Aplicativos, carreira, concursos, downloads, enfermagem, farmácia hospitalar, farmácia pública, história, humor, legislação, logística, medicina, novos medicamentos, novas tecnologias na área da saúde e muito mais!



quinta-feira, 13 de março de 2014

Pesquisas apontam que a obesidade causa prejuízos cognitivos na infância

Pesquisas apontam que a obesidade causa prejuízos cognitivos na infância Daniel Marenco/Agencia RBS
Foto: Daniel Marenco / Agencia RBS
Pesquisas apontam que a obesidade causa prejuízos
cognitivos na infância
Dois estudos recentes mostram que crianças acima do peso têm mais dificuldade de aprendizado
 
Dois estudos publicados recentemente associaram a obesidade a prejuízos cognitivos. O primeiro descobriu a relação entre obesidade e a capacidade de resolver problemas e o segundo associou o excesso de peso à menor realização acadêmica em adolescentes, principalmente em meninas.
 
A pesquisa publicada na revista Cerebral Cortex mostrou que alunos mais pesados eram mais lentos para responder e mostravam sinais de preguiça diante de tarefas cognitivas básicas. O estudo avaliou reações e atividade cerebral de 74 meninos e meninas com idades entre 7 e 9 anos, sendo que metade delas tinham um Índice de Massa Corporal (IMC) alto. A eles foram mostradas fileiras de setas em uma tela e eles tiveram que apertar um botão para identificar a direção da seta do meio, enquanto um segundo teste propôs um problema semelhante com grau de dificuldade maior.
 
O tempo de reação das crianças obesas foi 8% maior na primeira tarefa e 15% na segunda. Eles também deram a resposta errada mais frequentemente. Dados de monitores cerebrais sugeriram que isso foi por causa do processamento cognitivo subdesenvolvido no córtex pré-frontal (PFC) - que governa o pensamento racional - e no córtex cingulado anterior (ACC) - que permite que as pessoas aprendam com os erros.
 
Outra pesquisa, desenvolvida pelas universidades de Strathclyde, Dundee, Georgia e Bristol e publicada na International Journal of Obesity mostrou a relação da obesidade com o menor conhecimento acadêmico em meninas adolescentes.
 
De acordo com o resultado do estudo, meninas de 11 anos com alto IMC tinham menor conhecimento acadêmico aos 11, 13 e 16 anos quando comparadas às de peso saudável. A capacidade em temas centrais de Inglês, Matemática e Ciências para as meninas obesas foi inferior em um montante equivalente a um D em vez de um C, que foi a média da amostra.
 
— Não há um padrão claro que mostre que meninas na faixa obesa estão realizando pior do que suas contrapartes na faixa de peso saudável durante toda a sua adolescência — disse a pesquisadora da Universidade de Dundee Josie Booth.
 
O estudo examinou dados de cerca de seis mil crianças de um grande estudo longitudinal com crianças e seus pais (ALSPAC), incluindo conhecimento acadêmico medido por testes aos 11, 13 e 16 anos, além do peso: 71.4% tinham peso saudável (1.935 homens, 2.325 mulheres), 13.3% em sobrepeso (372 homens, 420 mulheres) e 15.3% obesos (448 homens, 466 mulheres).
 
Os pesquisadores levaram em conta possíveis fatores de distorção como privação socioeconômica, saúde mental, QI e idade de início do ciclo menstrual, mas não encontraram alteração na relação entre obesidade e realização acadêmica.

Zero Hora

Frutas, verduras e legumes de março

Foto: Reprodução
Ao escolher os alimentos da época, você consome frutas, verduras e legumes mais saborosos e com menos agrotóxico
 
Abacate: além de gordura saudável para o coração, o abacate contém beta-sitosterol, um nutriente que reduz o colesterol e ajuda no combate ao câncer
 
Abacaxi: rico em fibras, ele é levemente diurético (ajuda a eliminar líquidos) e contém bromelina, enzima que ajuda a quebrar as proteínas
 
Abóbora: contém altas doses de betacaroteno, um precursor da vitamina A. Ajuda a combater a oxidação das células e atua contra o envelhecimento
 
Abobrinha: ajuda no funcionamento do intestino (rica em fibras), contém tiamina (vitamina B1) e magnésio
 
Alface: cheia de vitamina C, ela também é rica em ácido fólico, substância importante para gestantes e bebês
 
Alho poró: contém potássio, magnésio e vitaminas A e C, que ajudam a combater gripes e resfriados
 
Ameixa: rica em fibras, contém boas reservas de potássio, vitamina K e ferro
 
Banana: fonte de fibras solúveis e vitamina C, ela é rica em potássio e com isso ajuda a combater cãibras
 
Berinjela: rica em cobre, folato, magnésio e fibras, ela ajuda a combater o colesterol alto
 
Beterraba: rica em antioxidantes, contém boas doses de ferro, o que ajuda a combater a anemia
 
Cará: esse tubérculo é cheio de calorias, mas também rico em vitaminas C e do complexo B, o que melhora a imunidade do corpo
 
Chuchu: ajuda a prevenir a osteoporose porque contém boas doses de cálcio e potássio. Também é rico em fibras que regulam o intestino
 
Coco verde: a água da fruta verde tem vitamina C e elevado teor de cálcio, ferro e magnésio. A carne, molinha e adocicada, fornece boas doses de açúcar, gordura e fibras
 
Coentro: ele é lotado de antioxidantes, ajudando a reduzir o colesterol e aumentando a imunidade do corpo
 
Endívia: pobre em calorias e rica em fibras, ela age na corrente sanguínea removendo o colesterol ruim e as toxinas do sistema digestivo
 
Escarola: é rica em fibras e vitamina E. Protege o coração e regula o intestino
 
Feijão corado: contém fibras que ajudam a desintoxicar o corpo e a reduzir as taxas de colesterol do sangue
 
Figo: cheio de fibras, atua como um laxante suave. Também ajuda na cicatrização
 
Gengibre: potente anti-inflamatório, ele acelera a queima de gordura no corpo e alivia o enjoo da gravidez
 
Goiaba vermelha: rica em vitamina C, ela contém uma boa dose de vitamina A, além de taninos, e quercetina, que tem atividade antibacteriana comprovada
 
Inhame: além de ser um potente anti-inflamatório, ele ajuda a eliminar toxinas do organismo e é rico em betacaroteno
 
Jaca: contém potássio, que ajuda a reduzir a pressão arterial, é boa fonte de vitamina A e C
 
Laranja: contém fibras, vitamina C, pectina e antioxidantes com propriedades anti-inflamatórias
 
Limão: é termogênico e ajuda a quebrar o acúmulo de gordura
 
Maçã: ajuda a combater o colesterol alto e é a variedade dessa fruta mais rica em antioxidantes
 
Mamão formosa: contém papaína, uma enzima que facilita a digestão e protege o estômago
 
Milho verde: contém folato e ácido tartárico, que ajudam a prevenir doenças cardíacas e câncer
 
Moranga: é rica em betacaroteno, substância que é transformada pelo corpo em vitamina A
 
Nabo: pobre em calorias, é rico em cálcio e fósforo, e ajuda no processo de digestão dos alimentos
 
Nectarina: contém vitamina A, C, D e fibras, que beneficia os intestinos e reduz o colesterol
 
Pepino comum: rico em enxofre, cálcio e potássio, tem poucas calorias e ajuda a hidratar o corpo
 
Pêra: rica em selênio, um antioxidante poderoso contra o envelhecimento das células
 
Pêssego: é pouco calórico e tem vitamina A, C, D e fibras, que beneficia os intestinos e reduz o colesterol
 
Pimenta vermelha: contém flavonoides e capsaicina, substâncias que ajudam a combater inflamações
 
Repolho: fonte de vitamina C e fibras, ele protege o corpo contra o câncer, especialmente o de intestino
 
Rúcula: contém boas doses de ômega-3, que ajuda a proteger os vasos sanguíneos, e betacaroteno, um precursor da vitamina A
 
Salsa: atua como diurético, digestivo e ainda ajuda a abrir o apetite
 
Tangerina ponkan: fonte de magnésio, que participa da formação óssea, ela também é rica em vitaminas A e C
 
Tomate: contém altas doses de licopeno, uma substância que protege do câncer de próstata
 
Uva: a casca é rica em resveratrol, uma substância que ajuda a reduzir o colesterol e combate os radicais livres

iG

14 alimentos que ajudam a secar a barriga

Foto: Reprodução
Até mesmo ingredientes gordurosos podem ajudar a eliminar a barriga; conheça alguns deles e adicione em sua dieta
 
A melhor forma de perder a barriga é fazendo dieta e malhação, certo? Certíssimo. Mas dá para colaborar nesse processo inserindo alimentos estratégicos, como aqueles que ajudam a queimar a gordura, ou que aceleram a digestão ou até inibem o apetite. 
 
O azeite de oliva, por exemplo, é uma gordura calórica. Mas é aliada daqueles que buscam perder alguns centímetros de circunferência, justamente por que promove a oxidação dos ácidos graxos (as gordurinhas!). O limão é termogênico, ou seja, ajuda a acelerar o metabolismo e o corpo gastará mais calorias em repouso. A pimenta é uma excelente fonte de capsaicina, composto termogênico que faz ainda mais efeito que o limão. O morango também entra na dança: ele é rico em fibras solúveis, que se ligam às gorduras e têm o poder de eliminá-las com as fezes.
 
Conheça mais alimentos que, inseridos na dieta, ajudam a ficar com a barriga sarada: 
 
- O azeite ajuda na diminuição da gordura abdominal, por promover maior oxidação dos ácidos graxos (“gordurinhas”)
 
- O chá verde é diurético e ajuda na digestão e na queima de gordura
 
- O limão é termogênico e ajuda a quebrar o acúmulo de gordura
 
- A linhaça acelera o metabolismo, substitui o pão e ajuda a murchar a barriga
 
- Apesar de calóricas, as castanhas têm gorduras boas que ajudam a perder a barriga
 
- A gordura do coco, além de não fazer mal ao coração, ela pode substituir a manteiga. Acelera o metabolismo e facilita a digestão
 
- A pimenta-vermelha é avaliada como inibidora de apetite e acelera a queima de gordura
 
- O morango é antioxidante, rico em fibras, facilita a digestão e tem ácido elágico, que desfavorece o acúmulo de gordura
 
- A melancia é uma fruta rica em água, ajuda na sensação de saciedade e na digestão
 
- O gengibre é desintoxicante, alivia o estresse, facilita a queima de gordura e o emagrecimento
 
- A aveia ajuda no funcionamento do intestino e diminui a sensação de abdome estufado
 
- O agrião é de fácil digestão e rico em fibras
 
- O abacaxi auxilia na eliminação de toxinas e na retenção hídrica, diminuindo o inchaço abdominal
 
- O abacate também faz parte do time da gordura do bem e ajuda na quebra das gordurinhas do mal
 
iG

Envelhecimento precoce dos ovários tem causa genética, afirmam cientistas

Foto: Reprodução
Problema atinge uma em cada 100 mulheres e resulta em infertilidade pela perda prematura da função ovariana
 
A principal causa de infertilidade das mulheres é provocada pela mutação de um gene. Cientistas descobriram que a causa do envelhecimento precoce dos ovários é genética e está ligada a mutação do gene STAG3, que deixa de codificar uma proteína e consequentemente compromete a produção de óvulos. O envelhecimento precoce dos ovários atinge uma em cada 100 mulheres que ficam inférteis pela perda prematura da função ovariana alguns anos antes de chegarem à menopausa.
 
Alberto M. Pendas, pesquisadores da Universidade de Salamanca, na Espanha, e autor do estudo, afirma que todo mundo tem o gene STAG3 e que uma fração das mulheres com envelhecimento precoce dos ovários tem a mutação. Neste caso, as mulheres são incapazes de realizar a meiose, processo de replicação celular que forma os gametas femininos.
 
O estudo publicado nos periódicos científicos The New England Journal of Medicine e Human and Molecular Genetics também mostrou, pela primeira vez, que o envelhecimento precoce dos ovários e a anzoospermia, alteração que impede a produção normal de espermatozoides, são as duas faces de uma mesma doença genética.
 
A partir de análises de amostras do DNA de uma família consanguínea do Oriente Médio, os pesquisadores conseguiram confirmar que a mutação é encontrada nas duas cópias do gene - tanto na herdada pelo pai quanto na herdada pela mãe. As quatro mulheres da família estudada e que tinham envelhecimento precoce dos ovários apresentavam a mutação. “Os irmãos da família não afetados tinham, pelo menos, uma das duas cópias do gene STAG3 não mutado, e são férteis, demonstrando que a mutação é recessiva. Isto também foi um ponto importante da pesquisa, pois se acreditava que as mutações dominantes”, disse Pendas.
 
Estudos anteriores já haviam mostrado que camundongos com a mutação tinham graus diferentes de infertilidade. "A análise feita nos camundongos com deficiência em STAG3 corroborou para vermos que a causa da infertilidade feminina estava ligada ao gene STAG3, e que ela também é uma forte candidata para a causa da infertilidade masculina, já que camundongos machos com a mutação se mostraram inférteis”, disse.
 
iG

12 dicas práticas para lidar com a birra da criança

Getty Images
Os pais devem contornar a situação com firmeza, sem apelar
 para gritos ou palmadas
O que fazer quando seu filho abre aquele berreiro no supermercado – e como evitar que isso aconteça
 
O escândalo que algumas crianças fazem diante de uma frustração pode acabar com o dia de qualquer um. Perdidos e nervosos com o barulho e a atenção que a criança atrai, muitas vezes em público, os pais não sabem o que fazer. A solução não envolve gritos, puxões de orelha ou palmadas , mas sim firmeza e autoridade, desenvolvidas a médio prazo.             
 
Segundo a psicóloga Dora Lorch, autora do livro “Superdicas para Educar bem seu Filho” (Editora Saraiva), enquanto as crianças não sabem lidar com o “não”, só os pais podem tomar uma atitude capaz de melhorar a situação. Foi o caso da especialista em mídias sociais Samantha Shiraishi , mãe de dois meninos e autora do blog “A Vida Como a Vida Quer”.
 
Quando era pequeno, Giorgio, hoje com nove anos, queria comer um pacote inteiro de balas de uma só vez. Ao proibi-lo, o menino deu um escândalo no meio do metrô. Na hora, sem perder o controle, Samantha determinou que ele não poderia mais comer aquela bala enquanto não aprendesse a se comportar em público. “Até hoje, quando alguém oferece a bala, ele lembra que é a ‘bala proibida’”, diz a mãe.              
 
Segundo especialistas e mães, táticas como esta podem ser muito efetivas para lidar com as birras infantis. Leia outras dicas práticas para ajudar seu filho a aprender a se comportar.
 
1. Não perca o controle: seja firme, mas também acolhedor
Assim que a criança começa a fazer uma cena dramática no shopping ou no parque, é melhor segurar as rédeas da situação do que entrar na mesma dança. Pode ser que você esteja ficando muito irritado, mas segundo o psicólogo e terapeuta familiar João David Cavallazzi Mendonça, pais que perdem o controle podem assustar ainda mais a criança e tornar a birra ainda pior.
 
Mas os pais tampouco devem amolecer. Segundo a psicopedagoga Quézia Bombonatto, presidente da Associação Brasileira de Psicopedagogia (ABPp), os adultos devem manter firmeza no tom de voz e falar com a criança na altura delas, explicando que atitudes como esta não irão mudar nada. Ao perceber que a criança está prestando atenção, João David ainda indica demonstrar acolhimento: segurá-la no colo e explicar o porquê da negativa poderá ajudar bastante.
 
2. Não ceda aos apelos da criança e mantenha a palavra
Por culpa ou falta de paciência, às vezes os pais acabam cedendo aos pedidos dos filhos e deixam a birra passar como se não fosse nada demais. Esse é um erro fatal: segundo Dora Lorch, a criança pode ficar cada vez mais autoritária, pois percebe uma maneira de sempre conseguir o que quer. Segundo a psicóloga e psicoterapeuta familiar Ana Gabriela Andriani, as crianças precisam entender que nem sempre terão o que desejam e quando desejam, e que sua insistência não é uma cartada aceita nesta hora.
 
3. Dê exemplos: sair batendo porta dentro de casa não é um deles
Que os pais devem ser bons modelos para seus filhos e esta premissa vale também para momentos de raiva em que o adulto resolve fazer a própria “birra” – batendo uma porta em casa após um momento de estresse, por exemplo. “Às vezes a criança está apenas repetindo o comportamento da mãe”, diz Dora Lorch.
 
Getty Images
Filhos podem imitar as atitudes dos pais: evite a "birra de adulto"
4. Não dê atenção à birra
Aos dois anos, Rafaela, filha da socióloga Ariane Torezan, foi com a mãe ao supermercado. Quando Ariane proibiu a filha de levar para casa uma guloseima, Rafaela se deitou no chão, começou a chorar e a gritar. “Não tive dúvidas: virei as costas e continuei andando. Ela não teve outra alternativa se não parar de chorar e vir atrás”, relembra Ariane.

Para o psiquiatra e educador Içami Tiba, autor de “Disciplina: Limite na Medida Certa” (Integrare Editora), as crianças precisam passar pelo estresse de perder a segurança na hora da birra. “Se ela se sente insegura, muda. A criança fica preocupada se os pais a deixam”. Rafaela, hoje com nove anos, nunca mais teve qualquer comportamento parecido.
 
5. Dê castigos proporcionais (e não se sinta culpado depois)
As crianças devem entender que seus atos têm consequências. Para não se arrepender no meio de um castigo , os pais devem calcular adequadamente o tempo de punição. “Para uma criança de dois anos, um castigo de dez minutos já é o bastante”, recomenda Quézia Bombonatto. Na orientação da Supernanny Cris Poli, um minuto por ano de idade é uma boa medida. Mas tudo depende da gravidade da birra e de como aquela família funciona.
 
6. Não meça forças com a criança e seja flexível de vez em quando
Os pais devem ser firmes e mostrar quem coloca as regras no dia a dia. Mas isso não significa incorrer no autoritarismo. “O ‘não pode’ deve ser usado para o que realmente é importante”, diz Quézia Bombonatto.

Se a criança começa a desarrumar a sala logo após uma arrumação, os pais não precisam proibi-la, mas podem deixar claro que ela terá que arrumar tudo depois. Algumas coisas podem e devem ser negociadas com a criança. Afinal, será que 10 minutinhos a mais no parquinho é um grande transtorno? “Essa flexibilidade também pode ser benéfica”, concorda João David.
 
7. Explique o que ela está sentindo e veja o que está acontecendo
Dar nome ao que a criança está passando pode ajudá-la a se controlar. “Ela ainda está em processo de aprendizado e precisa aprender a identificar o que está sentindo”, explica João David. Assegurá-la de que ela está sendo, de alguma forma, compreendida, é importante.

Por isso, o adulto deve sentar com ela e explicar que sabe como ela se sente, mas agora não é possível ter o que ela quer, pela razão que for. Descobrir as razões infantis também é necessário. Às vezes, a criança pode muda de comportamento por uma razão não aparente, como o nascimento de um irmão mais novo ou a volta da mãe ao trabalho. “Ao ser questionada, a criança vai explicar com menos ou mais recursos, dependendo da idade, e tudo vai ficando mais fácil”, diz Dora Lorch.
 
8. Distraia a criança
Segundo Quézia Bombonatto, em certas situações chamar a atenção da criança para outra coisa pode ser a melhor saída para a birra. Especialmente quando o comportamento desanda em locais públicos. Fazê-la rir ou distraí-la com outro atrativo costuma ser efetivo e a criança pode esquecer a razão do escândalo que estava fazendo minutos atrás.
 
9. Compare a atitude dela com a das pessoas ao redor
Ana Gabriela Andriani também sugere comparar a criança com as outras pessoas no local e mostrar que ninguém mais está chorando, só ela. “A criança só consegue enxergar a si mesma. Ajudá-la a se comparar aos outros é uma maneira de fazê-la se sintonizar com o mundo”, diz.
 
10. Não insista em conversar na hora da raiva
Assim como muitos adultos, a criança não irá ouvir o que os pais estão dizendo no calor de um ataque de birra. “Nesta hora ela está focada na frustração, não está ouvindo”, diz Ceres de Araújo. Por isso, o melhor pode ser ignorar a atitude dela e conversar mais tarde, quando ela estiver mais calma, sobre o ocorrido. Neste período, os pais podem aproveitar para pensar na atitude que irão tomar.

11. Valorize e qualifique a criança sempre que possível
Reforçar positivamente o bom comportamento infantil depois de um ataque de birra ajuda a prevenir novos episódios. Se um dia a criança fez uma birra homérica no parque, ao voltar ao mesmo lugar o pai pode lembrar que confia nela para a história vivida no passado não voltar a acontecer. “Esta é uma maneira de qualificar o filho, mostrar que você acredita que ele pode ser diferente”, diz João David.
 
12. Tome medidas preventivas
Sentir fome e sono sem poder suprir as necessidades são sensações capazes de deixar qualquer um irritado. Para as crianças, estas sensações podem facilmente se transformar em birra. Por isso, manter uma rotina de sono e alimentação ajuda a evitar a irritação. “Os pais devem identificar o que pode ser evitado. Se sabem que a criança costuma dormir às nove horas da noite, não é ideal sair para jantar neste horário”, exemplifica João David.             
 
Delas