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sábado, 8 de fevereiro de 2014

Especialistas defendem proibição de cigarro em carros com crianças

Foto: BBC
Fumaça é a maior causa de doença em crianças, de acordo com especialistas
 
Mais de 500 especialistas da saúde pediram aos deputados britânicos que apoiem a proibição de fumar em carros com crianças para evitar o fumo passivo, informou nesta sexta-feira (7) a revista British Medical Journal. Médicos e enfermeiras assinaram uma carta publicada no BMJ antes dos deputados votarem nesta segunda-feira no Parlamento uma emenda à Lei de Crianças e Famílias que proíbe o cigarro em automóveis que transportem menores de 18 anos.
 
A carta dos especialistas na área da saúde afirma que a inalação de fumaça de cigarro é a "maior causa de doença em crianças" e provoca pequenos danos no desenvolvimento pulmonar, infecções de ouvido, meningite e morte súbita. O coordenador da carta, o médico Nicholas Hopkinson, disse que a medida poderia "proteger a saúde de centenas de milhares de crianças de todo o país" que estão expostas a "perigos comprovados".
 
O texto afirma que a cada ano são registrados no Reino Unido 300 mil casos de atendimento primário, 9.500 dão entrada em hospitais, pelo menos 200 casos são de meningite bacteriana e 40 mortes súbitas infantis relacionadas com a inalação da fumaça do cigarro, segundo estimativas do Real Colégio de Médicos.
 
Contra a medida, o diretor de Forest, grupo a favor do tabaco, Simon Clark, declarou à imprensa que a medida é uma "intromissão desnecessária na vida pessoal de cada um", já que o governo não pode ordenar "como cada cidadão deve se comportar".
 
Segundo Clark, o Executivo deveria assumir uma posição nesta problemática "agindo na educação e não na legislação". Este tipo de proibição já existe e está sendo reforçada em países como Austrália, Canadá, África do Sul e Estados Unidos. No Reino Unido, há alguns anos é proibido fumar no trabalho e em lugares públicos fechados.

EFE / R7

HC lança cirurgia inédita no SUS para tratar hérnia de disco

Foto: Reprodução
Hérnia de disco entre as vértebras L4 e L5
O Hospital das Clínicas de São Paulo está oferecendo um procedimento inédito no Sistema Único de Saúde (SUS): o tratamento de hérnia de disco lombar por meio de cirurgia endoscópica.
 
A técnica é utilizada com anestesia local e sedação, para permitir monitorar os movimentos do paciente. Após a anestesia, é feita uma pequena incisão e inserida uma cânula por onde passarão o endoscópio e os instrumentais para a retirada do disco lesado.

De acordo com o HC, a cirurgia menos invasiva reduz o risco de complicações no procedimento e o paciente recebe alta no mesmo dia. "Estamos realizando um estudo comparativo entre as técnicas aberta e endoscópica e passamos a oferecer de forma regular esta cirurgia", explicou o ortopedista Alexandre Fogaça, do Instituto de Ortopedia e Traumatologia do HC.

Cerca de 300 mil pessoas são submetidas por ano, no Brasil, a procedimentos cirúrgicos abertos para tratar a hérnia de disco. "Apesar do índice alto de sucesso neste tipo de procedimento, as complicações que podem acontecer, como infecções, além do tempo de reabilitação prolongada, estimulam o desenvolvimento de técnicas minimamente invasivas, como a endoscópica", disse Fogaça. A técnica pode ser usada em quase todos os tipos de hérnias de disco, mas cabe ao médico avaliar, caso a caso, se o procedimento é indicado para o paciente.
 
Agência Estado

Polícia prende médicos envolvidos com a Máfia dos Órgãos

Divulgação
A maior parte das ilegalidades investigadas
 ocorreram na Santa Casa, de Poços Caldas
Acusados de removerem órgãos e tecidos de forma irregular de pacientes, dois médicos foram presos na noite de quinta-feira, 6, em Poços de Caldas (MG). Suspeitos de pertencerem à chamada "Máfia dos Órgãos", Celso Roberto Scafi e Cláudio Rogério Carneiro Fernandes foram localizados em suas casas e, após passaram por exames na delegacia, seguiram para o presídio.

Eles começaram a ser julgados no ano passado pela remoção e tráfico de órgãos de Paulo Veronesi Pavesi, de 10 anos. Os pedidos de prisão partiram do juiz Narciso Alvarenga Monteiro de Castro, responsável pelo processo em que são citados. Outro médico também envolvido no caso, o anestesista Sérgio Poli Gaspar, não foi localizado e já é considerado foragido.

A operação que culminou com a prisão dos dois foi realizada em sigilo pela Polícia Militar. A informação de que já estavam no presídio foi divulgada somente na manhã desta sexta-feira, 7. O advogado dos médicos, José Arthur Kalil, alega não dispor ainda de informações sobre o motivo da prisão, mas já adiantou que ainda nesta sexta-feira entrará com a solicitação de habeas corpus visando libertar os seus clientes.

O processo todo foi marcado por muita polêmica e, no ano passado, o juiz Narciso Alvarenga voltou a presidir o caso após ser cassada uma liminar, obtida pela defesa dos médicos no Tribunal de Justiça de Minas Gerais, e que previa sua substituição.

De volta à função, há cinco meses ele iniciou o julgamento sobre a morte do menino ocorrida há mais de 12 anos e que repercutiu no mundo todo.

Nas audiências de instrução e julgamento foram ouvidas perto de 30 testemunhas de defesa e acusação. Antes desse julgamento, cuja sentença deve sair em pouco tempo, quatro médicos já haviam sido condenados, em fevereiro de 2013, também pela retirada ilegal de órgãos, mas de um homem de 38 anos. Eles pegaram penas que variam de oito a onze anos e seis meses de prisão em regime fechado por homicídio doloso, compra e venda de órgãos humanos, violação de cadáver e realização de transplante irregular.

CPI
A retirada de órgãos de forma ilegal em Minas Gerais ganhou destaque no mundo todo na época em que passou a ser investigada. Vários casos foram denunciados e processos ainda tramitam na Justiça. Como resultado uma CPI (Comissão Especial de Inquérito) foi formada pelos deputados e a Santa Casa de Poços de Caldas, palco das denúncias mais graves, ficou proibida de realizar captação e transplante de órgãos.

Livro
Paulo Pavesi, de 44 anos, pai do menino que teria sido vítima dos médicos, há cinco anos foi para a Itália após receber ameaças de morte no Brasil. Hoje morando em Londres, ele acaba de lançar um livro relatando a história da suposta "Máfia dos Órgãos". A obra está à venda numa livraria eletrônica, mas também pode ser baixada gratuitamente pela internet. Nela, Pavesi relata em mais de 400 páginas sua versão de como tudo ocorreu e ainda narra as ameaças que o obrigaram a trocar o Brasil pela Europa.
 
Agência Estado

Prática de atividades sexuais pode deixar a pessoa mais inteligente, diz estudo

Na Coréia do Sul, os pesquisadores estão realizando experimentos mais aprofundados. Dessa vez, os cientistas utilizaram camundongos e seus cérebros foram monitorados durante o coito. O campo da memória e da aprendizagem, que também é responsável pela inteligência, se apresentou mais desenvolvido quando comparado ao cérebro de camundongos que não tiveram relações sexuaisAtividade sexual faz com que a reprodução de células do cérebro aumente
 
Praticar atividades sexuais promove a multiplicação de células do cérebro, mais especificamente no hipocampo, uma estrutura localizada nos lobos temporais, considerada a principal sede da memória humana, de acordo com um estudo realizado pela Universidade de Princeton, nos EUS. As informações são do site britânico Spring.
 
O estudo foi baseado em um experimento feito com ratos. Os pesquisadores descobriram que os animais que praticavam atividade sexual todos os dias possuíam um alto nível de hormônios de estresse, mas tinham mais células cerebrais formadas provenientes da neurogênese. Ao ratos mais sexualmente ativos também apresentaram menos ansiedade.
 
O mesmo grupo de pesquisa realizou um teste similar em ratos mais velhos, e as conclusões foram as mesmas. Se os ratos mais velhos continuarem a ter relações sexuais, a neurogênese no hipocampo será cada vez maior. Os cientistas deduziram. portanto, que esse resultado pode ser verdadeiro para o homem. Porém, para as células continuarem a se reproduzir, é necessário manter a atividade sexual frequente.
 
Na Coréia do Sul, os pesquisadores estão realizando experimentos mais aprofundados. Desta vez,  os cientistas utilizaram camundongos e seus cérebros foram monitorados durante o coito. O campo da memória e da aprendizagem, que também é responsável pela inteligência, se apresentou mais desenvolvido quando comparado ao cérebro de camundongos que não tiveram relações sexuais.
 
R7

Calor pode levar à confusão mental, sonolência e até a morte, alertam médicos

Itamar Aguiar/FuturaPress/EstadãoConteúdo
Desidratação é a principal consequência do calor excessivo
De acordo com clínico, idosos e crianças são os mais vulneráveis nesta época do ano 
 
Desde o fim do ano passado, boa parte do Brasil vem enfrentando uma forte onda de calor com termômetros que passam dos 30º C e sensações térmicas além dos 50º C. Regiões do Sudeste, inclusive, chegaram a bater recordes nas temperaturas dos últimos 70 anos. De acordo com especialistas ouvidos pelo R7, o calor que atrai as pessoas para praias e piscinas também pode se tornar um grande vilão para a saúde.
 
O clínico Paulo Olzon, presidente da Associação dos Médicos da Escola Paulista de Medicina, afirma que a desidratação é a principal consequência do calor excessivo e, se não tratada adequadamente, pode matar.
 
— O calor excessivo pode matar, especialmente os idosos que têm mais dificuldade de lidar com aumento da temperatura corporal e de sentir sede. Se ele morar sozinho, o risco aumenta porque a desidratação pode passar despercebida.
 
No verão de 2010, por exemplo, a onda de calor chegou a provocar 32 óbitos em Santos, litoral paulista, em apenas dois dias de fevereiro. Em julho passado, pesquisa da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres atribuiu ao calor entre 540 e 760 mortes ocorridas naquele período na Grã-Bretanha.
 
A médica fisiologista e professora da Santa Casa de São Paulo Cristiane Lopes ainda explica que o calor diminui a pressão arterial, o que pode ocasionar tonturas e desmaios.
 
— Há também uma diminuição do fluxo de sangue no cérebro. É por isso que, geralmente, as pessoas ficam mais indispostas no calor. Quando o corpo está doente, ele manda todas as suas energias para combater essa doença. Assim, o calor acaba fazendo com que o organismo fique ainda mais enfraquecido.
 
Além das tonturas e desmaios, Olzon acrescenta que as principais consequências da desidratação são náusea, confusão mental, sonolência e arritmias cardíacas. Por isso, a primeira dica do especialista para driblar o mal-estar é beber água sempre que sentir sede.
 
— Não há uma quantidade recomendada por dia, mas é importante prestar atenção no sinal do corpo, que é a sede. No caso de idosos, é preciso ofertar o líquido com mais frequência.
 
Além da água para hidratar, o nutrólogo Guilherme Moura, do Hospital Nossa Senhora das Graças, avisa que podem ser consumidos leite, água de coco, isotônicos e sucos, mas não se deve ter como base de hidratação bebidas alcoólicas ou refrigerantes com cafeína, pois eles atuam como diuréticos.
 
No Estado de São Paulo, nos dias de tempo seco há aumento de 30% na procura de serviço na rede pública. Segundo a Secretaria de Saúde do Estado, a maior parte dos que buscam ajuda sofre especialmente de desidratação e problemas respiratórios.
 
Segundo Olzon, o ar seco e a poluição também prejudicam a saúde. Atrapalham o funcionamento respiratório, o que predispõe a infecções dos brônquios e pulmões, causando pneumonia e sinusite. A dica nesta situação é recorrer ao umidificador de ar.
 
— A melhor forma de prevenir tudo isso é mudar de São Paulo e morar na montanha.
 
Como aliviar?
As crianças abaixo de dois anos merecem atenção redobrada, já que não têm autonomia para hidratar o corpo sozinhas, explica o clínico. Já pessoas que trabalham na rua devem optar por roupas leves e sempre carregar uma garrafinha de água.
 
— Outra dica é procurar ficar em lugares arejados e, sempre que possível, abrir as janelas do transporte público.
 
Uma das maneiras de aliviar o mal-estar é “criar correntes de ar” nos ambientes, como por exemplo, usar ventiladores, segundo sugestão da fisiologista.
 
— Outra dica seria colocar uma toalha úmida em contato com o corpo, porque assim o corpo perde calor e alivia essa sensação.
 
R7