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domingo, 23 de fevereiro de 2014

Brasil também tem adeptos do movimento antivacina

AP
Excesso de vacinas e possíveis efeitos colaterais preocupam pais
Excesso de vacinas e possíveis efeitos colaterais preocupam pais
 
Se nos Estados Unidos, pais que são contra vacinas fazem até festa para as crianças pegarem catapora, aqui no Brasil esse movimento é mais tímido, e o debate se dá muitas vezes em grupos de discussão online.
 
Excesso de vacinas, desconfiança com suas possíveis reações colaterais e pressão da indústria farmacêutica são alguns dos motivos que levam muitos pais e mães no país a decidirem não vacinar o filho.
 
Esse movimento antivacina entrou no radar do governo, quando uma pesquisa encomendada pelo ministério da Saúde detectou que a média da vacinação no Brasil era de 81,4%, enquanto que na classe A era de 76,3%.
  
Para Jarbas Barbosa, secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, "essa queda no estrato mais alto se dá justamente porque alguns pais não vacinam, o que é um problema grave".
 
Ele cita casos de sarampo que surgiram em 2011, na Vila Madalena (zona oeste de São Paulo), que começaram com uma criança não vacinada por opção da família e que atingiram bebê menores de um ano, já que somente após essa idade é indicada a vacina.
 
— É preciso pensar na imunidade coletiva ou doenças já erradicas podem voltar. A criança bem nutrida pode não sofrer com a doença, mas, sim, ser a ponte para o filho da doméstica ou do porteiro sofra com ela.
 
Consequências
A SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria) vê como 'irresponsável' essa decisão de não dar as doses às crianças, segundo um de seus membros, o infectologista e pediatra Arondo Prohmann de Carvalho.
 
— Orientados de maneira errônea esses pais põem em risco não apenas a própria criança, mas toda a população.
 
Ele lembra que mesmo doenças consideradas simples, como catapora e sarampo, podem ter consequências graves em crianças que já sofrem com problemas como doenças pulmonares.
 
No entanto, para o pediatra e neonatologista Carlos Eduardo Corrêa, "é preciso não tornar o consultório uma questão de saúde pública."
 
— Sarampo, em criança bem nutrida não fica grave. Há o pacto social, mas isso é um elemento a mais na discussão, não te obriga a dar todas as vacinas.
 
O médico defende que sejam dadas as vacinas do calendário do governo.
 
'Pressão mercantil'
Para a terapeuta floral V., que tem dois filhos, a decisão de aplicar ou não as injeções acabou pendendo que fica longe das vacinas.
 
— Meus filhos só tomaram as primeiras doses, depois decidimos não dar mais. Já fui muito criticada, principalmente quando eles eram menores, mas ignoro. Nem conto para a minha família. Acredito que com tantas vacinas, estamos criando gerações de imunidade cada vez pior, criando um sistema imunológico burro.
 
Segundo a terapeuta, a decisão vai na linha do princípio de vida da família.
 
— Eu e meu marido temos como princípio não ter medo de doença. Acreditamos que ao ter uma alimentação adequada, hábitos mais saudáveis, estamos promovendo a saúde, que é o contrário da doença. E nunca tivemos provas do contrário. Meus filhos são saudáveis e lidam tranquilamente com as gripes e viroses eventuais.
 
Ela diz não ser contra a vacina, mas, sim, contra a obrigatoriedade de se vacinar e critica o que chama de "pressão mercantil", que faz com que pais deem cada vez mais vacinas e reforços nos filhos.
 
Se informar
A profissional do turismo P., de São Paulo, diz que mudou de opinião sobre as vacinas à medida que a segunda filha foi crescendo e que foi obtendo mais informações sobre o tema, especialmente na internet.
 
— Comecei a questionar tantas vacinas quando a pediatra disse para eu não dar a vacina de rotavírus, porque ela era um medicamento muito recente, que ainda não havia sido muito estudado.
 
Ela defende pesquisar sobre vacinação ao invés de apenas acatar as determinações de saúde pública.
 
— É preciso pesquisar os elementos das vacinas, esclarecer os prós e contras. O bom de viver na nossa época é justamente encontrar muita informação disponível.
 
P. deu as vacinas obrigatórias iniciais nas filhas, mas que não dá mais os reforços, a de gripe (influenza) e não pretende dar na filha a vacina de HPV, que o governo faz campanha atualmente.
 
Vacinas espaçadas
A opção de não dar as vacinas que não são obrigatórias pelo calendário do governo - caso da varicela (catapora) e da gripe, encontra respaldo na visão de alguns pediatras.
 
Segundo o pediatra e geneticista Jordão Corrêa, "o programa de vacinação da Secretaria da Saúde é correto e suficiente. Mas tenho restrições contra as vacinas fora do calendário".
 
— Tenho horror à vacina da gripe, vejo muita pneumonia depois de pacientes serem vacinados.
 
Também acho um problema a contra catapora, que pode dar reação, produzindo a mesma bolha da doença só que menos intensidade.
 
O pediatra, que recomenda que seus pacientes sejam vacinados com as doses obrigatórias, conta que já teve pacientes contrários a todos os tipos de vacinas.
 
— Não concordo. Acho que essas pessoas deviam, por exemplo, ver os pacientes de pólio internados. É uma doença horrível.
 
No entanto, ele vê problemas na concentração de muitas vacinas nos três primeiros meses da criança.
 
— É muita vacina para um bebê. São muitos elementos agressores de uma vez só. Prefiro espaçar um pouco essas doses ao longo dos meses. Se for criança saudável, sem doença crônica, não tem problema. É só não ficar indo em shopping, supermercado, igreja lotada.
 
BBC Brasil / R7

'Festas da catapora' são populares nos EUA

AFP
Alguns pais creem que vacinas têm efeitos graves, apesar de não haver
comprovação científica
Para muitos pais, expor os filhos à doença é menos arriscado do que optar pela vacina
 
Comuns até meados dos anos 1990, antes da introdução da vacina, as chamadas 'Festas da Catapora' continuam a ganhar adeptos nos EUA.
 
Auxiliados pela internet, pais de todos os cantos do país trocam informações sobre como colocar seus filhos em contato com crianças infectadas pelo vírus causador da catapora — ou varicela (Varicela-Zóster).
 
O objetivo é tentar fazer com que os filhos contraiam uma doença que, acreditam, se manifesta de forma bem mais branda em crianças do que em adultos, e fiquem assim imunizados para o resto da vida.
 
Para muitos pais, expor os filhos à doença 'naturalmente' é menos arriscado do que optar pela vacina.
"Somos um grupo nacional de pais unidos no apoio ao vírus da catapora na infância em vez da vacina", diz a apresentação da página Pox Party USA, no Facebook.
 
Na página, uma das várias dedicadas ao tema na rede social, integrantes trocam dicas sobre as 'Festas da Catapora' mais próximas de onde moram e debatem prós e contras da vacina e de contrair a doença.
 
"Este é um grupo para indivíduos/famílias que, por diversos motivos pessoais, preferem a exposição natural à catapora do que a vacina contra a varicela", afirma outro grupo, Chicken Pox Parties - Southeast US.
 
Pirulitos
Além do temor de que a vacina possa provocar efeitos colaterais graves — o que, segundo especialistas, não tem comprovação científica —, alguns pais questionam sua eficácia.
 
O Centers for Disease Control and Prevention (Centros para o Controle e a Prevenção de Doenças, ou CDC, na sigla em inglês), agência ligada ao Departamento de Saúde dos EUA, afirma que a eficácia da vacina é de 98%.
 
Mas o fato de serem recomendadas duas doses — a primeira dos 12 aos 15 meses e a segunda dos quatro aos seis anos de idade — provoca desconfiança em certos pais, que acham mais seguro garantir a imunidade contraindo a doença.
 
Há inclusive os que recorrem a outros métodos, como enviar ou receber pelo correio pirulitos lambidos ou roupas usadas por crianças infectadas.
 
A prática ganhou as manchetes há cerca de dois anos, quando autoridades tiveram de alertar que quem enviasse materiais do tipo pelo correio estaria infringindo a lei e sujeito a pena de prisão.
 
Riscos
Para a epidemiologista Allison Fisher, do CDC, "alguns pais acham que a vacina contra varicela não é necessária, porque lembram que tiveram a doença quando crianças e, apesar do desconforto, ficaram bem".
 
— Acham que contrair a doença naturalmente é melhor que a vacina. É nossa função alertá-los sobre os riscos de não vacinar.
 
Seja na forma de 'Festas da Catapora' ou do compartilhamento de pirulitos, especialistas afirmam que expor as crianças ao vírus propositalmente é arriscado.
 
Segundo o CDC, apesar de complicações não serem tão comuns no caso da catapora, elas podem ocorrer, e incluem pneumonia, encefalite, infecções graves e até a morte.
 
De acordo com o CDC, até o início dos anos 1990 a doença atingia uma média de 4 milhões de pessoas por ano nos EUA. Destas, entre 10,5 mil e 13 mil tinham de ser hospitalizadas e entre cem e 150 morriam a cada ano.
 
A vacina foi introduzida em 1995 e atualmente atinge cerca de 90% das crianças até 35 meses de idade nos EUA.
 
De 2000 a 2010, os casos da doença no país registraram redução de 82%. As mortes de crianças e adolescentes de até 20 anos de idade em decorrência da doença caíram 98,5%, afirma o CDC.

BBC Brasil / R7

Sensores corporais podem prolongar vida dos usuários e aumentar transparência na hora da consulta

A Carenet Longevity lança sensor e aplicativo que “faz raio-x” da saúde dos usuários
 
Já parou para contar quantos passos você dá em um dia normal? Ou quantas calorias você queima durante o sono? Ou até mesmo que a qualidade das suas horas de descanso podem influenciar na sua expectativa de vida? Ao que tudo indica, as empresas de tecnologia têm muito interesse em entregar esses e vários outros dados para você –  com um bônus: seguindo as instruções e corrigindo comportamentos prejudiciais você pode aumentar em vários anos a sua expectativa de vida.
 
Reprodução
Sistema promete prolongar a vida dos usuários
 
Monitorar todas uma parte extensa da sua atividade diária é o objetivo de vários sensores, pulseiras e outros acessórios lançados por gigantes da tecnologia, como LG, Sony e várias outras empresas. Entretanto, é de uma startup fundada por dois suíços que os brasileiros devem ter o primeiro contato com esse tipo de gadget voltado para a busca de uma vida mais saudável.
 
Motivado a alcançar mais bem-estar, o empresário e sócio-presidente da Carenet Longevity,Immo Oliver Paul lançou o Klip Carenet– um sistema de monitoramento que deve usar a tecnologia para monitorar e melhorar a saúde dos usuários. A empresa se foca no desenvolvimento de um aplicativo que se comunica com um sensor, informando e incentivando os usuários a terem uma vida mais saudável.
 
— Estamos trazendo da Ásia, inicialmente, cinco mil biosensores para aprovar e apresentar o conceito da empresa e analisar a aceitação do consumidor brasileiro, que já está mais aberto para esse mercado e busca produtos para a qualidade de vida de toda família.
 
Suíço radicado no Brasil, o executivo explica que o sensor Klip é tem menos de 12 gramas e pode ser levado com o usuário em grande parte de seus dia, sem causar incômodo. A estratégia para transformar a atividade em algo divertido é usar a gameficação. Além disso, o aplicativo o compartilhamento de informações entre amigos, familiares, personal trainer e até mesmo com seu médico.
 
Divulgação
Gamificação e rede social
Enquanto o sensor Klip já pode ser comprado por R$ 199 na loja da Carenet Longevity, o aplicativo para monitoramento das informações estará disponível ainda em fevereiro nas lojas virtuais para Android (Google Play) e iOS (App Store). Immo explica que o aplicativo funciona filtrando informações e apresentar os dados de forma divertida, que deixe o usuário engajado com sua própria saúde.
 
Dentre os benefícios do sistema, o executivo comenta que está a possibilidade de cruzar dados de usuários. Por exemplo: imagine que você pegou uma gripe e o aplicativo explique para você que outros milhares de brasileiros com constituição parecida com a sua também se sentem gripados ao mesmo tempo. O aplicativo termina com uma indicação de que você durma melhor, tome mais líquido e não se preocupe. Parece legal, mas será que já é possível tornar essa situação em algo real?
 
— O desafio é pegar essa informação e filtrar, eliminar o que não é relevante e apresentar o que sobra de maneira estimulante, visual e instigante para o consumidor. Todos nós procuramos uma tecnologia que nos acompanhe de forma sutil, que não seja invasiva. No final do dia, nós queremos um sistema que diga: “Immo, você está bem, não vai morrer hoje, pode aproveitar o seu dia". Acho quem daqui uns cinco anos vamos chegar lá.
 
O aplicativo também estará preparado para ser sincronizado com outros sensores semelhantes, informa o executivo. Paul aposta que a “computadores de vestir” chegaram para ficar e tem um grande diferencial: entregam para as pessoas informações que antes elas só poderiam obter em um consultório ou laboratório médico.
 
— Os dispositivos wearables são extremamente importantes para o consumidor no momento. Eles vão ser a porta de entrada e a melhor forma de explicar, demonstrar que é possível medir com esse tipo de device. Medir informações que antes não eram transparentes para as pessoas.

R7

Câmara dos Deputados promoverá seminário sobre doenças raras

O evento tem como objetivo discutir os cuidados e direitos dos pacientes
 
A Câmara dos Deputados promove na próxima quarta-feira (27) um seminário para lembrar o Dia Mundial das Doenças Raras. O evento, que ocorre pelo terceiro ano consecutivo, tem como objetivo discutir os cuidados e direitos dos pacientes.

Participarão do seminário, segundo o portal da Câmara, os ministros da Saúde, Alfredo Chioro, e da Previdência, Garibaldi Alves, especialistas da área médica, representantes de entidades ligadas ao assunto e portadores dessas enfermidades.
 
O Ministério da Saúde classifica como doenças raras aquelas que afetam, no máximo, uma a cada duas mil pessoas, que têm grande potencial para diminuir a mobilidade dos pacientes e que exigem tratamento multidisciplinar.
 
Uma dessas enfermidades é a Esclerose Lateral Amiotrófica, caracterizada pela degeneração progressiva dos neurônios motores.
 
Estadão

Resfriado ou alergia? Saiba como diferenciar

Os sintomas são parecidos, confundem mesmo. Mas dá pra diferenciar. O resfriado também é causado por vírus, mas não existe um específico, como no caso da gripe.
 
São vários os vírus que causam resfriado. Ele não segue uma sazonalidade, ou seja, a criança ou mesmo o adulto podem pegar várias vezes ao ano.

Apesar de ser bastante incômodo, o resfriado não é grave e não costuma ter complicações sérias.
 
Os sintomas são os mesmo respiratórios que aparecem com a gripe, mas de uma maneira mais branda. Não derruba tanto a criança.
 
O tratamento:
Como o resfriado apresenta um quadro leve, às vezes é só esperar os sintomas passar. Se seu filho estiver muito incomodado, pode usar alguns medicamentos para aliviar os sintomas. Mais uma vez, indicado pelo médico.
 
Alergia, a chave para descobrir se o que seu filho tem é alergia respiratória é prestar atenção na duração dos sintomas.
 
A gripe e o resfriado, por exemplo, duram em média sete dias. Já a alergia é crônica, perene, todo dia está ali incomodando. Também aqui não há febre e nem os outros sintomas, como dor no corpo, de cabeça.
 
Os Sintomas, Espirro, coriza, sinusite, espirro, coriza, mais espirro… Quem tem alergia respiratória, sofre mesmo. Mas são esses sintomas e só.
 
Tratamento
O primeiro passo é descobrir o que está desencadeando a alergia e evitar esse agente alergênico, como os médicos chamam. Pode ser pó, poeira, pelo de algum animal e muitos outros. Depois, o tratamento é feito com medicamentos antialérgicos.
 
Para evitar que a criança entre em uma crise alérgica, não tem outro jeito senão evitar a substancia que esta causando a alergia. Se seu filho já tiver predisposição para alergia ou histórico na família, o ideal é que sua casa seja livre de pelos e pó.
 
Limpe o chão com um pano úmido e não use vassoura, para não suspender a poeira pelo ar.

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