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terça-feira, 8 de abril de 2014

Chá verde pode ser novo estimulante para o cérebro


Chá verde pode ser novo estimulante para o cérebro Carlos Edler/Agencia RBS
Foto: Carlos Edler / Agencia RBS
Demência, problemas cognitivos e funcionamento inadequado da
memória poderiam ser minimizados através da ingestão da bebida
Extrato da infusão é cotado como tratamento promissor para deficiências psiquiátricas
 
O chá verde é conhecido por ter muitos efeitos benéficos sobre a saúde. Agora, pesquisadores da Universidade de Basel estão relatando as primeiras evidências de que o seu extrato aumenta as funções cognitivas, em particular a memória. Os resultados sugerem implicações clínicas promissoras para o tratamento de deficiências nos transtornos psiquiátricos como a demência.
 
Os principais ingredientes do chá verde já haviam sido minuciosamente estudados em pesquisas sobre o câncer. Recentemente, os cientistas também foram investigando o impacto positivo da bebida sobre o cérebro humano. Diferentes relatórios foram capazes de relacionar o chá verde a efeitos benéficos sobre o desempenho cognitivo. No entanto, os mecanismos neurais que atuam por trás deste efeito ainda permanece desconhecido.
 
Nesta investigação, o professor Christoph Beglinger do Hospital Universitário de Basel descobriu que o extrato do chá verde aumenta a conectividade eficaz do cérebro, ou seja, a influência que uma área do cérebro exerce sobre outra. Esse efeito também levou a uma melhoria no desempenho cognitivo real.
 
Para o estudo, voluntários saudáveis ?do sexo masculino receberam um refrigerante que continha várias gramas de extrato de chá verde antes de eles resolveram problemas e desafios de memória. Os cientistas então analisaram como isso afetou a atividade cerebral dos homens que usando a ressonância magnética. O equipamento mostrou um aumento da conectividade entre o parietal e o córtex frontal do cérebro.
 
— Nossos resultados sugerem que o chá verde pode aumentar a plasticidade sináptica de curto prazo do cérebro— diz Beglinger.
 
Tais evidências sugerem implicações clínicas promissoras: modelar a conectividade efetiva entre regiões do cérebro - frontal e parietal - durante o processamento da memória pode ajudar a avaliar a eficácia do chá verde para o tratamento de problemas cognitivos em doenças neuropsiquiátricas.

Zero Hora

Vitamina C é destaque no combate ao envelhecimento facial

Vitamina C é destaque no combate ao envelhecimento facial Mateus Bruxel/Agencia RBS
Foto: Mateus Bruxel / Agencia RBS
Vitamina C estimula renovação do colágeno e da elastina,
proteínas que dão firmeza à cútis
Substância impede que as células da derme sofram processos degenerativos
 
Quem nunca ouviu falar que a melhor maneira de fortalecer o sistema imunológico e, claro, prevenir gripes, alergias e resfriados é através do consumo de produtos ricos em vitamina C? Pois bem, essa vitamina se tornou a queridinha quando o assunto é combate ao envelhecimento cutâneo.
 
O médico e dermatologista Amilton Macedo esclarece que a ação antioxidante da substância opera contra os radicais livres no corpo. Eles são responsáveis pela danificação das células sadias do nosso organismo e provocam o envelhecimento celular, agravando no aparecimento de rugas, linhas finas e flacidez na pele.
 
Diante disso, o uso da substância em produtos e tratamentos cosméticos ajuda também a eliminar as manchas decorrentes do excesso de exposição solar sem devida proteção ou provenientes do processo natural de envelhecimento.
 
— A vitamina age na derme impedindo que as células sofram processos degenerativos e, com isso, promove o clareamento dos mais diversos tipos de manchas que sobrevêm na cútis, como melasmas, sardas e sinais de acne— informa Macedo.
 
Segundo o dermatologista, após os 30 anos de idade, perdemos anualmente 1% de colágeno ao ano.
 
A vitamina C estimula a renovação e reorganização do colágeno e da elastina, proteínas que conferem elasticidade e firmeza na cútis. Por consequência, além de aumentar a uniformidade, promove maior firmeza na pele.
 
É fundamental aliar o tratamento com uma alimentação balanceada, muita ingestão de água e jamais se descuidar do uso de filtro solar todos os dias, inclusive, naqueles em que o sol aparece timidamente ou que estão nublados. O uso de antioxidantes orais também potencializam o tratamento.
 
Zero Hora

Atores levam ao público a mensagem de que há vida depois do Parkinson

Atores levam ao público a mensagem de que há vida depois do Parkinson Estevam Avellar/TV Globo/Divulgação
Foto: Estevam Avellar / TV Globo/Divulgação
Casos como o de Paulo José e Michael J. Fox ajudam a mostrar que doença não é incapacitante
 
Nos últimos 20 anos, o ator e diretor Paulo José dirigiu 10 peças de teatro e participou de 19 filmes e 18 programas de TV, entre séries e novelas. Dirigiu também mais de 200 comerciais. O artista conseguiu manter uma extensa ficha mesmo após o diagnóstico do Parkinson, doença degenerativa e progressiva que o acompanha pelo mesmo período. Sem cura, ela leva a pessoa a conviver com tremores e a ver seus movimentos ficarem lentos, os músculos rígidos e a fala prejudicada.
 
Atualmente, Paulo José interpreta na novela Em Família, da Rede Globo, o idoso Benjamin, que também sofre com o problema. A leveza do personagem e a intensidade das atividades que o artista tem desenvolvido ao longo destes anos de diagnóstico são exemplos que colocam em discussão um dos principais mitos sobre a doença: de que, por ser incurável e progressiva, nada se pode fazer pela qualidade de vida do paciente.
 
— O Parkinson exige um tratamento multidisciplinar, com medicamentos, acompanhamento de neurologista, fisioterapeuta, fonoaudiólogo e, em muitos casos, psicólogo. As limitações dependem muito da fase de evolução da doença, mas sempre é possível ter algum tipo de melhora — explica a neurologista e coordenadora do Serviço de Movimento da Santa Casa, Arlete Hilbig.
 
Causas da doença ainda não são totalmente conhecidas
A enfermidade costuma se manifestar após os 60 anos e, segundo a Organização Mundial da Saúde, de 1% a 2% da população mundial convive com ela. Em alguns casos, ela pode aparecer mais cedo, na faixa etária dos 40 ou 50 anos — o ator americano Michael J. Fox, conhecido por protagonizar a trilogia De Volta Para o Futuro, foi diagnosticado aos 30 anos. Em The Michael J. Fox Show, exibido no Brasil pelo canal Comedy Central, ele faz piadas sobre suas limitações em decorrência da doença.
 
As causas da enfermidade ainda não são totalmente conhecidas, mas se sabe que ela pode ser desencadeada por fatores ambientais ou genéticos. Ainda não há cura. Os avanços nas pesquisas proporcionaram o desenvolvimento de medicamentos mais eficazes e com menos efeitos colaterais. Tremores são o sintoma mais comum, mas não aparecem em todos os casos.
 
— Não costuma ser o sintoma mais incapacitante. A rigidez muscular e a lentidão dos movimentos tendem a ser os fatores que mais prejudicam a qualidade de vida — diz o chefe do Ambulatório da Doença de Parkinson e Distúrbios do Movimento do Serviço de Neurologia do Hospital São Lucas da PUCRS, Andre Dalben.
 
Os movimentos mais lentos costumam ser um dos primeiros sinais do Parkinson. Tarefas simples, como abotoar uma camisa ou escovar os dentes se tornam mais difíceis. Como a falta de agilidade é relacionada a algo comum entre os idosos, o sinal muitas vezes passa despercebido.
 
- A agilidade em diagnosticar depende bastante dos sintomas. As pessoas já relacionam o tremor nas mãos ao Parkinson, mas as dificuldades de falar ou caminhar costumam ser interpretadas de outras formas. Não há um exame que sirva que determine a existência ou não da doença e o diagnóstico pode demorar — conta Arlete
 
Aceitando a "companhia"
O Parkinson não é fatal nem contagioso. O paciente não sofre alteração na memória ou na capacidade intelectual. Apesar de todas as limitações impostas pela doença, o maior desafio de quem convive com ela costuma ser outro: aceitar a ideia de que a enfermidade não vai regredir e será companheira de toda a vida.
 
A administradora de empresas Angela Maria Possebom Garcia, 59 anos, tem Parkinson há 15 anos e conhece bem as dificuldades impostas pela doença. Hoje, dedica-se exclusivamente a ajudar pessoas que enfrentam as mesmas limitações por meio da Associação Parkinson do Rio Grande do Sul (Apars), da qual é presidente.
 
— A doença atinge também o psicoemocional. Uma grande parte dos que sofrem de Parkinson não é amparada pela família. O tratamento precisa ser feito por um longo prazo, sem esperança de cura, o que muitas vezes gera falta de paciência e intolerância por parte dos familiares — conta Angela.
 
Semana do Parkinson
— Para orientar familiares e pacientes, a Associação Parkinson do Rio Grande do Sul (Apars) promove de 6 a 12 de abril a Semana do Parkinson.
 
— Haverá palestras de especialistas e pessoas que tenham a doença.
 
— A programação completa e os locais dos eventos podem ser conferidos em blogdaapars.blogspot.com.br

Zero Hora

Caminhada em SP chama a atenção para riscos do sedentarismo

Futura Press
Dia Mundial da Atividade Física reuniu milhares em caminhada
 da Paulista até o Parque Ibirapuera
Sedentarismo mata 5,3 milhões de pessoas no mundo, mais do que a obesidade, o colesterol alto, o diabetes e o tabagismo
 
Milhares de pessoas participaram na manhã deste domingo (6), em São Paulo, do Agita Mundo, evento que pretende estimular as pessoas a praticarem exercícios físicos por pelo menos 30 minutos diariamente, conforme orienta a Organização Mundial da Saúde (OMS). A caminhada teve início no Museu de Arte de São Paulo (Masp), na região da Avenida Paulista, com destino à Assembleia Legislativa, próxima ao Parque Ibirapuera, um trajeto de aproximadamente 3 quilômetros (km).
 
Vestindo camisas amarelas de gola verde e segurando balões nas cores branca e azul, os participantes lembraram as cores da Bandeira Nacional. O objetivo, segundo os organizadores, é chamar a atenção para a Copa do Mundo, que será realizada este ano no Brasil. A caminhada atraiu crianças, jovens, adultos e idosos.
 
"O sedentarismo é um problema que mata 5,3 milhões de pessoas no mundo. Mata mais que a obesidade, o colesterol alto, o diabetes e o tabagismo. Só não mata mais que a hipertensão. Para esse inimigo que invadiu nossas casas temos um antídoto: cada um deve acumular pelo menos 30 minutos de atividade física por dia, não necessariamente algum esporte. Basta se mover”, disse Victor Matsudo, coordenador geral do Agita São Paulo e coordenador da celebração do Dia Mundial da Atividade Física em todo o mundo.
 
Segundo ele, qualquer pessoa pode fazer atividade física. Os 30 minutos diários recomendados pela OMS podem, inclusive, ser divididos em dois períodos de 15 minutos ou em três de dez minutos. "A atividade física é o primeiro sinal de vida. Quando o bebê chuta a barriga da mãe, dizemos que aí vem vida. Qualquer risco que a atividade física possa ter é menor que o risco de ser sedentário", falou Matsudo. Para uma atividade física moderada, disse, não é necessário ir ao médico. Mas se for uma atividade física vigorosa, como uma corrida, o acompanhamento médico é fundamental.
 
Ajuda tudo: da coluna ao diabetes
Nesta manhã, as amigas Adair Mendes de Souza, de 73 anos, e Benedita Onório, de 75 anos, estavam bastante animadas para a caminhada. Ambas disseram que praticam atividades físicas regularmente. "Faço todos os dias. Isso me ajuda e muito: para a coluna, o controle do diabetes e da pressão. Para mim foi ótimo. Vou ao médico e ele me fala: a senhora está muito bem dos ossos, viu?", disse Benedita. Já Adair faz atividade física pelo menos duas vezes por semana."Tenho problema da coluna e pressão alta, então a atividade física ajuda muito, ameniza [os problemas]", contou.
 
Antonio Freitas, de 49 anos, escrevente do Tribunal de Justiça de São Paulo, faz exercícios físicos diariamente. "Para quem teve colesterol na taxa de 620 [mg/dL] e agora, na faixa dos 180, posso dizer que isso mudou meu coração, principalmente.”
 
Quem também participou da caminhada foi o médico e secretário estadual de Saúde David Uip. Em entrevista à Agência Brasil, Uip disse que a caminhada deveria fazer parte do dia a dia de qualquer pessoa. "A caminhada melhora o humor, libera endorfina e você tem o dia feliz. Fundamentalmente, fazer 40 minutos de atividade aeróbica diminui muito o risco cardiovascular. Meia hora nadando, dançando ou fazendo qualquer outra atividade são suficientes e mudam a qualidade de vida. Além de diminuir o risco, aumenta o humor.” O secretário disse que nunca deixou de fazer esporte. "Isso melhora a vitalidade, o dia de trabalho, a performance", acrescentou.
 
O Agita Mundo é um evento que nasceu em São Paulo. Desde 2002, segundo a secretaria da Saúde, passou a ser adotado pela OMS como referência em ação de promoção à saúde. Atualmente, o evento acontece também em outros 20 países. Várias atividades estão programadas também nas 12 cidades-sede da Copa para alertar sobre a importância da prática de exercícios para a saúde.

Agência Brasil

Mulheres estressadas têm 29% a menos de chance de engravidar, afirma estudo

Thinkstock/Getty Images
Manter uma vida mais tranquila aumenta as chances de gravidez.
Mulheres estressadas têm 29% menos de chance de engravidar,
 segundo estudo da Universidade de Ohio, nos EUA
Pesquisa mostrou que quantidade da enzima alfa-amilase, ligada ao estresse, é indicador para dificuldade de engravidar
 
O que na vida não é causado ou agravado pelo estresse? E, dia após dia, a lista só cresce. Desta vez, um estudo feito pela Universidade de Ohio, nos Estados Unidos, revelou que as mulheres que apresentavam taxas mais altas de alfa-amilase, uma enzima relacionada ao estresse, tinham 29% menos de chance de engravidar do que aquelas que tinham essa substância sob controle.
 
Os pesquisados acompanharam 401 casais que queriam engravidar ao longo de 12 meses, tempo necessário para poder considerar que uma pessoa é infértil. E o resultado veio: aquelas mulheres que tinham doses altas de alfa-amilase na saliva, que reflete um dia a dia estressante, foram consideradas inférteis.
 
Para a ginecologista e diretora médica do Centro de Fertilidade da Rede D’Or, Maria Cecília Erthal, já era sabido que o estresse tem um impacto significativo quando a mulher quer engravidar. “Depois que a mulher entrou no mercado de trabalho e passou a ser mais cobrada, a realidade do estresse aumentou. Antes, eram só os homens que morriam mais por conta de infartos, mas hoje muitos e muitos casos atingem as mulheres também. E, aos poucos, foi se observando esse efeito do estresse sobre a fertilidade”, explica a médica.
 
A palavra estresse está muito popularizada, e, muitas vezes, as pessoas desconsideram que a situação é séria. Pessoa estressada é uma pessoa que, por inúmeras situações de pressão ou preocupação, tem liberação constante do hormônio cortisol, que causa danos sérios ao organismo. O estresse crônico pode, além de impedir uma mulher de ser mãe, levar uma pessoa a adoecer, como, por exemplo, sofrer AVC, infartos, gastrites, problemas no rim ou fígado. E a enzima alfa-amilase é uma indicação de que esse hormônio está alto no organismo.
 
Para Maria Cecília, a melhor coisa a fazer é aprender a diminuir o estresse e lidar com ele. E, no caso de quem está tentando engravidar e não consegue, é preciso muito cuidado para que essa espera não gere ainda mais estresse. “Muitas mulheres se sentem mal por não conseguir gerar um filho de forma espontânea, às vezes, para elas, é pior do que receber a notícia de uma doença. Elas se sentem incapazes de uma coisa básica, e se cobram muito. Mas a culpa da infertilidade não é de ninguém, elas têm que passar essa responsabilidade para a especialista em reprodução”, acalma a médica. 
 
iG