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quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Alimentos que não acrescentam calorias ao organismo e ainda ajudam a emagrecer

Aipo: ingrediente cativo na dieta detox, ele não engorda, serve
de petisco e também alivia o estresse
Conhecidos por alimentos com "calorias negativas", são aqueles em que o corpo gasta mais energia para digeri-los do que a quantidade de calorias que eles contêm
 
Muito se fala sobre os alimentos com calorias negativas, ou seja, aqueles que têm calorias mas o organismo gasta mais energia para digeri-los do que aquelas que foram ingeridas. A pessoa, portanto, perderia calorias da melhor maneira possível: comendo.
 
A nutricionista Laís Coelho, da Natue, explica que ainda não existem estudos que comprovem esse fato, portanto não se pode cientificamente afirmar a existência deles, mas, na prática, alguns alimentos realmente causam esse efeito de emagrecer comendo.
 
“Pode-se dizer que são alimentos que não acrescentam calorias ao organismo, auxiliando assim no emagrecimento”. Mas há uma ressalva quanto à nomenclatura: “Todo alimento apresenta um valor energético no nosso organismo, já que necessitamos das calorias provenientes dos alimentos para o fornecimento de energia. Sendo assim, não é ideal denominar os alimentos como ‘calorias negativas’, por mais que alguns deles exijam um gasto calórico maior para serem metabolizados”, explica Laís.
 
Veja alimentos que causam esse efeito no organismo:
 
Agrião: é um inibidor da fome fora de hora e também melhora sintomas de intoxicação, como a ressaca
 
Aipo: ingrediente cativo na dieta detox, ele não engorda, serve de petisco e também alivia o estresse
 
Alface: é uma folha magra, presente em todas as dietas e contém lactuário, uma substância com efeito sedativo
 
Abacaxi: ele queima gordura e ainda é anti-inflamatório
 
Abobrinha: ela está em todos os cardápios das dietas porque é desintoxicante
 
Aspargo: além de diurético (aumenta a eliminação de líquidos pela urina), é rico em ácido fólico e fibras
 
Beterraba: além de ter um sabor adocicado, que ajuda a melhorar o humor, ela ajuda a limpar o organismo
 
Brócolis: versátil, vai com pratos quentes e frios. Pesquisas mostram que ele protege contra o câncer de pulmão e cólon
 
Cenoura: pobre em carboidrato, pode ser levada como lanche, ajuda no bronzeado e é magra
 
Couve-flor: além de não engordar, ela tem nutrientes que reforçam a imunidade do organismo
 
Cranberry: ajuda a tratar infecções e também limpa o organismo. Aqui é mais fácil de achar sob a forma de suco
 
Espinafre: rico em magnésio. Ajuda a desintoxicar o organismo
 
Laranja: como é uma fruta cítrica, ajuda a emagrecer e protege contra infarto e AVC
 
Maçã: ela é de fácil digestão, amplia a saciedade e protege a memória
 
Mexerica: amplia a sensação de saciedade e ajuda a acelerar o metabolismo
 
Pepino: além de ajudar no emagrecimento, ele também é considerado uma arma poderosa para deixar a barriga chapada
 
Pimenta: tempero que faz a diferença no sabor e na dieta. Acelera o metabolismo e ajuda a queimar calorias de outros alimentos
 
Repolho: ingrediente da dieta dos países magros, ele ajuda na digestão, melhora a cicatrização e ainda emagrece
 
Vagem: saborosa, nutritiva e também uma importante aliada no combate à barriga saliente
 
Na lista dos que no resultado final não acrescentam calorias a mais no corpo entram as frutas e verduras, além das carnes magras. “Além disso, existem também alguns alimentos com ação termogênica, ou seja, são capazes de acelerar o metabolismo, aumentando o gasto energético e ajudando a emagrecer, como o chá-verde, café verde, óleo de cártamo e óleo de coco, entre outros”, conta.
 
Embora causem esse efeito interessante para quem busca perder uns quilinhos, incluir esses alimentos na dieta é importante até para quem não precisa se preocupar em manter a forma. “São benéficos à saúde, e devem ser incluídos na alimentação diária com os outros grupos alimentares”, recomenda.
 
Na "lista do bem" entram alimentos como mexerica, espinafre, vagem, laranja, maçã, melão, melancia, rúcula, chuchu, cenoura, brócolis, entre outros.
 
Mas abusar deles não faz bem. “Assim como a falta, o excesso também pode ser ruim", explica a nutricionista. Ela recomenda que a pessoa siga uma alimentação equilibrada, ou seja, composta pelos mais variados tipos de alimentos, incluindo cereais, leguminosas, carnes, frutas, verduras e legumes, Além disso, a pratica de atividade física é essencial para quem busca uma vida mais saudável.

iG

Mundo contempla ‘maremoto’ de câncer e custos fogem do controle, diz OMS

No mundo, estima-se que 14 milhões sejam diagnosticados todos os anos, previsão é que número aumente para 24 milhões em 2035, com concentração nos países emergentes
 
A Organização Mundial da Saúde (OMS) advertiu nesta terça-feira (4) que o mundo corre o risco de enfrentar um "maremoto" de casos de câncer nos próximos anos, e os gastos com o tratamento da doença estão ficando descontrolados em todo o mundo.
 
Segundo o alerta da entidade, feito no Dia Mundial do Câncer, o número de casos da doença deve chegar a 24 milhões até 2035, mas metade deles pode ser prevenido. Para tanto, existe uma "necessidade real" de ampliar os esforços preventivos, combatendo tabagismo, a obesidade e o alcoolismo.
 
No Brasil, um levantamento divulgado pelo Ministério da Saúde no ano passado indica que haverá 576.580 casos diagnosticados apenas neste ano. O relatório prevê que os tipos com maior incidência serão o câncer de pele, de próstata e de mama.
 
Um estudo divulgado em 2013 no periódico Lancet Oncology, previa um aumento de 38,1% nos casos de câncer no País ao longo desta década, passado de 366 mil casos em 2009 para mais de 500 mil em 2020.
 
No mundo, estima-se que 14 milhões de pessoas sejam diagnosticadas todos os anos com câncer, segundo a OMS. A previsão é de que esse número aumente para 19 milhões em 2025 e 24 milhões em 2035, com os países emergentes concentrando os novos casos.
 
Incidência de câncer no mundo

Hábitos
Em seu Relatório Mundial do Câncer 2014, a OMS diz que além da combinação de obesidade e sedentarismo, do álcool e do fumo, outros fatores associados ao câncer que poderiam ser prevenidos são:
 
- Radiação (solar e de scanners médicos)
 
- Poluição atmosférica;
 
- Adiar a gravidez para quando as mulheres têm mais idade, ter menos filhos e não amamentar.
 
Chris Wild, diretor da agência internacional da OMS para a pesquisa sobre o câncer, disse que o "fardo global do câncer está se tornando mais pesado e mais evidente, principalmente devido ao envelhecimento e crescimento da população".
 
"Se verificarmos o custo de tratamento do câncer, ele está fugindo do controle até em países com renda alta. Prevenção é algo absolutamente crucial e vem sido um tanto negligenciada."
 
Brasil
Questionado pela BBC Brasil, o Ministério da Saúde informou que o investimento em assistência a pacientes com câncer cresceu 26% em dois anos.
 
"O recurso alocado para o diagnóstico e tratamento da doença passou de R$ 1,9 bilhão, em 2010, para R$ 2,4 bilhões, em 2012. Além desses recursos, estão reservados ao setor, para o período de 2011 a 2014, R$ 4,5 bilhões em programa estratégico de prevenção do câncer de colo do útero e de mama, que prevê também o fortalecimento da rede de assistência e diagnóstico precoce", disse o ministério em nota.
 
O ministério não forneceu estimativas sobre o número de brasileiros que possam ser vítimas do câncer nos próximos anos. Informou, no entanto, que com o aumento de recursos "foi possível ampliar em 17,3% o número de sessões de radioterapia" e em "14,8% as de quimioterapia".
 
Prevenção
Bernard Stewart, um dos editores do relatório da OMS, diz que a prevenção tem "um papel crucial no combate ao maremoto de câncer que estamos vendo surgindo em todo o mundo".
 
Ele explicou que o avanço da doença está associado, em muitos casos, aos hábitos das pessoas e citou o exemplo dos australianos que costumam tomar sol nas praias "até que cozinham de forma homogênea em ambos os lados".
 
"Em relação ao álcool, por exemplo, nós estamos cientes dos seus graves efeitos, sejam eles acidentes de carro ou agressões. Mas há um problema que não é discutido simplesmente porque não é reconhecido, especialmente envolvendo o câncer."
 
"Há coisas que devem estar na pauta de discussões: modificar a disponibilidade do álcool, a rotulagem do álcool, a promoção do álcool e o preço do álcool", afirmou.
 
Stewart disse que um argumento similar pode ser apresentado em relação ao açúcar, que impulsiona a obesidade, que por sua vez eleva o risco de tumores.
 
BBC Brasil

Qual cirurgia plástica é a ideal para você?

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Antes de decidir por uma cirurgia plástica, é fundamental saber
o que ela de fato pode fazer por seu corpo ou rosto
Implante de silicone não levanta os seios, e lipoaspiração não emagrece ninguém: entenda como funcionam as cirurgias plásticas mais comuns no Brasil, e suas contraindicações
 
Na ânsia de ter o corpo sem imperfeições e o rosto sempre jovem, muitas mulheres não têm medo de encarar o bisturi. O Brasil é o segundo colocado no ranking mundial de cirurgias plásticas: segundo pesquisa da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética, ficando atrás apenas dos Estados Unidos.
 
Essa colocação se deve em grande parte à nossa cultura, que, segundo o cirurgião plástico Alexandre Piassi Passos, dá muito valor à beleza física. “A cultura brasileira cultua o corpo bonito e sua exposição”, explica Passos, “por isso, a cirurgia plástica é forte aqui”.
 
No entanto, cirurgias plásticas devem ser vistas com cautela. Ainda segundo Passos, o procedimento cirúrgico estético só melhora o que já existe, por isso as expectativas das pacientes devem ser realistas. Segundo o também cirurgião plástico Márcio Castan, "o mais importante é ter uma conversa franca com a paciente e saber o que ela quer e o que nós podemos fazer”.
 
Além da honestidade, é imprescindível que a saúde da paciente esteja em dia. De acordo com o cirurgião plástico Eduardo Andrade Filho, nada impede uma pessoa hipertensa ou diabética de fazer uma cirurgia, desde que esteja com a doença controlada. “É fundamental fazer exames que comprovem que a saúde do paciente está estável, além de verificar os hábitos desse paciente, pois podem prejudicar o processo”, afirma Andrade Filho.
 
Um dos hábitos mais prejudiciais é fumar. Segundo Andrade Filho, o cigarro afeta a microcirculação, o que prejudica a cicatrização e recuperação da pele - entre vários outros males, é claro. Também é importante saber se o paciente toma remédios controlados, pois eles podem afetar a resposta do organismo à intervenção cirúrgica.
 
Fora as recomendações gerais para todo procedimento cirúrgico, há algumas particularidades de cada tipo de cirurgia plástica. O Delas selecionou as cirurgias mais procuradas no Brasil, de acordo com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, e conferiu com os três cirurgiões para quem cada um é indicado e quais as precauções necessárias.
 
Confira:

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A lipoaspiração retira gordura localizada, e não é indicada
para emagrecimento
Lipoaspiração
 
- É indicada para: quem não está acima do peso e sofre com gordura localizada
- Contraindicada para: quem está obeso e planeja emagrecer com a cirurgia

A lipoaspiração é ideal para quem não está muito acima do peso. Ao contrário do que pensa muita gente, essa cirurgia não tem efeito emagrecedor: ela só remove gorduras localizadas e afina o contorno do corpo.
 
A cirurgia em si consiste na introdução de uma cânula sob a pele que aspira a gordura (daí o nome).
 
De acordo com normas mundialmente estabelecidas, só é permitido retirar de 5 a 10% do total de gordura do organismo, que pode ser distribuído em várias áreas do corpo. Como células adiposas são retiradas, o acúmulo de gordura pode mudar de região. Quem estava acostumada a ter mais culote, pode observar maior concentração de gordura no abdômen, por exemplo.
 
Durante o pós-operatório, é necessário usar uma cinta modeladora e começar a fazer drenagens linfáticas o mais cedo possível. A cinta ajuda a modelar a gordura e, ainda, a aderir a pele que foi descolada durante a cirurgia. A drenagem diminui os inchaços e evita grandes hematomas.
 
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O implante de silicone aumenta os seios, mas não levanta
ou aproxima
Mamoplastia de aumento (implante de silicone)
 
- É indicada para: quem tem pouco volume de seios e deseja aumentar
- É contraindicada para: quem tem seios caídos e deseja levantar

Como o próprio nome diz, essa cirurgia é indicada para quem tem pouco seio ou, ainda, como cirurgia reparadora depois de uma mastectomia. Por isso, a paciente não deve esperar seios mais elevados ou próximos.
 
Esse aumento é feito com a introdução de uma prótese de silicone texturizado que pode ser colocada abaixo da glândula mamária ou atrás do músculo. A incisão pode ser feita pela axila, abaixo do seio ou, ainda, ao redor da aréola. O tipo de prótese, seu posicionamento e onde será feita a incisão são decisões tomadas pelo cirurgião após entender qual o desejo da paciente e qual seu perfil.
 
A recuperação da cirurgia de aumento de seio é geralmente tranquila e relativamente rápida. No mês que se segue ao procedimento, é necessário usar um sutiã específico ou uma faixa tensora. Essas peças ajudam a firmar a prótese no lugar e a ajustar o formato final dos seios.
 
Mesmo quem passou por uma cirurgia tranquila deve ter em mente que a prótese de silicone não é definitiva. Hoje, a duração média de uma prótese é de 15 anos, o que significa que a paciente terá que se submeter a uma nova cirurgia para trocar o silicone.
 
É importante ressaltar que o silicone não aumenta os riscos de desenvolvimento de câncer de mama nem dificulta os exames de imagem, como a mamografia.
 
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A mastopexia, ou lift de mama, serve para reposicionar as
mamas, mas, sozinha, não altera o tamanho dos seios
Mastopexia ou lifting de mama
 
- É indicada para: quem quer levantar ou dar novos formatos para os seios
- É contraindicada para: quem deseja alterar o tamanho dos seios
 
Se o silicone é voltado para quem quer aumentar os seios, a mastopexia é indicada para quem quer dar nova forma ao busto. Mulheres com os seios flácidos ou que apresentam muito tecido mamário costumam optar por esse procedimento, às vezes associando a uma mamoplastia de aumento ou de redução.
 
Durante a cirurgia, pode ser necessário reposicionar o complexo aréolo-papilar, ou seja, o bico do seio. Por isso, é mais recomendável que a cirurgia seja feita por mulheres que já tiveram filhos e já amamentaram: o risco de comprometer os ductos lactíferos e ter perda de sensibilidade é baixo, mas existe.
 
O pós-operatório é similar ao da mamoplastia de aumento, mas pode ser mais chato e demorado. Como há tecido que foi removido, o organismo precisa de mais tempo para cicatrizar a região. Para ajudar, é uma boa ideia começar a fazer drenagens linfáticas o mais cedo possível e dormir de barriga para cima nos meses seguintes à cirurgia.

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A abdominoplastia é indicada para pós-parto ou após a perda
de muito peso, para reposicionar os músculos
Abdominoplastia
 
- É indicada para: quem mesmo com o peso normal, não tem um abdômen liso e tonificado
- É contraindicada para: quem ainda precisa emagrecer
 
A abdominoplastia é uma cirurgia que envolve a retirada do excesso de pele do abdômen e o reposicionamento dos músculos abdominais. Por isso, é bastante indicada para mulheres que deram à luz e não recuperaram a forma pré-gravidez, e para quem teve uma perda de peso relevante e rápida, como a ocasionada pela cirurgia bariátrica. Nessas duas situações, a mudança brusca de volume corporal excede a capacidade da pele de se adaptar, o que acaba rompendo as fibras de colágeno e ocasionando flacidez e estrias.
 
Durante o procedimento, é feito um corte na região inferior do abdômen e a pele é esticada e recosturada. Os músculos abdominais, que ficaram afastados por causa da gravidez ou por causa da obesidade, são costurados juntos para que fiquem no lugar correto.
 
Para que os resultados sejam os melhores possíveis, a pele do paciente deve ter uma boa elasticidade, o que pode exigir um tratamento prévio para estímulo do colágeno. Também é recomendado que os músculos do abdômen sejam previamente trabalhados com exercícios localizados.
 
O pós-operatório pode ser bastante incômodo porque o paciente deve andar com o corpo curvado até que a pele se acostume a sua nova posição, o que demora de 15 a 21 dias, em média. Assim que estiver recuperado, o paciente deve fazer exercícios localizados para obter resultados satisfatórios e dar tônus aos músculos reposicionados.
 
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A cirurgia das pálpebras é boa para quem tem flacidez na
região, mas não é rejuvenescedora
Blefaroplastia
 
- É indicada para: pessoas com mais de 45 anos que se incomodam com a flacidez da pele em torno dos olhos
- É contraindicada para: quem busca rejuvenescimento, já que ela apenas remove pele e gordura na região das pálpebras
 
Blefaroplastia é a cirurgia de remoção de pele e de gordura nas pálpebras. É indicada para pessoas acima dos 45 anos que já apresentam um acúmulo de pele na região e que sentem dificuldade em enxergar ou apenas se incomodam com a flacidez em volta dos olhos.
 
A bolsa abaixo dos olhos se forma porque o músculo nessa região fica mais fraco com o tempo e deixa emergir a gordura que se localiza atrás dele. Por isso, na cirurgia, é removida a gordura e o músculo é costurado para ficar mais firme.
 
Pessoas com doenças oculares como glaucoma e hipertensão devem estar com o quadro controlado para se submeter à cirurgia. Quem tem hipertireoidismo e apresenta exoftalmia também deve ter cuidado, pois os olhos podem ficar mais proeminentes após a cirurgia.
 
É importante ressaltar que essa cirurgia não promete rejuvenescimento, só ajuda a abrir o olhar. Por isso, é comum que seja associada a um lifting de sobrancelhas ou até um lifting facial completo.
 
Quanto ao pós-operatório, é bastante simples na maioria dos casos. O paciente geralmente tem alta no mesmo dia e deve fazer compressas frias na região dos olhos, assim como drenagens linfáticas. O uso de óculos escuros é altamente recomendado, pois evita cicatrizes e manchas.
 
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O lifting facial é indicado para diminuir rugas e flacidez,
mas não altera a aparência do rosto
Lifting facial
 
- É indicado para: quem quer corrigir sinais de envelhecimento no rosto e pescoço
- É contraindicado para: quem quer mudar a aparência do rosto
 
O lifting facial, como o nome diz, é uma cirurgia para levantar o rosto e, consequentemente, diminuir rugas e flacidez. Indicado para pessoas acima dos 40 anos que apresentam sinais do tempo, perda do contorno e do volume facial. O procedimento consiste em incisões na região das orelhas, na linha do cabelo ou no couro cabeludo para retirar o excesso de pele do rosto.
 
Para que o resultado fique natural e satisfatório, ainda pode ser indicado fazer enxertos de gordura na face, moldar a estrutura óssea e reposicionar e firmar os músculos faciais. No entanto, mesmo com todas as técnicas aplicadas com precisão, o sucesso da cirurgia depende muito do quão preparada está a pele. Pessoas com o hábito de aplicar cremes e fazer procedimentos clínicos como peelings e laser têm melhores chances de um resultado positivo. Assim como na abdominoplastia, um tratamento prévio de estímulo do colágeno pode ser necessário.
 
O pós-operatório pode ser bastante incômodo, pois o rosto fica inchado e dolorido. O paciente deve ficar em repouso e longe do sol por 10 dias. Depois, pode-se voltar às atividades cotidianas com parcimônia.

Delas

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Risco de contrair hepatite C por via sexual é maior do que se pensava

Pacientes com HIV que têm um parceiro portador tanto do
 vírus do HIV e da hepatite C têm entre duas e três vezes mais
 possibilidades de se contagiar
Estudo revela que o risco de contágio de hepatite C é alto não só em quem compartilha seringa
 
Cientistas suíços descobriram que ao risco de contrair hepatite C por via sexual é maior do que se pensava até agora, além de métodos como transfusão de sangue e troca de seringas com pessoas infectadas. O estudo, realizado a partir de uma base de dados de portadores do vírus da Aids (HIV), foi realizado pelos cientistas Roger Kouyos e Huldrych Günthard do Hospital Universitário de Zurique com o apoio do FNS (Fundo Nacional Suíço), segundo informou a organização através de um comunicado.
 
Os pacientes com HIV que têm um parceiro portador tanto do vírus do HIV e da hepatite C têm entre duas e três vezes mais possibilidades de se contagiar com esse tipo de hepatite do que outras pessoas soropositivas, segundo o estudo. Há alguns anos, se achava que a hepatite C era transmitida sobretudo por contato sanguíneo, mas os cientistas descobriram que cada vez mais pacientes homossexuais portadores de HIV contraem a doença.
 
Por isso, este estudo revela que o risco de contágio de hepatite C é alto não só entre toxicômanos que compartilham seringas, mas também entre pessoas portadoras da doença que mantêm relações sexuais. Este dado indica que "existem contágios de hepatite C sexualmente transmissíveis", comentou Kouyos.
 
Os cientistas compararam a estrutura molecular do vírus HIV em mais de 10 mil pacientes e 1.500 casais e acharam casos nos quais as sequências genéticas do vírus entre dois pacientes concordavam, o que levou à conclusão de que um tinha sido contagiado pelo outro. Os homossexuais parecem particularmente propensos a contrair esta doença por via sexual, embora os pesquisadores não sabem ainda qual é a razão.
 
— Uma explicação possível é que as relações sexuais por via anal aumentam a possibilidade de contato sanguíneo entre os casais. As pessoas portadoras de HIV e hepatite C não deveriam ter relações sexuais sem proteção.
 
Por enquanto, os pesquisadores não sabem se os casos de hepatite C transmitida por via sexual aumentaram em pessoas não portadoras de HIV. Isto acontece porque os pacientes com HIV se submetem a testes médicos regularmente devido a sua doença, por isso que é mais fácil detectar a hepatite C nestas pessoas, coisa que não ocorre com as pessoas que não são soropositivas. Nestes casos, a maioria desenvolve os sintomas da doença semanas ou inclusive meses após contrair a infecção.

EFE / R7

Cuidado: salto alto pode provocar inflamação grave nos pés e provocar dores na coluna

Dentre os principais sintomas que a sesamoidite são dor,
inchaço e calosidade
Especialista explica que há tratamento para problema nos sesamoides
 
Para muitas mulheres o salto alto é sinônimo de elegância e sensualidade. Porém, o o sapato pode se tornar um vilão ao provocar inflamação nos sesamoides, que são os ossos pequenos dos pés.
 
Umas das principais causas da inflamação é a sobrecarga durante uma corrida ou dança. Dentre os principais sintomas que a sesamoidite são dor, inchaço e calosidade, que podem ser tratados de diversas formas e, em casos mais avançados, com procedimentos cirúrgicos, além de fisioterapia.

Segundo Fabiano Nunes Faria, ortopedista da Beneficência Portuguesa de São Paulo, quando a mulher usa salto alto, o centro de gravidade do corpo é alterado, expondo-as a inflamações nos músculos da panturrilha, além dos riscos de queda.

Um estudo feito na Universidade Metropolitana de Manchester, na Inglaterra, mostrou que as mulheres que relatam usar salto de pelo menos cinco centímetros durante dois anos ou mais, cinco dias da semana, possuem um encurtamento das fibras dos músculos da panturrilha. Como consequência, a lombar fica sobrecarregada, e ocorre o desgaste na coluna.
 
O acessório força o equilíbrio do corpo sobre uma base muito menor, a ponta dos pés, e para que esse equilíbrio seja mantido, grupos musculares, não treinados para tal função, serão forçados, favorecendo as lesões.
 
O resultado de tanto esforço são lesões musculares, tanto na coluna como nos membros inferiores. O salto alto é o maior causador de lesões musculares, como dores lombares e nas vértebras.
 
Complexo de Cinderela
Segundo Eduardo Novak, ortopedista do Hospital Nossa Senhora das Graças, o pé feminino ideal é aquele pequenino, estreito e que caiba em um sapato de cristal, de preferência com um salto bem alto. Entretanto, a cultura vai contra a anatomia.

O desenho do pé é feito para que haja uma perfeita distribuição do peso do corpo, entre os mais diversos ossos da extremidade dos membros inferiores. A parte detrás do pé tem ossos fortes, grandes e robustos, que servem para absorver impacto e sustentar o peso do corpo. O calcanhar tem um coxim de gordura, que serve para amortecer a carga. A parte da frente do pé tem ossos finos, longos, que servem para dar impulsão.
 
Dicas de calçados
— Trocar o salto de 10 cm pelo de 3cm;

— Usar mais calçados confortáveis que deixam os dedos se movimentar, não prejudicando unhas que sofrem com os bicos finos;

— Usar tênis é a melhor opção quando os problemas aparecem;

— Descartar sapatos que apresentam desnível maior que 5 cm entre a parte frontal e o calcanhar.

R7