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quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Tecnologia na saúde: por que é preciso ter certificação

Foto: Reprodução
É inadmissível que soluções para saúde cheguem ao mercado sem chancela do órgão regulador, pondera o CEO da Pixeon
 
A Indústria Brasileira de Software e Serviços de Tecnologia de Informação (IBSS) vem avançando em ritmo constante – a taxa de crescimento anual chega a 8,2% – e atualmente é composta por mais de 70 mil empresas. Essa indústria gera soluções complexas voltadas para setores variados, como educação, agronegócio e saúde. Mas como qualquer outro produto, os softwares também precisam ser testados e aprovados antes de serem comercializados no mercado.
 
A tecnologia na área da saúde precisa de atenção redobrada principalmente pelo fato de que estamos lidando com a vida das pessoas. Para garantir que os softwares voltados à saúde tenham total segurança, o Ministério da Saúde atribuiu à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a responsabilidade de regulamentar, controlar e fiscalizar os produtos que envolvam a saúde pública, o que inclui, dentre outras atividades, a concessão de registro de produtos. Esses produtos são todos os tipos de aparelho, material, artigo ou sistema (software) de uso ou aplicação médica, destinado à prevenção, diagnóstico, tratamento, reabilitação ou anticoncepção. Nesse caso, softwares voltados à saúde têm a mesma importância que medicamentos e merecem a mesma atenção quanto a sua regularização.
 
Segundo a Agência Nacional, “a comercialização de softwares de gerenciamento e de visualização de imagens médicas não registrados na Anvisa constitui infração sanitária e sua utilização, pelos serviços de saúde, representa risco à saúde da população”. Como desenvolvedor de tecnologia neste segmento há mais de duas décadas, acho inadmissível que este tipo de solução possa chegar ao mercado sem a chancela do órgão regulador, pois se trata de um segmento crítico. Se eles são incapazes de garantir segurança e eficácia, então sequer deveriam estar em operação.
 
Vamos supor que uma mulher faça exame de mamografia, com a intenção de averiguar um possível nódulo no seio. Se o produto o qual ela usa para fazer esse exame não for 100% seguro (nesse caso, também não será homologado pela Anvisa), ele pode acarretar falhas de leitura, o que atrapalha um resultado assertivo. Um diagnóstico dado erroneamente por falta de informações ou por uma imagem de baixa qualidade gera inúmeros problemas que incluem desde a gestão das clínicas e laboratórios, a credibilidade e a carreira dos médicos e, o pior de todos os casos, colocar em risco a vida do paciente.
 
A tecnologia é a grande incentivadora da saúde e a missão de quem atua nestas áreas afins é aperfeiçoar as funcionalidades para que toda a cadeia envolvida – profissionais, corpo clínico, médicos, pacientes e seus familiares – usufrua de seus benefícios. Queremos aumentar cada vez mais a qualidade diagnóstica, a melhoria de processos, reduzir os custos, potencializar a comunicação e a integração e, principalmente, gerar tranquilidade para a rede de saúde. As pessoas querem (e já estão) viver mais e melhor, por isso é indispensável que a tecnologia seja uma das principais aliadas à prevenção e ao tratamento de doenças.
 
SaudeWeb

Tremer de frio ajuda a perder peso, diz estudo

Indivíduos com mais gordura 'boa' tendem a ser mais magros
 que indivíduos com gordura 'ruim'
Exposição curta a baixas temperaturas gerou efeito semelhante a uma hora de bicicleta moderada, segundo pesquisa
 
Indivíduos friorentos têm um consolo para enfrentar as baixas temperaturas: tremer de frio pode queimar tanta gordura quanto fazer exercícios moderados, segundo um estudo conduzido por cientistas da Austrália e Estados Unidos.
 
Ambas as atividades convertem o tecido adiposo branco (a indesejada gordura que armazena energia no corpo humano) em tecido adiposo marrom (que, ao contrário, queima energia para gerar calor), afirma o estudo.
 
Na pesquisa, indivíduos que tremeram por dez a 15 minutos em uma sala refrigerada e que fizeram uma hora de bicicleta a um ritmo moderado produziram a mesma quantidade do hormônio que estimula essa conversão.
 
O estudo foi coordenado pelo cientista australiano Paul Lee, do Instituto de Pesquisas Médicas Garvan, em Sydney, nos Institutos Nacionais de Saúde americanos (NIH, na sigla em inglês), em Washington.
 
As conclusões foram detalhadas na publicação científica Cell Metabolism.
 
"Quando sentimos frio, primeiro ativamos a nossa gordura marrom, porque queima energia e emite calor para nos proteger. Quando essa energia é insuficiente, o músculo se contrai mecanicamente, ou treme, gerando calor dessa forma", explicou Lee.
 
O estudo se insere em uma nova linha de descobertas relativas à gordura marrom desde que este tecido voltou a atrair as atenções da ciência.
 
'Gordura boa'
A gordura marrom é um mecanismo evolutivo que os humanos desenvolveram para enfrentar as baixas temperaturas da Terra nos primórdios da história. Existe em animais que hibernam, como os ursos, e ao redor do pescoço de bebês recém-nascidos, incapazes de se proteger do frio por conta própria.
 
Os cientistas achavam que a gordura desaparecia gradativamente até ser eliminada em indivíduos adultos. Entretanto, nos últimos anos, diversos estudos comprovaram que os depósitos deste tecido diminuem, mas não desaparecem no corpo – dando início a pesquisas para incentivar a formação de gordura marrom como forma de combater a obesidade e a diabetes.
 
Um estudo da Universidade de Harvard em 2012, custeada pelos NIH, identificou um hormônio produzido pelos músculos durante o exercício que transforma o tecido adiposo branco em marrom em animais, a irisina.
 
Na pesquisa coordenada por Paul Lee, voluntários foram expostos a temperaturas entre 12 e 18 graus centígrados, começando a tremer entre 14ºC e 16ºC.
 
"Identificamos dois hormônios que são estimulados pelo frio – a irisina e o FGF21 – que são liberados, respectivamente, pelo músculo tremendo e pela gordura marrom", explicou o endocrinologista.
 
"Estes hormônios aumentaram o ritmo de queima de células adiposas brancas em laboratório, e estas células tratadas começaram a emitir calor, o que é uma marca da função da gordura marrom."
 
Depois, estes participantes foram convidados a participar de exercícios físicos para comparar os dois processos. "Descobrimos que fazer bicicleta por uma hora em ritmo moderado produziu a mesma quantidade de irisina que tremer por 10 a 15 minutos", disse Lee.
 
"Nossa especulação é que o exercício físico imite o ato de tremer, pois há contração muscular durante ambos os processos", afirmou. "E que a irisina estimulada pelo exercício tenha evoluído a partir do ato de tremer de frio."
 
Frio benéfico
As conclusões de Lee apontam na mesma direção de outras pesquisas que também relacionam a queima de calorias à exposição moderada a baixas temperaturas.
 
Um estudo no Japão observou a redução da gordura corpórea em pessoas que passaram duas horas por dia em uma temperatura de 17 graus centígrados durante seis semanas.
 
Outra pesquisa da Universidade de Maastricht, na Holanda, indicou que indivíduos que passaram seis horas a 15 graus por dez dias tiveram seus depósitos de gordura marrom aumentados – o que em troca as permitiu adaptar-se à temperatura mais facilmente.
 
Cientistas estimam que, enquanto 50g de gordura branca armazenam 300 calorias no corpo, 50g de gordura marrom queimam 300 calorias por dia.
 
Indivíduos com mais proporção de gordura marrom tendem a ser mais magros que indivíduos que têm menos esse tipo de gordura.
 
BBC Brasil

Confira alimentos diuréticos que ajudam a combater o inchaço típico do verão

Foto: Reprodução
Pé com edema
Eles ajudam o corpo a eliminar o excesso de líquido retido por conta das altas temperaturas e que deixam, principalmente, as pernas e os pés inchados
 
Chega o verão e é sempre assim: alguns amam, outros odeiam. Os motivos para o descontentamento são muitos, e dentre eles está a retenção de líquidos. Em algumas pessoas, um inchaço desagradável pode surgir em vários lugares, principalmente nas pernas e pés.

Há casos em que o inchaço sinaliza problemas sérios, como má circulação sanguínea, trombose, insuficiência cardíaca ou mau funcionamento da tireoide. Nessas situações, é importante procurar um médico.

Mas, se o problema for o calor extremo do verão, é possível driblar com alguns alimentos diuréticos, que ajudam o corpo a eliminar o excesso de líquidos.

Confira alguns dos alimentos que ajudam a amenizar o inchaço desagradável do verão:

Abacaxi

Alcachfra

Alface

Beringela

Beterraba

Cenoura

Chuchu

Limão

Manjericão

Maracujá

Melancia

Melão

Morango

Orégano

Pepino

Repolho

Salsa

Tomate

iG

Como economizar água em casa

Foto: Reprodução
Diminuir o tempo do banho e manter o chuveiro fechado enquanto se ensaboa são algumas das maneiras para diminuir o gasto da água. Veja mais dicas
 
O calor intenso do verão no começo de ano sempre aumenta o consumo de água nas casas brasileiras, mas com a falta de chuvas, o nível dos reservatórios vem diminuindo alarmantemente.
 
Tamanha escassez de água pode levar os moradores de diversas cidades, entre elas algumas do interior paulista como Campinas, Piracicaba, Limeira e Rio Claro, a um racionamento ainda neste mês. Sendo que alguns bairros do Rio de Janeiro, como São Gonçalo, Duque de Caxia e Cachambi, já estão com o abastecimento comprometido.
 
Quer saber mais dicas sobre como economizar em casa? Confira os itens da galeria de fotos abaixo:
 
APROVEITE A ÁGUA DA CHUVA: Use essa água para atividades que não sejam de consumo (lavar o quintal e o vaso sanitário, por exemplo)
 
DIMINUA O TEMPO DO BANHO: Reduza para dez minutos, no máximo, a ducha e se ensaboe com o chuveiro fechado
 
ENSABOE AS LOUÇAS PRIMEIRO: Otimize a lavagem ensaboando o maior número de peças possível antes de fazer o enxágue
 
ELIMIME VAZAMENTOS E INFILTRAÇÕES: Investigue os pontos de vazamentos (em torneiras e mangueiras) e resolva o problema da umidade na parede
 
ESCOVE COM A TORNEIRA FECHADA: Tome cuidado para não deixar as torneiras pingando enquanto escova os dentes ou faz a barba
 
FECHE AS TORNEIRAS: Nada de deixar água correndo sem necessidade! Lembre-se de que o gasto por minuto pode chegar a 20 litros
 
INVISTA EM AREJADORES: Quanto maior a quantidade de ar misturada à água, maior o volume e a economia
 
LAVE AS ROUPAS DE UMA VEZ: A proposta mais econômica é reunir as trocas e lavá-las todas juntas, com a máquina na capacidade máxima
 
LAVE O CARRO COM UM BALDE: Usar a mangueira durante 30 minutos significa gastar até 560 litros de água. É mais indicado fazer a limpeza do carro com um balde
 
NÃO DESPERDICE A ÁGUA DA PISCINA: Outra forma de economizar é aproveitar a água da piscina das crianças para lavar o quintal ou a calçada
 
REAPROVEITE A ÁGUA DA MÁQUINA: Após a lavagem da roupa, uma boa alternativa é usar a água para limpar o quintal da casa
 
REGULE A DESCARGA: Conserte registros em mau funcionamento e dê apenas o número necessário de descargas (um único aperto gasta até 20 litros)

USE A ÁGUA DO ÁQUARIO: A limpeza do aquário não implica jogar fora a água usada, uma vez que ela está rica em nitrogênio e fósforo. A saída é aproveitá-la na rega das planta

USE A VASSOURA NA CALÇADA: A limpeza diária pode ser feita tranquilamente com uma vassoura. E, nos casos que exijam água, é mais econômico usar baldes
 
USE O REGADOR: Não molhe as plantas com a mangueira e faça a rega no período da noite para evitar a intensa evaporação
 
“Neste período, o consumo de água sobre de 3% a 5% e o número de banhos quase dobra. A nossa produção subiu de 43 mil litros por segundo para 47 mil litros por segundo. Uma saída para economizar água é manter o chuveiro fechado enquanto se ensaboa e diminuir o tempo da ducha”, diz Jorge Breard, diretor de produção da Cedae (Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro).
 
O mês de janeiro, a Grande São Paulo contou apenas com 87,8 ml de chuva, contra os 260 ml esperados nesta época do ano. E o volume de água armazenado na Cantareira, sistema que abastece 8 milhões de pessoas na região metropolitana da capital e 5,5 milhões de habitantes em Campinas, atingiu 21,4% da capacidade. Para estimular a economia e tentar adiar a necessidade de racionamento de água, a Sabesp anunciou no último sábado o desconto de 30% aos usuários que diminuírem o consumo a partir de 20% (em relação aos últimos 12 meses).
 
Algumas medidas podem reduzir o consumo de água nas residências, sendo o combate aos vazamentos e a substituição de válvulas desreguladas algumas delas. “Os vazamentos são muito comuns e as pessoas, sem saber, o incorporam na conta. Observar se as paredes do vaso sanitário ficam sempre molhadas é uma maneira de descobrir o problema”, afirma Ricardo Chain, engenheiro e gestor da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). Além disso, a economia pode acontecer com o uso de restritores de vazão em torneiras e chuveiros, a compra de produtos eficientes e o reaproveitamento da água vinda da máquina de lavar.

Delas

'Esquizofrenia não é sinônimo de violência', dizem especialistas

Foto: Reprodução
Estudos científicos mostram que apenas 5% dos esquizofrênicos cometem algum ato violento; Brasil tem 1,4 milhão de pessoas diagnosticadas com a doença
 
O caso de patricídio choca mais uma vez o País. O filho mata o pai, esfaqueia a mãe e depois tenta o suicídio. O crime repercute rapidamente, o morto é o respeitado cineasta Eduardo Coutinho e o trágico caso policial conta ainda com a informação de que o homicida seria supostamente esquizofrênico. Segundo vizinhos, logo após o crime, Daniel Coutinho, 42 anos, gritou que tinha libertado o pai. A reação imediata da população é relacionar esquizofrenia e violência. 
 
“Existe uma crença universal de que a doença mental explicaria a violência”, afirma Wagner F. Gattaz, Presidente do Conselho Diretor Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo. No entanto, explica ele, essa sensação não condiz com a realidade. De acordo com estudos científicos, apenas 5% dos esquizofrênicos cometem atos de violência, que vão desde uma briga de tapas ao homicídio. Em torno de 45% dos esquizofrênicos tentam suicídio e destes, 10% se matam.

“Se compararmos, vemos que o número de homicidas entre a população de esquizofrênicos é muito menor que o de homicidas na população sem doença mental. Na verdade, a esquizofrenia está mais ligada ao suicídio”, complementa o psiquiatra e coordenador do Programa de Esquizofrenia da Unifesp, Rodrigo Bressan.
 
Mesmo assim, casos raros e marcantes como o do designer que morreu após ser acertado por um taco de baseball em uma livraria de São Paulo e do estudante de medicina que matou três em um cinema na capital paulista permanecem por anos na memória. "Apesar de o que aconteceu domingo [com a morte de Eduardo Coutinho] ser uma tragédia, não é uma tragédia para todos os que têm esquizofrenia”, diz Jorge Cândido de Assis, vice-presidente da Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Esquizofrenia (ABRE), esquizofrênico há 29 anos.
 
O presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria, Antônio Geraldo da Silva, afirma que todo o paciente esquizofrênico sofre estigma. “Imagina se toda a notícia sobre alguém que cometeu um crime estivesse relacionada com o fato de ela ser hipertensa ou não. Veríamos que esta relação é alta. No entanto, ninguém relaciona hipertensão com violência. No caso do esquizofrênico, o estigma é muito alto e o contrário acontece. Nem sabem se o rapaz era esquizofrênico, eu não vi nenhum laudo sobre isto, mas já dizem que ele é esquizofrênico. É um País psicofóbico”, disse.
 
Foco no tratamento e não no preconceito
Assis, que convive há 29 anos com a doença e dirige a associação de esquizofrenia, afirma que casos de violência não acontecem de uma hora para outra e que, quando acontecem, são decorrentes da falta de tratamento ou de terapia ou medicação inadequadas. “A impressão que dá é que ele estava muito mal e extremamente psicótico", diz. 
 
Os dados da Coordenação de Saúde Mental da Secretaria de Administração Penitenciária do Rio de Janeiro reforçam o perigo da falta de tratamento. Dos 120 que cumprem medida de segurança no Hospital Henrique Roxo, 40 cometeram homicídio e quase todos eles não estavam em tratamento quando cometeram o crime.
 
Assis alerta que pacientes com esquizofrenia precisam seguir o tratamento com a medicação correta, a reinserção social e o acompanhamento psiquiátrico. “A pessoa tem delírios e alucinações. Está acreditando em sinais, constrói enredo próprio de que é perseguida, ou que é um ser superior. São experiências que tiram a pessoa do mundo real e a colocam à parte. É preciso estabelecer uma relação de confiança com alguém para poder voltar para o caminho da vida e aprender a lidar com estas experiências”, diz o hoje palestrante internacional e autor de livros sobre a doença.
 
Se eu não mato, não sou esquizofrênico
Para Gattaz, do Insituto de Psiquiatria do HC, nada impede mais a reabilitação destes indivíduos que o preconceito. “É preciso lembrar que existem mais de um milhão de esquizofrênicos no País e que precisam de tratamento”, diz. O risco de violência sobe para 30% quando o esquizofrênico consome álcool ou drogas. 
 
A reação ao caso da morte do cineasta Eduardo Coutinho já é sentida nos consultórios. “Vemos pacientes com esquizofrenia que passam a negar que têm a doença, pois como não matam, logo não são esquizofrênicos”, diz o presidente da Associação Brasileira de psiquiatria Antônio Geraldo da Silva.
 
O psiquiatra alerta que o aumento do estigma é um perigo, pois a violência só acontece por falta de tratamento. “A doença não é algoz. O algoz é não ter o tratamento”, diz, lembrando que estimativas afirmam que existem 1.500 esquizofrênicos sem tratamento só na cidade de São Paulo.

iG