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domingo, 6 de abril de 2014

Suplementos suspensos têm até 10 vezes mais carboidrato que prometido

Apesar de ser destinado a atletas, suplementos são comumente usados por quem frequenta academias. (Foto: Reprodução/TV Globo)
Foto: Reprodução/TV Globo
Apesar de ser destinado a atletas, suplementos proteicos são comumente usados
por quem frequenta academia e quer ganhar massa muscular
Anvisa analisou suplementos proteicos após uma série de denúncias. Produtos também usavam fontes de proteína diferentes da anunciada
 
Desde o fim de fevereiro, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) já suspendeu 23 lotes de suplementos proteicos por irregularidades em sua composição (confira aqui, aqui e aqui quais foram suspensos). A infração mais comum foi a presença de uma quantidade maior de carboidrato do que o descrito no rótulo. A análise de 26 marcas de suplemento faz parte de uma ação especial da Anvisa, que tem recebido diversas denúncias sobre esse tipo de produto.
 
De acordo com a gerente de Inspeção e Controle de Risco de Alimentos da Anvisa, Thalita Antony de Souza Lima, as denúncias aumentaram em julho do ano passado, quando foram divulgados na internet laudos sobre a composição desses produtos realizados por um laboratório particular. “Para responder a essa demanda da sociedade e avaliar se as denúncias eram procedentes, iniciamos um monitoramento e encaminhamos os produtos para análise em um laboratório oficial”.
 
Voltado para atletas, o suplemento proteico é comumente consumido por frequentadores de academia sem a orientação adequada de médico ou nutricionista. De 26 marcas analisadas, 17 continham mais carboidrato do que o descrito no rótulo, tendo a diferença atingido até 1003% em uma das marcas, e seis continham menos proteína do que o anunciado, tendo a diferença chegado a 79,5%.
 
“Essas irregularidades geram uma preocupação, já que são produtos muito específicos, em que faz diferença se a gramatura anunciada de carboidrato é 0 e ele contém 10 gramas. Trata-se de um engano muito grave”, diz Thalita.
 
Os suplementos proteicos são destinados a atletas de alto rendimento que, durante o treino, são submetidos a um grande desgaste físico e correm o risco de, devido a esse desgaste, perderem parte da massa muscular. A proteína, nesses casos, protege contra a perda dos músculos ou possibilita o crescimento muscular.
 
“Esse indivíduo tem que ingerir uma quantidade de proteína acima do comum e às vezes o que é ingerido nas três principais refeições do dia não é suficiente para atender à demanda. O suplemento, usado como complemento dos lanches ou da ceia, pode completar essa carga proteica”, explica o médico nutrólogo Mohamad Barakat.
 
A prescrição do suplemento, segundo os especialistas, deve ser feita exclusivamente por médicos ou nutricionistas especializados em exercícios físicos e a quantidade do produto deve ser calculada de acordo com o treino e o peso do atleta.
 
Para o médico do esporte Jomar Souza, uma diferença na quantidade de proteínas e carboidratos pode interferir em toda a programação de treinamento. “Se é um atleta que depende de uma massa muscular muito grande para praticar sua modalidade e está usando uma quantidade mais baixa de proteína, o desempenho físico fica prejudicado. Por outro lado, se ele mantém o mesmo nível de atividade física e passa a ingerir uma quantidade maior de carboidrato, ele pode ser metabolizado e transformado em gordura, aumentando a massa de gordura do indivíduo.”
 
Outras irregularidades
As análises da Anvisa também revelaram a presença nos produtos de ingredientes não declarados nos rótulos, como amido, milho, fécula de mandioca (como fontes de carboidrato)  e soja (como fonte de proteína). “A presença de soja é um fator de engano ao consumidor, pois o rótulo afirma que é whey protein [proteína retirada do soro do leite, bem mais cara do que a soja]. Além disso, para as pessoas alérgicas a soja, pode ser um risco”, alerta a gerente da Anvisa.
 
Na opinião do médico nutrólogo Euclésio Bragança, diretor Técnico da Associação Brasileira dos Fabricantes de Suplementos Nutricionais e Alimentos para Fins Especiais (Brasnutri), o fato de a maioria dos suplementos apresentarem maior quantidade de carboidrato do que o declarado não é de grande relevância, já que isso não traria riscos para a saúde do consumidor. “A preocupação da Anvisa deveria ser se o produto tem o teor de proteína prometido. Os suplementos são destinados a atletas, que são indivíduos saudáveis, sem doenças pré-existentes. Para ele, não vai ser 1 ou 2 gramas a mais de carboidrato que vai fazer a diferença”, diz.
 
Para ele, o que é preocupante são os produtos que vêm com menos proteína do que o anunciado ou que apresentam fontes de proteína diferentes das prometidas, como a presença da proteína de soja nos suplementos de whey protein. Segundo Bragança, a soja também é uma boa fonte de proteína, porém seria desonesto vendê-la sob o rótulo de whey, por este ser mais caro.
 
Uso inadequado
Apesar do uso frequente desse tipo de suplemento entre frequentadores de academia, na opinião do fisiologista do esporte Paulo Roberto Correia, pesquisador da Unifesp, dificilmente alguém que não seja um atleta profissional teria indicação para usar suplementação de proteína. “Muitas pessoas que vão à academia julgam que treinam tanto quanto um atleta, o que é uma ilusão muito grande. A carga e o tempo de dedicação do atleta é muito maior”, diz.
 
Ele alerta para os riscos do consumo em excesso dos suplementos. Se, a princípio, trata-se de um produto inofensivo, já que apenas concentra as proteínas que já estão naturalmente presentes nos alimentos, o excesso pode sobrecarregar os rins. “O rim sofre com o excesso de proteína, que pode ocasionar inflamação nos ductos renais, cálculo renal e até insuficiência renal.”
 
Segundo Correia, para não atletas, os nutrientes ingeridos em uma dieta balanceada já seriam suficientes para suprir a demanda proteica. “Mesmo os desportistas, que são os que mais necessitariam desse tipo de suplementos, usam uma quantidade muito menor do que o pessoal costuma usar nas academias”, diz.
 
A Anvisa também demonstra preocupação com esse tipo de consumo “No entendimento da Anvisa, praticantes de academia não necessitariam de suplementação. No caso de suplemento proteico, não se vê um risco, desde que o uso seja feito sob prescrição de nutricionista ou médico. Mas o consumo em excesso pode trazer problemas hepáticos, renais e ganho de peso”, diz Thalita.

G1

Depressão aumenta risco de insuficiência cardíaca em até 40%


Depressão aumenta risco de insuficiência cardíaca em até 40%  Cherie Wren/Stock.Xchng
Foto: Cherie Wren / Stock.Xchng
Doença é incapacitante, pois impede as pessoas de fazer uso
 de medicamentos prescritos
Quanto mais deprimidas, maiores as chances das pessoas desenvolverem estilo de vida pouco saudável
 
A depressão, tanto moderada como a grave, aumenta o risco de insuficiência cardíaca em 40%, mostrou um estudo realizado com 63 mil noruegueses. Os dados foram coletados durante a segunda etapa de um grande estudo epidemiológico em Nord-Trøndelag County. Foram analisadas informações que incluíam índice de massa corporal, atividade física, tabagismo e pressão arterial.
 
— Encontramos uma relação entre os sintomas depressivos e o risco de desenvolver insuficiência cardíaca. Isso significa que quanto mais você se sentir deprimido, mais risco você tem. As pessoas que perdem o interesse por coisas que gostam, como ler ou assistir a uma série de televisão, podem ter os primeiros sinais de depressão. É recomendável ir ao médico nesta fase inicial para ouvir alguns conselhos sobre como reduzir seus níveis do problema — diz Lise Tuset Gustad, autora da pesquisa.
 
A depressão foi avaliada e classificada por gravidade entre os participantes. Os pesquisadores acompanharam quais os pacientes foram hospitalizados com insuficiência cardíaca ou morreram em decorrência da doença durante os 11 anos de estudo.
 
Nesse período, 1,5 mil pessoas desenvolveram insuficiência cardíaca. Comparado aos residentes sem sintomas de depressão, as pessoas com sintomas leves tiveram um risco aumentado de 5% de desenvolver insuficiência cardíaca, e aqueles com sintomas moderados a graves tiveram um risco aumentado de 40% a 5%.
 
— Os sintomas depressivos aumentam a chance de desenvolver insuficiência cardíaca e, quanto mais graves eles forem, maior será o risco. Pessoas deprimidas têm estilos de vida menos saudáveis, por isso a nossa análise foi ajustada para fatores como a obesidade e o tabagismo, que podem causar a depressão e insuficiência cardíaca. Isso significa que podemos estar confiantes de que esses fatores não causam a associação— explica Lise.
 
Existem tratamentos eficazes para a depressão, especialmente se as pessoas procurarem ajuda o quanto antes. A doença pode ser facilmente combatida nos estágios iniciais e muitas pessoas não precisam de medicação. Para alguns, apenas a conversa com um profissional pode bastar.
 
— A depressão desencadeia hormônios do estresse. Se você está estressado, você sente sua pulsação subir e sua respiração acelerar, que é o resultado da liberação dessas substâncias no sangue. Esses hormônios também induzem a inflamações e à aterosclerose, que pode acelerar doenças cardíacas. As pessoas deprimidas têm mais dificuldade para seguir os conselhos sobre como tomar os medicamentos e melhorar o seu estilo de vida — lamenta a médica.
 
Essa é uma patologia conhecida como incapacitante, já que bloqueia a capacidade das pessoas de tomar os medicamentos como prescritos, parar de fumar, melhorar a sua dieta ou se exercitar.

Zero Hora

92% dos profissionais confessam fazer outras tarefas durante reuniões

Thinkstock/Getty Images
69% dos entrevistados afirmaram que passam o tempo checando
 e-mails durante os encontros
Pesquisa revelou que 41% admitem checar e-mails e até comer nos encontros de trabalho "com frequência" ou até "o tempo todo"
 
Corpo presente, alma ausente. Pelo menos 92% dos profissionais americanos admitiram dedicar-se a outras tarefas durante reuniões de trabalho. E 41% confessaram fazer isso "com frequência" ou "o tempo todo", segundo uma pesquisa da empresa FuzeBox, provedora de serviços de nuvem em tempo real.
 
Levando em conta o tempo que se passa em reuniões, o resultado implica em um grande desperdício de recursos e produtividade, concluiu a FuzeBox. Mais da metade (52%) dos 2 mil participantes do estudo responderam que passam entre uma e três horas em reuniões semanais. Outros 34% gastam entre quatro e dez horas de seu tempo com estes encontros.
 
Checar e-mails é o passatempo predileto de 69% dos que se concentram em outras atividades. Já 49% usam o tempo para dedicar-se a projetos não relacionados ao trabalho, e 44% aproveitam para comer durante as reuniões.
 
A raiz do problema, ainda segundo a pesquisa, seria a falta de comunicação frente a frente entre os profissionais. Por exemplo, 56% dos entrevistados afirmaram se concentrar em outras atividades principalmente durante conferências feitas por telefone.
 
Este número cairia para 16% em reuniões presenciais, e para apenas 4% em videoconferências, concluiu a pesquisa. A dedicação em reuniões por vídeo também é maior. 63% responderam que se preparam mais tempo para este tipo de encontro do que em reuniões presenciais.
 
iG

59% dos brasileiros pensam em deixar emprego que dificulta tempo com família

Foto: Reprodução
Mais da metade dos brasileiros trabalham em empresas que
não permitem que os funcionários equilibrem seu tempo com
 a vida pessoal e familiar
De acordo com pesquisa, apenas 20% dos brasileiros acreditam que o chefe está disposto a escutar seus problemas, ou se sentem confortáveis em abordar assuntos pessoais com ele
 
Alguma vez você já pensou em largar o seu emprego por achar que não tem tempo para dar a atenção necessária à sua família e vida pessoal? E em quantas situações você sentiu que os seus líderes ou a empresa para a qual trabalha não se importam com os seus problemas familiares? Cada vez mais profissionais percebem a importância de equilibrar o tempo gasto com as tarefas corporativas e a vida pessoal. Por isso, as empresas que não criam um ambiente facilitador aos seus funcionários correm risco de perder grandes talentos.
 
De acordo com uma pesquisa realizada com 16.128 profissionais em 22 países pela universidade de administração espanhola IESE Business School, em parceria com a filial brasileira ISE Business School, dos 215 executivos brasileiros entrevistados, apenas 8% disseram trabalhar em empresas que "facilitam sistematicamente a conciliação entre a vida pessoal e o trabalho" e 23% enxergam que trabalham em um lugar em que o clima é favorável a isso, contra 14% e 30% nos outros países, respectivamente. Entre os brasileiros insatisfeitos, 55% consideram que o ambiente de trabalho "dificulta ocasionalmente" essa harmonia e 14% sentem que a empresa "dificulta sistematicamente", ante 42% e 14% nos outros 21 países.
 
O risco das organizações que não proporcionam uma melhor qualidade de vida pessoal e profissional entre seus funcionários é grande. Segundo a pesquisa, 59% dos brasileiros que trabalham nessas companhias pensam em deixar o emprego, contra apenas 7% dos trabalhadores de empresas que têm essa preocupação.
 
Para o consultor e sócio-diretor da Alliance Coaching, Silvio Celestino, o Brasil ainda está atrás de outras nações no sentido de responsabilidade familiar corporativa por uma má formação de grande parte dos gestores das empresas. "Eles não sabem planejar. O gestor não tem conhecimento o suficiente para conseguir, com a quantidade de pessoas que ele tem disponível e com as horas disponíveis de trabalho, gerar o resultado que ele precisa. Você acaba sobrecarregando o funcionário e a parte visível disso é a pessoa ter menos horas de convívio familiar", avalia Celestino. A pesquisa revela que apenas 21% dos brasileiros enxergam em seu líder um exemplo de alguém que consegue equilibrar o lado profissional com o pessoal, contra uma média de 46% no exterior.
 
Segundo o consultor, o chamado Custo Brasil também exerce uma forte influência no resultado. "Mesmo que você seja um gestor bem formado e saiba planejar, você vai ter de fazer mais coisa com menos custo, senão você não vai dar conta da carga tributária. Isso acaba sobrecarragando também quem está na base", diz ele.
 
Líderes devem se importar mais
O conceito de Responsabilidade Familiar Corporativa abordado pela pesquisa consiste no compromisso das empresas de incentivar uma cultura que colabore com a satisfação plena do funcionário, criando políticas que adaptem a vida profissional à pessoal e familiar de todos. Neste ponto, o papel do líder é fundamental.
 
Entre os entrevistados brasileiros, ainda que 47% confiem em seu líder para solucionar possíveis conflitos profissionais e pessoais, apenas 20% acreditam que o chefe está disposto a escutar seus problemas, ou se sentem confortáveis em abordar estes assuntos com ele. Além disso, somente 26% afirmam que a maneira como o chefe organiza o seu departamento beneficia os empregados e a empresa.
 
Os benefícios mais desejados no Brasil
De acordo com a pesquisa, o que os trabalhadores consideram mais importante é a permissão para abandonar o escritório em caso de emergência familiar, seguida de horários de trabalho flexíveis e um calendário de férias que se adapte às necessidades do funcionário.
 
No entanto, eles não acreditam que estas políticas sejam o suficiente para conciliar lazer, família e trabalho. Entre os benefícios necessários estão o programa de bem-estar (como controle de estresse, exercícios físicos e etc.), sistema de compensação de horas trabalhadas (por exemplo, o funcionário poder tirar um dia de folga e, em troca, trabalhar por mais horas nos próximos dias) e o trabalho remoto (quando o colaborador faz a sua tarefa em outros lugares que não sejam o local de trabalho usual).
 
Cultura das empresas já é desfavorável
Apesar da flexibilidade disponível em algumas companhias dispostas a colaborar com o equilíbrio pessoal de seu funcionário, a cultura disseminada na organização deve condizer com as políticas disponíveis, para que o colaborador não tenha medo de utilizar os benefícios.
 
Segundo a pesquisa, entre as mulheres brasileiras entrevistadas, 22% acreditam que os funcionários que participam dos programas disponíveis pela companhia, como por exemplo o trabalho remoto, são notados como menos comprometidos com suas carreiras e os que recusam transferências para outras filiais da empresa por motivos familiares comprometem a evolução na organização. Esse percentual entre os homens cai para 15%.
 
Ainda de acordo com o levantamento, 29% das brasileiras enxergam que para prosperar na empresa elas devem trabalhar mais de 50 horas semanais, seja no escritório ou fora dele. Além disso, também acreditam que, para ser bem vistas pela liderança, devem colocar a vida profissional à frente da familiar e pessoal. Entre os homens, o percentual dos que têm a mesma cultura é quase o mesmo, com 27%.
 
Para o professor do Departamento de Gestão de Pessoas do ISE Business School e coordenador da pesquisa no Brasil, César Bullara, a mudança dessa visão é necessária. “Há uma clara demanda no mercado por mais qualidade de vida e as empresas que percebem isso tendem a se sair melhor quando entram na disputa por profissionais ou na retenção de talentos”, afirma em nota. “É preciso ter políticas efetivas e lideranças que a pratiquem e respeitem.” 
 
iG

10 dicas para sobreviver ao seu emprego chato

Thinkstock/Getty Images
Sofrer não é o seu destino
Especialistas contam como tornar o trabalho que você não gosta em algo um pouco mais agradável
 
Quem nunca acordou em uma segunda-feira querendo desaparecer ao invés de trabalhar? E depois passou o resto da semana contando quantas horas faltavam para o final do expediente na sexta-feira? Esta situação é comum a muitas pessoas e até normal, se for ocasional. No entanto, para quem trabalha com algo que não gosta e com atividades repetitivas, este sentimento desmotivacional passa a ser parte da rotina e começa a prejudicar não somente a vida profissional, mas também a pessoal.
 
Poucos sabem, mas a palavra trabalho vem do latim tripalium, uma máquina de tortura usada no Império Romano. E é assim que muitas pessoas encaram o seu emprego. Porém, por mais que você ache o seu trabalho chato, algumas atitudes podem tornar a sua situação um pouco mais agradável até que consiga uma nova oportunidade.
 
Para ajuda-lo a passar por esta fase sem muitos danos, o iG ouviu especialistas e criou uma lista com 10 dicas.
 
Veja abaixo os passos para sobreviver a um emprego chato:
 
1- Enxergue seu sofrimento como temporário
Aceitar a sua infelicidade no emprego atual como irreversível é um engano. Desta maneira, você está se fechando para mudanças importantes em sua carreira e, provavelmente, carregará as mesmas frustrações para um próximo emprego ou para um próximo cargo que lhe for oferecido.
 
Por mais que a sua situação atual impeça que você abandone o seu trabalho chato, seja por contas a pagar, falta de condições para se qualificar ou pressão familiar, é preciso criar uma perspectiva de mudança e começar a enxergar sua situação como temporária. “Isso já lhe dá uma força, porque você começa a se empenhar não só para aquela coisa desprazerosa que é o seu dia a dia. Ele começa a ficar mais suportável, porque você já está olhando para frente, para o futuro”, comenta a psicóloga Luci Balthazar, da ProMover, empresa especializada em psicologia do trabalho.
 
2 – Seja criativo e fuja do tédio
O tédio é um grande inimigo no trabalho. Atividades repetitivas e rotineiras acabam desmotivando e fazendo com que você perca o interesse no que faz, pois lhe passam a sensação de que você está sendo mal aproveitado. Sabendo que você é capaz de fazer coisas mais complexas, o ideal é que você pense em novas maneiras de executar as mesmas atividades de forma mais eficaz. “Isso ajuda não só a criar uma situação mais agradável e a enriquecer aos poucos a própria atividade, como também pode ser uma oportunidade de [o profissional] ser visado para uma posição maior, porque ele vai demonstrar no dia a dia que pode aprimorar seu trabalho”, conta a psicóloga.
 
3 - Busque aprender com seus líderes e colegas
Se você já domina a sua atividade atual a ponto de não conseguir encontrar nada de desafiador no que faz, talvez seja o momento de aprender novas funções. Observe seus colegas de outras áreas ou mesmo os seus líderes e escolha quais atividades deles mais lhe interessam. A partir daí, peça para que eles lhe ensinem aquela função e reserve um tempo do seu dia para praticá-la. Além de lhe trazer uma maior motivação, também pode abrir oportunidades para mudar de área dentro da companhia.
 
4 – Aprenda a lidar com seu chefe difícil
Um mau relacionamento com o seu líder dificulta o convívio e a criação de um bom ambiente de trabalho. Quando o seu chefe tem uma atitude abusiva, e até agressiva, a sua autoestima pode ser afetada. “Quanto mais submisso você for, mais o outro cresce. E se você bater de frente, você está na ponta mais fraca da corda e vai levar a pior”, observa Luci.
 
O recomendável nestes casos é aprender a lidar com o seu líder de maneira mais assertiva. Comece a dar sua opinião e impor a sua visão sobre algumas situações corriqueiras, mas com educação. “Não precisa gritar e nem fazer nada agressivo, mas você se torna mais forte quando começa a se impor e passa a ser respeitado. Seja por esse chefe ou por colegas”, avalia a psicóloga.
 
5 – Ocupe seu tempo livre com atividades produtivas
Por mais desanimador que tenha sido o seu dia no escritório, chegar em casa e assistir 5 horas seguidas de televisão não é a melhor solução. Tente se qualificar fazendo cursos e outras atividades que possam melhorar o seu currículo profissional. Desta maneira, você está criando uma boa perspectiva de mudança na carreira. 
 
Além disso, o consultor Sérgio Gomes, da Havik, empresa de recrutamento e desenvolvimento de profissionais, recomenda que a pessoa descubra uma atividade que goste de fazer, saiba fazer bem, possa ser praticada fora do horário de trabalho e ainda possa render um dinheiro extra. Por exemplo, um contador que goste de cozinhar pode começar o seu próprio negócio e vender refeições para fora, fazendo isso depois do seu expediente.
 
6 – Pratique esportes ou descubra um novo hobby
O lazer é essencial para manter a nossa mente desligada dos problemas. Aproveite o seu final de semana ou seu tempo livre para praticar esportes ou outras atividades relaxantes. Desta maneira, além de se distrair, você terá outras coisas para focar que não sejam as infelicidades do trabalho. 
 
7 - Aprenda mais sobre o negócio da empresa
Ao trabalhar em grandes companhias, é normal não conseguir enxergar a sua influência no produto ou serviço final, principalmente se ocupa um cargo mais operacional. Neste caso, procure saber mais sobre como a sua atividade atinge os resultados da empresa e também quais são os planos da companhia no mercado. "Isso abre o horizonte. A pessoa pode se sentir orgulhosa do local onde trabalha. Ela vai se sentir engajada quando se sentir importante naquela empresa", observa Liana Westin, coach da Questão de Coaching.

8 – Fuja dos colegas negativos
A sua situação atual já não é a mais animadora, então o que você menos precisa é conviver com pessoas que vão lhe lembrar disto a todo o momento. Colegas que reclamam o tempo todo podem contaminar o ambiente com negatividade. Quando esses assuntos surgirem, tente mudar o foco da conversa ou não dê abertura para que o assunto continue. 
 
9 – Faça novas amizades
Se você pelo menos se der bem com os seus colegas de trabalho, o ambiente será mais agradável e, provavelmente, será menos sofrido acordar em uma segunda-feira para trabalhar com algo que não gosta, pois você reencontrará seus amigos e poderá compartilhar bons momentos com eles. Caso a sua atividade não permita que você tenha muito contato com outros funcionários durante o expediente, combine um happy hour semanal ou participe de reuniões sociais com seus colegas. No entanto, evite falar de trabalho durante estes encontros e busque conversar sobre amenidades.
 
10 – Peça demissão
Se mesmo com todas estas dicas você ainda encarar o seu emprego como uma tortura, comece a planejar a sua saída. O ideal, principalmente se quiser mudar de área de atuação, é que você tenha uma boa folga financeira antes de pedir demissão. É recomendável que você poupe o suficiente para ficar pelo menos seis meses sem nenhum tipo de rendimento até encontrar uma nova oportunidade que lhe agrade mais.
 
No entanto, lembre-se de não levar as frustrações do seu antigo emprego para a nova empresa e esteja aberto às mudanças. "Faz mais quem quer do que quem pode. A motivação é intrínseca. Se a pessoa não estiver aberta para fazer esse movimento, ela não vai sair do lugar", conclui Liana.
 
iG