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sexta-feira, 21 de março de 2014

Câncer de colorretal é o segundo mais comum entre os gaúchos


Câncer de colorretal é o segundo mais comum entre os gaúchos Rafaela Martins/Agencia RBS
Foto: Rafaela Martins / Agencia RBS
Apesar de comum, o câncer colorretal é pouco divulgado, o que
 dificulta a procura pelo diagnóstico
Simpósio Internacional de Endoscopia Digestiva, que inicia nesta sexta-feira em Gramado, discute esse e outros assuntos
 
Uma pesquisa desenvolvida pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA) aponta que o Rio Grande do Sul deve ter 2.960 novos casos de câncer de cólon e reto neste ano de 2014. É o segundo tipo de neoplastia mais comuns entre os gaúchos, perdendo somente para o de próstata entre os homens e o de mama, entre as mulheres, sem considerar os tumores de pele não-melanoma. No país, 32.600 casos devem ser registrados em 2014.
 
Apesar de comum, o câncer colorretal é pouco divulgado, o que dificulta a procura pelo diagnóstico, diminuindo as chances de cura.
 
— Na maioria dos casos esse tipo de câncer é silencioso e assintomático, mas pode ser diagnosticado precocemente pelo exame de sangue oculto nas fezes e/ou por colonoscopia, o que aumenta a chance de cura dos pacientes. Por isso, é importante que existam campanhas como a do câncer de mama e a do câncer de próstata também voltada para o colón e o reto — defende o gastroenterologista e presidente da Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva (SOBED), João Carlos Andreoli.
 
Para debater essa situação, cerca de 400 especialistas de todo o país, além de convidados internacionais, participam a partir desta sexta-feira do VIII Simpósio Internacional de Endoscopia Digestiva, em Gramado. O evento segue até o dia 22 de março.
 
— É um momento de extrema importância para nós, profissionais, pois apontamos o que há de mais novo na área e realizamos uma revisão geral do que temos atualmente — destaca Andreoli.
 
O câncer colorretal abrange todos os tumores que acometem o intestino grosso (o cólon) e o reto. A maioria desses tumores surge a partir de lesões benignas, os pólipos, que podem crescer na parede interna do intestino grosso. Quando essas lesões são removidas antes do se tornarem malignas, o câncer pode ser evitado. É um tipo tratável e, quando diagnosticado precocemente, pode ser curado em até 70% dos casos.
 
Como diagnosticar
Dois exames podem identificar precocemente o câncer colorretal: a pesquisa de sangue oculto nas fezes e a colonoscopia. O primeiro deve ser feito anualmente por todas as pessoas com mais de 50 anos. Caso algo seja identificado, é recomendada a realização da colonoscopia, um exame de imagem que permite a visualização direta do interior do reto, cólon e parte do íleo terminal (final do intestino delgado). Caso haja histórico da doença na família, é recomendado buscar orientação médica antes dos 40 anos.
 
Sintomas
Quem tem mais de 50 anos deve procurar ajuda médica caso apresente anemia de origem indeterminada ou suspeita de perda crônica de sangue no exame de sangue. Mudanças no hábito intestinal (diarreia ou prisão de ventre), desconforto abdominal como gases ou cólicas, sangramento nas fezes, sangramento anal e sensação de que o intestino não se esvaziou após a evacuação também são sinais de alerta. Também pode ocorrer perda de peso sem razão aparente, cansaço, fezes pastosas de cor escura, náuseas, vômitos e sensação dolorida na região anal, com esforço ineficaz para evacuar.
 
Prevenção
As causas das lesões que dão origem ao câncer colorretal ainda são desconhecidas, mas alguns fatores genéticos e ambientais podem contribuir para o surgimento da doença.
 
A recomendação do INCA para se proteger é realizar atividades físicas e consumir alimentos ricos em fibras como frutas, hortaliças (legumes e verduras) e cereais integrais, além de evitar o consumo de carne vermelha, carnes processadas (como mortadelas, presuntos, salsichas, linguiças) e bebidas alcoólicas e o tabagismo. Realizar os exames preventivos após os 50 anos (ou antes dos 40 para quem tem casos na família) também é fundamental.

Zero Hora

Frutas, verduras e legumes do outono

Jiló: rico em vitaminas A, B e C, também é fonte de ferro,
cálcio e fósforo
Além de mais gostosos, alimentos da safra são mais saudáveis por conta da menor quantidade de agrotóxicos
 
O outono começou ontem (20) e muitas frutas, verduras e legumes estarão mais apetitosos, por serem típicos desta estação.

Consumir os alimentos da safra é mais saudável porque eles não precisam de muitos esforços para crescer, logo, a quantidade de agrotóxicos é menor.

Confira os alimentos que serão encontrados mais facilmente nos supermercados e feiras livres e veja quais são as vitaminas contidas neles:

- Abacate: rico em ácido oleico, substância que protege contra o acúmulo de LDL (o colesterol ruim) e ajuda a manter as taxas de HDL no sangue

- Abobrinha: ajuda no funcionamento do intestino (rica em fibras), contém tiamina (vitamina B1) e magnésio

- Agrião: é um inibidor da fome fora de hora e também melhora sintomas de intoxicação, como a ressaca

- Banana-nanica: fonte de fibras solúveis e vitamina C, ela é rica em potássio e com isso ajuda a combater cãibras

- Batata-doce é considerada um carboidrato bom para quem pratica exercícios, devendo ser consumida antes do treino

- Berinjela: rica em cobre, folato, magnésio e fibras, ela ajuda a combater o colesterol alto

- Beterraba: antioxidante, contém vitamina B1, B2, B5, além de sódio, silício, fósforo, cálcio, zinco e cobre

- Brócolis é um dos alimentos que provocam gases abdominais

- Caqui é rico em vitamina A

- Chuchu: ajuda a prevenir a osteoporose porque contém boas doses de cálcio e potássio. Também é rico em fibras que regulam o intestino

- Coco verde: a água da fruta verde tem vitamina C e elevado teor de cálcio, ferro e magnésio. A carne, molinha e adocicada, fornece boas doses de açúcar, gordura e fibras

- Espinafre: é uma importante fonte de ferro

- Figo: cheio de fibras, atua como um laxante suave. Também ajuda na cicatrização

- Goiaba: tem vitaminas A, B1 e C, além de ferro, fibras, fósforo e cálcio

- Jiló: rico em vitaminas A, B e C, também é fonte de ferro, cálcio e fósforo

- Kiwi: por conter altas doses de vitamina C, ajuda a combater o envelhecimento das células

- Laranja-lima: é rica em fibras e vitamina C. Por ser menos ácida do que a laranja e o limão, é ideal para agradar ao paladar infantil

-  Limão é termogênico e ajuda a quebrar o acúmulo de gordura

- Maçã: comer uma por dia tem efeitos semelhantes à estatina, remédio usado no controle do colesterol e que previne doenças cardiovasculares

- Mamão formosa: contém papaína, uma enzima que facilita a digestão e protege o estômago

- Maracujá: Rico em vitamina B2 e B5, vitamina C, sais minerais, fósforo e cálcio. Também tem propriedades calmantes

- Melancia: com vitaminas do complexo be e também ferro, fósforo e cálcio, a melancia também contribui para a boa hidratação do corpo

- Nabo: pobre em calorias, é rico em cálcio e fósforo, e ajuda no processo de digestão dos alimentos

- Pera: rica em selênio, um antioxidante poderoso contra o envelhecimento das células

- Repolho: fonte de vitamina C e fibras, ele protege o corpo contra o câncer, especialmente o de intestino

- Rúcula: contém boas doses de ômega-3, que ajuda a proteger os vasos sanguíneos, e betacaroteno, um precursor da vitamina A

- Tangerina ponkan: fonte de magnésio, que participa da formação óssea, ela também é rica em vitaminas A e C

iG

Propaganda de suplemento que promete aumentar pênis segue proibida pela Anvisa

Reprodução/YouTube
Trecho de propaganda do Xtrasize no YouTube
Registrado por laboratório nutricional na categoria de novos alimentos e novos ingredientes, Xtrasize também diz melhorar o desempenho sexual
 
Resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicada ontem (20) no Diário Oficial da União mantém suspensa a propaganda do produto Xtrasize que alega melhoria do desempenho sexual.
 
De acordo com o texto, o produto está registrado na Anvisa pela empresa Fitoway Laboratório Nutricional na categoria novos alimentos e novos ingredientes.
 
“Permanece em vigor, como medida de interesse sanitário, a suspensão da divulgação de todas as propagandas em qualquer tipo de mídia, inclusive no site www.xtrasize.com.br, que alegam propriedades funcionais, tais como o crescimento peniano ou melhoria no desempenho sexual.” A resolução entrou em vigor nesta quinta-feira.
 
Agência Brasil

Número de leitos no Hospital do Servidor Estadual permanece o mesmo desde 1961

Wanderley Preite Sobrinho/iG
Corredor do setor de Ortopedia do Hospital do Servidor
 Público Estadual
Construído para atender emergências de 90 mil usuários, hoje Iamspe recebe 800 mil pessoas em diversas especialidades
 
Concebido em 1957 e posto de pé em 1961, o Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo (Iamspe) permanece com o mesmo número de leitos 53 anos depois de inaugurado. “O hospital começou atendendo 90 mil segurados. Hoje esse número é de 800 mil, mas os leitos permanecem os mesmos: mil”, afirma o presidente da Comissão Consultiva Mista (CCM) do Iamspe, Sylvio Micelli.
 
“A ideia inicial era criar o hospital para atender apenas urgências”, explica Micelli, que vê com preocupação o aumento da demanda. “Em 2007, havia 450 mil servidores que utilizavam o hospital.
 
Hoje esse número está em 800 mil. Estimo em 500 mil pessoas a demanda reprimida.” De acordo com suas contas, o Iamspe vai atender 1,3 milhão de pacientes até o final da década.
 
Micelli lamenta o fato de se estender a outros setores o caos testemunhado pelo iG no setor de ortopedia do hospital. “Não é só na ortopedia que isso acontece, e a tendência é aumentar a demanda porque muitos servidores que hoje usam convênio médico estão recorrendo ao Iamspe.”
 
De acordo com ele, é muito difícil baixar a demanda porque “60% dos pacientes do Iamspe são idosos”.  Além da reforma no prédio, prevista para ser concluída em maio de 2015, o hospital precisa descentralizar o atendimento. "Primeiro, a reforma vai tornar o cuidado mais humanizado e acabar com a espera nos corredores."
 
“O processo de descentralização começou em 2008, mas precisa se intensificar com a assinatura de convênios com unidades de saúde que fiquem perto da casa do servidor. Hoje chega paciente de todos os cantos do Estado”, diz o presidente da CCM.
 
Esse é o caso da professora Célia Manfre, que desde maio do ano passado aguarda autorização para operar a coluna da filha adolescente. “Eu sai de Mogi das Cruzes, tinha um rapaz de Campinas, outro de Piracicaba... A gente não tem convênio por perto e precisa vir pra cá.”
 
iG

Cai número de mortes em acidentes de trânsito em São Paulo, diz CET

Foto: Luiz Claudio Barbosa/Futura Press
Colisão entre ônibus e carro provoca duas mortes na zona
sul de São Paulo (20/02/2014).
Marginais Tietê e Pinheiros são as vias que registram maior número de mortes, seguidas pela avenida Teotônio Vilela
 
O número de mortes em acidentes no trânsito de São Paulo caiu 6,4% em 2013 na comparação com 2012, de acordo com o Relatório Anual de Acidentes Fatais divulgado pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), divulgado na manhã desta quinta-feira (20). Foram 1.152 em 2013 contra 1.231 mortes em 2012.
 
O balanço anual cruza anotações oficiais do Instituto Médico Legal (IML) e dos boletins de ocorrência de acidentes de trânsito Sistema de Informação Criminal (Infocrim) da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo.  
 
Pela primeira vez em oito ano, houve queda de registro de mortes levando em conta todos os tipos de vítimas. A queda foi de 4,8% em relação aos pedestres, de 8% em relação a motociclistas de 32,7% para ciclistas. O dado não se alterou para motoristas  e passageiros. 
 
As marginais dos rios Tietê e Pinheiros seguem como as vias com mais mortes no trânsito. Foram 39 na Tietê e 24 na Pinheiros em 2013. Em seguida vem a avenida Senador Teotônio Vilela, com 20 mortes, a estrada do M'Boi Mirim, com 19, a avenida Sapopemba, com 17, e a avenida Raimundo Pereira de Magalhães, com 12.
 
iG