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segunda-feira, 7 de abril de 2014

Dengue avança 55% em uma semana em SP

Getty Images
Principais razões para o alto índice de casos nesses bairros é o
acúmulo de água parada em objetos
Treze distritos já ultrapassaram a incidência registrada no ano passado
 
Em uma semana, o número de casos de dengue na cidade de São Paulo cresceu 55%, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (3), pela Secretaria Municipal da Saúde. Desde 1.º de janeiro, foram notificados 1.166 casos da doença na capital. No balanço anterior, divulgado há uma semana, eram 751. Em relação ao mesmo período do ano passado, o aumento foi de 15%.
 
Treze distritos já ultrapassaram a incidência registrada no ano passado. Como informado pelo Estado ontem, a zona oeste é a mais afetada. Três distritos da região já têm incidência acima do normal:
 
Jaguaré, Lapa e Rio Pequeno. Os distritos do Tremembé (zona norte) e Vila Jacuí (zona leste) também são áreas de preocupação da Secretaria da Saúde por terem apresentado aumento significativo de casos na última semana.
 
O secretário da Saúde disse que "só cinco distritos reúnem metade dos casos de dengue confirmados até agora na cidade".
 
— Então, vamos concentrar os nossos esforços nos locais que apresentaram crescimento totalmente inesperado.
 
Reservatórios
O secretário afirmou que uma das principais razões para o alto índice de casos nesses bairros é o acúmulo de água parada em objetos como latas, pratos de vasos e até reservatórios que estão sendo utilizados para o armazenamento de água por pessoas que temem um desabastecimento com a crise do Cantareira.
 
— Nossos agentes, principalmente da Lapa, identificaram nos últimos dois meses a população reservando água em algum utensílio, caixas de água ou outros tipos de reservatório, com essa água desprotegida e descoberta. A população está se precavendo por um lado, mas pode criar um problema por outro lado. Queremos alertar que esses recipientes devem ser cobertos.
 
A partir de hoje, a prefeitura fará campanha nas rádios alertando sobre o risco de manter água limpa e parada descoberta.
 
Filippi anunciou que a administração municipal fará uma ação conjunta com a prefeitura de Osasco, município localizado no limite com a zona oeste e que também teve incremento da doença. O secretário afirmou que, em um mês, a cidade a Região Metropolitana passou de 30 para 350 casos.
 
— Vamos iniciar a ação na segunda-feira, no limítrofe das duas cidades, para que a gente possa somar esforços e concentrar a utilização de larvicida para combater os criadouros e aplicação de nebulização para eliminar o mosquito já na condição de transmissor.
 
As ações, disse o secretário, têm o objetivo de impedir crescimento ainda maior de casos nas regiões críticas, já que o pico da doença sempre acontece em meados de abril.
 
R7

Clínicas de Uganda vendem testes falsos negativos de HIV

Reprodução / BBC
Clínicas privadas em Uganda estão vendendo testes negativos falsos a
portadores do vírus HIV
Investigação da BBC revela que centros vendem certificados por R$ 46 a portadores
 
Uma investigação da BBC revelou que clínicas privadas em Uganda estão vendendo testes negativos falsos a portadores do vírus HIV para ajudá-los a conseguir emprego.
 
A repórter da BBC África Catherine Byaruhanga, juntamente com outros colegas da BBC, visitou 15 clínicas da capital Kampala para entender o que está por trás deste comércio. A equipe de reportagem também buscou pessoas que tenham comprado o teste falsificado para entender suas razões. Abaixo, o relato de Catherine Byaruhanga.
 
O horário do rush matinal está quase no fim quando eu encontro Sarah perto de um supermercado popular em um subúrbio de Kampala.
 
Ela é jovem, tem pouco mais de 20 anos e parece ansiosa. Mal consegue me olhar. Então vou com cuidado para não pressioná-la demais.
 
Passamos semanas atrás de alguém que tenha pagado por um teste falso. A maioria das pessoas com quem conversamos tinha medo de dar entrevista.
 
Sarah não é seu nome verdadeiro. Ela só concordou em falar comigo se aceitássemos esconder sua identidade.
 
— Eu tive que conseguir o atestado falso de HIV negativo porque se mostrasse à empresa o resultado positivo não conseguiria emprego. Sou mãe solteira e preciso de dinheiro. Preciso trabalhar para sustentar meu filho.
 
Estigma
Nós ouvimos vários relatos de pessoas que compraram testes falsos de HIV negativo para conseguir trabalho, viajar ao exterior ou até para mostrar aos parceiros. O estigma contra portadores da Aids no país é grande.
 
Nós visitamos várias clínicas em Kampala, fingindo ser portadores do vírus HIV em busca de um teste negativo para apresentar a potenciais empregadores.
 
As clínicas são pequenas, mas numerosas. Há centenas delas em toda Kampala. Nós visitamos 15 clínicas, 12 das quais estavam dispostas a nos vender um teste falso.
 
Um técnico de laboratório nos disse que era muito arriscado conceder um teste falso e que poderia ser preso. Mas após negociar, ele concordou em liberar um certificado por cerca de 12 libras (R$ 46).
 
O documento tem todos os elementos que o fazem parecer oficial, incluindo o selo oficial da clínica e a assinatura do funcionário de saúde responsável.
 
Líder global
Estas evidências vêm à tona em um momento em que muitas pessoas criticam a abordagem das políticas de saúde de Uganda voltadas para Aids. Durante anos, o país foi visto como líder global na luta contra doença.
 
Há 20 anos, um em cada cinco ugandenses tinha o vírus. O governo agiu de forma enfática e, em 2005, este índice caiu para 6,3%.
 
Mas recentemente o número de pessoas com HIV começou a crescer novamente e, em 2012, chegou a 7,2%.
 
Mais uma vez, governo e ativistas estão lutando para reverter este quadro. A mensagem é: faça o teste.
 
Até o presidente Yoweri Museveni e sua mulher fizeram testes cujos resultados vieram a público.
 
A ideia é que, uma vez que descobrem ser portadoras do vírus, as pessoas comecem a tomar medicamentos antiretrovirais e sejam orientados sobre como não espalhar a doença.
 
Mas o preconceito que cerca o tema deixa muitos com medo.
 
No ano passado, uma pesquisa com mais de mil ugandenses portadores de HIV revelou que mais de 60% deles enfrentam o estigma: seja dentro da própria família, dos amigos ou no local de trabalho.
 
Para muitos, a doença é visto como algo imoral, fruto de uma vida promíscua.
 
Portadores de HIV afirmam que empresas não estão dispostas a contratá-los porque creem que a doença vai torná-los menos eficientes no trabalho.
 
Leis
Nicolette Uwimana decidiu se abrir sobre sua condição, mas diz que isso tornou sua vida difícil.
 
Ela contraiu o vírus aos dez anos após ser estuprada. Inicialmente sua família lhe deu o suporte necessário, mas depois ela foi expulsa de casa porque o tratamento ficou caro. Hoje ela divide um pequeno quarto com outras quatro pessoas.
 
— Meus amigos não querem mais saber de mim. E há um bom tempo eu não procuro trabalho porque a todo lugar que vou a primeira coisa que me perguntam é sobre minha condição de saúde.
 
Nós mostramos nossa filmagem ao ministro da Saúde de Uganda, Ruhakana Rugunda. Ele admite que o governo poderia fazer mais para frear o comércio de testes negativos.
 
— Isso não me choca. No entanto, é um desafio para o governo e para o país encarar este problema de frente.
 
Ele acrescentou que polícia já lidou com alguns casos, mas que isto não é um problema para a corporação resolver.
 
Em vez disso, defende, as empresas deveriam rever o preconceito contra portadores da doença.
 
Mas não há leis que protegem portadores contra a discriminação. Ao mesmo tempo, o governo está propondo uma legislação que segundo ativistas, vai aumentar ainda mais o estigma.
 
Esse projeto de lei têm cláusulas que preveem a punição de pessoas que transmitem o vírus.
 
Agentes de saúde também serão obrigados a divulgar o status de qualquer pessoas que eles acham que podem transmitir HIV para o parceiro.
 
Sarah disse que prefere quebrar a lei e mentir sobre sua condição de saúde.
 
— Por que eu devo fazer a coisa certa? No final das contas eu é que vou sofrer e meu filho também.
 
BBC Brasil / R7

Óleos essenciais ajudam reduzir estresse e ansiedade

Reprodução
Massagem ajuda a aliviar tensões e dores musculares
Especialista em aromaterapia dá dicas de substâncias para ajudar à saúde
 
Bom dia! Você levantou hoje com dor no corpo? Sente que está com os músculos "travados"? Saiba que a massagem pode ser a sua solução? De acordo com a professora de estética e especialista em aromaterapia do IBMR, Julia Nunes a massagem aquece os músculos e promove relaxamento, aliviando tensões e dores musculares persistentes.
 
Segundo ela, a massagem quando associadas a óleos essenciais dá melhor resultado. As substâncias desencadeiam respostas positivas, tanto no emocional como no físico. Por exemplo, descongestionam as vias respiratórias e ajudam até na desintoxicação corporal.
 
— Atuam, principalmente, no combate ao estresse, aliviando a ansiedade e estados depressivos; melhora a autoestima e eleva o estado de consciência, facilitando a concentração e a meditação.
 
Veja dicas de óleos para combater o estresse:
 
— Coração acelerado: usar o óleo essencial de ylang-ylang. Basta uma gota, suavemente massageada na região lombar
 
— Dores de cabeça e lombares: três gotas diluídas em uma colher de sopa de óleo vegetal de semente de uva. Massagear a área dolorida.

— Redução das respostas sensoriais e mentais: usar o óleo essencial de hortelã-pimenta em um aromatizador de ambiente (de três a cinco gotas) ou através da massagem corporal.
 
R7

domingo, 6 de abril de 2014

Castanha crua – um perigo à sua saúde

Castanha crua não - torrada sim
Castanha crua não – torrada sim
Quem é que não gosta de bater um papo super informal com os amigos e apreciar um bom aperitivo? Algumas pessoas, nessas reuniõezinhas, optam por servir castanha de caju que, aliás, é uma delícia, não é mesmo?
 
Contudo, é importante saber que para consumi-la, em hipótese alguma, a mesma deve estar crua. Por quê? Saiba o real motivo, a seguir.
 
Castanha crua, não. Castanha torrada, sim!
O caju pode ser adquirido inteiro, mas não é aconselhável o consumo da castanha assim, crua, pois na casca é encontrada uma substância que causa vermelhidão e algumas irritações na pele. Mas esses são os sintomas mais “fracos”, pois, segundo algumas pesquisas já realizadas, esse tóxico pode também ser fatal, dependendo da quantidade que a pessoa consumir.
 
As próprias pessoas que colhem o caju possuem as mãos até mesmo rachadas por conta dessa substância chamada urushiol. Aliás, é tão forte e tóxica essa substância que pode ser encontrada na hera venenosa. Então, o que é aconselhado é a utilização de luvas para descascar e retirar a castanha.
 
Torrando a castanha
Para que você possa comê-la tranquilamente, após a retirada da casca, a castanha passa por alguns processos no meio industrial, tais como: o cozimento, retirada da casca, estufamento, entre outros processos.
 
Os indígenas, por exemplo, torram a castanha de outra forma possível também que é através do fogo, simplesmente. Retiram a casca, que é onde contém o tal líquido e ingerem.
 
Agora que já sabe o porquê de comer a castanha torrada, não deixe de ingeri-la de vez em quando, pois é um alimento que pode contribuir muito para o nosso organismo, já que possui diversas vitaminas: ferro, cobre, zinco e muito mais.
 
Fica o alerta também, pois são poucas as pessoas que sabem dessa substância tóxica capaz de causar sérios problemas à saúde.

Gadoo

Justiça autoriza remédio derivado da maconha para menina com epilepsia

'Fantástico' mostrou luta dos pais de Anny, de 5 anos, para tratamento da filha. Anvisa proíbe uso de derivados da maconha, e pais faziam importação ilegal
 
O juiz Bruno César Bandeira Apolinário, da 3ª Vara Federal de Brasília, liberou nesta quinta-feira (3) que os pais da menina Anny, de 5 anos, importem o medicamento Canabidiol (CBD), que tem substâncias derivadas da maconha e é proibido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no Brasil. A decisão judicial impede a agência de barrar a importação do produto, que é legalizado nos Estados Unidos.
 
A história de Anny foi mostrada pelo "Fantástico" no último fim de semana. Anny tem uma doença rara e epilepsia grave. Após o uso do CBD, a menina apresentou melhoras nas crises, segundo os pais (veja vídeo ao lado).
 
Na decisão, o magistrado cita que a criança "vem se utilizando de forma clandestina da substância [...] graças à iniciativa dos seus pais de importar o medicamento dos Estados Unidos e de internalizá-lo no território brasileiro sem o conhecimento das autoridades sanitárias".
 
O juiz afirma, porém, que liberar o uso do remédio no caso específico preserva o direito fundamental à saúde e à vida. "Neste momento, pelos progressos que a autora tem apresentado com o uso da substância, com uma sensível melhora da qualidade de vida, seria absolutamente desumano negar-lhe a proteção requerida. [...] Antecipo os efeitos da tutela para determinar à Anvisa que se abstenha de impedir a importação, pela autora, da substância Canabidiol (CBD), sempre que houver requisição médica."
 
Para o magistrado, "não se pretende com a presente demanda fazer apologia do uso terapêutico da cannabis sativa, a maconha". Ele citou estudos que mostram que o Canabidiol é extraído da maconha, mas não tem efeitos entorpecentes.
 
"A substância revelou-se eficaz na atenuação ou bloqueio das convulsões e, no caso particular da autora, fundamental na debelação das crises recorrentes produzidas pela doença de que está acometida, dando-lhe uma qualidade de vida jamais experimentada", diz o magistrado.
 
O juiz acrescentou que, embora a Anvisa esteja fazendo estudos sobre o medicamento, a paciente não pode esperar pelos resultados. "Não há como fazer a autora esperar indefinidamente até a conclusão desses estudos sem que isso lhe traga prejuízos irreversíveis."
 
G1