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quarta-feira, 5 de março de 2014

Vírus gigante de 30 mil anos volta a se tornar contagioso


Vírus gigante de 30 mil anos volta a se tornar contagioso CNRS-AMU/Divulgação
Foto: CNRS-AMU / Divulgação
Vírus não representa risco de contágio para humanos ou animais
Cientistas encontraram o organismo enterrado em camada gelada profunda da Sibéria
 
Cientistas da Universidade de Aix-Marseille, na França, descobriram um vírus que estava adormecido há 30 mil anos e teria ''ganhado vida'' novamente. Segundo o portal Terra, ele foi encontrado na Sibéria, em uma camada profunda de permafrost, o solo encontrado na região do Ártico formado por terra, gelo e rochas permanentemente congelados. Após ter sido descongelado, o vírus voltou a se tornar contagioso.
 
Segundo os pesquisadores não há risco de o contágio representar algum perigo para humanos ou animais, mas alertaram para o possível risco para humanos de outros vírus infecciosos que podem ser liberados com o eventual descongelamento do permafrost. O estudo foi divulgado na publicação especializada Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).
 
O vírus estava enterrado a trinta metros do solo congelado. Chamado Pithovirus sibericum, ele pertence a uma categoria de vírus descoberta há dez anos. Os pesquisadores dizem que essa região está ameaçada. Desde a década de 70, o permafrost vem perdendo sua espessura e projeções de mudanças climáticas sugerem que ele irá recuar ainda mais.
 
Zero Hora

Dormir pouco pode prejudicar o coração


Dormir pouco pode prejudicar o coração Filip Schneider/stock.xchng
Foto: Filip Schneider / stock.xchng
Sono é um período importante para o reestabelecimento
do organismo
Recomendado é ter de seis a oito horas de sono por dia
 
Com o excesso de atividades do dia-a-dia, momentos de descanso têm sido cada vez mais raros na vida de muitas pessoas. Consequentemente, as horas de sono de quem vive uma rotina agitada também têm sido reduzidas com o passar do tempo. Porém, dormir pouco não afeta apenas o equilíbrio emocional ou a capacidade de raciocínio do indivíduo. Esse hábito também pode causar, entre outros males, sérios danos à saúde do coração.
 
—Para que uma pessoa viva de maneira saudável é preciso que ela tenha, no mínimo, de seis a oito horas de sono por dia. Dormir menos que isso pode ocasionar prejuízo cardiovascular com o passar do tempo. Isso favorece o surgimento de doenças, como a hipertensão, diabetes e obesidade, o que aumenta o risco de infartos e acidentes vasculares cerebrais (AVCs)— afirma a pneumologista do Serviço de Medicina do Sono do Hospital do Coração (HCor) Thaís Bittencourt.
 
O sono é um período importante para o reestabelecimento do nosso organismo. Dormir bem ajuda, por exemplo, na produção de anticorpos contra as mais diversas doenças, fortalecendo o nosso sistema imunológico. Por isso, reduzir o tempo em que dormimos afeta significativamente os processos fisiológicos que ocorrem durante o sono.
 
— Quando dormimos, há um momento de repouso do nosso sistema cardiovascular no qual tanto a frequência cardíaca, quanto a pressão arterial são reduzidas. Esse processo é muito importante para a saúde do coração. Por essa razão, diversos estudos mostraram que a privação do sono aumenta o risco de hipertensão arteria— comenta Thaís.
 
Outra situação que precisa ser reparada enquanto dormimos está relacionada à regulação do apetite. A redução no tempo de sono, devido a fatores hormonais e gasto energético menor, também favorece o ganho de peso.
 
Quantidade e qualidade do sono são igualmente importantes
Dormir em quantidade adequada pode não ser suficiente para começarmos o dia alertas e descansados. A apnéia obstrutiva do sono é um distúrbio comum e fortemente associado ao ronco. A associação entre apnéia do sono e privação do mesmo é frequente e perigosa, uma vez que ambas as situações estão associadas a maiores riscos cardiovasculares.
 
— Por isso, pessoas que tem ou já tiveram algum tipo de distúrbio cardiovascular como hipertensão, infarto ou AVC, precisam redobrar a atenção com doenças relacionadas ao sono, e procurar tratamento o quanto antes— recomenda a médica.
 
Vale lembrar que o sono em quantidade suficiente e de boa qualidade é imprescindível para que todos tenhamos um dia repleto de saúde, maior capacidade de concentração e, inclusive, menor risco de acidentes no trânsito.
 
Recuperando o sono perdido
É possível repor as horas de sono perdidas. Uma dica é estabelecer uma meta, procurando aumentar gradualmente o tempo de sono de 15 a 30 minutos por noite a cada semana, por exemplo. Assim, pode-se combater o problema e, aos poucos, recuperar a saúde e a disposição.
 
— Se perdermos apenas duas horas de sono por dia, durante um período prolongado de tempo, podemos desenvolver problemas crônicos de saúde e, dependendo do caso, por em risco o coração— alerta a pneumologista.
 
Zero Hora

Conheça as principais variedades de pães e saiba como escolher o ideal

Conheça as principais variedades de pães e saiba como escolher o ideal Frances Magee/Stock.xchng/Divulgação
Foto: Frances Magee/Stock.xchng / Divulgação
Mais indicados são aqueles com pouco sal, sem gordura trans
e que possuam ao menos 1,5g de fibra por fatia
Alimento é muito comum na mesa dos brasileiros
 
Branco, integral, light, com grãos, entre outros. Segundo dados da Associação Brasileira das Indústrias de Massas Alimentícias e Pão & Bolo Industrializados (Abima), no Brasil o consumo de pão de forma cresceu 55% nos últimos cinco anos, alcançando 71% dos lares brasileiros.
 
O pão é um dos alimentos que compõem o grupo de base da pirâmide alimentar brasileira. Além de estar inserido em nossa cultura, é uma opção prática, saborosa e nutritiva: contém carboidratos, proteína, fibras e gorduras boas. Tudo depende da opção, mas certamente benefícios não irão faltar.
 
Você sabe identificar qual o tipo mais indicado à sua saúde? A nutricionista Alessandra Godoy explica os benefícios de cada ingrediente:
 
Integral: parte da massa é composta pela farinha integral. Pode ser acrescido de grãos que são ricos em fibras e gorduras boas
 
Light: redução de pelo menos 25% de um dos seus componentes, que podem ser calorias ou a quantidade de sal. Verifique na embalagem
 
Preto: elaborado a partir de uma mistura de farinhas integrais, por isso é uma boa fonte de fibra. Alguns pães podem conter mel na formulação. Se o objetivo é a perda de peso ou se você tem alguma restrição de açúcar, seu consumo deve ser orientado
 
De centeio: o farelo do centeio é fonte de fibra insolúvel que colabora com o bom funcionamento do intestino e reduz o risco de câncer.
 
Com linhaça: por ser fonte de ômega-3, traz benefícios anti-inflamatórios, antioxidantes e auxiliam no bom funcionamento do coração. Além disso, contém uma substância chamada lignana, semelhante ao hormônio estrógeno produzido pelas mulheres, e pode ajudar na prevenção do câncer de mama e auxiliar o bom funcionamento do intestino
 
Com aveia: a substância beta-glucana encontrada neste tipo de pão ajuda a reduzir os níveis de colesterol e triglicérideos no sangue, colaborando para um bom trabalho do intestino
 
7, 9, 12 e 15 grãos: possui grãos variados, de diferentes combinações. Importante ressaltar que o número de grãos não corresponde a um teor maior de fibras. Vale a pena consultar o rótulo dos produtos para verificar
 
É muito importante ficar atento ao rótulo e observar a quantidade de sódio, açúcar e calorias dos pães. Uma boa opção é com a menor quantidade de sal, sem gordura trans e precisa ter 1,5g de fibra a cada duas fatias (50g).

Zero Hora

Famílias do Distrito Federal já podem marcar consultas pela TV digital

José Cruz/Agência Brasil
Coordenador e idealizador do Projeto Brasil 4D, André Barbosa
Um grupo de 60 famílias de Samambaia, região administrativa do Distrito Federal (DF), já pode marcar consultas na rede pública de saúde, ver ofertas de emprego em tempo real e agendar atendimentos no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) usando o controle remoto da televisão. O projeto Brasil 4D foi lançado na cidade na segunda-feira (17/02).
 
Por meio do Brasil 4D, criado e desenvolvido pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC), as famílias contempladas, beneficiárias dos programas Bolsa Família e DF sem Miséria, também podem fazer a atualização do Cadastro Único e saber os compromissos que precisam cumprir para continuar a ter acesso aos benefícios. Futuramente, elas poderão se inscrever no Programa Minha Casa, Minha Vida  pela televisão.
 
Até junho, mais 300 casas vão receber o sistema na cidade de Ceilândia, também no DF. A EBC está finalizando o acordo com a prefeitura de São Paulo para instalar o Brasil 4D na cidade. O sistema já tinha sido lançado no ano passado em João Pessoa, para um grupo de 100 famílias.
 
O coordenador do projeto, André Barbosa, diz que o sistema avançou muito desde a primeira etapa de implantação, com a inclusão de novos aplicativos a cada semana. Além disso, já é possível mudar os conteúdos do sistema pelo ar, sem precisar mexer no leitor instalado na casa das pessoas. “Em vez de mudar fisicamente cada caixinha, podemos mandar um código novo e as pessoas acordam de manhã com uma nova programação no ar”.
 
Para ter acesso ao Brasil 4D, é preciso ter um conversor digital e uma antena UHF, que são fornecidos às famílias selecionadas. Com isso, também é possível receber o sinal digital da TV aberta. “As pessoas vão poder ver a Copa do Mundo em sinal digital já, em qualquer emissora, sem chuviscos nem fantasmas”, explica Barbosa. As famílias que participam do projeto são escolhidas por meio de sorteio, em bairros selecionados pelas prefeituras.
 
Para Barbosa, o diferencial do projeto é a união entre as linguagens da televisão e da internet. “É algo a que as pessoas já estão acostumadas, que é a linguagem de televisão, somando-se à internet, principalmente para as pessoas que ainda não têm internet em casa”, diz.
 
No Distrito Federal, o projeto será acompanhado pelo Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea), que vai avaliar o impacto socioeconômico da televisão digital na vida das famílias participantes. As quatro letras “D” contidas na nomenclatura Brasil 4D representam as palavras digital, desenvolvimento, diversidade e democracia.

Agência Brasil

Luva eletrônica mantém batimento cardíaco regular

coração
Foto: Divulgação
Pesquisadores americanos desenvolveram uma membrana eletrônica que poderá substituir o marca-passo, adaptando-se ao coração como uma espécie de luva e mantendo as batidas cardíacas regularmente, por tempo indeterminado.
 
Criado por especialistas das universidades de Ilinois e de Washington, o dispositivo usa uma espécie de teia de sensores e eletrodos para monitorar continuamente a atividade do coração e pode, por meio de choques elétricos, manter um batimento cardíaco saudável.
 
Os pesquisadores usaram tecnologia modelar e uma impressora 3D para criar o protótipo da membrana, que adaptaram ao coração de um coelho, conseguindo manter o órgão perfeitamente operacional "fora do corpo, em uma solução rica em oxigênio e nutrientes".
 
Os resultados do trabalho foram publicados no jornal online Nature Communications, dedicado à publicação de pesquisas nas áreas da biologia, física e química.
 
Ao contrário do marca-passo e de outra tecnologia desfibriladora já conhecida, a fina membrana elástica será feita sob medida para encaixar perfeitamente sobre o coração.
 
"Quando ocorre um ataque cardíaco ou uma arritmia, pode-se também aplicar terapia de alta definição e estímulos elétricos para os prevenir", explicou o engenheiro biomédico Igor Efimov, da Universidade de Washington, que ajudou a criar e a testar o aparelho, citado por uma rádio local norte-americana, a KWMU-1.
 
O novo sistema permite manter os sensores em contato total com o coração, usando eletrônica elástica, uma inovação desenvolvida pelo cientista de materiais da Universidade de Ilinois, John Rogers.
 
Apesar de usar os mesmos materiais rígidos da eletrônica comum, os circuitos foram desenhados em forma de S, o que lhes permite esticar e dobrar sem quebrar.
 
"O pericárdio [membrana do coração] artificial é um instrumento que consegue interagir com o coração de várias formas que são relevantes para a cardiologia clínica", disse John Rogers à KWMU-1, comparando o aparelho à verdadeira membrana do coração.
 
Apesar de ainda não estar pronto para ser usado, o aparelho será uma importante ferramenta de investigação, permitindo aos cientistas estudar as alterações do batimento cardíaco.
 
No futuro, as membranas eletrônicas poderão ser comuns no monitoramento de pacientes de alto risco cardíaco, prevenindo ataques de coração, acreditam os seus criadores.

*Com informações da Agência Lusa
 
Agência Brasil