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sábado, 8 de fevereiro de 2014

Anvisa suspende venda e uso de lotes de protetor solar

A Anvisa determinou a suspensão da distribuição, da venda e do uso em todo o país de dois lotes do protetor solar Australian Gold SPF 30 plus, em spray e gel.
 
O prazo de validade dos lotes está adulterado.
 
Agência Brasil

Médicos alertam para falta de doadores de fígado no país

A carência de doadores de fígado no Brasil é preocupante
A carência de doadores de fígado no Brasil é preocupante. O alerta é de médicos especialistas e dos próprios transplantados. Eles apontam que o país conta com número muito abaixo do ideal para suprir a demanda de transplantes de doadores não-vivos em adultos.

De acordo com o membro do corpo clínico do Serviço de Transplante de Órgãos e Cirurgia de Fígado do Departamento de Gastroenterologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, Wellington Andraus, apenas 35% dos transplantes de fígado necessários são feitos no país.
 
“Uma estimativa da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos aponta que seriam necessários 25 transplantes por milhão de habitantes por ano no Brasil e conseguimos apenas 8 transplantes por 1 milhão de habitantes por ano. Apenas um terço dos transplantes são efetuados, os outros, 65% das pessoas que precisam deste procedimento morrem na fila”, lamentou ele.
 
Segundo o médico  a situação é ainda mais grave em São Paulo, onde há maior fila de pacientes na lista de espera do país, em números relativos e absolutos. Ele ressaltou que a escala MELD-Modelo para Doença Hepática Terminal - que pontua a gravidade da doença hepática crônica, em pacientes hospitalizados em São Paulo está entre 32 e 33 [83% de mortalidade]. “Em países como os Estados Unidos e na Europa essa escala está em torno de 20 [76% de mortalidade].
 
O problema prosseguiu o cirurgião é multifatorial, como carência de serviços de saúde em regiões pobres do país, precariedade do sistema de saúde em alguns hospitais, entre outros.
 
Existem duas modalidades possíveis para transplante hepático: doadores falecidos por morte encefálica e intervivos (família ou aparentados compatíveis que doam para o paciente com fígado doente). Andraus explicou que o ideal é que não seja necessária a doação de intervivos, para evitar risco cirurgico por parte de pessoas saudáveis.
 
“A estimativa é que ocorrem 50 a 60 mortes encefálicas por milhão de habitantes por ano. Se conseguíssemos 25, já estaríamos atendendo às nossas necessidades”, comentou ele ao admitir que praticamente nenhum país tem autossuficiência em doadores. “Só que aqui essa relação está muito pior do que a de outros países, inclusive, da América do Sul”, explicou.
 
Ele reconhece o esforço do Ministério da Saúde em descentralizar a captação dos órgãos e treinar cirurgião, mas acredita que um dos gargalos são a falta de campanhas dentro da própria área de saúde para que os médicos e enfermeiros notifiquem potenciais doadores.
 
A colaboradora da Associação Brasileira dos Transplantados de Fígado e Portadores de Doenças Hepáticas (Transpática) e coordenadora de casa de apoio de transplante em São Paulo, Andrea Teixeira Soares acredita que é possível melhorar mais a captação dos órgãos de doadores com morte encefálica.
 
“A maioria dos hospitais tem pouca estrutura. Muitas vezes, falta leito para manter o doador que já está em morte cerebral, falta incentivar as equipes a notificarem, pois muitos doadores morrem sem serem notificados”, comentou ela que é transplantada há 14 anos e precisou esperar dois anos na fila por um novo fígado.
 
“A espera é muito angustiante. Assim como eu, havia várias pessoas no ambulatório à espera de transplante. Quando um deles falecia era um baque para todos os outros, a gente se perguntava se conseguiria chegar a nossa vez. É uma fase de bastante insegurança. Mas não temos outra alternativa senão aguardar”, comentou.
 
Andrea Soares ressaltou a importância das campanhas de conscientização. “Não bastam campanhas pontuais, na época da semana de doação de órgãos em setembro, são necessárias campanhas constantes que esclareçam às famílias como é o processo de doação e explicar que a morte encefálica é irreversível”, disse.
 
“Muitas famílias recusam-se a doar os órgãos do parente morto por não compreenderem o que é morte cerebral e acreditarem que enquanto o coração bater a pessoa continuará viva e irá se recuperar”, acrescentou.
 
Apesar dos desafios enfrentados no país, ela acredita que a situação da fila de transplantes melhorou muito nos últimos anos e elogiou a mudança do critério cronológico para o de gravidade a partir de 2006.
 
“Na época em que fiz o transplante, o critério era cronológico e muitas vezes aquele que estava no princípio da fila estava melhor do que o paciente que ocupava o último lugar e, provavelmente,  essa pessoa acabava falecendo. Agora está um pouco mais igualitário,” opinou ela. “Mas nenhum critério será suficientemente justo”, ponderou. 
 
Os problemas mais comuns com o fígado que acabam gerando a necessidade do transplante no Brasil são ocasionados predominantemente pelo vírus C, responsável por alto índice de cirrose, além do álcool, hepatites autoimunes, gordura no fígado, entre outras causas.
 
Até o fechamento desta matéria, o Ministério da Saúde não havia se pronunciado sobre a situação da fila de transplantes de fígado no país.

Agência Brasil

Veja alimentos que refrescam e que ajudam a enfrentar os dias quentes

A melancia é composta de 92% de água
Quando as temperaturas chegam nas alturas vale beber muita água e optar por alimentos hidratantes para se refrescar
 
O calor é recorde. Cidades brasileiras como São Paulo e Porto Alegre registraram as temperaturas mais altas da história. Nunca fez tanto calor assim nas duas cidades, com termômetros que passaram dos 40ºC e sensação térmica de mais de 50ºC. A frase mais falada no momento seja em elevadores, ou inícios de conversas é o “que calor, hein?”. E o pior de tudo: a previsão é de que o mês todo seguirá nessa toada. 
 
O jeito é buscar técnicas para se refrescar e sobreviver ao verão e ao clima seco. Alimentos ricos em água, como na melancia, alface, chuchu, pepino, rabanete ajudam a hidratar e não engordam. Não deixe de preparar saladas leves e nutritivas, a final, mesmo com o calorão e a falta de apetite, o corpo precisa de nutrientes para funcionar corretamente.
 
Outra dica importante não tem relação com a temperatura, mas com a alta intensidade dos raios ultravioletas: use protetor solar. De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia, o indicado é usar, no mínimo, protetor solar fator 30. No Nordeste, a recomendação é que proteção comece antes das 9 horas. No Centro-Oeste e em outras regiões ela deve perdurar até depois das 16h.
 
Mas a campeã das reclamações neste verão é a dificuldade para dormir. Neste caso, a dica de ouro é tomar um banho antes de ir para a cama, investir em roupas leves e lençóis de algodão e linho aos sintéticos. O que vale é se adaptar e seguir com bom humor. Até porque o que seria do inverno se não fosse o verão?
 
Veja quais são os alimentos ricos em água:
 
Abacaxi: 87% de água
 
Alface: 95% de água
 
Banana: 74% dela é de água
 
Cenoura: 86% de água
 
Chuchu: 95% de água
 
Clara de ovo: 75% de água
 
Couve-flor: 92% de água
 
Goiaba: 86% de água
 
Maçã: 86% de água
 
Melancia: 92% de água
 
Melão: 90% de água
 
Nabo: 94% de água
 
Pepino: 95% de água
 
Rabanete: 95% de água
 
Tomate: 94% de água
 
iG

Confira treze dicas espertas para enfrentar o calorão e conseguir dormir

Ar-condicionado: ele deve estar com o filtro limpo e funcionar
 em torno de 24 graus
A conta é diretamente proporcional: à medida em que a temperatura aumenta, a qualidade do sono cai; algumas atitudes, no entanto, ajudam a driblar o calor
 
O verão brasileiro é tipicamente quente. Em alguns anos, no entanto, o calor vem com mais intensidade e parece ser quase impossível sobreviver em qualquer ambiente sem um ar condicionado ligado.
 
2014 é um desses anos. Aliás, é o ano. O último mês de janeiro foi o mais quente desde 1943. Fevereiro, que mal começou, continua na mesma toada.
 
E, se é difícil aguentar de dia, à noite fica ainda pior, quando o abafado do clima não deixa ninguém dormir em paz. No dia seguinte, vem a moleza, a dor de cabeça e a falta de concentração por conta da privação do sono. E assim segue o ciclo. 
 
O ideal é que todo adulto tenha de sete a oito horas de sono por noite. O excesso de sono e a falta dele são igualmente prejudiciais à saúde. Para aqueles que querem perder uns quilinhos, por exemplo, uma boa qualidade de sono é fundamental para que o corpo tenha sua função hormonal equilibrada.
 
Para conseguir dormir com um calor desses, confira alguns truques. Vale até deixar uma meia úmida (e obviamente lavada) na geladeira e usá-la na hora de se deitar. Os pés gelam, o corpo esfria e a noite fica mais leve: 
 
- Ar-condicionado: ele deve estar com o filtro limpo e funcionar em torno de 24 graus. Como resseca o ar, deixe uma bacia de água no quarto
 
- Banho morno refresca e ajuda a relaxar
 
- Bebidas estimulantes como o chá verde e o café devem ser evitadas no período noturno
 
- Deixe o quarto arejado durante o dia e, se possível, uma brecha na janela também à noite, para o ar circular
 
- Evite atividades que exijam muita concentração ou que elevem o nível de ansiedade (como filmes de ação ou suspense) perto do período de dormir
 
- Evite exercícios vigorosos perto da hora de dormir
 
- Hidrate-se ao longo do dia e não apenas na hora de deitar, para não ficar com vontade de ir ao banheiro durante a madrugada
 
- Meias úmidas + ventilador ajudam a refrescar os pés na hora de dormir
 
- Prefira lençóis de algodão e linho aos sintéticos, porque esquentam menos
 
- Siga uma dieta balanceada e leve. Evite refeições muito calóricas à noite
 
- Travesseiro: é preciso que seja arejado e feito de material que evite a proliferação de ácaros, fungos e bactérias, capazes de desencadear crises alérgicas
 
- Umedeça o pijama ou camisola e durma com ele assim, de preferência com um ventilador circulando o ar
 
- Use roupas leves e frescas
 
- Ventilador é uma alternativa refrescante para os dias mais quentes. Evite que seja barulhento e que não fique virado direto para o corpo
 
iG

10 mitos da descoberta sexual

Thinkstock
Usar a mesma toalha que o namorado não causa gravidez.
"O espermatozóide vive 5 segundos fora do corpo"
Masturbação faz crescer pelos nas mãos? Posso engravidar por dividir a toalha com o namorado? Desvendamos 10 dúvidas que aterrorizam os adolescentes na fase da descoberta do corpo
 
Puberdade é a época em que a gente descobre o próprio corpo e também do sexo oposto. Os pelos começam a crescer, o corpo passa a mudar e dúvidas pipocam em nossa mente. “Vou ter pelos nas mãos se eu me masturbar demais? Posso engravidar se eu dividir a toalha com o namorado? ”E, por mais que estas perguntas persistam em assombrar, a gente pode ficar com vergonha de esclarecer com os adultos da família e acaba procurando os amigos, que podem não ser exatamente experts no assunto. Por isso, o iG Jovem procurou especialistas e desvenda os 10 mitos mais comuns que rondam esta fase da descoberta sexual.
 
“Masturbação faz crescer pelos nas palmas das mãos”
Mito. De acordo com o Dr. Gerson Lopes, sexólogo e ginecologista da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia, as duas coisas são relacionadas, mas não são causa e efeito. “A descoberta da masturbação coincide com o aparecimento de pelos em modo geral. Os dois fazem parte do fenômeno da puberdade”, explica o especialista. Mas pode ficar tranquilo que você não deve ganhar uma penugem na mão. “Apenas no dorso”, diz Lopes.
 
“É possível engravidar sem penetração”
Verdade. A psicóloga e sexóloga Carla Cecarello, fundadora da Associação Brasileira de Sexualidade, diz que, se as condições estiverem propícias, uma menina pode engravidar sem que haja ejaculação dentro da vagina. “Pode acontecer uma gravidez ‘nas coxas’”, afirma a médica. “O menino fica brincando ali perto da ‘portinha’, a menina está super lubrificada e está em período fértil. Ele ejacula ali e o espermatozoide tem líquido para se locomover até o óvulo. As chances são mínimas, mas pode acontecer.”
 
“Sexo anal engravida”
Mito. Carla diz que é impossível engravidar fazendo sexo anal. “Porque não tem como ter o contato do esperma com o óvulo, para ocorrer a fecundação”, fala a sexóloga. “Só se engravida mesmo através da relação vaginal.”
 
“Absorvente interno pode tirar a virgindade”Talvez.
“Todo hímen tem um orifício que possibilita o uso do absorvente”, fala Dr. Gerson Lopes. “São raros os tipos de himens que podem romper com o uso do tampão”. E, mesmo que rompa a película, Dra. Carla Cecarello defende que isto não significa que você não é mais virgem. “Virgindade é nunca ter tido uma relação sexual. Você introduz um absorvente interno. Fez sexo? Não. Então você não deixa de ser virgem, ainda é inexperiente”, diz.
 
Thinkstock
O uso de camisinha é recomendado mesmo durante o sexo oral
“Urinar depois do sexo evita gravidez”
Mito. “A gravidez só pode ser evitada se você impedir a fecundação. Não tem nada a ver com a urina”, afirma Carla Cecarello. “[No caso das meninas] não tem como acontecer porque a uretra e a vagina são duas coisas separadas”, diz Gerson Lopes. “No caso do homem, os canais não são diferentes. Por isso coito interrompido é ruim, porque, depois da primeira ejaculação, ainda há espermatozoides no duto”. Mesmo não evitando gravidez, fazer xixi depois de uma relação sexual ajuda a prevenir infecção urinária. “A lubrificação pode agir na uretra e causar um problema e a urina ajuda a limpá-la”, esclarece Cecarello.
 
“O quadril fica mais largo depois da primeira vez”
Talvez. Lopes defende que o arredondamento dos quadris nada tem a ver com a primeira relação sexual. “A característica da pelve e do quadril feminino se consolida na puberdade, o que pode coincidir com a primeira relação sexual. A menina não tem um quadril mais largo porque já fez sexo ou não”, explica Gerson. Já Carla diz que as mudanças hormonais que ocorrem depois da primeira transa podem influenciar nesta característica. “Você estimulou hormônios diferentes quando fez sexo e isto pode causar o arredondamento do quadril”, conta.
 
“Usar a mesma toalha que o namorado pode engravidar”Mito.
“Não tem como o espermatozoide chegar à vagina por um canal destes”, diz Gerson Lopes. “O processo da fecundação é mais complexo”. Segundo a Dra. Carla, o espermatozoide não viveria tanto fora do corpo humano. “Ele não resiste tanto tempo fora da corrente sanguínea -- apenas cerca de 10 a 15 segundos -- e ele precisa de um meio líquido para se locomover”, afirma.
 
“Faz mal engolir esperma”
Talvez. “É proteína celular, então não tem problema nenhum em engolir esperma”, defende o sexólogo Gerson. No entanto, Cecarello é categórica sobre o assunto: “Jamais”. De acordo com ela, o hábito pode causar, caso o parceiro sexual não seja confiável, problemas de saúde. “Pode passar doenças sexualmente transmissíveis, inclusive a AIDS”, fala a especialista.
 
“O pênis pode quebrar durante a relação sexual”
Mito. “O que quebra é osso e pênis não tem osso”, diz Gerson. Ainda assim, quando o pênis fica muito rígido e, na hora H, a coisa fica muito “intensa”, pode acontecer uma contusão. “Músculo torce, entorta, então pode ter uma torção”, fala Carla. Mesmo assim, é bastante raro acontecer. “Em 25 anos de carreira, só vi um caso”, afirma Lopes.
 
“Sexo oral pode transmitir doenças”
Verdade. Aqui a opinião é unânime: sexo oral só com preservativo. Isto porque a prática pode transmitir doenças sexualmente transmissíveis. “Não só HPV, mas também a AIDS”, fala Gerson. Segundo o sexólogo, não é preciso ficar com medo, mas é bom se prevenir. “Não é o caso de deixar de fazer, mas também não podemos ignorar que pode transmitir DSTs. Então deve se usar o preservativo”. Se o garoto é o receptor, é só usar uma camisinha. Mas se ele for fazer na menina, o jeito é improvisar. “Pode rasgar um preservativo masculino e colocar na frente do clitóris ou usar um papel filme”, diz Carla Cecarello.

iG Jovem