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sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Mudanças alimentares ajudam a reverter a indisposição no trabalho


Mudanças alimentares ajudam a reverter a indisposição no trabalho Frances Magee/Stock.xchng/Divulgação
Foto: Frances Magee/Stock.xchng / Divulgação
Café da manhã é indispensável, pois fornece a energia
necessária para iniciar as tarefas diárias
Confira dicas para manter o bom funcionamento do organismo
 
Levantar cedo e dormir tarde. Essa é a combinação feita por muitos brasileiros que precisam conciliar os afazeres profissionais com as atividades pessoais. E com essa correria diariamente, é normal sentir cansaço mental e falta de energia. Porém, a indisposição no trabalho não está relacionada apenas ao excesso de atividades, ao estresse ou às noites mal dormidas. A alimentação interfere significativamente na disposição para executar as tarefas.
 
Segundo a nutricionista da Global Nutrição, Dra. Ana Huggler, uma dieta pobre em nutrientes é responsável pela ausência de energia.
 
— Os alimentos industrializados, ricos em gorduras saturadas, as frituras, carnes vermelhas e o excesso de açúcares aumentam a sensação de cansaço. Como esses são de difícil metabolização, gastam muita energia no organismo, ocasionando em um desequilíbrio do corpo — explica.
 
O cardápio, no entanto, deve ser colorido, constituído por vitaminas, antioxidantes e fibras. Isto porque cada célula do organismo precisa de pelo menos 45 nutrientes para desempenhar suas funções adequadamente.
 
— A alimentação variada suprirá as necessidades do organismo de cada pessoa. Mas a maneira como esses nutrientes atuam e contribuem para o seu funcionamento dependerá dos processos bioquímicos e fisiológicos resultantes pela quebra, transporte e utilização dos mesmos pelas células do organismo — informa a Dra. Ana.
 
Diante disso, se o metabolismo apresentar alguma alteração no seu funcionamento mesmo com uma alimentação balanceada, o organismo apresentará carências nutricionais que, por consequência, agravará nas suas funções. A nutricionista orienta ainda que o café da manhã é indispensável pela manhã, pois ele fornece a energia necessária para iniciar as tarefas diárias.
 
— Troque o pão branco pelo integral. Embora alimentos refinados forneçam energia, ela não dura muito tempo, pois são absorvidas pelo organismo rapidamente. Por este motivo os integrais são mais indicados porque são absorvidos de maneira gradativa — orienta ela.
 
Confira outras dicas para quem quer deixar de lado a falta de disposição no trabalho:
 
- Evite longos períodos em jejum, pois te deixará mais cansado durante o dia e com fome na hora do almoço, contribuindo para um maior consumo de alimento e elevando o risco de obesidade;
 
- Realize três refeições intercaladas com pequenos lanches com intervalos de três em três horas para evitar que o metabolismo fique lento;
 
- Ingira pequenas quantidades de alimentos, pois o excesso causa sonolência após as refeições;
 
- Inclua no menu a ingestão de frutas como a banana que é mais doce levando a produção da serotonina no nosso organismo, substância responsável pela sensação de bem estar;
 
- Consuma minimamente dois litros de água para que o corpo trabalhe de forma adequadamente, mantendo a hidratação.

Zero Hora

Faça atividades físicas na praia sem descuidar dos pés

Faça atividades físicas na praia sem descuidar dos pés  Marcos Porto/Agencia RBS
Foto: Marcos Porto / Agencia RBS
Cuidados variam conforme estilo dos praticantes
Tipo de terreno interfere no exercício
 
Nas férias de verão, é comum encontrar pessoas correndo ou fazendo caminhadas à beira-mar. Nesse período, a permanência da luz do sol por mais tempo ao entardecer é um dos fatores que motiva a prática de exercícios. Porém, alguns cuidados com as atividades físicas se fazem necessários. O ortopedista Renato Brufato Machado apresenta algumas dicas para os três grupos distintos de atletas no litoral:
 
Aos Praticantes eventuais
São aqueles que se exercitam somente quando vão à praia e que trabalham o dia inteiro usando calçados fechados. Essas pessoas devem apenas realizar caminhadas e poderão fazê-la de pés descalços e, de preferência, nas áreas de areia mais solta. Atenção para não cometer exageros, mesmo os que permanecem por apenas alguns dias no litoral. Normalmente, quando os músculos estão parados há bastante tempo, podem aparecer dores indesejadas que impossibilitem a continuidade da atividade física no dia seguinte.
 
Aos Praticantes Regulares
No caso do veranista habituado à prática esportiva, é recomendado sempre o uso de tênis de corrida ou a caminhada próxima da água. O cuidado especial fica por conta do impacto provocado pelo piso mais duro na praia. Por isso, o ideal é que se exercitem em uma superfície mais macia como a areia molhada.
 
Aos Corredores Habituais
Estes devem sempre usar tênis com amortecimento, não sendo recomendado utilizar calçados novos para correr na praia. Mesmo correndo diariamente, devem ter cuidados com lesões por dar preferência ao piso mais rígido, onde a areia é mais seca. Dessa forma, palmilhas sob medida poderão trazer mais conforto e melhorar o desempenho.
 
— Forçar o ritmo do exercício pode levar ao chamado estresse muscular ou até mesmo ao surgimento de distensões. É importante observar desníveis, como saliências na areia e pequenos buracos, para evitar problemas como entorse de tornozelo e até mesmo fraturas— destaca o médico.
 
Na avaliação do especialista, todas as pessoas que queiram praticar exercícios na beira da praia devem iniciá-las nas primeiras horas da manhã, período em que a radiação solar ainda é menos agressiva e o desgaste físico é menor. É imprescindível o uso de protetor solar em qualquer horário do dia.

Zero Hora

Esquizofrenia atinge 1% da população mundial

Foto: Reprodução
Esquizofrenia atinge 1% da população mundial
Doença causa alucinações, delírios e distorções do pensamento, mas surtos não são comuns
 
Um surto de esquizofrenia está sendo apontado como a mais provável explicação para o comportamento de Daniel Coutinho, suspeito de matar o próprio pai, o cineasta Eduardo Coutinho, e ferir a mãe, Maria das Dores Coutinho, no último domingo, dia 02. Daniel teria esfaqueado os pais e depois tentado suicídio.
 
Situações como essa, em que a pessoa perde a noção da realidade e coloca em risco a vida de familiares e a sua própria, podem ocorrer com pessoas que sofrem com a esquizofrenia, apesar de não serem comuns. O transtorno psiquiátrico, que atinge cerca de 1% da população mundial e não tem cura, é caracterizado por causar delírios, alucinações, comportamento e fala desorganizados e diminuição na capacidade de expressar a afetividade.
 
— A esquizofrenia pode se apresentar de diversas maneiras. A pessoa com a doença pode ser desde alguém desleixado, agitado ou mesmo uma pessoa silenciosa, isolada e pouco ativa. O importante é estar atento a alterações no comportamento do indivíduo, principalmente em relação ao aparecimento de atitudes que possam parecer estranhas ou inusitadas para quem convive com ela — explica o psiquiatra da Associação de Psiquiatria do RS Tiago Crestana.
 
Os surtos da doença, como o que possivelmente sofreu Daniel Coutinho, não são comuns. Nesses momentos, o portador da doença age de uma maneira completamente diferente do seu padrão e normalmente é acometido de uma forte sensação de perseguição. Em muitos casos, ocorrem quando o paciente interrompe o tratamento.
 
— O paciente melhora e esquece que tem a doença, abandona o tratamento e aí fica sujeito ao surto — afirma o psiquiatra Jorge Jaber.
 
A esquizofrenia pode aparecer em qualquer fase da vida, mas normalmente ocorre entre os 10 e 25 anos para os homens e entre os 25 e 35 anos para as mulheres. Casos antes dos 10 anos de idade e depois dos 60 anos são raros.
 
As causas da doença ainda não são totalmente conhecidas. Sabe-se que a genética é responsável por, pelo menos, um terço dos casos. Fatores ambientais também são responsáveis por desencadear o problema, mas não há dados conclusivos de quais sejam eles. Apesar do sofrimento causado pelas distorções do pensamento e da percepção da realidade de quem convive com a doença, a evolução nos medicamentos e o apoio médico interdisciplinar permitem viver de forma normal
 
— Embora cada paciente tenha uma história própria e responda de maneira diferente aos tratamentos existentes hoje em dia, o tratamento adequado pode permitir que as pessoas levem uma vida independente, trabalhando e se relacionando — conclui Crestana.
 
O que é
A esquizofrenia é um transtorno psiquiátrico que leva a pessoa a sofrer distorções do pensamento e da realidade, alucinações ou estados de afeto inadequados, podendo chegar ao que os especialistas chamam de embotamento afetivo, quando a pessoa perde todas as suas reações emocionais. Para se caracterizar como esquizofrenia, esses sintomas devem persistir por um certo período, ao ponto de causar dificuldade na realização de tarefas diárias como o trabalho, os cuidados pessoais e as relações com outras pessoas. A esquizofrenia pode estar associada a outros transtornos psiquiátricos, entre eles, o abuso de substâncias como álcool, cigarro e drogas
 
Evolução
A evolução da doença varia bastante e está ligada à gravidades da doença e ao tratamento recebido. Quanto mais cedo for feito o diagnóstico e iniciado o tratamento melhor para o paciente
 
Tratamento
Atualmente, a principal alternativa de tratamento são os medicamentos chamados de antipsicóticos. Procedimentos como eletroconvulsoterapia (ECT), conhecidos como eletrochoques, também podem ser usados. Normalmente os tratamentos são realizados por profissionais de diferentes especialidades

O que fazer em casos de surtos

Nos momentos de crise, as pessoas próximas devem procurar ajuda especializada o mais rápido possível. As alternativas podem ser contatar o médico da pessoa, caso ela já tenha um, ou buscar atendimento especializado através dos serviços de emergência

Zero Hora

Conheça os alimentos que ajudam a evitar a dor de cabeça

Conheça os alimentos que ajudam a evitar a dor de cabeça  Ver Descrição/Ver Descrição
Anis e outras ervas são aliadas contra a dor
Hábitos saudáveis combatem origens do problema
 
Dor de cabeça é comum, mas não é normal. Noventa e cinco por cento da população apresentará uma dor de cabeça ao longo da vida e cerca de 70% das mulheres e 50% dos homens apresentam pelo menos uma crise de dor ao mês, segundo dados da Sociedade Brasileira de Cefaleia (SBCE). As estatísticas apontam ainda que um total de 13 milhões de brasileiros sofre de dor de cabeça pelo menos 15 dias por mês, caracterizando um quadro de cefaleia crônica diária.
 
Especialistas levantam várias hipóteses para as origens do problema: fatores genéticos, sedentarismo, má alimentação, gripes, prisão de ventre, cansaço exagerado, longos períodos de jejum, entre outros. Porém, há uma boa notícia para quem padece desse mal: uma maneira fácil de controlar as crises é mudar os hábitos de alimentação.
 
De acordo com a nutricionista Andressa Barbosa, existem alimentos que podem desencadear ou piorar uma crise de cefaleia. É o caso do queijo, chocolate, café, frituras, bebidas alcoólicas, adoçantes e alimentos gordurosos em geral.
 
— O queijo e o chocolate, por exemplo, possuem uma substância que altera e aumenta o calibre dos vasos sanguíneos do cérebro. Café, refri, energéticos e chá preto, por sua vez, são ricos em cafeína, que causa dependência. A dor acontece em caso de abstinência ou pela interação com medicamentos— explica Andressa.
 
Por outro lado, a natureza desponta como aliada no combate ao problema na medida em que disponibiliza algumas plantas que ajudam a minimizar a dor e que agem no possível causador do desconforto.
 
— Anis, erva cidreira, girassol, guaraná em pó e maracujá são excelentes para o tratamento. Mas o indicado é que a pessoa faça o acompanhamento com um médico para identificar as causas e também uma dieta personalizada. Os analgésicos aliviam a dor, mas não a curam. Meios naturais de tratar as crises são mais promissores e nada agressivos ao organismo— conclui a nutricionista.

Zero Hora

Alimentos 'proibidos' para hipertensos

Queijo parmesão: 553 mg por 1 fatia (30g)
Silenciosamente, a hipertensão vai lesionando alguns órgãos. Alguns alimentos são cúmplices desse dano, por elevarem a pressão arterial. Conheça quais são e fique atento
 
É fato: o brasileiro consome o dobro de sódio que deveria. A quantidade máxima recomendada pela OMS (Organização Mundial da Saúde) é de dois gramas por dia. Consumimos quatro.
 
Aparentemente inofensivo, o uso abusivo do saleiro é como uma bomba-relógio - é uma questão de tempo para explodir em um problema de saúde mais sério.
 
O sódio leva à retenção de líquidos que, mesmo sem causar inchaço, aumenta o volume de sangue no corpo, que pressiona as artérias e eleva a pressão arterial. Com o tempo, quem sofre é o coração. Por ser um músculo, ele pode hipertrofiar e ficar insuficiente. Além disso, a pressão arterial alta pode levar a um acidente vascular cerebral bem como à falência renal.
 
"Em silêncio, a hipertensão vai lesando alguns órgãos, causa problemas nas artérias coronárias (que pode levar a um infarto), nas artérias renais (que leva à insuficiência) e nas cerebrais (que conduz a um AVC). Ela pode afetar até a retina, causando cegueira",  explica o clínico geral Lucas Zambon, supervisor do pronto socorro do Hospital das Clínicas de São Paulo.
 
Veja alguns alimentos que hipertensos devem riscar da lista de compras:
 
Bacalhau refogado: 1 256 mg de sódio a cada 100 gramas
 
Caldo de galinha: 979 mg por meio cubo
 
Carne seca cozida: 1.443 mg por 100g
 
Lasanha à bolonhesa (congelada): 1.734 mg de sódio por 320 gramas
 
Miojo de galinha: 1.951 mg de sódio, praticamente toda a quota diária de sódio permitida
 
Molho de soja: 855 mg para 1 colher de sopa
 
Nuggets: 742 mg de sódio
 
Ovinhos de amendoim: 687 mg por 45 gramas
 
Queijo parmesão: 553 mg por 1 fatia (30g)
 
Sardinhas em lata: 666 mg por 4 unidades
 
Sopa instantânea de cebola: 899 mg por 11 gramas da mistura (1 colher de sopa)
 
O mais alarmante é que, se a pessoa não estiver atenta e medir a pressão regularmente, pode demorar muito para saber que está hipertensa. "A pressão alta não gera sintoma. Essa é uma informação que muitas vezes é divulgada errada e gera lendas", afirma o médico.
 
Por isso, o mais indicado, até como precaução, é reduzir o sódio. Para quem já é hipertenso, alguns alimentos devem ser colocados na "lista negra". "O ideal é evitar alimentos em conserva, incluindo o bacalhau, carne seca, alimentos processados e congelados, incluindo enlatados e embutidos", explica Zambon.
 
iG