentos envolvendo membros inferiores perderam a intensidade. Aos oito meses de gestação da primeira filha, Helena, Valeska frequentou a academia até dezembro, quando sentiu um mal-estar e decidiu parar.
 
- Meu médico achou melhor que eu parasse, até porque tinha me exercitado durante sete meses da gravidez. Mas já estou sentindo falta - diz ela.
 
Para Valeska, a academia trouxe benefícios como noites de sono mais tranquilas, ausência de dores nas costas e melhor controle do peso. Assim como Marilise, ela defende que as futuras mamães podem continuar se exercitando, sempre respeitando o próprio ritmo:
 
- A orientação dos profes da academia é nunca exagerar, não forçar.
 
Ajuda na autoestima
Hidroginástica, natação, ioga, pilates e musculação são só algumas das opções que as gestantes têm para não ficarem paradas. A educadora física Diane Stefan explica que os exercícios de musculação são os que mais têm restrições, exatamente por isso o acompanhamento de um profissional da academia se torna ainda mais importante.
 
- A maioria ainda prefere a hidro, acho que se sente mais confortável na água. Muitas têm medo e acham que não podem fazer musculação de jeito nenhum - conta a instrutora de academia.
 
Ela revela que os exercícios de musculação não mudam muito num treino para gestantes, apenas precisam ser de baixa intensidade. Nem mesmo os temidos abdominais precisam ser abolidos do treino das futuras mamães.
 
- O reforço da pélvis, do tronco e abdome são importantes e alcançados com exercícios abdominais. A ioga e o pilates trabalham bastante essa região. Mas o importante é a mulher se sentir confortável fazendo o exercício - ensina.
 
Diane aponta a prevenção e controle da diabete gestacional, da hipertensão e a diminuição do inchaço e dores nas costas como alguns dos principais benefícios dos exercícios. Além disso, a educadora física lembra que a atividade física é uma grande aliada da autoestima:
 
- Evita a depressão pós parto, pois a mãe vai estar se sentindo muito melhor com ela mesma.
 
Riscos aumentados
- O diabetes desenvolvido durante a gravidez pode causar complicações tanto para a mãe quanto para o bebê.
 
- No início da gestação, a presença da doença faz com que aumentem os riscos de aborto precoce e de defeitos congênitos. Quando a enfermidade não é bem controlada ao longo da gravidez, o feto pode crescer demais e a chance de ele nascer morto é maior.
 
- O diabetes gestacional é mais frequente entre mulheres obesas e acomete de 1% a 3% das grávidas.
 
 - A eclâmpsia é caracterizada pelo aumento da pressão arterial em grávidas a ponto de provocar convulsões. Se não tratada rapidamente, pode ser mortal. No estágio anterior, a pré-eclâmpsia, pode provocar deslocamento prematuro da placenta e, consequentemente, baixo desenvolvimento fetal.
 
Correio Braziliense

Possível cancerígeno é encontrado em índices elevados em biscoitos e no pão francês

Possível cancerígeno é encontrado em índices elevados em biscoitos e no pão francês Andréa Graiz/Agencia RBS
Foto: Andréa Graiz / Agencia RBS
Ingestão dos produtos industrializados deve ser feita com cautela
Teste avaliou marcas de torrada, salgadinhos e batata frita
 
Para quem não abre mão do pão francês no café da manhã ou de uma porção de batata frita no almoço, é melhor prestar atenção. A Proteste (Associação de Consumidores) constatou os altos níveis de acrilamida que esses produtos industrializados podem conter. A substância química, formada durante o aquecimento de alimentos ricos em carboidratos a temperaturas acima de 120°C, é classificada como um provável cancerígeno pela Agência Internacional de Pesquisa em Câncer. Por isso, a associação recomenda a sua ingestão com extrema moderação.
 
O teste avaliou a presença da substância em 51 alimentos, e também foi percebido que dentro de um mesmo tipo de comida existem produtos com diferentes teores da acrilamida. Éo que acontece, por exemplo, com o biscoito doce: o Passatempo apresenta menos de 100 microgramas por quilo, enquanto a marca Adria possui 1.110. A pesquisa constatou que o pão francês e os biscoitos doces e salgados são os campeões em teor da substância.
 
A PROTESTE pediu a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a elaboração de um código de boas práticas para que os fabricantes revejam seus processos de fabricação e cumpram metas para a redução da acrilamida em seus produtos.
 
Zero Hora

Melhoria na condição de vida reduz número de mortes por doenças cardiovasculares, diz pesquisa

Melhoria na condição de vida reduz número de mortes por doenças cardiovasculares, diz pesquisa Flávio Neves/Agencia RBS
Foto: Flávio Neves / Agencia RBS
Diminuição foi percebida no Rio de Janeiro, São Paulo
e Rio Grande do Sul
Diminuição foi percebida no Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul
 
Uma pesquisa de médicos da Universidade Federal Fluminense apontou que melhorias das condições socioeconômicas da população reduziram o índice de mortalidade por doenças cardiovasculares, principalmente nos casos de acidente vascular cerebral (AVC), em pelo menos três estados do Brasil: Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul.
 
A pesquisa, assinada pelos médicos Gabriel Porto Soares, Júlia Dias Brum, Gláucia Maria Oliveira, Carlos Henrique Klein e Nelson Albuquerque, trabalhou os indicadores socioeconômicos a partir de 1949 e analisou a mortalidade do DataSUS entre os anos de 1980 e 2008.
 
A médica, professora da UFRJ e presidente da Sociedade de Cardiologia do Estado do Rio de Janeiro (Socerj), Gláucia Maria Oliveira, informou que os estudos mostraram que há uma defasagem de 30 anos entre investimentos de recursos na diminuição da mortalidade infantil, no aumento dos anos de estudo da população e na melhoria do PIB, para que tenha em média o efeito da redução da mortalidade por doenças cardiovasculares.
 
— Houve relação muito estreita entre a queda da mortalidade com a melhoria dos níveis socioeconômicos. A queda começou a partir de 1980 e depois se intensificou em 2000, mas o benefício vem do investimento que foi feito lá atrás. Há uma defasagem para que caia a mortalidade não só por doença isquêmica do coração, quanto por doenças cérebro-vasculares quanto por doenças do aparelho circulatório — afirmou Gláucia.
 
A influência dos investimentos, segundo Gláucia, vai variar entre os estados que apresentaram os resultados da pesquisa.
 
— Em São Paulo, como tem o nível socioeconômico melhor, se vê o benefício em um ano se houver o investimento. No Rio de Janeiro, que tem o nível socioeconômico mais baixo, a diferença para ter o benefício vai variar em torno de 20 a 30 anos. Houve uma melhora maior no nível socioeconômico a partir dos anos 2000 e esperamos que no futuro tenhamos uma queda maior na mortalidade — explicou.
 
A pesquisa revelou ainda que os benefícios atingem todas as faixas da sociedade, porque há investimentos nos fatores determinantes, como queda de mortalidade infantil, aumento nos anos de estudos e elevação do PIB.
 
— Quando se investe no PIB, se investe para todo mundo. Essa é que é a vantagem. Por isso que a mortalidade cai tanto e tem benefício para todas as classes. No Rio de Janeiro se houver investimento de R$100 na economia, tem uma queda percentual de 1,5 até 2 nas doenças isquêmicas do coração, mas as doenças do aparelho circulatório caem até 6 % — acrescentou.
 
Para o presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), Jadelson Andrade, o resultado da pesquisa é muito importante porque as doenças cardiovasculares ainda são a maior causa de morte no Brasil, respondendo por mais de 300 mil óbitos anuais.
 
A pesquisa foi publicada pela revista científica da Sociedade Brasileira de Cardiologia, Arquivos Brasileiros de Cardiologia.
 
Agência Brasil

Conheça mitos e verdades sobre a artrose

Conheça mitos e verdades sobre a artrose  Szekeres Szabolcs/Deposit Photos
Rigidez no corpo, inchaços e inflamações são os sintomas
 mais comuns
Doença ainda desperta muitas dúvidas nos pacientes
 
Tema pouco discutido no Brasil, a artrose é uma patologia que já afeta 10 milhões de pessoas no país, segundo a Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT). Dores nas articulações após esforços, sensação de rigidez no corpo, inchaços e inflamações são os sintomas presentes na maioria dos casos. Embora muitas pessoas associem a doença exclusivamente aos idosos e não despertam interesse no assunto, a anomalia também pode atingir pessoas mais jovens.
 
Há muita desinformação entre a população, e especialistas garantem que é fundamental a conscientização sobre a importância do diagnóstico precoce para que as chances de sucesso no tratamento e a qualidade de vida do paciente aumentem.
 
— Medicamentos adequados e exercícios podem evitar cirurgias e aliviar e controlar os sintomas— explica a fisioterapeuta Mariana Schamas.
 
Para o diagnóstico, é necessário observar os sintomas que o indivíduo apresenta, podendo o médico solicitar um raio-x ou ressonância magnética da articulação.
 
Confira mitos e verdades a respeito da doença:
 
A artrose é uma doença sem cura conhecida
Verdade - Quem tem sintomas da artrose os pode amenizar com tratamentos conhecidos. A atividade física cuidadosa e acompanhada, alguns medicamentos e até mesmo cirurgias podem ajudar o paciente.
 
A incidência de artrose em homens e mulheres é igual
Mito - Estudos provam que há mais mulheres afetadas pela doença. Elas representam 61% dos pacientes que sofrem com a patologia.
 
O excesso de peso aumenta os sintomas da artrose
Verdade - O paciente que está acima do peso força mais as articulações por conta da sustentação natural do corpo. O joelho é a parte do corpo mais afetada pela doença, com sintomas em mais de 80% das pessoas acima de 41 anos.
 
Pessoas idosas que sofrem com a doença vão ficar incapacitadas em algum momento
Mito - Apesar de não ter cura, o diagnóstico precoce e os tratamentos adequados podem frear a progressão da doença e fazer com que o paciente tenha boa qualidade de vida e realize suas atividades normalmente.
 
Quem carregou muito peso durante a vida desenvolve sintomas da artrose
Verdade - A origem pode advir de determinados hábitos, tais como má-postura recorrente, levantamento de peso em excesso e esforços repetitivos. Cerca de 20% dos adultos brasileiros já são acometidos pela doença e o excesso de exercícios físicos será a causa de 45% dos casos de artrose no futuro.

Zero Hora

Pacientes fazem "poupança da beleza" de células para uso estético no futuro

Um serviço que congela e armazena células jovens e saudáveis para serem usadas em tratamentos estéticos no futuro –apresentado pela empresa responsável como uma "poupança da beleza"– já está disponível nos consultórios de São Paulo. Especialistas na área, no entanto, ainda se dividem quanto à validade e à utilidade desse tipo de procedimento.
 
Isso porque, embora existam pesquisas com resultados bem-sucedidos, uma boa parte das possíveis aplicações das células preservadas ainda está longe de sair dos laboratórios. E, as que já são aprovadas e têm aplicações efetivas no exterior, ainda não tiveram seus resultados validados para serem realizadas regularmente no Brasil.
 
"Ainda são necessários estudos para que esses tratamentos sejam desenvolvidos e usados rotineiramente, mas os resultados das pesquisas feitas no exterior são excelentes. Estamos trabalhando para desenvolver isso no Brasil também", rebate Andresa Forte, cientista da TechLife, empresa que presta o serviço e é um braço da CordCell, que armazena células-tronco do cordão umbilical.
 
Embalado pelo sucesso da técnica lá fora, a grande aposta da companhia são os fibroblastos, as células produtoras de colágeno –um dos principais "ingredientes" da firmeza da pele.
 
Editoria de Arte/Folhapress
 
Nos EUA, a FDA (agência que regula remédios e alimentos) aprovou o uso de uma técnica que usa os fibroblastos para corrigir rugas e depressões na pele.
 
Para isso, é retirado um pequeno pedaço de pele do paciente, preferencialmente de uma área pouco exposta ao Sol, para minimizar as chances de mutações. Depois, essas células são cultivadas em laboratório e reinjetadas, corrigindo as imperfeições.
 
Embora as atuais aplicações de colágeno, ou até de botox, já consigam bons resultados, as empresas apostam na maior durabilidade do método e na menor ocorrência de alergias ao usar as próprias células da pessoa.
 
A TechLife está montando um protocolo para tentar validar uma técnica semelhante à aprovada nos EUA para uso no Brasil. Além dos fibroblastos, a empresa também armazena outros tipos de material, com ênfase sobretudo nos que podem ser derivados em células-tronco: gordura e polpa do dente de leite.
 
Convidado pela TechLife para elaborar protocolos que validem as aplicações dos fibroblastos e outras células no Brasil. o geneticista Alysson Muotri, professor da Universidade da Califórnia em San Diego, diz que o armazenamento das próprias células em um banco privado é como um "seguro saúde" e vai além das questões estéticas.
 
"Pode ser que você nunca use. Mas, se precisar, pode estar ali o diferencial para salvar a sua vida. Os bancos públicos são bons, mas, para quem tem condições, guardar as próprias células é mais vantajoso", diz. "Mas sou uma pessoa cética. Estou trabalhando com muito rigor na questão da validação."
 
Ele reconhece que no Brasil ainda há desconfiança na parceria de cientistas com empresas privadas, mas diz que essa é uma oportunidade que traz benefícios para ambos os lados.
 
Aposta
Para a geneticista da USP Lygia da Veiga Pereira, esse tipo de serviço ainda é uma "aposta sem garantias".
 
"Célula-tronco é uma expressão que vende. Há muitas pesquisas promissoras na área, mas isso não significa que elas vão necessariamente resultar em uma terapia com uso prático. Já vimos muita coisa que em laboratório parecia linda, mas, quando começou a ser usada na vida real, não deu em nada."
 
Segundo a cientista, o fato de uma técnica ter tido sucesso em um laboratório não significa que, necessariamente, outras semelhantes terão os mesmos resultados.
 
"Quando se trata de células, há muitas variáveis em jogo. Qualquer mudança no método, por menor que seja, pode representar uma alteração no resultado final", diz.
 
Cautela
Embora não tenha se pronunciado especificamente sobre o caso, o CFM (Conselho Federal de Medicina) já emitiu uma nota técnica recomendando que os médicos tenham "cautela na divulgação do uso de células-tronco em procedimentos estéticos".
 
A Sociedade Brasileira de Dermatologia indicou como porta-voz a médica Marisa Gonzaga, professora da Faculdade de Medicina do ABC, que é ligada à TechLife.
 
"Hoje ainda não há uma definição quanto a isso [as aplicações práticas], mas tudo indica que os resultados são excelentes", disse a médica, que participa da elaboração do estudo de validação dos fibroblastos no Brasil.
 
Folhaonline