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terça-feira, 4 de março de 2014

Cuidado no Carnaval! Bebida alcoólica pode provocar mau hálito

Álcool provoca descamação dos tecidos da boca
Álcool provoca a descamação dos tecidos da boca e traz o mau cheiro 
 
Uma das principais causas do mau hálito em época de Carnaval é o consumo de bebidas alcoólicas. O problema é que nem sempre a pessoa que bebeu percebe a alteração e, de acordo com o diretor da Sobrehali (Sociedade Brasileira de Halitose), Alênio Calil, uma dose já é suficiente para causar alteração no hálito.
 
— A bebida alcoólica aumenta a descamação dos tecidos da boca e isso alimenta as bactérias, que se acumulam principalmente na placa esbranquiçada que fica sobre a língua, chamada saburra, causando o mau hálito.
 
De acordo com Calil, uma boa solução para amenizar o problema durante as festas é intercalar água e bebida, assim o efeito do álcool na mucosa da boca é diminuído.O especialista ainda aconselha que os foliões higienizem bem a boca antes de irem pra folia.
 
— Ninguém quer estar com mau hálito na hora de beijar alguém, então o recomendado é que a pessoa faça uma higienização completa da boca antes de sair de casa. É preciso escovar os dentes, passar o fio dental e principalmente usar um limpador de língua.
 
R7

Rompante de raiva eleva risco de infarto e derrame, diz pesquisa

Reprodução / BBC
Indivíduos com temperamento explosivo correm maior risco
 de sofrer infarto ou derrame
Duas horas subsequentes a uma explosão são as de maior risco para a saúde 
 
Ter um ataque de raiva pode elevar o risco de sofrer um infarto ou um derrame, revela uma nova pesquisa.
 
Segundo os autores do estudo, rompantes de fúria podem funcionar como um "gatilho" para tais episódios.
 
Eles identificaram as duas horas subsequentes a uma explosão de cólera como as de maior risco para a saúde de um indivíduo.
 
Mas os cientistas responsáveis pelo estudo alegam que mais pesquisas são necessárias para entender como funciona essa conexão e descobrir se estratégias para desanuviar o estresse podem evitar tais complicações.
 
Pessoas que já tenham histórico de doenças cardíacas também apresentam maior risco de saúde caso passem por episódios de descontrole emocional, afirmou o estudo americano, publicado na revista científica European Heart Journal.
 
Nas duas horas imediatamente subsequentes ao ataque de raiva, o risco de uma parada cardíaca aumentou cinco vezes e o de derrame mais de três vezes, identificou o levantamento, baseado em nove pesquisas diferentes.
 
O estudo foi feito a partir da análise de dados de milhares de pessoas.
 
Temperamento explosivo
Pesquisadores da Escola de Saúde Pública da Universidade de Harvard afirmaram que o risco de um ataque de raiva na população comum é relativamente baixo — a chance de um indivíduo sofrer uma parada cardíaca atinge uma a cada 10 mil pessoas com baixo risco cardiovascular que tenham rompantes de fúria uma vez por mês.
 
Para pessoas com alto risco cardiovascular, o risco aumenta para quatro em cada 10 mil.
 
Mas, segundo pesquisadores, o risco é cumulativo, o que significa que indivíduos com temperamento explosivo têm chance maior de sofrer tais problemas.
 
Na avaliação da pesquisadora Elizabeth Mostofsky e sua equipe, responsáveis pelo estudo, cinco ataques de raiva podem resultar em 158 paradas cardíacas por 10 mil pessoas com baixo risco cardiovascular por ano, aumentando para 657 paradas cardíacas por 10 mil pessoas com alto risco cardiovascular.
 
Segundo ela, "embora o risco de sofrer um ataque cardíaco após uma explosão de raiva é relativamente baixo, o risco pode acumular dependendo do número de episódios em que o indivíduo perca o controle".
 
Ainda não está claro, no entanto, por que a raiva pode ser perigosa — os pesquisadores destacam que os resultados não necessariamente indicam que a cólera causa problemas cardíacos e de circulação.
 
Especialistas já constataram que o estresse crônico pode provocar um ataque cardíaco parcialmente porque aumenta a pressão sanguínea, mas também porque muitas pessoas reagem de forma insalubre a crises de estresse — fumando ou bebendo muito álcool, por exemplo.
 
Os pesquisadores afirmaram que valeria a pena testar a eficácia de estratégias que evitem ou combatam o estresse, como ioga por exemplo.
 
Segundo Doireann Maddoc, da Fundação do Coração do Reino Unido, "não está claro o que causa esse efeito. Ele pode estar ligado a mudanças psicológicas que a raiva causa em nossos corpos, mas mais pesquisa é necessária para explorar a biologia por trás disso".
 
— A maneira como você lida com a raiva e o estresse também é importante. Aprender como relaxar pode ajudar a aliviar situações de alta pressão. Muitas pessoas acham que a atividade física pode ajudar a desanuviar após um dia estressante.

BBC Brasil / R7

Dietas globais semelhantes ameaçam segurança alimentar, diz estudo

A história da mandioca será contada no programa de sábado do Caminhos da Roça (Foto: Reprodução / EPTV)
Foto: Reprodução / EPTV
Mandioca é um dos alimentos tradicionais que vêm sendo
'esquecidos' diante de dieta mundialmente padronizada,
segundo estudo
Estudo mostrou padronização da alimentação mundial. Cientistas alertam que deve haver maior diversificação de alimentos
 
O aumento da similaridade nas dietas em todo o mundo é uma ameaça à saúde e à segurança alimentar, com muitas pessoas abandonando alimentos tradicionais em seus países, como mandioca, sorgo ou milheto, mostrou um estudo internacional nesta segunda-feira (3).
 
O relatório, que disse que detalhou pela primeira vez a convergência de safras no sentido de uma dieta universal em mais de 150 países desde 1960, mostrou aumento no consumo de alimentos como trigo, arroz, soja e girassol.
 
"Mais pessoas estão consumindo mais calorias, proteínas e gorduras, e eles confiam cada vez mais em uma lista das principais culturas alimentares... junto com carne e produtos lácteos", disse o líder do estudo do Centro Internacional de Agricultura Tropical na Colômbia, Colin Khoury, em um comunicado.
 
Tais dietas têm sido associadas a riscos de doenças cardíacas, câncer e diabetes, diz o estudo.
 
A dependência de um grupo menor de culturas alimentares também aumenta a vulnerabilidade a pragas e doenças.
 
No geral, as dietas se tornaram 36% mais semelhantes nos últimos 50 anos, considerando mudanças no consumo de mais de 50 safras para calorias e proteínas, segundo o estudo. A convergência "continua sem indicação de desaceleração", segundo o estudo publicado na revista "Proceedings of the National Academy of Sciences" (PNAS).
 
O óleo de soja, óleo de girassol e de palma tornou-se parte da "oferta global de alimentos padrão" ao lado de culturas como o trigo, o arroz, o milho e a batata, mostrou o estudo. O aumento da renda nas economias emergentes significou um maior consumo de produtos como carnes e bebidas açucaradas, que são típicas das dietas ocidentais.
 
"Estamos vendo um aumento da obesidade e doenças do coração... da Nigéria até a China", disse Khoury à Reuters.
 
Mesmo assim, muitas dietas nacionais tornaram-se mais variadas.
 
"À medida que a dieta humana tornou-se menos diversificada em termos globais nos últimos 50 anos, muitos países, particularmente na África e na Ásia, têm, na verdade, ampliado seu cardápio de grandes culturas básicas, ao mudar para dietas mais globalizadas", disse um comunicado.
 
Os cientistas pedem por mais diversificação, inclusive de culturas que estão caindo de moda, tais como centeio, inhame ou mandioca, para reforçar a segurança alimentar. Apelam também para a preservação da diversidade genética em todas as culturas.
 
"A uniformidade genética significa mais vulnerabilidade a pragas e doenças", disse Khoury.
 
G1

Simulação de resgate usa robô que emite sinais vitais via wi-fi

robô simula sinais vitais - simulação de acidente em rodovia de Sorocaba (Foto: Natália de Oliveira/G1)
Foto: Natália de Oliveira/G1
Robô simula sinais vitais e envia dados via wi-fi
Equipamento representou vítima grave, que morreu no local do acidente. Operação foi realizada em rodovia movimentada em Sorocaba
 
Uma nova tecnologia está ajudando as equipes de resgate a melhorar o atendimento de urgência em caso de acidente. Um robô que consegue falar, simular e emitir os sinais vitais de um ser humano - como batimentos cardíacos e pressão arterial - com a máxima qualidade em precisão e realismo foi utilizado em uma simulação de resgate de um acidente de trânsito. O treinamento foi realizado na manhã desta quinta-feira (27) na rodovia Celso Charuri, em Sorocaba, a 100 quilômetros da Capital paulista.
 
Realizada pelo Corpo de Bombeiros e a CCR Via Oeste, concessionária que administra a rodovia, a simulação teve o objetivo de identificar falhas e aprimorar o atendimento às vítimas em acidentes de trânsito nas estradas da região. O robô representou uma vítima grave durante a simulação. Após capotar na rodovia, o carro caiu em um barranco e a "vítima" ficou presa às ferragens. A equipe de resgate precisou cortar o carro para a retirada.
 
Bombeiros e concessionária fazem simulação de acidente em rodovia em Sorocaba (Foto: Natália de Oliveira/G1)
Foto: Natália de Oliveira/G1
Simulação de acidente teve ajuda do helicóptero Águia
Durante o atendimento, a máquina apresentou sintomas que simulavam uma vítima real. Os sinais eram enviados em tempo real via wi-fi durante a operação por uma equipe médica do hospital Albert Eisntein, proprietária da tecnologia e que estava no local. Os sinais enviados representavam os sintomas da vítima, como hemorragia, fraturas, e outras situações. Conforme os procedimentos de emergência eram realizados, o quadro clínico do robô mudava.
 
Na  simulação, devido ao estado grave, a vítima-robô não resistiu aos ferimentos, mesmo com todo procedimento médico realizado pela equipe de resgate. Na situação simulada, o protótipo teria sofrido uma amputação da perna esquerda e teve uma parada cardiorrespiratória, morrendo no local.
 
O simulador é utilizado pelo Centro de Simulação Realística do Hospital Albert Einstein, de São Paulo, para treinamento do corpo clínico e leigo, por meio de uma iniciativa inédita que tem como objetivo garantir a melhor aprendizagem dos profissionais, assim como reduzir o tempo de treinamento. De acordo com a coordenadora do projeto, Regina Kaneko, o robô pode ajudar a identificar erros durante o resgate de vítimas. "A tecnologia possibilita um treinamento como se fosse uma pessoa real sendo atendida. Nesse caso, erros não vão custar a vida de ninguém. É a hora de errar e aprender com esses erros", explica.
 
A empresa responsável por desenvolver a tecnologia é norueguesa e já distribuiu 45 robôs, como o utilizado no simulado desta quinta-feira, pelo Brasil. A tecnologia, que chega a custar até R$ 150 mil, visa educar a fim de salvar vidas. A técnica é a mesma utilizada pelo exército dos Estados Unidos, em situações de simulação de guerra. "Inclusive, o robô pode ter reações ao uso de drogas durante o atendimento como, por exemplo, morfinas. Fazendo com que o seu quadro varie durante o atendimento", explica.
 
Além do robô, 20 pessoas participaram da simulação, que envolveu um carro (onde estava o robô), um ônibus com estudantes e um motociclista. O acidente começou a partir de um caminhão que derrubou barris com substância tóxica na rodovia e fugiu. Os barris atingiram um motociclista, que teve fratura exposta, mas, por ter sido exposto ao produto perigoso, teve o atendimento um pouco mais demorado, já que a área em que estava foi isolada e a equipe de resgate precisou utilizar roupas especiais para o resgate.
 
robô simula sinais vitais - simulação de acidente em rodovia de Sorocaba (Foto: Natália de Oliveira/G1)
Foto: Natália de Oliveira/G1
Tecnologia que simula sinais vitais ajudou a aprimorar resgate
 
O ônibus e o carro, que seguiam atrás da moto, acabaram capotando e caíram em um barranco. Ao termino da simulação, que teve duração de uma hora e meia, quatro vítimas morreram, incluindo o robô, e o restante foi encaminhado ao hospital com ferimentos entre leves e graves. Lembrando que, apesar de uma simulação, o resgate foi realizado como se o acidente tivesse acontecido. Tanto que o helicóptero Águia da Polícia Militar participou da ação e ajudou no resgate das vítimas. A simulação chamou a atenção de quem passava pelo local e provocou congestionamento na região.
 
Ao termino da operação, o capitão do Corpo de Bombeiros, Ivan Luiz Godinho, admitiu que erros ocorreram durante o processo e que eles serão avaliados para que não ocorram em situações reais. "Houve uma demora na averiguação das vítimas, mas que será corrigida. Mas o objetivo era esse. Um teatro que nos ajuda a lidar com a vida real", finaliza.

G1

Sol, estresse e má alimentação são fatores que podem ativar o herpes

Foto: Reprodução
Herpes Zoster
Bem Estar explicou riscos da contaminação do vírus. Situações que enfraquecem a imunidade favorecem surgimento da lesão
 
Cerca de 90% das pessoas no mundo inteiro já tiveram contato com o vírus do herpes simples, mas apenas metade teve algum tipo de manifestação. O vírus, que pode causar lesões na boca ou na região inferior do corpo, pode ser transmitido através do contato até mesmo quando não há ferida aparente. O problema é que, depois de contrair o vírus, não dá mais para se livrar e ele vai aparecer em situações de baixa imunidade.
 
No Bem Estar os infectologistas Caio Rosenthal e Rosana Richtmann explicaram os tipos de vírus e deram dicas de como prevenir e evitar novas crises.
 
Para quem já tem herpes, existem alguns fatores que podem desencadeá-lo, como por exemplo, o sol, a má alimentação, o estresse, o sono ruim e a tristeza ou depressão. Todas essas situações geralmente enfraquecem o sistema imunológico, o que pode ativar o vírus e favorecer o surgimento das lesões. Para evitar o aparecimento das feridas, é fundamental, portanto, manter o sistema imunológico forte e também agir antes com o medicamento, o aciclovir.
 
É muito comum as pessoas esperarem as lesões aparecerem para aplicar a pomada, mas o princípio do remédio é inibir a replicação viral, ou seja, evitar que o vírus se multiplique. Por isso, aos primeiros sinais de comichão, coceira e aquecimento na boca, por exemplo, fase que dura de 6 a 48 horas até o aparecimento da ferida, é importante já aplicar a pomada ou tomar o remédio oral para inibir a ação do vírus, como alertou a infectologista Rosana Richtmann.
 
Herpes (Foto: Arte/G1)
 
Em caso de ferida, a médica explica ainda que é importante evitar alimentos ácidos, como laranja, limão, lima, abacaxi, pimenta e vinagre, que podem aumentar o desconforto e a dor.
 
A médica explica ainda que existem alguns alimentos que podem aumentar o risco de recorrência das lesões do herpes, como o chocolate.
 
Isso não significa, no entanto, que ele causa a ferida, é apenas uma especulação em relação ao assunto, como lembrou o infectologista Caio Rosenthal.
 
Vale ressaltar ainda que na primeira vez que o herpes aparece, a lesão vem com muito mais força porque pega o sistema imunológico despreparado. O vírus é uma ameaça que o corpo não conhece, portanto não consegue impedir e demora a se defender, deixando o organismo mais vulnerável.
 
Nas próximas infecções, o corpo se acostuma e consegue amenizar as lesões com uma defesa mais eficaz.
 
A dica, portanto, é procurar um médico imediatamente ao primeiro sinal de ferida de herpes para que o tratamento comece o quanto antes. 
 
Herpes zoster
Esse é um tipo mais raro de manifestação do herpes, que acontece quando há uma reativação do vírus da catapora, o varicella-zoster (VVZ).
 
Ou seja, após a catapora, esse vírus não é totalmente eliminado do corpo e fica em estado de latência, então quando a pessoa fica adulta, ela pode ter a eclosão do herpes zoster. 
 
Segundo os infectologistas, o vírus gosta de ficar nos gânglios nervosos paramedulares, que ficam nos dois lados do corpo, separados, paralelos à medula espinhal. É por isso que, ao se reativar, ele só aparece em uma metade do corpo. Geralmente, essa reativação acontece quando há algum fato importante, a pessoa está com a imunidade comprometida, teve algum corte ou machucado muito grande ou está passando por uma situação de estresse ou ansiedade muito intensa.
 
Foi o que aconteceu com o estudante Juliano Marchant, que começou a sentir dores em um momento delicado da vida. Como as dores se concentravam no lado direito da cabeça, ele abusou dos remédios para dor de cabeça por alguns dias, desconfiado que era só resultado da sobrecarga, mas não conseguiu controlar o problema. Foi só depois que descobriram que o que ele tinha, na verdade, era herpes zoster, como mostrou a reportagem da Vanessa Felippe, de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.
 
Bem Estar