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quarta-feira, 16 de abril de 2014

Dengue será 'estancada' em São Paulo em 2 semanas, diz secretário

Reprodução
Jaguaré, Vila Leopoldina e Lapa, na Zona Oeste, concentram casos. São Paulo e Osasco organizam ações conjuntas de combate à doença
 
O secretário da Saúde do município de São Paulo, José de Fillipi Júnior, afirmou nesta terça-feira (15), que a Prefeitura quer "estancar" a dengue na cidade em duas semanas.
 
Segundo Fillipi Júnior, a dengue está sob controle na cidade e concentrada em apenas três distritos da Zona Oeste: Jaguaré, Vila Leopoldina e Lapa.
 
"Está sob controle, mas precisamos de um apoio permanente da população. Neste final de semana, 80 pessoas receberam capa para cobrir as caixas d'água fizemos o trabalho de nebulização nas áreas de difícil acesso de veículos, então com o apoio das subprefeituras e da Defesa Civil estamos entrando em lugares que antes não conseguíamos. Estamos com ações para nestas duas semanas estancar [a dengue] nesses três distritos", disse o secretário.
 
Os três distritos concentram cerca de 40% do total de cerca de 1.800 casos de dengue no município.
 
“Se tirar esses três distritos [das estatísticas] da semana passada, o número de casos de dengue é 10% menor do que no ano passado”, disse o secretário. Segundo ele, a dengue “está muito concentrada”.
 
A Prefeitura está realizando ações junto com a Prefeitura de Osasco e com o governo do Estado para tentar reduzir os casos na região. “Fizemos um mutirão envolvendo 600 agentes nas regiões e vamos continuar dessa forma”, afirmou o secretário.
 
Fillipi trabalha com a hipótese de que pessoas contaminadas venham para a cidade e ajudem a disseminar a doença na capital.  “[A dengue] está sob controle, mas precisa desse apoio permanente da população”, explicou o secretário, que reiterou a importância da prevenção e da eliminação de possíveis criadouros do mosquito.
 
Os casos de dengue registrados na cidade de São Paulo subiram 15,4% nos três primeiros meses do ano em comparação com o mesmo período de 2013. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, o aumento ocorreu principalmente na região do Butantã, Jaguaré e Lapa (na Zona Oeste), Tremembé (na Zona Norte) e Vila Jacuí (Zona Leste).
 
Até o momento, foram notificados 1.166 casos de dengue no ano, de acordo com a Prefeitura. A administração municipal ressaltou que a taxa de incidência, de 10,4 casos para cada 100 mil habitantes, é considerada baixa pelo Ministério da Saúde. Durante todo o ano de 2013, foram registrados 2.617 casos.

G1

Recente no Brasil, cirurgia fetal já salvou mais de uma centena de bebês

Elioenai Paes
Aos 2 anos, único traço da doença são os pés levemente
tortos, que estão sendo corrigidos com bota ortopédica
Operação com bebê no útero, realizada no 6º mês de gestação, evita sequelas cognitivas e motoras da mielomeningocele
 
A primeira golfada de ar não entrou nos pequenos pulmões de Júlia, tampouco seu chorinho foi ouvido por seus pais quando a garota foi retirada do útero materno. Ainda não era a hora de nascer. Seriam apenas algumas horinhas para a chamada cirurgia fetal, procedimento essencial para que, quando o tempo certo de vir ao mundo chegasse, a menina pudesse crescer e se desenvolver conforme o esperado.
 
Fábia Damiani Marques estava no quinto mês de gestação quando, após uma ultrassonografia de rotina, foi informada de que seu neném não iria caminhar, comeria por meio de sondas, teria problemas cognitivos sérios e, nas palavras que a mãe ouviu, ‘vegetaria’. Resultado da mielomeningocele, uma má-formação que acontece ainda nas primeiras multiplicações celulares da gestação.
 
“É um defeito embrionário que ocorre antes mesmo de que a mulher tem consciência de que está grávida, de quatro a seis semanas de gestação, e que pode levar a uma desorganização do cérebro, da bexiga, levando à hidrocefalia – que obrigaria a criança a colocar válvulas para evitar retardo mental, além de causar danos motores para a criança” explica Antônio Fernandes Moron, professor titular do Departamento de Obstetrícia da (Unifesp), precursor do procedimento no Brasil e responsável pela cirurgia de Julia e de outras cem crianças.
 
Moron explica que a má formação gera uma espécie de ‘bolsa’ externa na coluna da criança, que concentra os nervos. A cirurgia – feita por meio de uma incisão na coluna do bebê - corrige essa má-formação e cura a criança de todas as sequelas, mas precisa ser feita entre a 24ª e a 26ª semana. Antes desse período, a pele do bebê ainda é muito frágil e, depois, o tamanho do bebê dificulta a ‘devolução’ dele ao útero.
 
Fábia foi submetida à cirurgia na 25ª semana, quatro semanas após o diagnóstico fatalista e que não foi seguido da explicação de que havia uma forma de intervenção. A sorte foi que, um tempo antes, Fábio, marido de Fábia, havia lido alguma coisa a respeito por acaso. Foi aí que fizeram contato com Moron, especializado em cirurgia fetal do Hospital Santa Joana, e agendaram a cirurgia.
 
Durante a intervenção, Júlia ficou cerca de 4 horas a ‘céu aberto’, como essa cirurgia também é chamada. Fábia ficou completamente sedada por conta uma anestesia geral e outra raquidiana - procedimento necessário para que o bebê fosse também anestesiado e não sentisse dor. Os médicos conseguem saber se o procedimento não está causando sofrimento ao feto por meio dos batimentos cardíacos. Se o coração acelerar, a criança está sentindo dor.
 
Não foi o caso de Júlia. Quatro horas depois ela foi devolvida ao útero, com as costas devidamente fechadas (hoje a cicatriz tem cerca de 10 centímetros) e a mãe ficou em absoluto repouso. Quanto mais repouso fizesse, melhor seria para a filha. Além disso, Fábia não podia ter contrações, uma vez que seu útero havia sido aberto recentemente. Para isso, ela teve de tomar medicamentos para impedir alguma intercorrência.
 
A mãe seguiu à risca o repouso recomendado, ficando dois meses deitada. “Só levantava para ir ao banheiro e tomar um banho rápido. As refeições eram feitas na cama”, conta ela. Júlia nasceu com 33 semanas, tempo considerado bom para que seu organismo pudesse trabalhar na cicatrização da cirurgia.
 
Saudável, ela ficou na UTI por 20 dias, apenas para que os médicos pudessem cuidar dos últimos detalhes da cicatrização. Para exercitar o equilíbrio e a musculatura, começou a fazer fisioterapia com 40 dias de idade e continua a fazer, duas vezes por semana, até agora.
 
Hoje, com dois anos, Julia caminha. Com uma pelúcia da Minnie e o boneco Patati, ela brinca de empurrar um carrinho. Balbucia algumas palavras, como qualquer criança da sua idade. Mostra vários coelhos de pelúcia, aponta para as cenouras que eles carregam. Aprendeu as cores sem que seus pais a ensinassem. A única coisa que demonstra que a pequena passou por esse complexo procedimento é uma cicatriz de cerca de 10 centímetros nas costas e os pezinhos levemente curvados para o centro, condição que está sendo corrigida por meio de botas ortopédicas.
 
A outra “pendência” da cirurgia é a briga com o plano de saúde. Sem cobertura pelo SUS e após a recusa do convênio, a família gastou R$100 mil no procedimento. O valor foi restituído judicialmente, mas a operadora recorreu e o processo corre no Tribunal de Justiça.
 
Cirurgia fetal no Brasil
A cirurgia fetal começou nos Estados Unidos em 1997. No Brasil, ela foi feita pela primeira vez em 2003, pelos cirurgiões Antônio Fernando Moron, obstetra, e Sergio Cavalheiro, neurocirurgião. Nesse mesmo ano, os médicos fizeram seis cirurgias. Os procedimentos, de sucesso, viraram motivo para uma tese de doutorado na Escola Paulista de Medicina (Unifesp), além de ter sido publicado em uma revista científica, relatando a evolução da criança da cirurgia até seus três anos.
 
O hiato de 2003 até 2011 se deu por conta de que os Estados Unidos estavam fazendo um estudo (MOMS – Management of Myelomeningocele Study) em que os especialistas pesquisavam se a cirurgia a 'céu aberto' era realmente mais eficiente do que aquela feita depois do nascimento da criança. Por questões éticas, o Brasil parou de fazer cirurgias fetais nesse meio tempo. “O estudo foi interrompido em 2010, pois as evidências de que a cirurgia fetal era muito melhor do que a outra eram enormes”, comenta Moron.

O caso de Julia é um sucesso completo. Em algumas situações, a criança não atinge esse mesmo desenvolvimento - pode ter pequenas sequelas motoras e cognitivas - mas é um quadro ainda muito vantajoso do que postergar a cirurgia para depois do nascimento.

Em 2011, a cirurgia voltou a ser feita no Hospital Santa Joana. Hoje, já foram realizadas mais de 100 cirurgias nesse hospital. E ela não vale somente para a mielomeningocele, má-formação que atinge uma a cada 1000 crianças. Também é possível resolver casos de tumores no pulmão e encefalocele.
 
“A cirurgia fetal não é mais uma cirurgia experimental, uma vez que houve o MOMS que comprovou a eficácia”, comemora Moron.

iG

“A revolução da internet no mercado da saúde é agora”

Foto: Reprodução
Co-fundador do Grupo Minha Vida participa de painel internacional de seleção da Endeavor e fala sobre empreendedorismo social na área da saúde e bem estar
 
Os empreendedores Daniel Wjunski, Fernando Ortenblad e Roberto Lifschitz foram alguns dos primeiros a enxergar no Brasil a oportunidade que o digital health representa. Os três fundaram, em 2006, o Grupo Minha Vida, maior portal sobre saúde e bem-estar do país. O grupo reúne o Portal Minha Vida, o maior de saúde e bem-estar do Brasil, com 14 milhões de visitas por mês; o Dieta & Saúde, um programa de emagrecimento online com mais de 500 mil usuários ativos; e o Consulte.me, uma plataforma que lista médicos de confiança em diversas especialidades.

Wjunski participou do 53º Painel Internacional de Seleção Endeavor, que terminou na quarta-feira (9) em Florianópolis, e falou com a Endeavor Santa Catarina sobre empreendedorismo social e o potencial do mercado de digital health:

1 - A seu negócio é um importante de case de sucesso em empreendedorismo com cunho social. Qual seria a sua dica para empresários que queiram atuam neste mercado?
Daniel Wjunski - Acredito que o principal é potencializar o propósito e o impacto social, como uma ferramenta tanto de atração de talentos e de motivação, como de marketing. Por um lado, o negócio que tem impacto social tem muitas dificuldades, mas também um ativo que ninguém mais tem. Se você consegue usar isso para alinhar a cultura da empresa com o seu propósito, você consegue atrair muita gente motivada.

A gente fala que o Minha Vida não é um trabalho, é uma missão, então, a gente acaba atraindo pessoas que jamais imaginaríamos atrair, pessoas que realmente pensam em mudar o mundo. Nosso marketing traz muito isso também. A gente conseguiu uma distribuição e um impacto muito maior porque compartilhamos uma causa importante, o que faz com a imprensa, personalidades e outras pessoas comprem a ideia, mesmo que não haja um retorno financeiro.

2 - Considerando o Minha Vida como uma missão. Haverá um momento em que você vai considerá-la concluída ou essa missão se renova?
A missão é muito grande, difícil falar que um dia vai chegar ao fim. Usar a tecnologia para melhorar a qualidade de vida das pessoas e ter uma melhor entrega em Saúde, no Brasil e na América Latina, é algo que não se consegue sozinho e essa missão não será concluída tão cedo. Seremos um pedaço desta equação, mas não sua conclusão.

3 - O ambiente digital, voltado ao bem estar e à saúde, é um mercado potencial para os empreendedores nascentes?
Sem dúvida! O mercado da saúde foi o menos revolucionado pela internet até hoje, diferente do turismo e do sistema financeiro, por exemplo. Ainda precisamos marcar consultas pelo telefone, ficar horas nas salas de espera, levar uma prescrição em papel à farmácia para conseguir um medicamento. Ou seja, esse processo de como as pessoas cuidam da sua saúde hoje ainda é muito antigo.
 
A revolução que a internet provocou há 10 ou 15 anos em outros setores está acontecendo agora na saúde. É o momento em que todo mundo está olhando pra digital health. Nos EUA, neste primeiro trimestre, alcançou-se o recorde em investimentos nesta área.

Mais informações no site da Endeavor Brasil.
 
Larissa Cabral Dialetto
t.: (48) 4009-3223 | c.: (48) 9953-9339

Incompetência cronotrópica é tema de estudo

Reprodução
Trabalho revela que pacientes que possuem a doença podem apresentar isquemia no coração

Estudo realizado pela CDPI, com o objetivo de avaliar a incompetência cronotrópica (IC), incapacidade de chegar a 85% da frequência cardíaca máxima prevista durante o exercício, mostrou que, de um total de 391 pacientes que foram estudados, 11,5% apresentavam o distúrbio. Esse resultado revela que pacientes que se encaixaram nessa porcentagem podem apresentar problemas relacionados ao coração.

Para a cintilografia ser considerada ideal para o diagnóstico de isquemia miocárdica é preciso que o paciente atinja, pelo menos, 85% da frequência cardíaca máxima. Quando isso não acontece, é diagnosticada a incompetência cronotrópica. “No caso dos exames diagnósticos para isquemia miocárdica, normalmente é recomendado que seja empregada uma alternativa por meio do estresse farmacológico”, afirmou o médico cardiologista e participante do estudo, Dr. Ronaldo Leão, da CDPI.
 
A conclusão do estudo mostrou que a incompetência cronotrópica foi associada à isquemia miocárdica. “As maiores taxas de eventos mais graves, como morte, infarto do miocárdio e revascularização, foram observadas em pacientes com IC, de acordo com a maior extensão da isquemia do miocárdio observada nesses pacientes”, completou o médico.
 
O resultado do trabalho provoca uma mudança na avaliação diagnóstica da coronariopatia e sugere que o conceito de que o estresse farmacológico deve sempre substituir o teste ergométrico quando o paciente não consegue atingir a FC submáxima deve ser reavaliado. “A IC pode ser um marcador de doença arterial coronariana, e as ligações entre IC, miocárdio, isquemia e prognóstico desfavorável sugerem que a validade de exercícios para fins de diagnóstico não pode ser perdida quando 85% da frequência cardíaca máxima predita não é atingida”, finaliza o médico. Ele ressalta que pacientes que usavam medicações que reduzem o aumento da frequência cardíaca, como os betabloqueadores, não foram incluídos no presente estudo.
 
Assessoria de Imprensa
Juliana Xavier

Brasileiro é convidado a integrar subcomitê de padrões da JCI

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Heleno Costa Júnior- coordenador de educação do CBA
Indicado pelo board da Joint Commission International (JCI), Heleno Costa Júnior, Coordenador de Educação do Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA), passa a integrar o Subcomitê de Padrões do Comitê de Acreditação da JCI.

Formado por 16 membros, Heleno é o único brasileiro a fazer parte do subcomitê. Sua principal função é contribuir com as definições relativas a todos os manuais e respectivos padrões utilizados pela JCI no Programa de Acreditação Internacional.
 
E o brasileiro já marcou presença na primeira reunião do grupo realizada em Amsterdam, no mês de fevereiro. “Foram dois dias inteiros de reunião, conduzida pela a Diretora de Padrões da JCI, Claudia Jorgenson, e pelo Dr. Paul Chang, que é o novo Vice Presidente Internacional de Acreditação e de Padrões. Tivemos a oportunidade de discutir as novas edições a serem atualizadas e publicadas para os manuais de serviços ambulatoriais, serviços de transporte médico e para a certificação de programas de cuidados clínicos”, revela.
 
Heleno, que é enfermeiro por formação, diz que espera colaborar com a melhoria da saúde no Brasil na nova ocupação: “Minha participação tem a ver com a oportunidade de manter os manuais e respectivos padrões atualizados e efetivos no sentido de garantir um melhor nível de excelência nos processos e atividades desenvolvidas nas instituições de saúde, por meio de um diferencial na prestação de cuidados com qualidade e segurança.”
 
Assessoria de Imprensa
SB Comunicação, (21)3798-4357