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quinta-feira, 10 de abril de 2014

UPAs terão telemedicina para atender suspeitas de infarto

UPAs terão telemedicina para atender suspeitas de infarto
Reprodução
Sistema de telemedicina permitirá que um especialista dê o diagnóstico correto, a partir do eletrocardiograma que será enviado pelos médicos da UPA
 
Um projeto lançado pelo governo federal está sendo adotado pelo governo fluminense e deverá funcionar no segundo semestre deste ano, nas unidades de Pronto-Atendimento (UPA 24 horas). O projeto prevê o treinamento das equipes das UPAs, por meio de um protocolo de atendimento ao paciente que chega a essas unidades com dor torácica. Em seguida, será implantado um sistema de telemedicina, que permitirá que um especialista dê o diagnóstico correto, a partir do eletrocardiograma que será enviado pelos médicos da UPA.
 
Inicialmente, o trabalho será feito na cidade do Rio, depois, a meta é estendê-lo para todo o estado. O projeto resulta de convênio firmado entre a Secretaria Estadual de Saúde e a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e será apresentado  no 31º Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado (Socerj), que começou ontem (9).
 
“É uma linha de cuidado nova do governo federal ao paciente com  infarto agudo do miocárdio, que as secretarias de Saúde dos estados estão absorvendo e trabalhando”, disse à Agência Brasil o presidente do congresso, Denílson Albuquerque. No Rio de Janeiro, a proposta é otimizar o atendimento do paciente que chega à UPA com dor no peito.
 
Albuquerque explicou que muitas UPAs não têm cardiologistas. “São médicos que trabalham com emergência e não têm a visão de um especialista”, acrescentou. Segundo ele, por isso precisam de treinamento. Para o presidente, a linha de cuidado determina que o eletrocardiograma seja feito  entre dez e 20  minutos após o paciente chegar à unidade com dor no peito. “Porque na hora em que você tem um infarto agudo, quanto mais rápido puder atuar, melhor salvará o músculo cardíaco”.
 
A partir do pessoal já treinado,  será feita a inclusão do sistema de telemedicina nas UPAs, que dará a orientação em relação ao eletro. “É feito o eletro, ele é encaminhado por meio do sistema de telemedicina a uma central, no Hospital Pedro Ernesto, da Uerj, que funciona 24 horas por dia, sete dias por semana. Vai ter um especialista que irá receber o eletro”.
 
A partir da identificação de que o eletro se refere a um paciente com infarto agudo do miocárdio, é dada a sinalização para que o tratamento seja iniciado. “Na UPA, vai ter o trombolítico, que é a medicação que dissolve o coágulo do paciente que está com o vaso entupido. A partir do momento em que o diagnóstico for feito,  o médico recebe a informação e inicia o tratamento, aquele protocolo para o qual ele já foi treinado e recebeu todas as informações.
 
No momento, Denílson Albuquerque informou que o protocolo está sendo concluído e as aulas para as equipes das UPAs estão sendo preparadas. A perspectiva é que o processo esteja implementado no segundo semestre. O tema será debatido em mesa-redonda no Congresso de Cardiologia da Socerj.
 
Protocolo semelhante foi adotado na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), que enviará um especialista para participar do debate.
 
SaudeWeb

Mulher inglesa que 'cheira a lixo' relata insultos e preconceito no trabalho

Ellie James / BBC
Britânica relata que seu corpo pode exalar cheiro de lixo
Um raro transtorno que faz com que a britânica Ellie James, de 44 anos, exale um odor ruim já lhe custou empregos e faz com que ela seja alvo de insultos
 
Ellie sofre de trimetilaminuria (TMAU), também conhecida como síndrome do odor de peixe, que impede que seu organismo decomponha compostos presentes em alguns alimentos.
 
A doença faz com que a enzima flavina monooxigenase 3 (FMO3) não funcione corretamente ou sequer seja produzida.
 
Essa enzima é encarregada de processar substâncias como a trimetilamina que, caso contrário, se acumula no corpo e é liberada na transpiração, urina ou hálito.
 
"Essa doença é conhecida como síndrome do cheiro de peixe, mas na verdade, a maioria das pessoas (que sofrem do problema) sequer produz esse cheiro", diz Ellie à BBC. "A tendência é exalar cheiro a enxofre ou amoníaco, mas tudo depende do que você come."
 
A britânica sofre do transtorno há 14 anos, depois de ter passado por um longo tratamento com antibióticos que acabaram afetando a enzima FMO3.
 
Ela sofre de TMAU adquirida, mas outros já nascem com a síndrome.
 
"Posso exalar um cheiro muito doce e intenso, como perfume barato, ou a lixo podre, borracha queimada, algum produto químico, assim como enxofre ou água de esgoto", lamenta.
 
Controle limitado e reações
Essa variedade de odores relatados por Ellie geralmente significa que, até certo ponto, ela pode controlá-los.
 
A trimetilamina é o resultado da degradação bacteriana de alguns aminoácidos, como a colina.
 
"Meu corpo não consegue decompor (a colina) em um composto neutro, apenas em um tóxico, que cheira mal", diz. "Evitar alimentos com muita colina - ou trimetilamina - pode ajudar muito, mas não elimina (o cheiro)."
 
Outra dificuldade é que a maioria das pessoas que sofrem dessa síndrome não consegue sentir o próprio cheiro.
 
Antes de ser diagnosticada, Ellie passou por uma situação terrível pois "não sabia porque cheirava mal e o pior é que, com frequência, não podia cheirar a mim mesma".
 
"Tinha que me guiar pela reação das pessoas e não sabia o que diabos estava acontecendo", conta.
 
Quando ela finalmente fez a primeira visita ao médico, tudo o que conseguiu foi uma humilhante aula de higiene pessoal.
 
"Muitos médicos não estão cientes da doença. Devido ao fato de ser relativamente rara, não está na prática médica geral", afirma. "E, a princípio, é muito difícil ir ao médico pois você não tem certeza de que tem algo errado."
 
Desinfetante
As pessoas com esta síndrome tentam se limpar várias vezes por dia.
 
Ellie chegou ao ponto de esfregar toda a pele repetidamente, "usando desinfetante, o que não era muito bom".
 
Os colegas de trabalho levam sabonetes e desodorantes. Ela também já foi insultada várias vezes no transporte público.
 
"Não culpo ninguém pela reação que tiveram comigo. Se trata de um transtorno muito raro e fizeram isso pela ignorância", diz.
 
"Quando falava com parte de meus colegas e explicava que se tratava de um problema de saúde, que não havia nada que eu podia fazer e que estes presentes não melhorariam a situação, então eles eram extremamente compreensivos."
 
A síndrome não tem cura e os tratamentos são limitados. Mesmo assim, ser diagnosticada ajudou Ellie a retomar o controle de sua vida.
 
Depois do diagnóstico, ela começou a participar de um grupo de apoio, consultou especialistas e descobriu o que podia e o que não podia fazer.
 
"Me dei conta que não posso mudar a reação das pessoas, só posso fazer um lento processo de educação."
 
iG

Dez sinais de que você pode estar infartando

Reprodução
Dor no peito, tontura, falta de ar e náuseas são alguns dos sinais que avisam que você deve imediatamente correr para o hospital
 
Também chamado de ataque cardíaco, o infarto acontece quando os vasos sanguíneos que fornecem sangue ao coração ficam bloqueados, impedindo que chegue oxigênio suficiente ao órgão. O músculo cardíaco morre ou fica danificado permanentemente.
 
Esse bloqueio do sangue e oxigênio acontecem tanto por conta dos hábitos ruins que a pessoa cultivou durante a vida - como fumar, beber, não fazer atividade física e ter colesterol nas alturas, como também em uma situação de estresse agudo, em que as artérias do coração, mesmo sem nenhum depósito de gorduras, acabam se contraindo e impedindo a passagem do líquido vital cheio de oxigênio.
 
Confira quais são os sinais que antecedem um infarto e que servem de aviso que é preciso correr para um hospital. Lembre-se: quanto mais rápido a pessoa for socorrida, maiores as chances de sobrevivência.
 
1. Dor no peito: sIntoma clássico, a dor também pode irradiar-se para o lado esquerdo do corpo e ombro, além das mandíbulas. É uma dor de pressão no peito
 
2. Náuseas ou vômitos: o infarto libera os sinais aminérgicos, que colocam a pessoa em alerta e causa dor no estômago
 
3. Palpitações: esse sintoma às vezes acompanha um infarto, por conta das arritmias provocadas por ele
 
4. Falta de ar: o mau funcionamento do coração afeta os pulmões, que leva à falta de ar
 
5. Sudorese: esse sinal é causado pelos sinais aminérgicos, de alerta, quando uma pessoa está infartando. A sudorese sempre vem acompanhada de outros sintomas
 
6. Fraqueza excessiva e repentina: nem todas as pessoas que infartam tem esse sintoma, mas uma pequena porcentagem apresenta esse sinal
 
7. Tontura: Calvilho explica que somente algumas pessoas relatam que sentem tonturas, sempre acompanhadas por outros sinais
 
8. Desmaio: pessoas podem ter uma síncope, decorrente de uma arritmia ou parada cardíaca
 
9. Tosse seca: com os pulmões afetados por conta do infarto, a pessoa pode ter tosses. A tosse sempre é acompanhada de outros sintomas
 
10. Ansiedade: um recente estudo canadense mostrou que, nas mulheres, o infarto também pode ser confundido com ansiedade e agitação
 
O cardiologista do Hospital TotalCor, Antônio Calvilho Junior, explica que a dor no peito é um dos sintomas mais comuns. "Os pacientes relatam como uma pressão no peito, como se um elefante estivesse pisando sobre eles", explica. E essa dor pode se irradiar para o braço esquerdo, chegando até o pulso, e também subir até o pescoço ou descer até o estômago, provocando náuseas.
 
Calvilho explica que, naqueles casos em que as pessoas acabam morrendo dormindo, sem sentir nada, a maioria das mortes acontece por conta de arritmias cardíacas, que precedem o infarto. A arritmia cardíaca provoca uma parada cardiorrespiratória, que é fatal.
 
Algumas pessoas, como alguns idosos e mulheres, podem não sentir dor alguma no peito - e estarem infartando, explica o cardiologista. "Às vezes o infarto é silencioso e de forma atípica, manifestando a parada cardíaca".

iG

Câmara aprova projeto que libera venda de remédios para emagrecer

Anvisa havia proibido comercialização em 2011 devido a efeitos colaterais das drogas; proposta segue agora para o Senado
 
A Câmara dos Deputados aprovou projeto que libera a venda de remédios para emagrecer, medicamentos que estavam com comercialização proibida desde outubro de 2011 por resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A proposta segue agora para a apreciação do Senado. 
 
A resolução da Anvisa proibe a produção e a venda, sob prescrição médica, dos medicamentos que auxiliam no emagrecimento, entre eles os com princípio ativo anfepramona, femproporex e mazindol, todos à base de anfetamina. A justificativa é de que riscos que podem ser trazidos por esses remédios, como hipertensão pulmonar e arterial, são maiores que os benefícios.
 
Para o deputado Beto Albuquerque (PSB-RS), autor do projeto de decreto legislativo que pretende liberar a venda dessa medicação, a Constituição permite a suspensão de atos do Executivo pelo Legislativo. “Esses remédios eram usados há 40 anos no Brasil, e a Anvisa tirou o poder de prescrição do médico. Esses medicamentos são vendidos em 80 países e não são para emagrecer, mas sim para dar equilíbrio metabólico ao paciente”, explicou.
 
Já o deputado Henrique Fontana (PT-RS) questionou a competência do Parlamento para dizer qual medicamento pode ou não ser usado pela população. “Será que nós temos condições de legislar sobre esse tema, definindo se um medicamento A ou B pode ou não ser usado em uma situação ou outra?”

iG

Justiça obriga SUS a bancar remédio para diabetes tipo 1

FABIO RODRIGUES-POZZEBOM/ABR
Justiça obriga SUS a bancar remédio para diabetes tipo 1
Decisão vale para todo o país e inclui doentes que não têm resultado com insulina regular
 
Vitoria
O Ministério Público Federal no Espírito Santo (MPF/ES) conseguiu na Justiça decisão que obriga a União a implantar Protocolo Clínico e a viabilizar imediatamente, no Sistema Único de Saúde (SUS), o acesso a análogos de insulina de longa e de curta duração aos portadores de diabetes mellitus tipo 1 instável ou de difícil controle. A ação vale para todo o país e beneficia as pessoas que não obtém resultados satisfatórios com as insulinas regulares.
 
A diabetes mellitus é caracterizada pela deficiência total (tipo 1) ou parcial (tipo 2) da produção de insulina pelo pâncreas.
 
Considera-se instável ou de difícil controle o quadro em que o paciente, mesmo com a terapia convencional atualmente fornecida pelo SUS, não consegue alcançar controle glicêmico ideal ou tem recorrência de episódios de hipoglicemia (baixo nível de glicose no sangue) – o que implica risco de danos neurológicos e déficit de rendimento e produção escolar, além da possibilidade de convulsões, necessidade de internação hospitalar, coma e até a morte. Nesses casos, a terapia convencional não apresenta resultado satisfatório, já tendo ficado comprovada a eficácia dos análogos de insulina de longa e de curta duração, drogas mais modernas que ainda não constam na lista oficial de medicamentos do Ministério da Saúde.
 
“Apesar da intervenção do MPF, que expediu inúmeros ofícios, a União, por seu Ministério da Saúde, especialmente o órgão destinado a decidir pela incorporação de novas tecnologias e seus protocolos clínicos, manteve-se omissa no seu dever de analisar as provocações de atualização dos medicamentos indicados e fornecidos para a diabetes. Os ofícios de resposta retratam uma postura de alheamento, como se o problema não existisse. E há a Lei 12.401/2011 que confere prazos para essa análise. É um exemplo de demora que causa a judicialização”, justifica o procurador da República André Pimentel Filho, autor da ação.
 
No processo, o MPF/ES registrou que a postura do Ministério da Saúde fez com que alguns estados brasileiros – como Espírito Santo, Paraná, Bahia, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Distrito Federal – criassem protocolo de fornecimento de insulinas especiais mais avançado que o da própria União, que deveria ser a principal definidora desses procedimentos no SUS.
 
O MPF/ES relata, ainda, que a posição do Ministério da Saúde na esfera extrajudicial, negando-se em proceder a análise das insulinas mais modernas, fez com que só restasse recorrer ao Judiciário, para que o problema seja definitiva e tempestivamente resolvido.
 
Sentença
A Justiça, seguindo o entendimento do MPF, julgou procedente a ação para determinar que a União viabilize o acesso aos análogos de insulina de longa duração a pacientes com diabetes mellitus tipo 1 instável ou de difícil controle, devendo para tanto implantar protocolo clínico e viabilizar o custeio e/ou a distribuição às secretarias estaduais de saúde dos medicamentos (Glargina e Detemir) para os pacientes que se enquadrem nos critérios desse protocolo elaborado pelo Ministério da Saúde.
 
A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que mais de 220 milhões de pessoas sejam diabéticas em todo o mundo. Considerada uma das doenças crônicas mais comuns, calcula-se que até o ano de 2025, 350 milhões de pessoas sofrerão dessa patologia. A falta de controle adequado da diabetes pode causar complicações graves, como infarto, derrame, perda progressiva da visão e insuficiência renal.
 
Panorama
No Brasil, a diabetes mellitus inadequadamente tratada é a principal causa de cegueira e de amputação de membros inferiores. Cerca de 5,3% dos maiores de 18 anos são portadores.
 
O Tempo