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terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Fisioterapeuta indica como evitar dores nas costas entre as crianças

Fisioterapeuta indica como evitar dores nas costas entre as crianças Diorgenes Pandini/Agencia RBS
Foto: Diorgenes Pandini / Agencia RBS
Mochilas pesadas são o principal fatore que causa desconforto na região lombar entre os pequenos
 
Os incômodos na região lombar não acometem exclusivamente os adultos. Torna-se cada vez mais frequente a presença de crianças nos consultórios médicos por causa de dores nas costas. Segundo o fisioterapeuta e presidente da Associação Brasileira de Reabilitação de Coluna, Helder Montenegro, o problema é recorrente nos pequenos por causa de maus hábitos posturais e também devido à sobrecarga de peso nas mochilas escolares.
 
— O motivo mais comum de dor na região lombar em crianças é proveniente da tensão que, normalmente, pode ocorrer durante atividades que requerem força física, como durante um jogo ou brincadeira. Entretanto, a maioria dos casos é oriunda do carregamento inadequado da mochila nas costas com peso em excesso — explica o especialista.
 
Ele descreve que o recomendado é que o peso do material escolar não ultrapasse 10% do peso da criança. Sendo assim, um menino ou menina que pese 30kg, por exemplo, não pode carregar uma bolsa com mais de 3kg de itens escolares.
 
— Normalmente, a criança projeta o tronco para frente, com isso os músculos das costas passam a trabalhar em excesso para suportar o peso da bolsa e, dessa forma, essa sobrecarga provoca uma fadiga dos músculos lombares acarretando em dores na região — afirma o fisioterapeuta.
 
Veja as instruções do fisioterapeuta para prevenir dores nas costas das crianças:
 
— Fique atento à posição em que a criança costuma ficar sentada durante a realização das tarefas escolares ou na frente da televisão. A coluna deve estar sempre reta e apoiada no encosto
 
— Para carregar o material escolar, opte por mochilas de rodinhas, pois o excesso de peso nos ombros pode prejudicar o desenvolvimento da criança
 
— No caso de mochilas que sejam carregadas nos ombros, escolha as que sejam acolchoado, com fácil ajuste e com tamanho igual as costas da criança. Lembrando que as alças precisam estar ajustadas de modo que a parte inferior não fique a menos de quatro centímetros abaixo da cintura
 
— Evite que a criança carregue a bolsa em apenas um dos ombros
 
— Incentive-a a praticar atividades físicas, pois elas fortalecem a região lombar
 
Essas orientações são importantes também para o restante do dia, principalmente para aqueles que gostam de ficar no computador o dia inteiro.
 
— Além dessas dicas, é imprescindível ficar atento à postura na sala de aula, orientando as crianças e jovens para que sentem sempre com a coluna ereta, mantendo a lordose lombar (curvatura da parte baixa da coluna) com a cabeça erguida e os ombros para trás. O mais importante é que os quadris (bumbum) fiquem bem próximos do encosto da cadeira e os pés devem ficar apoiados no chão — conclui Montenegro.
 
Zero Hora

Saúde aparece em 5° lugar na lista de ‘gastos nobres’

Compare no gráfico a relação dos investimentos da Saúde com outros ministérios em 2013 (crédito: Divulgação)
Divulgação
Compare no gráfico a relação dos investimentos da Saúde com
outros ministérios em 2013
Setor representa 8% do total de investimentos públicos e pesquisa mostra que quase R$ 5,5 bilhões deixaram de ser investidos em 2013
 
Dos R$ 47,3 bilhões gastos com investimentos pelo Governo Federal em 2013, 8% foi proveniente do Ministério da Saúde, segundo levantamento do Conselho Federal de Medicina (CFM).

Dentre os órgãos do Executivo, a Saúde aparece em quinto lugar na lista de prioridades no chamado “gasto nobre”.
 
“O SUS precisa de mais recursos e por isso entregamos ao Congresso Nacional mais de dois milhões de assinaturas em apoio ao projeto de lei de iniciativa popular Saúde+10, que vincula 10% da receita bruta da União para o setor.

Por outro lado, é preciso que o Poder Executivo priorize e aperfeiçoe sua capacidade de gerenciar os recursos disponíveis”, criticou o presidente do CFM, Roberto d’Ávila.
 
Confira a série histórica de investimentos federais na Saúde (crédito: Divulgação)
Divulgação
Confira a série histórica de investimentos federais na Saúde
“Não bastasse o setor ter sido preterido em relação a outros, quase R$ 5,5 bilhões deixaram de ser investidos no ano passado”, acrescentou.
 
Para a entidade, o resultado evidencia que obras em rodovias, estádios, mobilidade urbana, entre outros investimentos, estão à frente da construção, ampliação e reforma de unidades de saúde e da compra de equipamentos médico-hospitalares para o Sistema Único de Saúde (SUS).
 
Com base em dados do Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi), o CFM mostra que, do total de R$ 9,4 bilhões disponíveis para investimentos em unidades de saúde em 2013, o governo desembolsou R$ 3,9 bilhões, incluindo os restos a pagar quitados (compromissos assumidos em anos anteriores rolados para os exercícios seguintes).

Os valores foram inferiores aos investimentos dos Transportes (R$ 11 bilhões), Defesa (R$ 8,8 bilhões), Educação (R$ 7,6 bilhões) e Integração Nacional (R$ 4,4 bilhões). Para 2014, R$ 9,9 bilhões estão previstos para investimentos na Saúde.
 
Os dados apurados pelo CFM mostram ainda que, nos últimos 13 anos (2001 a 2013), foram autorizados R$ 80,5 bilhões específicos para este fim. No entanto, apenas R$ 33 bilhões foram efetivamente gastos e outros R$ 47,5 bilhões deixaram de ser investidos.

Em outras palavras, de cada R$ 10 previstos para a melhoria da infraestrutura em saúde, R$ 6 deixaram de ser aplicados.
 
SaudeWeb

Para 40%, Saúde é maior problema do Brasil

Foto: Reprodução
41% dos brasileiros consideram a situação de hospitais e postos de saúde crítica
 
O sistema de saúde é atualmente o maior problema do Brasil, mostra um estudo feito pelo Instituto Vox Populi a pedido da revista CartaCapital. Foram ouvidas 2.201 pessoas em 161 municípios de todas as regiões do país, com margem de erro é de 2,1 pontos percentuais, entre 13 e 15 de fevereiro.
 
Quarenta e um porcento dos respondentes consideram crítica a situação de hospitais e postos de saúde. A região Sul se mostrou a mais preocupada com o setor da saúde, com 46% dos respondentes apontando o problema. Mulheres (44%), grupos com menor escolaridade (44%) e rendimento de até dois salários mínimos (42%) partilham a opinião.
 
Também são motivos de preocupação a segurança pública (24%), corrupção (10%) e educação (9%). O desemprego atingiu um dos menos níveis de preocupação já registrados (6%). Injustiça social (2%), baixos salários (2%), economia (2%) e habitação (1%) também foram citados.
 
* com informações do site da revista Carta Capital
 
SaudeWeb

As 12 desculpas mais bizarras de quem chegou atrasado ao trabalho

Thinkstock/Getty Images
Um em cada três chefes já demitiu o funcionário por atrasos
Pesquisa revela as histórias mais difíceis de engolir para a falta de pontualidade no emprego contadas por gestores
 
Um novo estudo feito pelo site CareerBuilder mostrou algumas das desculpas mais bizarras que empregadores já ouviram de seus funcionários que perderam a hora para chegar ao trabalho. As histórias vão de zebras fugitivas a programas de TV imperdíveis.
 
A pesquisa revelou que cerca de um quarto (23%) dos empregados admitem chegar atrasados pelo menos uma vez por mês, enquanto 15% admitem fazer isso semanalmente.
 
Um em cada três gestores (35%) contaram já ter demitido um funcionário por atrasos, e 48% afirmam esperar que seus subordinados sejam mais pontuais todos os dias. Outros 34% dizem permitir que os empregados se atrasem de vez em quando, desde que isso não se torne um hábito.
 
Já 18% dos entrevistados afirmaram não se importar se os funcionários chegam depois do horário, contanto que façam o trabalho direito. De acordo com a vice-presidente de RH do CareerBuilder, Rosemary Haefner, muitos gestores compreendem que problemas ocasionais geram estes atrasos. “O problema é quando isso se torna rotineiro”, diz.
 
Empregados que costumam se atrasar deveriam checar regularmente a previsão do tempo no trajeto até o trabalho, receber alertas sobre o funcionamento do transporte público que utilizam ou preparar-se na noite anterior para não precisar correr de manhã, recomenda a executiva.
 
Como nos anos anteriores da pesquisa, problemas de trânsito são os motivos mais comuns para os atrasos (39%), seguidos de falta de sono (19%), panes no transporte público (8%), mau tempo (7%) e necessidade de deixar os filhos na escola ou creche (6%).
 
O levantamento foi feito com 3 mil trabalhadores de empresas privadas e 2.201 gestores e profissionais de RH, entre os dias 6 de novembro e 2 de dezembro de 2013.
 
Alguns patrões não engolem as histórias que os funcionários contam. Eles compartilharam algumas das desculpas mais difíceis de acreditar que receberam dos subordinados que chegaram atrasados.
 
Confira abaixo:
 
1. Uma zebra escapou do zoológico e bloqueou o tráfego de uma importante avenida (o fato foi confirmado posteriormente).
 
2. O empregado acordou no jardim de uma casa a duas quadras de seu próprio lar
 
3. O gato do subordinado ficou preso no vaso sanitário
 
4. O leite do cereal acabou no café da manhã e o empregado teve que comprar mais antes de se aprontar para o trabalho
 
5. O funcionário caiu no sono dentro do carro enquanto se dirigia ao trabalho
 
6. O subordinado aplicou cola do tipo Super Bonder nos olhos em vez de colírio para lentes de contato, e teve que correr para o hospital
 
7. Pensando que o dia de Halloween fosse feriado, o empregado não aparecer para trabalhar
 
8. Um buraco no telhado fez com que a chuva caísse sobre o despertador e ele não funcionou de manhã
 
9. Estava passando um programa de TV muito bom e o funcionário não conseguiu parar de ver até o fim
 
10. O empregado se esqueceu que a empresa mudou de endereço
 
11. Uma escova de cabelo ficou presa na cabeça da funcionária
 
12. O subordinado não foi pontual no trabalho porque ficou assustado com um pesadelo
 
iG

Fumantes são mais infelizes, afirmam estudos

Getty Images
Pesquisadores derrubam o mito de que cigarro reduz o estresse
Pesquisa brasileira diz que cigarro causa depressão, artigo britânico afirma que ex-fumante tem melhora na saúde mental
 
O cigarro não traz felicidade. Mesmo que fumantes do mundo inteiro afirmem que o cigarro relaxa, acalma e até faz pensar melhor, cientistas estão cada vez com mais provas que derrubam o mito do cigarro antiestresse. De acordo com dois estudos publicados recentemente, o fumo piora o humor, provoca ansiedade e está ligado a casos de depressão.

Pesquisadores brasileiros afirmam que o cigarro é um forte agente depressor do humor. No estudo - realizado no hospital São Lucas em Porto Alegre com 1021 pessoas entre fumantes, não-fumantes e ex-fumantes -, verificou-se que o grupo de fumantes tem maior grau de depressão. Em uma escala que mede os pontos de grau de depressão, o grupo de fumantes, em média, atinge 50% mais pontos do que quem nunca fumou ou largou o cigarro.
 
De acordo com o coordenador do estudo, o pneumologista José Miguel Chatkin, há solução para os fumantes. Após a turbulência inicial dos primeiros dias de abstinência do cigarro, o ex-fumante se torna mais feliz do que aquele que permanece fumando. Chatkin afirma também que o fumo esporádico do cigarro até melhora o humor, mas no longo prazo pode levar à depressão.
 
Pesquisadores britânicos pegaram ainda mais pesado nos argumentos antitabaco. Em um artigo publicado neste mês no British Medical Journal, estudiosos afirmam que largar o cigarro melhora a saúde mental, e de forma rápida (em menos de seis semanas).
 
Tornar-se ex-fumante está associado com a redução da depressão, da ansiedade e do estresse; e com a melhora do humor e da qualidade de vida. De acordo com os pesquisadores, o efeito de abandonar o cigarro é igual ao visto no uso de antidepressivos no tratamento de ansiedade.
 
Para chegar a esta conclusão, eles analisaram 26 estudos que compararam a saúde mental de pessoas antes e depois de terem largado o vício. “Espero que esses estudos mudem a perspectiva das pessoas a respeito do cigarro. Muitos fumantes citam o período estressante que estão passando como desculpa para não largar o cigarro, mas vemos que é justamente o contrário. Parar de fumar ajuda na redução da ansiedade e melhora a saúde mental”, afirma Gemma Taylor da Universidade de Birmingham e autora principal do estudo.
 
Gemma afirma que o mito do cigarro relaxante pode ser explicado pelo fato de os fumantes experimentarem irritabilidade, ansiedade e depressão quando não fumam por um tempo. Estes sentimentos são aliviados quando ele fuma. “Crian-se, desta forma, uma impressão de que fumar tem benefícios psicológicos, quando na verdade foi o tabagismo que fez com que estes distúrbios se sobressaíssem”, disse.
 
iG