Aplicativos, carreira, concursos, downloads, enfermagem, farmácia hospitalar, farmácia pública, história, humor, legislação, logística, medicina, novos medicamentos, novas tecnologias na área da saúde e muito mais!



quinta-feira, 6 de março de 2014

Concurso Prefeitura de Ipeúna - SP

A Prefeitura de Ipeúna, no estado de São Paulo, lançou os editais 001 e 002/2014 de concurso público, com intuito de prover 13 vagas de emprego voltadas para candidatos de níveis médio e superior. A remuneração é de até R$ 1.512,35 por jornada de 24 a 40 horas semanais.
 
As oportunidades são para Professor e Técnico de Enfermagem. Os interessados devem se inscrever até 13 de março de 2014, www.sigmaassessoria.com.br. As taxas variam de R$ 22 a R$ 32.
 
Os candidatos inscritos serão avaliados por meio de prova objetiva e prova de títulos. A prova objetiva será realizada na data prevista de 30 de março de 2014 e o gabarito será divulgado no dia 05 de abril deste ano.
 
O resultado final será anunciado em 26 de abril ou 03 de maio de 2014. O prazo de validade será de 01 ano, podendo ser prorrogado por igual período.

Solidão e sensação de inutilidade comprometem a saúde dos idosos

Solidão e sensação de inutilidade comprometem a saúde
dos idosos
Doenças como hipertensão e fibromialgia, com causas emocionais, são comuns na velhice
 
Um dia você olha no espelho e percebe que o tempo passou. O corpo e a pele já não são os mesmos, a disposição vai dando espaço ao cansaço e a insegurança das primeiras experiências se transformou em sabedoria.

Muitos idosos lidam bem com esta situação e até fazem da Terceira Idade, a melhor fase de suas vidas, saindo para dançar, participando de grupos de atividades e curtindo tudo o que a vida pode lhes oferecer sem dar espaço para a solidão, porém, boa parte deles não consegue superar a sensação de inutilidade e vazio decorrentes das mudanças no corpo e na rotina e acaba se isolando de seu ciclo social, seja por vergonha de estar parado, seja por se sentir descartado: "muita gente acha que os problemas de saúde dos idosos são decorrentes da saúde fragilizada. De fato, nosso organismo fica mais vulnerável com o passar dos anos e, assim como toda máquina, vai perdendo suas reservas, mas manter a autoestima em alta e receber afeto ajuda a fortalecer o sistema imunológico nesta fase da vida", explica o psicofisiologista da Unifesp, Ricardo Moneze. 
 
Um estudo da Universidade de Chicago, nos Estados Unidos comprova o poder das emoções na saúde dos idosos. Depois de avaliar 229 pessoas, com idade entre 50 e 68 anos, os pesquisadores descobriram que idosos solitários têm pressão sanguínea até 30% mais elevada do que os mais ativos.

Além disso, constataram também, que estes pacientes são mais propensos a apresentar doenças cardíacas. 
 
Mas eu nem comecei a viver ainda!
Um dos grandes dilemas dos idosos é assumir para si mesmos que a idade chegou e conseguir manter o ânimo mesmo depois de perceber que o corpo e a vida já não seguem no mesmo ritmo da época da juventude:

"alguns sofrem e teimam em aceitar que a idade chegou. Em geral, isso acontece porque se criou uma ideia falsa de que a terceira idade é ruim. Estar velho não é um problema ou uma doença e pode representar o começo e não o fim, como muitos pensam. Você pode até não conseguir mais dançar salsa como gostava, mas pode começar uma aula de tango ou uma valsa e descobrir o prazer destas outras danças", explica Moneze. "Ser idoso significa acumular experiências e não deixar de vivê-las",continua. 
 
Aposentado?
Que nada! Outra situação que leva os idosos ao isolamento, é a sensação de inutilidade diante da aposentadoria. Para eles, principalmente para os homens, deixar de trabalhar significa deixar de ser útil e capaz de comandar sua própria vida e o isolamento funciona como válvula de escape nestes casos: "é uma questão social. Desde sempre o trabalho dignifica o homem, porém, não ter uma ocupação formal não significa que a pessoa é inútil, ela apenas já cumpriu suas obrigações quanto a isso e está na fase de aproveitar e descansar", explica.

Se a sensação de ficar parado incomoda, que tal fazer uma aula de dança ou um curso de artesanato? Participar de grupos da Terceira Idade também pode ajudar a manter a mente saudável. 
 
Lidando com as perdas
Se no começo da vida reunimos amigos, aumentamos a família e vemos a prosperidade como sinônimo de ganhos, na velhice, uma das coisas mais desagradáveis e dolorosas é lidar com as perdas. É o melhor amigo que se foi, o filho que mudou de cidade, a aposentadoria, a beleza que dá lugar as rugas.

Sem dúvida, lidar com tantas perdas é muito difícil e doloroso e exige maturidade e preparo emocional para não causar medos, traumas e depressão, mas não adianta encará-las como algo negativo, elas são naturais na vida de qualquer pessoa e devem ser vistas como tal: "não dá para achar que a vida se resume em perdas. Elas doem, a saudade bate na porta, mas a vida é assim e não há nada que se possa fazer para mudar isso. O melhor é encarar e seguir em frente pensando não no que se perdeu, mas no que ainda é possível ganhar", diz.  
 
Descartável por quê?
Muitas vezes, não é o idoso que se isola, é a família que o deixa de escanteio por não ter paciência ou por falta de tempo para conversar e dar a atenção necessária.

Nestes casos, é preciso que todos os que convivem com o idoso se sensibilize e perceba que deixá-lo de lado pode trazer consequências graves em função da sensação de abandono:

"para se ter uma ideia da gravidade do problema, mais da metade dos idosos atendidos no consultório apresentam doenças típicas de quem está sofrendo emocionalmente. São quadros clínicos diversos, como psoríase e hipertensão, mas que em geral, são motivados por solidão e tristeza", explica Ricardo. 
 
Algumas doenças motivadas pelo estresse emocional, bastante comuns na velhice:

-Fribromialgia: "o idoso passa a sentir dores e incômodos e acha que tem a ver com a fraqueza dos ossos, mas muitas vezes elas são decorrentes da apatia e não da debilidade do sistema imunológico", explica Ricardo.

-Psoríase: "as doenças de pele são mais comumente relacionadas a saúde emocional do paciente. Nos idosos, tem havido um crescimento considerável do número de casos deste tipo de patologia em função da dor emocional", continua. -Hipertensão: a falta de ocupação e a tristeza provocam um quadro de estresse emocional nos idosos e por isso a pressão arterial sobe.

-Falta de vitamina D: como têm a mobilidade comprometida pelos aspectos típicos da idade e tendem a se isolar em decorrência da depressão, os idosos não pegam sol, uma das principais fontes de absorção de vitamina D o que ocasiona uma deficiência deste nutriente no organismo. Os baixos níveis de vitamina D estão relacionados à depressão, incontinência urinária e até câncer de mama.
 
Uma balança com saldo positivo
Uma das melhores alternativas para melhorar a qualidade de vida dos idosos, segundo o especialista é mudar a concepção negativa de velhice e fazer uma avaliação dos aspectos negativos e positivos da vida até ali. É só comparar para ver qual lado da balança pesa mais: "não tem como dar saldo negativo. Por pior que tenha sido sua vida, você pode aprender com ela, conheceu pessoas, amou, riu, chorou, isso é viver e a sabedoria dos mais velhos ajuda a compreender a vida desta maneira, basta tentar", sugere.  
 
De bem com a vida
Se o assunto é qualidade de vida na terceira idade, a dica é relaxar e curtir o momento: "a melhor maneira de afastar os pensamentos ruins é ocupar a cabeça e o tempo com atividades prazerosas, assim, mente e corpo entram em harmonia sem sofrimentos e frustrações", explica Ricardo.

Quer curtir a terceira idade longe da solidão?
 
Preste atenção nas dicas do especialista:

-Pratique exercícios físicos. Eles trazem saúde, bem-estar e favorecem o contato social.

  -Mantenha uma alimentação equilibrada, sem muita gordura, sal e açúcar. Mas não se torture, a hora da refeição tem que ser prazerosa.

  -Evite cigarros e bebidas alcoólicas. "Os vícios fazem mal a saúde em qualquer fase da vida, mas quando acumulados, na velhice podem trazer consequências maiores", afirma Ricardo. 

Minha Vida 

Adaptar-se ao envelhecimento garante mais qualidade de vida na terceira idade

Para isso, é preciso saber conviver com problemas e limitações que podem surgir
 
Por Dr. Roberto Miranda
 
Ter uma terceira idade feliz depende de vários fatores, mas principalmente da forma como o idoso se percebe nessa fase da vida e da sua capacidade de se adaptar as mudanças e transformações próprias do envelhecimento. 
 
A capacidade de poder realizar as atividades cotidianas, desde as mais básicas como alimentar-se, tomar banho e andar, até as mais complexas como administrar as finanças e realizar atividades de lazer, são fundamentais para uma vida plena. Para isso o idoso precisa estar com suas plenas capacidades físicas, mentais e emocionais, a fim de poder cuidar da própria vida e dar sentido para a própria existência. 
 
Para algumas pessoas há o medo da velhice, da solidão e o senso de sentir-se menos competente para realizar suas atividades cotidianas ou sua capacidade de tomar decisões e governar sua vida influencia na maneira como cada um enfrenta e vive o envelhecimento. 
 
Idosos que não conseguem se adaptar a essas mudanças acabam se isolando socialmente diminuindo a interação com outras pessoas, o que pode levar a perda da satisfação com a própria vida, do prazer e da motivação, comprometendo suas capacidades físicas, intelectuais e emocionais. 
 
Para os indivíduos que apresentam alguma doença crônica, como diabetes, colesterol alto, artrite reumatoide, hipertensão, adaptar-se ao processo de envelhecer juntamente com essas doenças pode ser mais trabalhoso, mas não impossível, além de ajudar a diminuir o impacto da doença na qualidade de vida e evitar maiores comprometimentos. 
 
É necessário reavaliar as possibilidades, redefinir metas e alterar estratégias de enfrentamento do ambiente e dos próprios sentimentos para poder se adaptar as novas demandas dessa fase da vida e vive-la da melhor maneira possível, mesmo que acompanhada de doenças crônicas e limitações físicas. 
 
Com o aumento geral da população idosa, torna-se importante garantir aos idosos não apenas maior longevidade, mas felicidade e satisfação com a vida. Pesquisas são realizadas no mundo todo com o objetivo descrever os fatores associados ao grau de satisfação com a vida entre a população de idosos. 
 
Um estudo recente publicado, em janeiro de 2014, no Canadian Medical Association Journal pesquisou a relação entre o prazer com a vida e o declínio da função física em idades mais avançadas. Participaram 3199 homens e mulheres com idade acima de 60 anos. 
 
Nesta pesquisa foi verificado que pessoas que tem mais safisfação com a vida, ou seja, que expressam sentimentos de felicidade e prazer vivem até 8 anos mais e em condições físicas melhores do que as pessoas que não estão satisfeitas com suas vidas. 
 
Em 2012, um estudo realizado por pesquisadores da University College London (UCL), no Reino Unido, conclui que os idosos que gostam da vida tendem a viver mais e com uma condição física melhor do que os indivíduos infelizes. Os pesquisadores avaliaram até que ponto eles tinham dificuldade em realizar atividades diárias, como tomar banho ou se vestir, o estudo descobriu que as pessoas que tinham um baixo senso de bem-estar foram três vezes mais propensas a ter problemas em realizar atividades diárias. 
 
O estudo mostra que pessoas em idades avançadas e que estão felizes e aproveitam a vida mostram declínios mais lentos na capacidade física. Ou seja, conseguir adaptar-se as mudanças ao longo do processo de envelhecimento e encontrar formas alternativas de aproveitar a vida e ficar feliz com o que realiza contribui para uma vida mais longa e saudável. 
 
Escrito em conjunto com Mariela Besse, terapeuta ocupacional do Instituto Longevità. Especialista em Gerontologia pela Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia. Mestre em Ciências pela Universidade Federal de São Paulo. Afiliada à Disciplina de Geriatria e Gerontologia da Universidade Federal de São Paulo. Membro da Diretoria da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia. 
 
Minha Vida

Osteoporose: saiba como evitar fraturas, dores e a progressão da doença

Manter o peso ideal e fazer adaptações em casa evitam complicações

Caracterizada pela baixa densidade da massa óssea e deterioração do tecido dos ossos, a osteoporose deixa os ossos mais frágeis, facilitando fraturas.
 
Quem convive com a doença deve tomar certos cuidados, desde a alimentação até a prática de exercícios físicos para evitar quedas, dores nas articulações e a própria evolução da doença.
 
Conversamos com especialistas e temos as dicas para os pacientes com osteoporose caminharem sem medo.
 
Confira:
 
mulher subindo em uma balança - Foto Getty ImagesMantenha-se no peso ideal
Se a manutenção do peso é benéfica como um todo, para pessoas com osteoporose ela é a ainda mais importante. E não é só a obesidade que atrapalha a vida do paciente, não - aqueles que estão muito abaixo do peso também correm riscos. "Os pacientes acima do peso têm dificuldade de realizar exercícios e tendência a desenvolver outros problemas, como hipertensão arterial e diabetes, além de geralmente manterem uma alimentação inadequada, sem o aporte nutricional que a osteoporose pede", explica o ortopedista Roberto Santin, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz. "Ao passo que os de peso muito baixo têm, em geral, deficiência alimentar por pouca ou má ingestão de nutrientes", completa. Inclusive, os mais magros são mais atingidos com a osteoporose, justamente porque a gordura periférica ? em menor quantidade naqueles abaixo do peso - ajuda a manter o aporte de cálcio, deixando os ossos mais fortalecidos. "Uma das explicações para isso seria o fato de que um paciente muito acima do peso se fraturaria mais facilmente ao se levantar pra caminhar, então a natureza dá a essas pessoas uma força extra para poder aguentar o seu próprio peso", explica o ortopedista Weldson Muniz, do Hospital Santa Luzia, em Brasília. No entanto, uma vez com osteoporose, o excesso de peso pode causar um esforço muito grande das articulações, favorecendo dores e quedas.  
 
idosa levantando halteres - Foto Getty ImagesPratique exercícios
A atividade física é fundamental para os pacientes com osteoporose. "Além de aumentar o aporte de cálcio ao osso, o exercício ajuda no equilíbrio para evitar quedas", diz o ortopedista Weldson. Praticar exercícios também ajuda a manter a densidade óssea à medida que envelhecemos, diminui a dor nas articulações e ainda por cima elimina os quilos que por ventura estiverem sobrando e forçando as articulações. Exercícios de fortalecimento e flexibilidade, bem como atividades aeróbicas, são as mais indicadas para os portadores de osteoporose. Os primeiros ajudam a manter a densidade óssea e fortalecer as articulações, já os exercícios de flexibilidade, como alongamento e ioga, além de beneficiar as articulações também ajudam a preservar a amplitude do movimento. Por fim, as atividades aeróbicas podem ajudar a construir ossos e manter as articulações saudáveis, bem como fortalecer os músculos, coração e pulmões. Segundo o ortopedista Weldson, hoje em dia muitas das academias já dispõem de sistemas de treino de equilíbrio. "Devemos lembrar, no entanto, que todos os pacientes devem ser avaliados para poder executar os exercícios corretos e na época adequada, especialmente os idosos", acrescenta o ortopedista Roberto. 
 
idosa cozinhando - Foto Getty ImagesNutrientes em dia
A osteoporose está intimamente ligada à alimentação. Se você não está ingerindo os nutrientes na quantidade certa, o seu corpo está em risco. Os nutrientes mais importantes na luta da osteoporose são o cálcio e a vitamina D. "O primeiro é essencial para a formação dos ossos, enquanto o segundo é quem permite que o cálcio seja absorvido e atue na formação da matriz óssea", explica a nutricionista Priscila. Os dois andam sempre de mãos dadas: se você ingerir muito cálcio, mas não tiver vitamina D, de nada adianta, pois não será absorvido. O mesmo vale para quem ingere muita vitamina D, mas não tem a quantidade de cálcio suficiente para ser absorvida. A recomendação diária de cálcio para adultos varia entre 1.000mg e 1.200mg, enquanto a vitamina D tem sua dose de 800 a 1.200 UI por dia. Boas fontes de cálcio são leite e seus derivados, bem como vegetais verdes escuros e produtos fortificados. Quanto a vitamina D, a melhor forma de obtê-la é se expondo ao sol. "É indicado no mínimo 30 minutos de sol por dia, lembrando que deve ser o sol da manhã ou o do final do dia", diz Priscila.  
 
maço de cigarros - Foto Getty ImagesPare de fumar
O cigarro é atualmente considerado não só um fator de risco, como um agravante da osteoporose, e como tal deve ser abandonado. Isso acontece porque a fumaça tóxica do cigarro, quando chega à corrente sanguínea, interfere no funcionamento das células osteoblásticas - uma das responsáveis por construir e reparar a matriz óssea. E nunca é tarde para largar o vício, pois ao parar de fumar, o risco de baixa densidade óssea e fraturas tende a se reduzir com o passar do tempo. "Todo fumante deveria ter consciência do grande mal que o cigarro causa", diz o ortopedista Roberto.  
 
cerveja - Foto Getty ImagesEvite o álcool
O consumo excessivo de bebida alcoólica diminui as reservas de cálcio e, como consequência, faz com que os ossos fiquem mais fracos. "Alguns estudos mostram que o aumento de álcool no dia a dia acarreta no aumento dos níveis do paratormônio, que é um hormônio responsável por equilibrar a quantidade de cálcio nos ossos", afirma a nutricionista Priscila Ceseke, do Hospital Santa Luzia, em Brasília. O álcool em excesso também interfere na absorção de cálcio e vitamina D pelo pâncreas, ambos nutrientes essenciais para os ossos.
 
banheiro com barras - Foto Getty ImagesFaça adaptações em casa
As mudanças para uma casa segura são muito importantes para evitar quedas no paciente com osteoporose. "Evitar tapetes soltos, sapatos de salto deslizante e pisos derrapantes em áreas como banheiro e cozinhas é fundamental para quem tem a doença", ressalta Roberto Santin. A colocação de apoio com barras fixas nas paredes ajuda na movimentação dentro de casa. "Prender ao solo móveis que podem escorregar é outro artifício eficiente." É importante também manter todos os objetos dentro do campo de visão, principalmente entre os mais idosos, pois eles apresentam uma redução do seu campo visual, e por isso objetos deixados em qualquer lugar são potencialmente perigosos.
 
vários remédios - Foto Getty ImagesTome os medicamentos quando necessário
No geral, todos os pacientes com osteoporose precisarão ingerir algum tipo de medicação no decorrer da doença. "A receita dependerá de fatores como o grau de porose do osso e resposta ao tratamento", diz Weldson Muniz. Medicamentos à base de calcitocina e a reposição hormonal são alguns dos tratamentos que podem ser necessários. No entanto, não esqueça que toda a medicação deve ser receitada e acompanhada por um profissional especializado, bem como a necessidade de cessá-la.  
 
vidro de suplemento alimentar - Foto Getty ImagesNão esqueça a suplementação
É muito comum a pessoa com osteoporose precisar tomar suplementos de cálcio e vitamina D - que geralmente são combinados em um só produto. Entretanto, alguns pacientes precisarão da suplementação apenas de um dos nutrientes, e as quantidades também variam conforme o quadro. "Se você é diagnosticado com osteoporose, é importante para obter quantidade suficiente de cálcio e vitamina D e tomar os suplementos prescritos para a doença, pois eles garantem que você está absorvendo as quantidades nutricionais necessárias", lembra a nutricionista Priscila. 
 
homem no médico - Foto Getty ImagesFaça a densitometria óssea regularmente
O exame de densitometria óssea é usado para medir a densidade de nossos ossos, ou a massa óssea. "Ele usa um aparelho especial de raio-x, e é o melhor exame para controlar a evolução da osteoporose e de seu tratamento", explica o ortopedista Roberto. O controle com o exame geralmente é anual, mas a frequência pode mudar conforme orientação. "A densitometria avalia o grau da osteoporose e acusa a probabilidade de fraturas", lembra o ortopedista Weldson. 
 
Minha Vida

Amamentação ajuda no posicionamento do maxilar e auxilia a respiração das crianças

Foto: Reprodução
Amamentação ajuda no posicionamento do maxilar e auxilia
a respiração das crianças
Conheça as vantagens do aleitamento materno para a dentição e problemas maxilares
 
Por Dra. FabÍola Lanfredi
 
Atualmente tem sido enfatizada a importância da amamentação, uma vez que o leite materno é o melhor alimento do ponto de vista nutricional e ótimo reforço ao sistema imunológico do bebê contra doenças infecciosas e alérgicas, aumentando o número de anticorpos e previne doenças respiratórias e gastrointestinais. 
 
O aleitamento materno preenche também as necessidades emocionais do bebê, fortalecendo o vínculo mãe-filho, pois enquanto se alimenta no seio materno, o bebê passa por sensações que já eram percebidas no útero, como ouvir os batimentos cardíacos e respiração da mãe, o que proporciona calma, bem-estar e carinho materno, muito importante para o desenvolvimento emocional. 
 
Outro fato importante é que a amamentação é fator decisivo e primordial para a correta maturação e crescimento dos ossos e músculos da face, mantendo essas estruturas aptas para um bom funcionamento e desenvolvimento de toda região facial e oral que guiará e estimulará todas as funções fisiológicas futuras. 
 
Relação entre amamentação e dentição
Ao sugar o seio materno, a criança estabelece o padrão adequado de respiração nasal e postura correta da língua. Os músculos envolvidos estão adequadamente estimulados, aumentando o tônus e promovendo a postura correta para futuramente exercer a função de mastigação. Por este motivo, procura-se enfatizar a amamentação materna como uma forma de prevenção a problemas futuros da criança, por proporcionar o preparo e o aprimoramento da condição neuromuscular das estruturas bucais, ou seja, desde respiração, deglutição e fala, até funções mais complexas. 
 
O crescimento e desenvolvimento do crânio e da face tem o objetivo de conseguir um estado de equilíbrio estrutural e funcional entre todos os músculos e ossos envolvidos. O bebê quando nasce, tem a mandíbula pequena e retraída, o que é chamado de retrognatismo. A cavidade bucal é pequena e assim, a língua se posiciona mais para frente, apoiando-se sobre a gengiva. Junto com o movimento muscular da amamentação, ocorre o desenvolvimento ósseo e crescimento anterior da mandíbula, assim, o retrognatismo mandibular que os bebês apresentam ao nascer deve ser corrigido até a época da erupção dos primeiros dentes de leite para que sua oclusão possa ser correta. 
 
A correta amamentação é, portanto, estímulo a todas as estruturas bucais, como lábios, língua, bochechas, ossos e músculos da face e visa ao preparo e aprimoramento da condição neuromuscular das estruturas bucais. A anatomia e a função se desenvolvem com a amamentação e se aprimoram com a mastigação, deglutição, respiração e fonoarticulação. O aleitamento natural é portanto uma forte ferramenta para prevenção de problemas oclusais, como arcadas dentárias estreitas, falta de espaço para os dentes, má relação entre arcos superior e inferior, postura incorreta da mandíbula etc. 
 
Amamentar é um verdadeiro exercício para o bebê, e é fundamental para o correto desenvolvimento da face e estruturas bucais. A sucção no seio materno promove uma correta e intensa atividade muscular e o bebê executa de 2000 a 3500 movimentos de mandíbula. Ao passo que ao utilizar a mamadeira, estes exercícios não acontecem ou acontecem pela metade. 
 
O bebê apresenta o reflexo da sucção a partir da 32ª semana de gestação e está preparado neurologicamente para o processo da amamentação. O ato da sucção envolve desde a sensibilidade dos lábios do bebê no mamilo da mãe, até o momento da deglutição do leite materno. 
 
Sobre o uso da mamadeira
Vários estudos mostram que crianças que fazem uso de mamadeiras apresentam uma maior propensão a padrões anormais de respiração (respiração bucal) e de deglutição, com interposição anterior da língua e também maior associação com hábitos de sucção de chupeta e dedo. 
 
Muitas mães oferecem mamadeiras e/ou chupetas por dificuldades na prática de amamentação ou por falta de motivação devido a vários fatores, como a vida profissional, outros filhos e até mesmo o tabagismo. Muitas vezes também por falta de conhecimento no que diz respeito à saúde, crescimento e desenvolvimento do seu bebê. Porém, o aleitamento materno, como vimos até aqui, é importantíssimo. 
 
A amamentação no seio proporciona, portanto, uma melhor oclusão, evitando assim, tratamentos ortodônticos longos, com extrações dentárias no futuro. A correta oclusão e o bom posicionamento dentário são imprescindíveis logo na erupção dos dentes de leite para que ocorra também na dentição permanente, assim a criança poderá ter desde cedo um bom desenvolvimento e qualidade de vida. 
 
Toda criança se desenvolve sob a presença e interferência de dois estímulos: características genéticas herdadas dos pais e influências de meio ambiente sobre o organismo do bebê. O tipo de parto, hábitos e modo de alimentação são exemplos de estímulos que atuam no crânio e determinam as respostas de desenvolvimento do sistema mastigatório, respiratório, face, fala e postura corporal. 
 
Portanto, é importante facilitarmos o desenvolvimento do bebê oferecendo a ele os estímulos que lhe proporcionem perfeita função, além de evitarmos ao máximo o uso de mamadeiras e chupetas. 
 
Minha Vida