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quarta-feira, 5 de março de 2014

Uso de antioxidantes para exercícios físicos é motivo de debate

Arquivo stockxpert
Perfil. Durante o estudo, os corredores que haviam tomado pílulas
 de placebo mostraram benefícios em suas células
Pesquisa aponta que produto pode reduzir benefícios dos treinos
 
Nova York, EUA. Muitas pessoas tomam vitaminas como parte de seus regimes diários de fitness, tendo ouvido que antioxidantes ajudam a recuperação física e amplificam o impacto dos exercícios. Entretanto, em outro exemplo da ciência desfazendo suposições largamente aceitas, diversos novos experimentos mostram que suplementos antioxidantes podem na verdade reduzir os benefícios dos treinos.
 
Os antioxidantes se tornaram suplementos populares principalmente por supostamente absorverem os radicais livres, moléculas de oxigênio altamente reativas que são geradas durante as atividades diárias. Por meio da quebra do oxigênio, o esforço físico resulta na criação de grande número dessas moléculas – que, em excesso, podem causar morte celular e danos a tecidos. Assim, parece lógico que reduzir o número de radicais livres gerados pelo exercício fosse algo desejável.
 
Entram os antioxidantes, que absorvem e desativam os radicais livres. Embora o corpo crie seus próprios antioxidantes, até recentemente muitos pesquisadores acreditavam que nós produzimos uma quantidade pequena demais de antioxidantes naturais para neutralizar as depredações de radicais livres. Muitas pessoas que se exercitam começaram a tomar grandes doses de antioxidantes, como as vitaminas C e E, embora poucos experimentos em humanos tenham realmente examinado os impactos fisiológicos precisos desses suplementos em pessoas que treinam.
 
Para um estudo publicado em “The Journal of Physiology”, pesquisadores da Norwegian School of Sport Sciences, em Oslo, e outras instituições reuniram 54 homens e mulheres adultos saudáveis, a maioria de corredores ou ciclistas recreativos, e conduziram uma série de testes para estabelecer sua capacidade de resistência.
 
Eles foram divididos em dois grupos, sendo que um tomou quatro comprimidos por dia com uma dose de 1.000 mg de vitamina C e 235 mg de vitamina E. O segundo grupo recebeu placebos. Todos os participantes tiveram que completar um vigoroso programa de treinamento de 11 semanas. No fim, todos estavam mais em forma.
 
Todavia, seus corpos haviam respondido de forma bastante diferente. Os corredores que haviam tomado pílulas de placebo mostraram um grande aumento nos marcadores bioquímicos conhecidos por ampliar a criação de mitocôndrias, pequenas estruturas dentro das células que geram energia, em células de sua corrente sanguínea e músculos. Mais mitocôndrias, especialmente em células musculares, significam mais energia e, em geral, melhor saúde e aptidão física. A criação de novas mitocôndrias costuma ser considerada um dos efeitos mais importantes dos exercícios.
 
Quantidade
 
Variável
Segundo estudiosos, é possível que doses menores de antioxidantes possam ser úteis para atletas. Antioxidantes naturais, como mirtilos e vinho tinto, não devem apresentar problemas.
 
Conclusões ainda terão que ser investigadas por cientistas Nova York
Ainda não está claro por que e como os suplementos antioxidantes atenuam os efeitos dos exercícios, afirmou Goran Paulsen, pesquisador da Norwegian School of Sport Sciences, que conduziu o estudo das vitaminas C e E, mas ele e muitos outros fisiologistas começaram a suspeitar que os radicais livres possam desempenhar um papel diferente do que se pensava durante e após os exercícios.

Nessa teoria, os radicais livres não são os vilões; em vez disso, eles serviriam como mensageiros, forçando genes e outros sistemas corporais a iniciar as diversas reações bioquímicas que terminam em músculos mais fortes e melhor saúde metabólica. Sem os radicais livres, essas reações não começam. E grandes doses de suplementos antioxidantes absorvem a maior parte dos radicais livres produzidos pelos exercícios.
 
Naturalmente, essa teoria ainda não foi comprovada e requer testes de longo prazo em seres humanos, explicou Paulsen. É possível, segundo ele, que doses menores de antioxidantes ou diferentes formulações possam ser úteis para atletas.
 
O Tempo

O que comer e beber para se livrar rápido da ressaca do Carnaval

Foto: Reprodução
Água de coco hidrata e repõe minerais
Exagerou nas doses? Alimentos como banana, laranja, água de coco e tomate ajudam o organismo a se recuperar da folia
 
A folia acabou, chegou a Quarta-Feira de Cinzas e o corpo não consegue se esqucer da bebedeira dos quatro dias. É assim mesmo, ressaca é uma coisa chata e insistente.
 
Se você não bebeu muita água enquanto ingeria álcool, não dormiu direito e se alimentou mal, é preciso agir rápido para que você consiga voltar ao trabalho.
 
Além de boas horas de descanso e litros de água, alguns alimentos ajudam a amenizar o estrago. Veja quais são e bote a mesa! Sem taças, por favor!
 
- Água de coco: o álcool tem ação diurética e faz com que a pessoa perca muito potássio e sódio. Além de hidratar, água de coco repõe estes minerais
 
- Atum em lata: ajuda a repor diversos minerais que o corpo perde quando se ingere álcool
 
- Bananas: possuem potássio e sódio e diminuem as câimbras, cansaço excessivo e as dores musculares
 
- Grãos integrais: ricos em vitamina B e ácidos, que são aliados do processo de desintoxicação produzido pelo fígado para se livrar dos excessos cometidos
 
- Laranja: também tem potássio e sódio
 
- Espinafre: contém ácido fólico, vitamina C e enxofre, nutrientes que ajudam a eliminar os sintomas da ressaca, pois colaboram com a limpeza do fígado
 
- Macarrão: alimento rico em carboidratos que, após ser digerido, se transforma em açúcar para o corpo
 
- Ovo: o corpo produz acetaldeído, substância tóxica, quando detecta o álcool no organismo. Em seguida, produz glutationa para evitar a intoxicação
 
- Bolos: têm ação similar à do macarrão
 
- Pães: também são alimentos ricos em carboidratos
 
- Refrigerante de limão: estimula a produção da enzima ALDH, que metaboliza o álcool ingerido, além de conter água e açúcar, que sempre ajudam
 
- Tomates: são ricos em vitamina C, glutationa e potássio
 
iG

Consumo de cocaína no país mais que dobra em dez anos

Felipe Dana
Em 2005, 0,7% da população entre 12 e 65 anos consumia
cocaína no país, contra 1,75%, em 2011
Informe aponta que uso pelo brasileiro é superior à média mundial
 
Genebra, Suíça. O consumo de cocaína no Brasil mais que dobrou em menos de dez anos e já é quatro vezes superior à média mundial. Os dados foram divulgados nessa terça pelo Conselho Internacional de Controle de Narcóticos, entidade ligada à Organização das Nações Unidas (ONU), em seu informe anual sobre drogas no mundo.
 
No documento, a entidade também critica a liberalização do consumo de maconha no Uruguai e regiões dos Estados Unidos, e alerta: jovens sul-americanos parecem ter uma “baixa percepção do risco” que representa o consumo de maconha.
 
Em 2005, a entidade apontava que 0,7% da população entre 12 e 65 anos consumia cocaína no Brasil. Ao final de 2011, a taxa chegou a 1,75%. De acordo com os dados da ONU, o consumo brasileiro é bem superior à média mundial, de 0,4% da população. A média brasileira também supera a da América do Sul, com 1,3%, e é mesmo superior a da América do Norte, com 1,5%.
 
O Brasil, segundo o informe anual, se consolidou não apenas como rota da cocaína dos Andes para a Europa, como também passou a ser um mercado fundamental. Em 2012, as maiores apreensões de cocaína no Brasil ocorreram a partir de carregamentos da Bolívia, seguida por Peru e Colômbia.
 
Citando o governo brasileiro, a ONU aponta que o Brasil apreendeu em 2012 um volume recorde de 339 mil tabletes de ecstasy, cerca de 70 kg. A média dos últimos dez anos aponta que as apreensões são de menos de 1 kg por ano. Em 2012, houve ainda 10 mil unidades de anfetamina retidas, além de 65 mil unidades de alucinógenos, o maior volume desde 2007.
 
O centro da produção de heroína no mundo continua sendo o Afeganistão, onde o cultivo bateu recordes em 2013 – 39% acima da área de 2012.
 
Produção
Se o consumo brasileiro cresceu, a ONU constatou uma queda no cultivo da coca na América do Sul em 2012. No total, 133 mil hectares foram plantados, 13% menos do que em 2011. O Peru se consolidou como líder, com 45% do total, seguido por Colômbia e Bolívia, com 36% e 19%, respectivamente.
 
Na Bolívia, o maior fornecedor brasileiro, a queda no cultivo foi de 7% – e 11 mil hectares de coca foram erradicados. Em 2012, a Colômbia erradicou 30 mil hectares, 25% do total. A área total de plantação chegou a 48 mil hectares, o menor nível registrado desde 1995. “O fornecimento da cocaína sul-americana no mercado global parece se estabilizar ou mesmo cair em comparação a 2007”, indica o informe.
 
Produção da erva teria aumentado Genebra
Se a cocaína cai, o confisco de “grandes quantidades de maconha” na América do Sul “sugere um possível aumento na produção de maconha da região nos últimos anos”, segundo a ONU. A apreensão de maconha caiu de forma dramática no Brasil entre 2011 e 2012, de 174 toneladas para apenas 11,2 toneladas. Além disso, 21,7 hectares de cultivo foram erradicados no Brasil no ano.
 
Segundo a ONU, a maconha continua sendo a droga mais consumida na América do Sul, por cerca de 14,9 milhões de pessoas.
 
O Tempo

Como proteger a casa de ácaros


Divulgação
Não deixe os sapatos espalhados pela casa. Guarde-os em
um lugar próprio
Evite as crises alérgicas geradas por esses inimigos invisíveis
 
Tapetes felpudos, carpetes, sofás de chenile, bichos de pelúcia, animais de estimação e edredons quentinhos são os lugares preferidos dos ácaros, que se instalam sem que a gente perceba e provocam reações alérgicas nas pessoas mais sensíveis.
 
“Os ácaros procuram no ambiente o abrigo e a proteção necessários para viverem. E nossa moradia configura o local perfeito para isso”, afirma o pesquisador Nicolau Maués Serra-Freire, do Laboratório de Biodiversidade Entomológica do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz).
 
Veja como impedir a infestação de ácaros em casa:
 
1. Lave periodicamente cortinas e tapetes. Se estiverem tratados com algum produto antiácaro, não molhe ou use produtos químicos. Apenas passe o aspirador de pó uma a duas vezes por dia
 
2. Desumidificadores de ar com capacidade volumétrica compatível ao tamanho do espaço impedem a reprodução dos ácaros
 
3. Almofadas e travesseiros também devem ser motivo de preocupação no combate aos ácaros. Lembre-se de renovar os travesseiros após seis a dez anos de uso
 
4. Troque a roupa de cama uma vez por semana em dias mais quentes. Aproveite para virar o colchão de lado e, se possível, exponha-o ao sol
 
Ácaros
5. Use acaricidas com cautela. “É recomendável seguir a indicação de um profissional habilitado para o uso”, diz Nicolau Maués
 
6. Mantenha a disciplina: faça as refeições na sala de jantar e não troque de roupa em qualquer cômodo
 
7. Alguns modelos de colchão já vêm com proteção antiácaros. Quem não quiser mudar o colchão pode revesti-lo com capas protetoras com tratamento antimicrobiano
 
8. Retire a poeira de pisos, colchões, carpetes, sofás, almofadas e cortinas. Ácaros adoram pó. Para garantir a limpeza, use um aspirador de pó com filtro hepa
 
9. Faça uma higienização periódica em carpetes, sofás, tapetes e colchões. Em apenas um ano de uso, esses locais chegam armazenar quase cinco milhões de ácaros
 
10. Uma vez por dia, por pelo menos uma hora, abra portas e janelas para permitir a entrada de correntes de ar
 
Isso sem contar que encontram matéria orgânica como fungos, vegetais, excrementos de animais, descamações da pele, cabelos e restos de alimentos em quantidade para se alimentarem. Uma forma de evitar o problema é se livrar de todos os possíveis focos de ataque, escolhendo pisos frios e trocando o estofamento por couro, o que nem sempre é possível. “A melhor maneira de conviver pacificamente com os ácaros é reduzir o alimento disponível para eles. Com menos alimento, a colônia cresce menos”, diz o pesquisador.
 
Além disso, é possível usar equipamentos como aspiradores para diminuir o impacto dos ácaros nos ambientes da casa. “Ele garante a coleta de 99,97% da poeira e das micropartículas alergênicas, como as caspas de gato, por exemplo, que medem cerca de 0,3 micrômetros. Em termos de comparação, um cabelo humano mede cerca de 100 micrômetros, o equivalente a 0,1 milímetro”, afirma Ângelo di Fraia, gerente da Arno.
 
Desumidificadores de ar também ajudam bastante. “Ao procurar abrigo, o ácaro busca pouca luz, umidade acima dos 60% e calor abaixo dos 50ºC. Então, quando é instalado um, com capacidade volumétrica compatível com o volume do espaço, o abrigo deixa de ser ideal para os ácaros. Suas duas possibilidades imediatas são: morrer ou abandonar o ambiente, migrando para outro lugar (lembrando que toda a casa deve ser desumidificada)”, completa Serra-Freire.

Delas

terça-feira, 4 de março de 2014

Exército do Egito anuncia cura da aids perante ceticismo de cientistas

Cairo, 3 mar (EFE).- O exército do Egito afirma ter inventado aparelhos para diagnosticar e curar o vírus HIV, causador da aids, um anúncio recebido com ceticismo pela comunidade científica e com surpresa pelas autoridades, que temem que o país passe vergonha.
 
Uma espécie de antena ligada a uma máquina que substitui o sangue contaminado por outro purificado parece ser a criação revolucionária descoberta pelos cientistas das Forças Armadas egípcias para acabar com vírus como o da hepatite C ou mesmo o HIV. As invenções foram anunciadas recentemente pelo general do exército egípcio Ibrahim Abdelati, em entrevista coletiva em que também participaram o presidente do país, Adly Mansour, e o chefe das Forças Armadas, Abdul Fatah Khalil Al-Sisi.
 
No evento, foi exibido um vídeo com declarações de um antigo suposto soropositivo que tinha sido curado graças a revolucionária invenção. Sem explicar como funciona, um comunicado publicado na página do Facebook do porta-voz do exército, Ahmed Ali, afirma que este dispositivo duplo é capaz de "detectar e tratar" estes vírus "sem tomar qualquer amostra de sangue do paciente, com um baixo custo e resultados imediatos".
 
A nota assegura, além disso, que a porcentagem de sucesso deste aparelho, batizado como Dispositivo de Cura Completa (DCC), é de "mais de 90%" e que foi "a vontade de Deus" que quis que fosse o exército egípcio o autor dessa conquista médica. Abdelati anunciou em entrevista no canal de televisão egípcio "Sa'adah al Balad" que tinha recusado uma proposta internacional que oferecia US$ 2 bilhões para "esquecer" do dispositivo. Segundo o governo, o dispositivo foi registrado em nome do Corpo de Engenheiros das Forças Armadas e recebeu o sinal verde do Ministério da Saúde.
 
O Executivo egípcio já solicitou a patente em 2011 de um dispositivo similar destinado à detecção de drogas, explosivos e vírus como o da hepatite C. Este aparelho de diagnóstico está sendo desenvolvido por uma equipe que faz parte o hepatologista Gamal Shiha, que desde 2010 está testando o dispositivo e o apresentando em diferentes conferências científicas internacionais. "Este aparelho não tem nada a ver com o da cura (mostrado pelo exército), só serve para o diagnóstico", disse à Agência Efe Shiha, que acrescentou que "o que se disse sobre (o aparelho de) cura não tem qualquer base científica".
 
Shiha se nega a dar valor a algo "que foi apresentado em uma entrevista coletiva em vez de em uma conferência científica". Por outro lado, o conselheiro da presidência egípcia para Assuntos Científicos, Esam Hegy, confirmou em sua página no Facebook que o presidente Mansur ordenou que estas invenções fossem estudadas por comissões científicas especializadas internacionais para confirmar que o estudo e seus resultados são completos e seguros antes de sua aplicação. Ele acrescentou que o anúncio surpreendeu tanto Mansur quanto a Al Sisi, cuja presença na entrevista coletiva de apresentação do descobrimento "não significa que a apóiem".
 
Em declarações ao jornal "El Watan", o conselheiro destacou a "humilhação" que, segundo ele, "isto representa para o Egito dentro e fora do país, não sendo, além disso, a primeira vez que isto acontece".
 
Nas redes sociais o aparelho já é motivo de piadas entre os egípcios. Porém, independente disso, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Egito é o país do mundo com maior porcentagem de sua população afetada pelo vírus da hepatite C, com 22% de infectados.

EFE / R7