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domingo, 6 de abril de 2014

Defensoria Pública alerta sobre indícios da violência obstétrica

Foto: Reprodução
Especialista diz que intervenções desnecessárias e cesariana sem indicação configuram violação a autonomia da mulher
 
Peregrinação por hospitais em busca de um leito, impedimento para entrada de um acompanhante no parto, intervenções desnecessárias, cesariana sem indicação clínica, aleitamento materno dificultado. Esses são relatos comuns de gestantes que tiveram partos em ambiente hospitalar. De tão frequentes, algumas mães já nem identificam essas questões como um problema. Para a Defensoria Pública de São Paulo, no entanto, essas situações são marca da violência obstétrica.
 
A defensora Ana Paula Meireles, que coordena o Núcleo Especializado de Promoção e Defesa dos Direitos da Mulher, explica que as situações configuram violação à autonomia das mulheres e ao direito sexual e reprodutivo assegurado pela Constituição. “Elas não conseguem decidir porque nada é informado e os procedimentos são impostos de maneira absoluta. Mesmo nos casos em que há risco para a mulher ou para a criança que vai nascer, ela deve ser informada para que possa decidir”, apontou.
 
A médica ginecologista Ana Lúcia Cavalcante, da assessoria de Saúde da Secretaria Municipal de Política Públicas para Mulheres, acredita que a ampliação das casas de parto em São Paulo, de uma para oito, vai contribuir para tornar a mulher protagonista do processo. “Isso passa pela questão de gênero. A relação de poder sobre as mulheres. Elas não definem. Outras pessoas fazem isso por elas. Se não é o pai, é o marido, é o médico, a medicina. O corpo não é dela”, disse.
 
A assessora acredita que também é preciso mudar a cultura médica para possibilitar essa autonomia. “Alguns colegas têm uma relação de poder com os pacientes. A mulher grávida fica numa condição em que outro age sobre ela. Se muda esse modelo e, desde o pré-natal, ela é informada, tudo é discutido, isso com certeza vai mudar”, aposta. A respeito do alto percentual de cesarianas, que corresponde a 52% no Brasil, Ana Lúcia destaca que, quando elas não têm indicação clínica, aumentam muito o risco de infecção e hemorragia nas gestantes.
 
Nesta semana, uma decisão judicial da Justiça do Rio de Grande do Sul determinou que uma gestante de 29 anos fosse submetida a uma cesariana em um hospital do município de Torres. O pedido foi feito pelo Ministério Público (MP) após o relato da equipe médica do Hospital Nossa Senhora dos Navegantes, que apontou risco de morte da mãe e do bebê. Segundo o MP, a mulher, grávida de 42 semanas, procurou o hospital com dores abdominais, apesar da indicação cirúrgica, ela preferiu retornar para casa e aguardar o parto normal. Após a liminar, ela foi conduzida por força policial ao hospital.
 
Na avaliação da defensora, seriam necessárias mais provas do risco de vida da criança antes de uma medida coercitiva. “O que se tinha era o laudo da médica que atendeu no hospital, dizendo que a criança estaria em risco se aguardasse mais um pouco. Era uma gestação de uma mulher que vinha sendo acompanhada e a única coisa que ela queria é que fosse um parto natural, que o filho viesse no momento adequado”, disse. Ela lamenta que a questão não possa ser revertida, já que o procedimento já foi feito. “Cabe a essa mulher analisar se também foi vítima de violência obstétrica e, se assim entender, buscar as medidas judiciais”, declarou.
 
O hospital informou que a gravidez era considerada de risco porque a paciente já havia sido submetida a duas cesáreas anteriores, o que aumenta a possibilidade de ruptura uterina e, por consequência, a morte de mãe e filho. Diante da situação, o hospital informou o caso ao MP como forma de seguir os protocolos assistenciais. A versão é contestada pela doula Stephany Hendz, que acompanhava a gestante. Ela relatou, em uma rede social, que elas estiveram “no hospital para uma avaliação com direito a eco obstétrica de urgência e constataram placenta e líquido amniótico normal, bebê com sinais vitais bons e mãe em perfeita saúde”.
 
Ana Paula explica que a violência obstétrica não é considerada crime no Brasil, a exemplo do que ocorre na Argentina e na Venezuela. “Criminalizar essa questão às vezes não é a melhor solução. A gente sempre busca identificar se de fato ocorreu, buscar provas e uma eventual ação de indenização”, explicou. Ela informou que este é um tema novo na defensoria e, por enquanto, nenhum caso foi levado ao tribunal. Dependendo do caso, a ação pode ser feita contra o hospital ou os próprios profissionais de saúde. Inicialmente, o núcleo atua em ações de esclarecimento.
 
Agência Brasil

Com apenas uma casa de parto do SUS, São Paulo ganhará mais oito unidades

Thinkstock
Média brasileira de cesarianas é 52%, OMS recomenda que
 não ultrapasse 15%
Cada unidade – serão três na zona leste, duas na oeste, duas na sul e uma no centro – farão até 80 partos naturais por mês
 
A boa e rápida recuperação foi a principal motivação da policial Emylaine Teixeira, 23 anos, para decidir por um parto normal. Mãe de primeira viagem, ela não se sentia confortável de saber que a maioria dos hospitais cobertos pelo plano de saúde poderia induzi-la a uma cesariana. “Vi que eu precisava me informar”, declarou.
 
Ao longo da gestação, ela descobriu que a escolha envolve também uma relação de aproximação com o bebê e com a família. Augusto nasceu no dia 27 de março, na Casa de Parto de Sapopemba. Até então a única casa de parto do Sistema Único de Saúde (SUS), em São Paulo. O município agora vai contar com mais oito unidades.
 
“Entrei de cabeça nesse assunto e entendi a concepção do parto humanizado. Procurei hospitais, mas resolvi que não queria ter meu filho lá”, relatou. Antes de chegar a Sapopemba, na zona leste paulistana, Emylaine esteve na Casa Angela, uma unidade ligada à Associação Comunitária Monte Azul, na zona sul. Atualmente, também é uma opção para ter parto natural na capital paulista, mas o atendimento só é gratuito para os moradores da região. Por mês, em média 20 bebês nascem na Casa de Parto de Sapopemba, segundo a Secretaria de Municipal de Saúde.
 
As cesarianas representam 82% dos nascimentos na rede particular no país, e quase 38% dos partos na rede pública, de acordo com o Ministério da Saúde. A média brasileira de cesarianas é 52%, quando a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) é de que não ultrapasse 15%.
 
Serão criados em São Paulo seis Centros de Parto Normal (CPNs), sob responsabilidade da prefeitura, e dois em maternidades do governo estadual. As unidades – três na zona leste, dois na oeste, dois na sul e uma no centro – fazem parte da Rede Cegonha, programa do Ministério da Saúde. O investimento do governo municipal é de aproximadamente R$ 82,9 milhões. Cada centro terá cinco quartos com capacidade para fazer até 80 partos por mês. Apesar de terem sido anunciadas no mês de março, ainda não há prazo para que comecem a funcionar.
 
De acordo com o ministério, os CPNs foram renomeados para casas de parto após a estratégia Cegonha, mas mantêm o mesmo padrão humanizado de atendimento. O novo modelo, criado com o programa em 2011, estabelece que os centros podem funcionar dentro das maternidades ou a 200 metros de uma. No Brasil, existem, atualmente, 14 casas de parto que atendem pelo SUS em nove estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Maranhão, Bahia, Alagoas, Paraná, Ceará, Paraíba e Sergipe.
 
Emylaine não nega que precisou enfrentar os próprios medos e o receio da família, mas o acesso à informação fez com que se tranquilizasse. “Você sente dor, não dá para dizer que não, mas só conseguia pensar que meu filho viria para o meu peito e foi assim que aconteceu”, relatou. No parto natural, a criança vai direto para a mãe e o cordão umbilical só é cortado depois que ele para de pulsar. “É o que preconiza a OMS. Depois de mamar é que a gente faz a rotina do pós-nascido”, explicou a enfermeira obstetra Kátia Guimarães, gerente da casa de parto municipal.
 
O plano de parto de Emylaine foi acertado na primeira consulta na casa. Ela tirou dúvidas, definiu os acompanhantes, no caso o marido e uma prima, e o ambiente que gostaria para o quarto. Kátia explica que as gestantes que escolhem a unidade são acompanhadas a partir da 37ª semana. “Até a 41ª semana são feitas consultas semanais com enfermeiras alternadas para que ela conheça toda a equipe, já que não sabemos quem vai fazer o parto”, explicou. A casa funciona 24 horas e quem quiser conhecer o espaço pode visitar a unidade das 8h às 20h.
 
Foi assim também com a auxiliar administrativo Gisele Simões, 24 anos, que deu à luz a Marina, no dia 2 de abril. “Meu marido acompanhou todo o parto. Nós conversamos. A enfermeira me ajudou muito, fez massagem porque comecei a ter câimbras. Foi muito bom”, relembrou. Ela teve a primeira filha, hoje com 4 anos, também com parto normal, mas em uma maternidade e relata que sentiu muita diferença nos dois procedimentos. “Lá foi uma coisa muito fria. No trabalho de parto fiquei numa cama sozinha por sete horas. Aqui, eu me senti acolhida”, relatou.
 
Requisitos
A casa recebe gestantes de baixo risco, sem ser necessário encaminhamento de outra unidade de saúde. Entre os requisitos para ser atendido, estão não ter problemas no pré-natal, não ter doenças preexistentes e o último parto não ter sido uma cesariana. “Se o primeiro foi cesáreo, o segundo normal, o terceiro pode ser normal aqui na casa de parto, mas se a paciente fez uma cesariana, ela pode ter normal, mas não aqui na casa de parto”, explicou Kátia. Segundo ela, isso aumenta os riscos de ruptura de útero, que provoca sangramento. A unidade tem uma ambulância disponível 24 horas e um hospital de referência para onde são levados os casos que precisam de remoção. “Em março, tivemos duas, mas nenhuma intercorrência grave”, relatou.
 
A gerente explica que, embora seja a única casa de parto do SUS atualmente, não há demanda reprimida na unidade. “Hoje, você não vai a um lugar onde se faz parto natural que seja lotado. A paciente tem que querer isso. A gente vem com a cultura muito forte do parto cesáreo e isso vai mudar com o tempo. Não muda rapidamente”, avaliou Kátia. Ela acredita que a descentralização das unidades, com as novas casas de parto, vai ajudar a levar informação às mulheres e a diminuir o número de cirurgias.

Agência Brasil

Campanha em SP estimula homens com mais de 50 anos a fazer check-up

Foto: Reprodução
60% dos homens só buscam tratamento quando já apresentam doenças em quadro avançado, o que dificulta os tratamentos
 
A partir deste sábado(5), homens com 50 anos ou mais poderão fazer um check-up preventivo cardiológico e urológico na rede pública de São Paulo. O programa, chamado Filho que Ama Leva o Pai no AME (Ambulatório Médico de Especialidade) vai funcionar todos os sábados, exceto feriados, em várias cidades do estado, mas é preciso fazer um agendamento prévio.
 
O objetivo do programa, segundo a Secretaria de Estado da Saúde da São Paulo, é estimular os homens a verificar se sua saúde está em dia, mesmo que não sinta nada. A campanha quer mobilizar os filhos desses pacientes para que incentivem os pais a cuidar da saúde.
 
Para fazer o check-up preventivo é preciso antes ligar para o telefone 0800-779-0000, que funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h e agendar o exame, mas serão atendidos os homens que estão em seu mês de aniversário. A prioridade deste ano, segundo a secretaria, é para os homens que nasceram em ano par.
 
A prevenção será feita em duas etapas. Na primeira vez, o homem receberá uma consulta de enfermagem, coletará sangue para exames e passará por aferição de peso, altura e risco cardíaco. No sábado seguinte, ele retornará ao AME para buscar o resultado dos exames e ser avaliado por um cardiologista e um urologista. Caso seja identificado algum problema, o paciente será encaminhado para tratamento e acompanhamento.
 
Participam do programa, em todo o estado, 21 AMEs. Na capital, o check-up é feito no AME Heliópolis. A Agência Brasil visitou o AME Heliópolis na manhã de hoje (5) e encontrou vários homens que tinham feito exame de sangue e estavam aguardando para fazer o eletrocardiograma. No momento em que a reportagem esteve no local, por volta das 11h da manhã, nenhum dos homens tinham sido levados ao local por seus filhos, mas todos os que foram entrevistados falaram sobre a importância de se fazer exames preventivos.
 
O pedreiro Antonio Bernardino Feitosa, 65 anos, foi levado ao AME pela esposa, a advogada Maria Aparecida Julio, 71 anos. “Não temos filhos. Li o jornal e vi uma notícia sobre um mutirão. Já gritei para ele [o marido] trazer todos os documentos porque eu ia ligar no 0800. Lá me falaram que era pelo mês de nascimento. Peguei mais alguns esclarecimentos e já viemos [no AME]”, disse a esposa.
 
“Minha mulher leu sobre a campanha no jornal e agora estou fazendo [o exame]”, contou ele, que diz fazer exames preventivos periodicamente. “Com a idade, não dá para ficar sem fazer esse tipo de exame”.
 
Quem também levou o marido para fazer exames hoje foi Maria Rita Alves Sousa, 43. Ela disse ter lido sobre o programa na internet e então aproveitou para agendar o check-up para o marido João Ramalho Silva, 61, autônomo como ela. “Liguei e marquei”, contou ela. “Vim porque costumo sempre fazer exames”, acrescentou Silva.
 
Para Maria Rita, exames preventivos são uma necessidade. “Se tiver qualquer tipo de problema, descobre-se no começo e é mais fácil para tratar do que deixar para depois e, às vezes, nem ter mais jeito”.
 
O vendedor Sérgio Sales, 59 anos, foi ao local sozinho. “Eu li a notícia no jornal e eu mesmo marquei [o exame]”, disse. Sales reclamou um pouco da demora em fazer o eletrocardiograma. “A única coisa que achei ruim aqui é que só tem um cara fazendo o eletrocardiograma. E está demorando de 20 a 25 minutos. O exame de sangue foi rápido, mas só ter um aparelho de eletrocardiograma é brincadeira. Não acho isso certo. Homens não têm muita paciência. Se começar a demorar muito, o cara pega e vai embora”.
 
Uma pesquisa feita pelo Centro de Referência em Saúde do Homem de São Paulo mostrou que 60% dos pacientes só buscam tratamento quando já apresentam doenças em quadro avançado, o que dificulta os tratamentos.

Agência Brasil

10 passos para você trabalhar menos e produzir mais

Thinkstock/Getty Images
Trabalhar horas e horas a mais que o expediente de trabalho nem
 sempre é sinônimo de produtividade
Nem sempre trabalhar muito é sinônimo de produtividade. Veja as dicas de especialistas para aproveitar melhor o tempo
 
Você chega ao seu escritório e começa a ler seus e-mails para resolver as pendências. Enquanto um e-mail mais pesado carrega, abre o projeto que precisa terminar até sexta-feira. Nesse meio tempo, o seu telefone toca e seu chefe lhe pede para preparar uma apresentação para a reunião de quinta-feira. Você então começa a esboçar a apresentação, até ser interrompido por um colega do setor financeiro que está cobrando as notas fiscais de um projeto já finalizado. Você deixa de lado o que está fazendo e vai atrás das notas. Ao todo, já se passou uma hora do expediente e você ainda não chegou perto de concluir qualquer tarefa.
 
Ainda que as atividades do exemplo acima não sejam nada semelhantes ao que você vive no seu dia a dia, esta situação de ter várias coisas para realizar e não conseguir finalizar nenhuma é comum à muitos todos os profissionais. Como consequência, muitos sacrificam a vida pessoal e trabalham mais de 10 horas por dia para terminar o seu trabalho. Ou seja, o famoso workaholic (do “work-a-holic”, em inglês, ou viciado em trabalho) do seu escritório pode, na verdade, ser apenas alguém que não consegue organizar o seu tempo e melhorar a produtividade.
 
No entanto, não é preciso sentir-se culpado por isso. Não conseguir aproveitar bem o seu tempo de trabalho é reversível e, em alguns casos, não é só uma questão de personalidade dispersa. “Tem uma questão de ferramenta. Às vezes, a pessoa não consegue focar e aumentar a produtividade porque ela não conhece as ferramentas que podem ajudá-la a fazer isso”, conta o coach especialista em administração de tempo, Daniel Burd, da Call Daniel.
 
Para ajudá-lo a trabalhar menos e produzir mais, o iG ouviu especialistas em administração de tempo e criou uma lista com dez dicas práticas e fáceis de serem aplicadas no dia a dia do ambiente de trabalho.
 
No entanto, a coach Jaqueline Weigel, sócia-fundadora da Weigel Coaching, lembra que o trabalhar menos não significa diminuir a sua carga horário. “É você ser mais eficiente, ou seja, você conseguir aproveitar melhor o tempo e ter uma qualidade melhor de produção. Por 'menos', a gente quer dizer menos preço a ser pago, menos exaustão e sacrifício. E produzir mais é ter mais resultado e ser capaz de fazer isso com qualidade e satisfação", lembra Jaqueline.
 
Veja abaixo 10 dicas para você trabalhar menos e produzir mais no seu dia de trabalho:
 
1 - Tenha uma agenda
Parece simples, mas ter o costume de utilizar uma agenda ou um calendário pode otimizar, e muito, o seu dia a dia. Seja de papel ou eletrônica, a agenda vai tirar do seu cérebro a responsabilidade de armazenar todas as atividades que você precisa realizar. “Quando você anota uma coisa em algum lugar, você se foca na sua tarefa do dia e não no que você tem que fazer amanhã”, conta Jaqueline.
 
2 - Divida o seu dia em blocos
Por uma semana, anote o tempo que você leva para fazer todas as atividades do seu trabalho. Depois, divida estas atividades em três blocos: as que realmente são importantes e trazem resultados, as que são emergenciais, ou seja, atividades que surgiram durante o dia e precisaram ser resolvidas naquele momento e as circunstanciais, que são as tarefas que não trazem resultados muito relevantes, como olhar e-mails, organizar o escritório e atender o telefone. No final, verifique se não está gastando tempo demais fazendo coisas que não vão lhe trazer nenhum resultado. Para o especialista Júlio Amorim, da consultoria Great Group, o ideal é que o profissional gaste, pelo menos, 60% do tempo dela fazendo as atividades do primeiro grupo, que são as mais relevantes. Em seguida, as atividades emergenciais e, por último, as circunstanciais.
 
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Tenha um grande objetivo para o dia
3 - Tenha um grande objetivo para o dia
Ao chegar no escritório, priorize uma grande atividade para dedicar mais tempo, seja um grande projeto no qual está trabalhando ou a apresentação de uma reunião importante no dia seguinte. "Não faça uma lista de cinco ou de sete objetivos. Tudo o que você fizer a mais que o objetivo principal é lucro. O que acontece é que as pessoas colocam várias metas e não conseguem atingir tudo, depois ficam frustradas", ressalta Burd.
 
4 - Estipule um prazo para todas as tarefas
Toda atividade precisa de um bom planejamento para ser executada de maneira assertiva e sem tomar mais tempo que o necessário. Desta maneira, a primeira coisa que se deve fazer antes de começar a trabalhar em cima de uma tarefa é estipular um prazo para que ela acabe. Quando o profissional inicia uma atividade sem um prazo para terminar ele está mais suscetível a se dispersar com outras demandas que surgirem durante o processo. Para Amorim, é imprescindível que o funcionário negocie com o líder o horário ou data de entrega de um projeto que ele tenha lhe passado, pois sem este limite o profissional corre o risco de levar mais tempo que o desejado pelo seu chefe.

Pasta 1 –“Aguardando resposta” – Coloque nesta pasta os e-mails que você mandou para alguém e ainda está aguardando o retorno. Pelo menos uma vez por semana entre nesta pasta e exclua os e-mail que você já obteve resposta.

Pasta 2 – “Ações não-urgentes” – Nesta pasta, deixe os e-mails que você pretende responder, mas que não são tão urgentes, como um documento que você precisa ler ou uma demanda que pode ser respondida na próxima semana.

Pasta 3 – “Arquivo” – Deixe nesta pasta os e-mails que não demandam nenhuma ação, que já foram respondidos e que você deseja guardar apenas para uma futura pesquisa e referência.

Pasta 4 – “Caixa de Entrada” – Nesta pasta, a mais importante, você deve deixar apenas os e-mails que precisam ser respondidos à curto prazo.
 
5 – Organize o seu e-mail em pastas
Em alguns casos, o profissional recebe dezenas e até centenas de e-mails durante um único dia de trabalho, facilitando a dispersão e a perda de tempo com uma atividade que, a princípio, parece simples. Segundo Daniel Burd, o recomendável é que a pessoa crie quatro pastas em seu sistema de e-mails, para melhorar o uso da ferramenta.
 
6 – Reserve um tempo do dia para o imprevisto
Antes de criar o hábito de organizar o tempo que dedicará do seu dia de trabalho para cada atividade, lembre-se que nem tudo está sob o seu controle e que imprevistos acontecem. Uma reunião pode demorar mais do que o agendado anteriormente, uma negociação com um cliente pode ser mais trabalhosa do que o imaginado ou, simplesmente, uma queda de energia pode interromper o seu trabalho por alguns minutos. Segundo o especialista em produtividade e administração de tempo Christian Barbosa, o ideal é que o profissional reserve de duas a três horas do dia para as atividades não planejadas. “Dessa forma, você terá um dia com atividades importantes e, quando eventuais urgências aparecem, entrarão em seu dia no espaço previsto, sem necessidade de um acúmulo extra de trabalho. Quanto mais você se planejar, menos urgências você terá e as situações fora da programação serão menos frequentes”, diz ele.
 
7 – Compartilhe as responsabilidades
Alguns profissionais têm dificuldade de atender a tantos pedidos de seus líderes por dependerem da ação de terceiros para concluírem suas tarefas. Quando estas pessoas se atrasam, o profissional acaba passando horas a mais no escritório para conseguir entregar tudo no tempo estipulado pelo seu chefe. Para evitar que isto aconteça, o diálogo é a melhor solução. Além de deixar claro para as outras pessoas qual é o seu próprio prazo, crie, em conjunto com elas, um limite para que cada uma entregue o que precisa a tempo de você finalizar o projeto. Dessa forma, todos estarão comprometidos e você não se sobrecarrega minutos antes da entrega.
 
8 - Reserve um tempo para não fazer nada
Isso mesmo. Para obter uma melhor produtividade dentro do ambiente profissional não é preciso ficar horas seguidas em frente ao computador, atendendo o telefone e respondendo e-mails. Pelo contrário, quando fazemos isso, forçamos o nosso cérebro a trabalhar intensamente e o nosso raciocínio começa a ficar confuso. De acordo com Jaqueline, o tempo ocioso colabora para uma melhor concentração do profissional quando ele sentar e voltar a trabalhar. Faça intervalos de dez minutos a cada hora para conversar com colegas, comer alguma coisa e descansar.
 
9 – Organize o seu ambiente de trabalho
Segundo Christian Barbosa, “ambiente bagunçado é um convite para a improdutividade”. Isto não significa que o profissional precisa ser metódico e compulsivo por uma mesa ou gaveta organizada. Na verdade, se mesmo não reservando um espaço específico para cada tipo de documento você consegue encontrar o que precisa sem perder tempo, ótimo. O problema se cria quando o ambiente está tão desorganizado que a pessoa gasta mais de meia hora vasculhando o escritório para encontrar uma pasta. No entanto, Barbosa lembra que não é preciso organizar tudo em um dia, pois provavelmente você irá se cansar e desistirá. Reserve um tempo de cada dia para organizar as gavetas, depois em outro dia para organizar as pastas e assim por diante.
 
10 – Saiba dizer não
Sabe aquele pedido que o seu chefe faz para ser entregue daqui meia hora e que você sabe que levará pelo menos duas horas? Pois então, é esse o momento em que você precisa admitir que não conseguirá concluir a tarefa no tempo estipulado e que precisará de mais tempo ou de ajuda. Sem deixar isso claro para o seu líder, ele entenderá que você concorda em entregar o que lhe foi pedido no prazo que ele lhe passou. Desta maneira, ou você vai fazer um trabalho ruim, ou vai ultrapassar o prazo e deixar que seu chefe interprete o seu atraso de uma maneira equivocada. "Você precisa admitir que o tempo é limitado e que a sua capacidade é limitada. A chave do sucesso não é você fazer mais coisas do que consegue. As pessoas têm dificuldade de admitir que não conseguem. Essa é a maior barreira para conseguir produzir mais em menos tempo”, aponta Jaqueline Weigel.
 
iG

Esportes de contato aumentam o risco de mal de Parkinson

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Muhammad Ali leva soco em luta contra Joe Frazier
Especialistas afirmam que há relação entre socos repetitivos na cabeça e a maior ocorrência da doença entre os lutadores
 
A propagação de esportes de contato como o boxe e o MMA pode aumentar os casos de mal de Parkinson. Especialistas afirmam que há uma relação entre o impacto repetitivo de chutes e socos na cabeça com o fato de doenças neurodegenerativas - como mal de Alzheimer, demência do pugilista e mal de Parkinson - serem mais recorrentes e surgirem mais precocemente entre lutadores.
 
Os casos mais notórios são os de Muhammad Ali, um dos maiores pugilistas da história e que atualmente sofre com os tremores característicos do mal de Parkinson, e do brasileiro Maguila, que enfrenta o mal de Alzheimer desde os 52 anos de idade.
 
Ainda não se sabe exatamente o que causa o mal de Parkinson. Na população em geral, a doença acomete 1% das pessoas com idade igual ou superior a 65 anos. “Não é que o boxe e o MMA provoquem o mal de Parkinson, mas há estudos que mostram uma relação entre o impacto e a maior ocorrência da doença”, explica Alessandra Gorgulho, neurocirurgiã e coordenadora do HCor Neuro.
 
Eletrodos na cabeça
Alessandra afirma que a cirurgia que implanta eletrodos no cérebro do paciente com Parkinson tem se mostrado mais eficiente que a medicação. Com a ação dos eletrodos, ocorre uma espécie de “reboot” no sistema de neurônios avariados e as conexões entre as células cerebrais são moduladas. A estimulação elétrica cerebral é reversível: quando a estimulação por eletrodos é interrompida, encerram-se os efeitos no cérebro.
 
“Estudos recentes mostraram que a cirurgia precoce é muito indicada. Ela traz o paciente dez anos de volta ao que era. Embora a cirurgia não tenha efeito protetor, já que outros neurônios podem apresentar problemas, ela devolve qualidade de vida principalmente para pacientes que apresentam rigidez muscular e dificuldade de locomoção”, diz. Para casos mais avançados da doença, a cirurgia não tem resultado satisfatório.
 
A cirurgia precoce é um dos desafios para os pacientes com mal de Parkinson já que, normalmente leva-se até quatro anos para que o neurologista tenha o diagnóstico preciso da doença. Nos sete anos seguintes da doença, ocorre a chamada fase honeymoon, quando o paciente tem controle quase completo dos sintomas parkinsonianos apenas com medicação e fisioterapia. As limitações começam a surgir geralmente após esse período e os sintomas se tornam mais difíceis de serem controlados. “Porém vimos que é exatamente neste período de honeymoon que obtemos o melhor resultado nas cirurgias”, disse.
 
Na cirurgia, os eletrodos são inseridos em pontos mais que milimetricamente calculados. Uma máquina no formato de um halo em volta da cabeça do paciente marca exatamente o ponto onde a população de neurônios com dados deverá ser estimulada. Existem hoje mais de cem mil paciente implantados para esse tipo de doença no mundo e, de acordo com Alessandra, o incidência de hemorragias é de apenas 0,5% por eletrodo.
 
Uma dificuldade apontada por Alessandra para a difusão do procedimento é a falta de centros no País com a tecnologia necessária. “Que eu saiba, tem apenas em São Paulo, Goiânia, Florianópolis e no Rio Grande do Sul”, disse.
 
iG