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segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

O que comer antes e depois do treino

Quando o objetivo é o ganho de músculos, o consumo de
carboidrato antes do treino é fundamental para que o praticante
 tenha reserva de energia
Cardápio perfeito deve conter alimentos que dão energia para aguentar o treino e também os que ajudam regenerar o corpo
 
Seguir um cardápio correto com dicas sobre o que deve ser ingerido antes e depois da atividade física é fundamental para atingir o objetivo do treino, seja para ganhar músculos, perder quilos ou melhorar a resistência física.
 
A regra de ouro para o cardápio do treino é ficar atento à ingestão de carboidratos (contidos em massas, batatas, inhame) e proteínas (carne, ovos e leite), pois estes alimentos são responsáveis por fornecer a energia necessária que será gasta durante os treinos ou para a reconstrução das fibras musculares após o treino.
 
De acordo com o professor de educação física Alexandre Vieira, autor do livro Manual de Saúde, antes do treino, a alimentação deve conter carboidrato e alguma proteína para fazer com que a pessoa não sinta fadiga na hora do exercício. Após o treinamento, é hora de fazer um prato leve com mais proteína que carboidrato para que as fibras musculares sejam regeneradas. Vale optar por peixe, frango ou iogurte e escolher um item com carboidrato.
 
É preciso ficar atento também aos treinos mais longos. Caso ele ultrapasse 60 minutos, é recomendado uma pausa para reabastecer as energias. Maria Matos, nutricionista em Brasília, recomenda o consumo de uma fruta, uma colher de mel ou um copo de suco natural. O corpo deve estar sempre hidratado.
 
Cada objetivo um prato
A nutricionista esportiva Wanessa Carlson, Centro de Medicina do Exercício e do Esporte do Hospital 9 de Julho, em São Paulo, afirma que para montar o cardápio perfeito é preciso levar em conta os objetivos e se haverá um maior gasto de energia.
 
Maria ressalta que questões como idade, sexo, peso do praticante além da modalidade escolhida precisam ser consideradas. Outro item importante é saber se a atividade física será pratica ao ar livre. “Ao ar livre gastamos mais energia por causa da exposição solar”, diz.
 
Para ficar mais musculoso
Nos treinos de musculação, quando o objetivo é o ganho muscular (hipertrofia), o consumo de carboidrato antes do treino é fundamental para que o praticante tenha reserva de energia que será gasta durante o esforço. “É fundamental ter um carboidrato na hora de esticar a corrida ou ficar mais tempo na sala de musculação. O corpo acaba utilizando o músculo como fonte de energia. A consequência é flacidez e a perda de massa magra. Por isso é importante também garantir o aporte de proteína”, afirma Maria.

“Quem não quer engordar, pode escolher carboidratos como inhame, batata doce e mandioca. Se a pessoa busca hipertrofia, a quantidade total de proteína deve ser maior. Vale fazer uma omelete de clara de ovo antes do treino, que nunca deve ser consumida crua”, diz Wanessa.
 
Para as pessoas que vão à academia à noite, Wanessa explica que quatro horas antes do treino é preciso comer uma fruta, ou barra de cereal e até 40 minutos antes da musculação, consumir um sanduíche de pão integral com queijo branco que darão carboidratos e proteínas para o treino.
 
Quando há gasto de energia
Para treinos de natação ou corrida, que exigem mais energia dos praticantes, é preciso ficar atento ao intervalo entre a ingestão do alimento e o treino. “Até trinta minutos antes do treino, é indicado a ingestão de carboidrato, seja uma fatia de pão ou bananas”, diz Wanessa.
 
Depois do treino, o indicado é, no desjejum, uma fruta e outra fonte de carboidrato, como pães integrais e também cereais. De proteína, o indicado é um copo de leite, um iogurte ou um queijo branco. Caso o treino seja à noite, uma alimentação equilibrada e rica em proteínas. “O organismo está carente de minerais, nutrientes e vitaminas, que foram gastas durante o treino. É preciso se hidratar e fazer um prato equilibrado”, diz Vieira.
 
“Brinco que para quem quer emagrecer, a janela de uma hora depois do treino é mesmo a hora de comer, pois o corpo está ávido para se recompor e não devemos nos preocupar tanto com calorias, pois o corpo não transformará o alimento em gordura”, diz Wanessa.
 
iG

Cáries podem ser contagiosas

Foto: Thinkstock Photos Ampliar
Beijo pode transmitir cáries
Beijar uma pessoa que cuida mal dos dentes aumenta o risco de cáries
 
Todos sabem que é normal pegar um resfriado ou uma gripe. Mas é possível pegar uma cárie? Pesquisadores afirmam que isso não só é possível, como também ocorre o tempo todo.

Embora a culpa recaia sobre os doces, as cáries são causadas principalmente por bactérias que se aderem aos dentes e desfrutam das partículas que sobraram da sua última refeição. Um dos subprodutos criados por elas é ácido, causando a degeneração dentária.

Assim como o vírus da gripe pode ser transmitido de pessoa para pessoa, as bactérias causadoras dessas cáries também podem. Uma das bactérias mais comuns é a “Streptococcus mutans”.

Desde recém-nascidas, as crianças são particularmente mais vulneráveis a ela, e estudos comprovam que a maioria delas contrai essa bactéria de pessoas próximas – por exemplo, quando a mãe resolve experimentar a comida do filho para ver se não está muito quente, afirma Margaret Mitchell, de Chicago, dentista especializada em odontologia estética.

Diversos estudos também apontam que a transmissão pode ocorrer entre casais.

Mitchell já viu isso na prática. “Uma vez, uma paciente de aproximadamente 40 anos, que nunca havia tido uma única cárie, apareceu com duas cáries de uma vez, já começando a desenvolver uma gengivite”, ela disse. Ela ficou sabendo que a paciente havia começado a namorar um rapaz que não ia ao dentista havia 18 anos e que tinha gengivite.

Para diminuir o risco, Mitchell recomenda o uso frequente de fio dental e bastante escovação, além de chicletes isentos de açúcar, pois estimulam a salivação, limpando as placas e as bactérias. Algumas frutas e castanhas podem até proteger os dentes.

Resultado: As cáries podem ser transmitidas de pessoa para pessoa.
 
iG

Beijar é bom, mas vá com calma: veja 5 doenças transmitidas pela troca de saliva

Getty Images
Beijo pode transmitir herpes, gripe, mononucleose e até hepatite A
Troca de saliva possibilita que vírus e bactérias migrem de um para o outro e transmita doenças como gripe e hepatite A
 
Os batimentos cardíacos chegam a 150 por minuto, cerca de 29 músculos são movimentados e, em média, 12 calorias são perdidas em um beijo caprichado. Mas nem só de benefícios para o corpo é feito esse encontro entre os lábios. Em época de Carnaval, em que o clima de paquera é mais intenso, Mariana Volpe Arnoni, infectologista do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, de São Paulo, alerta para o problema. “Temos, pelo menos, cinco doenças relevantes que podem ser transmitidas pelo beijo.”
 
No entanto, de acordo com a especialista, não é o beijo em específico o responsável pela transmissão. “Quando as pessoas se beijam, acontece uma troca de salivas, o que permite o contato com a doença”, explica. O vírus ou a bactéria, presentes na saliva e na secreção respiratória da pessoa infectada, entra então em contato com quem está saudável, contaminando seu organismo. “A própria tosse com gotículas de saliva do doente também pode contaminar.”
 
Para evitar problemas, a médica orienta os foliões. “É importante que as pessoas se alimentem da forma correta, ingerindo as vitaminas adequadas para que o corpo esteja prevenido e resista a possíveis infecções.”
 
Caso alguém note alguma alteração no corpo, como febre, dor de garganta e a presença de gânglios no pescoço, entre outras características típicas de doenças virais e bacterianas, a recomendação é procurar atendimento médico para fazer o tratamento adequado.
 
Conheça cinco doenças que podem ser transmitidas pelo beijo:
 
Mononucleose – popularmente chamada de “a doença do beijo”, ela tem como vírus responsável o Epstein-Barr, da família Herpesviridae. Os sintomas são febre, dor de garganta, gânglios no pescoço e até alterações no fígado e no baço.
 
Herpes simples – os vírus de tipo 1 (oral) e 2 (genital) provocam lesões bolhosas em pele e mucosas, que podem reativar periodicamente;
 
Meningites – ocorre quando, por alguma razão em específico, bactérias e vírus vencem as defesas do organismo e atingem as meninges, membranas que envolvem e protegem o encéfalo, a medula espinhal e outras partes do sistema nervoso central. Causa febre alta, mal-estar, vômitos, dor forte de cabeça e no pescoço;
 
Hepatite A –  causada pelo vírus VHA, a doença tem como sintomas: febre, dores musculares, cansaço, mal-estar, inapetência, náuseas, urina escura e vômito. Além da via oral-fecal, pode ser transmitida por meio de alimentos ou água contaminados;
 
Gripes e resfriados – a gripe ocorre quando organismo é infectado pelo vírus influenza, enquanto o resfriado pode ser causado por vários tipos de vírus, como o rinovírus ou coronavírus. Provocam febre, dores de cabeça e no corpo, tosse, coriza, mal-estar e fraqueza.
 
iG

Pequeno manual prático para pais e mães

Getty Images
Papinha: alimentos frescos e variedade
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Bebês e gestantes
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Crianças
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Adolescentes
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Perigo online: com as mídias online, muitos jovens têm fácil acesso a material pornográfico. Veja como explicar aos adolescentes a diferença entre sexo real e pornografia.
 
 
Delas

Superlotação no Hospital do Servidor se mantém 1 ano após promessa de reforma

Wanderley Preite Sobrinho/iG
Com fortes dores de cabeça, idosa de 83 anos aguarda atendimento
 no corredor do Hospital do Servidor Estadual
Obras de novo pronto-socorro devem terminar em abril e receber ala especial para idosos, 60% dos atendidos
 
Pacientes idosos aguardam atendimento médico sentados em cadeira de rodas nos corredores enquanto os acompanhantes, em pé, gritam por pressa no atendimento. A cena, flagrada pela reportagem do iG em fevereiro de 2013, permanece a mesma no pronto-socorro do Hospital do Servidor Público do Estado (HSPE) um ano depois.
 
Na última quarta-feira (19), a aposentada Terezinha de Jesus, de 75 anos, chegou à emergência às 9h para realizar exames de sangue e receber uma vacina que retarda o desgaste de seus ossos. “Estou esperando para colherem o sangue. Já são quatro da tarde”, diz ela. “Aqui vem muita gente. Já vi perua lotada de servidor vindo do interior. Pelo menos os médicos e enfermeiros são bons.”
Diante da superlotação do P.S – que recebe 500 pessoas por dia – e da falta de estrutura em outros setores do hospital, o governo do Estado liberou R$ 146,7 milhões no ano passado para que a autarquia responsável pelo complexo, o Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe), entregasse uma grande reforma até maio do ano que vem.
 
No planejamento divulgado em maio de 2013, o Iamspe projetava contratar hospitais de retaguarda para ajudar no atendimento enquanto o serviço de emergência passasse por reformas. A novidade era a construção de um pronto-socorro exclusivo para idosos, 60% dos pacientes atendidos.
 
Questionado a respeito, o Iamspe afirmou que apenas um pronto pronto-socorro sairá do papel, mas “o espaço receberá características especiais para atendimento à população idosa, incluindo adequação de consultórios e área física com dimensões de acessibilidade”: “O novo pronto-socorro, em novo espaço, e não no local em que o iG visitou, não só começou a ser construído como será o primeiro a ser entregue, entre os vários projetos da reforma, provavelmente em abril de 2014.”
 
As mudanças são aguardadas com ansiedade pela dona de casa Roseli Nascimento Magalhães (45), que esperava desde as 10h30 por um exame de raio X para avaliar o estágio de um processo degenerativo nos músculos. “Já ouvi falar dessa reforma. Eu não acho que a demora seja descaso porque sempre fui bem atendida aqui. O problema é que não para de chegar paciente.”
 
Menos conformado estava o aposentado J.L.X, que gritava por atendimento para a mãe, de 83 anos, sentada em uma cadeira de rodas no corredor “sentindo fortes dores de cabeça”. “Bom atendimento? Você acha que isso é ser bem atendido?”
 
iG