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domingo, 4 de maio de 2014

'Brasil vai envelhecer rápido e na pobreza'

Divulgação
Para Alexandre Kalanche, os idosos de hoje devem viver a gerontolescência
Para Alexandre Kalache, países desenvolvidos enriqueceram para depois envelhecer; Brasil, que terá 65 milhões de idosos em 2050, deve priorizar investimentos em saúde e previdência
 
Alexandre Kalache adora falar de velhos. Ele é o presidente do Centro Internacional de Longevidade e um dos mais respeitados especialistas no assunto. Os números espantam. Em pouco tempo a população brasileira vai envelhecer rapidamente e, diferente do que aconteceu no Japão e em países da Europa, a mudança ocorrerá na pobreza. E, ainda por cima, em uma sociedade muito voltada para os valores ligados à juventude.
 
O médico considera que é preciso pensar sobre o que as pessoas de 40 anos hoje querem fazer com os anos que lhes foram dados de presente. Se vão viver 80 ou 90 anos, que seja com saúde. Mas isso não tem sido prioridade no Brasil. Achou que o cenário é de caos à vista? A boa notícia é que você vai viver bastante.
 
iG: Quais serão as transformações no País com esta mudança populacional?Alexandre Kalache: O Brasil é entre os países com mais de 10 milhões de habitantes o que vai mais rapidamente envelhecer. E eu sempre afirmo isso, os países desenvolvidos primeiro enriqueceram para depois envelhecer, nós estamos envelhecendo muito mais rápido que eles e com pobreza. Daqui há 35 anos, o Brasil vai ter 65 milhões de idosos. É muita gente! Com exceção do México, é uma população maior que a de qualquer país latino americano. É um país tão grande quanto a Alemanha. É um contingente imenso que precisa de investimentos.
 
iG: Como devem ser feitos estes investimentos?
Kalache: Não só de política para os idosos, mas também de política para que os adultos de hoje possam chegar bem na velhice. Basta você ter 30 anos hoje para que daqui a 35 você tenha 65. A gente não está falando de um grupo que saiu do vácuo. Estamos falando dos adultos de hoje. São duas linhas que não competem, mas que se somam. A forma como as pessoas vão envelhecer vai depender de oportunidades para ter quatro capitais fundamentais: saúde (acesso e prevenção), finanças (previdência privada e público), social (caprichar para ter amigo), e educação. Isso depende de políticas. Não se faz do nada. Infelizmente, o governo federal está desleixado. Faz lei, mas não tem orçamento. 
 
iG: Como essas políticas poderiam ser complementares?
Kalache: A lógica é que, se houver boa política de saúde e previdência, o idoso sai mais barato pra País. Um idoso que recebe uma pensão não contributiva [sem ter contribuído para o INSS] e que vai comprar comida e remédio para a família, está sendo um agente de desenvolvimento. Das grandes políticas do Brasil de redistribuição de renda, a de pensão não contributiva a que mais favorece para a construção de uma classe C. É apontada como a mais eficaz. Em relação à saúde, vemos isto nas medidas de prevenção. O que é caro? Caras são as complicações em decorrência de doenças como hipertensão, por exemplo. Não é melhor investir em prevenção?
 
iG: O Brasil está envelhecendo rapidamente. A seu ver, o que está sendo feito em termos de políticas públicas sobre o envelhecimento da população?
Kalache: Já foi muito pior do que é hoje. Está bom hoje? Não. De qualquer forma, houve um avanço. Nestes últimos 20, 25 anos, mudou muito a perspectiva. A criação do Estatuto do Idoso, em 2003, fez com que o idoso passasse a ser um cidadão com direito, não mais um alvo de ações filantrópicas ou de caridade. Então, quando uma velhinha entra numa fila de prioridades, ou que tem direito de não pagar o ônibus, não é caridade, é direito. Outro grande avanço, como eu já disse, são as pensões não contributivas. Aquela velhinha do interior que trabalhou na roça a vida inteira nunca contribuiu para o INSS não porque não quisesse, mas porque não tinha emprego formal. Ao receber sua aposentadoria, ela vai ser respeitada na família em vez de ser visto como um fardo. Ela pode decidir onde vai gastar o dinheiro. Vai comprar comida para o neto, remédio para o filho doente.
 
iG : Mas ainda é preciso melhorar muito...
Kalache: Ah, sim. Está muito ruim. Se você comparar o Programa Nacional do Idoso com os programas que cuidam de política para mulheres e crianças, por exemplo, vai ver que a estrutura do primeiro é muito menor, com equipe e recursos muito menores. E o pior: mesmo com um orçamento pequeno de R$ 12 milhões no biênio, que não é nada, somente 20% do montante foi gasto. Então é muito ruim. A gente ainda precisa fazer muito esforço para dizer que as políticas estão respondendo a este envelhecimento rápido e sem precedentes.
 
iG: Há 40 anos, uma pessoa de 40 anos era considerada velha. Hoje, uma de 60 não é. O que explica esta mudança?
Kalache: A gente vive numa sociedade muito voltada para aos valores da juventude, para a aparência. O que é bonito é o jovem, a força, a potência, o poder. Nos fixamos muito à beleza externa, física, sem perceber e valorizar uma beleza que você só acumula quando tem experiência, na sabedoria. Você não consegue ser um sábio aos 32 anos. Se for para ser um dia, vai ser mais velho, lá pelos 70. 
 
iG: Quando você acha que este estigma de velho pode mudar? 
Kalache: Acho que já está havendo uma revolução de valores aqui. Temos esta geração de babyboomers muito grande que nasceu depois da Segunda Guerra e que teve mais acesso a saúde, educação e dinheiro no bolso. Foi a primeira geração a ter a adolescência, um conceito novo - antes ou a pessoa saía abruptamente da infância com 14 anos para trabalhar ou morreria de fome. Em todas as fases da vida, os baby boomers contestaram. Isto tudo está no nosso DNA. Os velhos de hoje vivem a gerontolescência.

iG: O que é isso?
Kalache: Os adultos estão passando a velhice como uma transição gradual. Só que, diferente da adolescência, a velhice vai durar 20, 25 anos. Você vai com 50 e poucos anos até os 80 fazendo barulho, com muito mais percepção dos seus direitos e coerente com o que sempre pensou. Se sempre foi um ativista, sempre lutou pelos direitos humanos, vai cada vez mais lutar para dizer: 'é possível ser um velho bonito, com recursos para a sociedade'. Vai ser uma batalha do ativismo de exigir os direitos. Existe um estatuto, mas a gente vai lutar para que ele seja posto em prática, que empodere a pessoa para que ela seja um cidadão pleno, atuante, ativo da sua sociedade.
 
iG: Houve um aumento grande na expectativa de vida. Hoje, uma pessoa com 40 está ainda na metade da vida. Antes, ela estava se preparando para o fim da vida. As referências são outras. Que conselho você daria para essas pessoas? Kalache: Meu conselho é que elas parem e pensem se querem que a o outra metade da sua vida seja da mesma forma que estão vivendo hoje. Será que não é preciso se reinventar? Fazer um ano sabático, um mestrado, mudar de carreira. Antigamente, se você fizesse uma escolha aos 18, ela te seguiria até os 50, 55 anos. Hoje, não. Então é preciso pensar muito na qualidade da sua vida para que estas décadas que foram dadas de presente sejam usufruídas com qualidade. Não é uma crise dos 40, é uma oportunidade de repensar. Quer ver só um exemplo?
 
iG: Quero.
Kalache: É o caso do Jorginho Guinle. Ele era um playboy de uma das famílias mais ricas do Brasil. Quando chegou ao final da vida [morreu aos 88], ele disse: 'se eu soubesse que ia durar tanto, teria feito coisas diferentes'. Jorginho morreu pobre, queimou o dinheiro todo da família. Aproveitou bem até os 50, mas terminou doente e morando em apartamento emprestado. Isso porque não previu que viveria tanto. Por isso, meu conselho para as pessoas de 40 anos é que prevejam que vão viver muito, que vão chegar aos 80 ou 90 anos. A forma que elas vão viver vai depender das escolha que fizerem hoje. 
 
iG

Suplemento engorda?

Suplemente academia
Foto: Reprodução
Quem deve prescrevê-lo para você é o nutricionista, não o
professor da academia
Se você não tiver uma boa orientação de como consumi-lo, a resposta é sim
 
Quando se pensa em começar a treinar, muitos automaticamente consideram tomar algum tipo de suplemento para potencializar os resultados (os famosos Whey Protein, Creatina e Fat Burners). Mas ocorre também que várias pessoas que procuram ganhar massa muscular têm medo de engordar e, consequentemente, de consumir qualquer tipo de suplemento. Como isso é algo comum, vamos tentar esclarecer o assunto para que você possa, com o auxílio do suplemento, conseguir o resultado que deseja.
 
Suplemento é um produto da cadeia alimentar que deve ser prescrito apenas por um profissional especializado na área, os nutricionistas – educadores físicos especializados em nutrição não podem prescrever dietas.
 
Para que você possa adicionar um suplemento à sua dieta, terá que saber qual a sua necessidade energética — ou seja, o quanto de nutrientes você precisa ingerir durante o dia para ganhar, perder ou manter o peso levando em conta uma série de fatores como metabolismo, gasto energético durante o treino e gasto energético com atividades diárias.
 
Se apenas com sua dieta você já consegue suprir todas as suas necessidades energéticas e nutricionais dos macro (carboidratos, proteínas e lipídeos) e micronutrientes (vitaminas, minerais) e consegue atingir o total de calorias necessárias para o seu objetivo, mas mesmo assim resolve adicionar um suplemento com conteúdo calórico, certamente irá engordar, pois estará ingerindo mais calorias do que necessita e este excesso será armazenado na forma de gordura.
 
Esse é o motivo pelo qual quando você pergunta ao seu professor se pode tomar um suplemento, ele diz (ou deveria dizer) que só um nutricionista pode responder isso. Só esse profissional saberá escolher e adequar o suplemento ideal à sua dieta (considerando também a dosagem a se tomar) sem que você corra o risco de engordar excessivamente.
 
Contudo, mais do que isso é necessário que a sua dieta esteja de acordo com os resultados que você pretende alcançar — pois nem o melhor suplemento do mundo oferecerá algum efeito positivo se sua alimentação não estiver de acordo com seu objetivo. Devemos lembrar sempre que o suplemento vem para complementar e não substituir.
 
El Hombre

Aprenda a dizer o que seu chefe espera ouvir

Thinkstock/Getty Images
Nunca diga que não conseguiu cumprir uma tarefa
Adiar a entrega de uma tarefa ou falar que não tem proposta para resolver um problema são reações que podem atrapalhar sua carreira
 
Faltam cinco minutos para você desligar o computador e encerrar o expediente. Seu chefe vai até sua mesa e pede o relatório das vendas do mês passado que ele não consegue encontrar. Você explica que já está de saída e que pela manhã faz o levantamento. Certo? Não, resposta errada. Esta é uma daquelas situações em que vale a pena ficar meia hora além do horário normal de trabalho.
 
Há frases e comportamentos que podem comprometer a carreira. Não que você deva ficar disponível dia e noite para as tarefas profissionais, mas estar pronto para um pedido de última hora pode ajudá-lo a ganhar pontos na hora da avaliação do chefe antes de uma promoção, explicam os especialistas em Recursos Humanos e coach.
 
"Aquele funcionário que nunca está disponível pode começar a ser mal visto pelo chefe, que prefere os colaboradores mais disponíveis, mais comprometidos", avalia Simone Leon, diretora de Gestão de Carreiras e Talentos da Right Management. "A maioria dos gestores espera que você se mostre aberto a cooperar".
 
Ainda segundo a especialista, a cultura do ambiente corporativo no Brasil dá alguns sinais de mudança. Isso porque, explica Simone, a nova geração que chega ao mercado de trabalho começa a impor um comportamento diferente, principalmente quanto às tarefas dadas pelo chefe que levam o profissional a estender a jornada de trabalho.
 
"A nova geração impõe o desafio maior de equilibrar a vida profissional e pessoal", diz. Mas por enquanto vale a regra de não fazer cara feia quando pedem uma tarefa importante perto do fim do expediente.
 
Use bem o tempo no trabalho
A receita ideal é aproveitar da melhor forma possível o tempo de expediente, com o foco nas tarefas e evitando se dispersar, por exemplo, com bate-papo nas redes sociais ou ao telefone.
 
"Não estar disponível para quando o chefe precisa pode ser um problema, mas ficar no trabalho muito além do expediente não necessariamente é um sinal de que você está comprometido com a empresa. Pode ser um indicativo de que você passou o dia perdendo tempo com outras atividades sem relação com o trabalho", lembra a diretora da Right Management.
 
Não dê desculpas, encontre soluções
Henri Fernandes Cardim, da HFC Consultoria e Treinamento, defende que o funcionário passe confiança ao chefe quando receber uma tarefa. Nada de dizer que é difícil ou que não sabe como fazer. "Mostre-se focado naquilo e procure respostas. Lembre-se que o empregador paga por aquilo, pela solução de problemas."
 
Ainda segundo o especialista, um dos piores comportamentos, na visão de um chefe, é quando o funcionário começa a conversa com justificativas para explicar a razão de não conseguir executar um trabalho. "As empresas precisam de respostas, não de desculpas", alerta Cardim.
 
Para o especialista, os chefes também esperam que sua equipe tenha bons ouvintes, que saibam se colocar na posição dos colegas de outros departamentos, do presidente da empresa e até dos acionistas. "Isso dá ao profissional uma visão mosaica e faz com que ele comece a entender o papel do outro na corporação. Ao final deste processo, ele não dirá mais 'lá, na empresa tal', mas sim 'nós, na empresa tal'. O papel do profissional deve ser colaborativo", salienta .
 
Cardim lembra ainda que é importante para o chefe saber que o seu grupo conhece a cultura da empresa. Com essa informação, o funcionário terá mais clareza de até onde pode ir nas suas atividades.
 
Para os chefes, também é relevante saber que seus funcionários estão fazendo investimentos pessoais, como um curso voltado ao trabalho até frequentar uma academia. Se isso pode melhorar a vida do funcionário, pode ter reflexo positivo na sua vida profissional, com aumento de criatividade e mais disposição e conhecimento para resolver problemas e apresentar propostas.
 
O que seu chefe espera ouvir de você:
1) "A tarefa foi dada. Fique tranquilo que será cumprida. Estou acostumado a pressões"
 
2) "Surgiu um problema, mas tenho algumas ideias para resolvê-lo"
 
3) "Conheço a cultura da empresa e sei até onde podemos ir em uma negociação"
 
4) "Procuro me colocar no lugar do chefe, dos colegas de outras áreas e até dos acionistas"
 
5) "Estou pensando em todas as possibilidades para reduzir os riscos"
 
 O que você deve evitar dizer ao chefe:
 1) "Depois do feriado eu entrego o que você me pediu"
 
2) "Não consegui resolver o problema"
 
3) "Isto não faz parte das minhas atribuições"
 
4) "Já está quase no meu horário e não posso fazer isto agora. Resolvo amanhã"
 
5) "Desculpe-me, mas não me preparei para a reunião"
 
iG

Como doar cabelos para quem precisa

Foto: Reprodução
Doar cabelos para quem não tem é fácil, rápido e indolor. Descubra para quem doar e como proceder para que seus cabelos se transformem em peruca para quem precisa
 
“Pode cortar, cabelo cresce”. A máxima é repetida incontáveis vezes, diariamente, em salões de beleza por todo o Brasil. Mas, e se além da certeza de que os fios vão crescer, o corte dos cabelos ainda se revertessem para uma causa nobre?
 
É possível doar os cabelos para organizações e projetos que confeccionam perucas para quem ficou careca em decorrência da quimioterapia, no tratamento do câncer. A doação é simples, indolor, e pode ser feita de qualquer lugar, já que o envio dos cabelos pode ser feito pelos correios.
 
Um dos projetos que recebem doações de cabelos é o Rapunzel Solidária, de São Paulo. A idealizadora do projeto, Elizabeth Lomaski, teve a ideia de organizar as doações depois que ela mesma abriu mão de seus cabelos pela primeira vez. “Eu não sabia o que fazer, então levei ao Graacc (Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer). Hoje não trabalhamos com nenhuma instituição específica, doamos as perucas para quem não tem condições de comprar uma, e se inscreve no projeto”, explica.
 
No último dia 8 de abril, dia mundial de combate ao câncer, a reportagem do iG foi acompanhar a campanha de doação de cabelos no salão Bardot Hair Body Soul, em São Paulo. Em parceria com o Rapunzel Solidária, o salão ofereceu cortes de cabelo gratuitos para quem doasse os fios para o projeto.
 
Para doar os cabelos, a única exigência era que os fios tivessem pelo menos 15 centímetros de comprimento, mas houve quem doasse muito mais. A designer floral Camila Sesma doou cerca de 40 centímetros, e ganhou um corte acima dos ombros. “Quis doar porque a causa é muito legal. E imagino que a autoestima de quem perde os cabelos fique muito fragilizada, espero que a doação seja uma injeção de ânimo para essas mulheres”, diz Camila.
 
O corte mais radical quem fez foi Denise Escobar, de 30 anos. “Na verdade eu sempre tive os cabelos curtos, nem sei porque deixei crescer tanto”, conta. Os cabelos de Denise foram cortados bem rente à cabeça, e ela ganhou um pixie cut em troca de sua doação. “Espero deixar alguém feliz com os meus cabelos”, diz Denise.
 
Depois de cortados, os cabelos recebidos pelo projeto Rapunzel Solidária são enviados ao especialista em apliques e perucas Luiz Crispim. É Crispim quem separa os cabelos e confecciona as peças que posteriormente são doadas. Todo o trabalho é voluntário. “São necessárias várias doações para fazer uma única peruca, e aceitamos cabelos tingidos, com química, de todas as texturas, não importa”, explica Elizabeth.
 
Para doar os cabelos não é necessário esperar por uma ação em salão de beleza. Basta avisar ao cabeleireiro que sua intenção é doar, para que ele faça o corte da maneira certa: faz-se um rabo-de-cavalo ou trança, preso bem firme com elástico, e corta-se acima do elástico, de forma que o cabelo que vai ser doado fique preso. É importante que o cabelo esteja limpo e seco. Depois coloque os cabelos em um saco plástico limpo, e ele está pronto para ser enviado.
 
Confira o passo a passo:
 
 
Confira abaixo algumas organizações que aceitam doações de cabelo:
 
Rapunzel Solidária
Comprimento mínimo
: 15 centímetros
Endereço para envio: Caixa Postal 57007 - CEP 04089-972 - São Paulo-SP
 
Cabelegria
Comprimento mínimo: 10 centímetros
Endereço para envio: Avenida Parada Pinto, 3420, Bl. 06, Ap. 33 - Vila Nova Cachoeirinha - São Paulo - SP - CEP 02611-001
 
Banco de perucas da Fundação Laço RosaComprimento mínimo: 20 centímetros
Endereço para envio: Rua Desembargador Isidro, 18, sala 910, Tijuca, Rio de Janeiro CEP 20521-160
 
Banco de Perucas do Hospital Infantil Joana de GusmãoComprimento mínimo: 15 centímetros
Telefone para informações: (48) 3251-9017
 
Hospital do Câncer de Barretos
Comprimento mínimo: 15 centímetros
Endereço para envio: AVCC - Associação Voluntária de Combate ao Câncer
Avenida Paulo de Mattos Leandro, 1357 Bairro Dr. Paulo Prata
CEP 14784-379 - Barretos/SP
 
Hospital do Câncer de UberlândiaTelefone para informações - (34) 3291-6100
 
Delas

Mulheres recorrem a cirurgias estéticas nos pés para usar sapatos da moda

NYT
Cirurgias estéticas para os pés crescem nos EUA - motivo?
Usar os cobiçados sapatos da moda
Para fazer os pés caberem em "Manolos" e "Louboutins", mulheres pedem até lipoaspiração no dedão
 
Fazer cirurgias nos pés para que os sapatos de grife caibam melhor pode parecer fútil, e era isso que pensava o médico Ali Sadrieh, dono de uma clínica de cirurgia para pés de Beverly Hills há 13 anos. “As pacientes traziam sapatos que sonhavam em usar”, conta ele, em uma passagem por Nova York para atender pacientes da cidade. “Aparentemente isso é algo bobo, superficial. Mas eu descobri que elas precisam dos sapatos para sua autoconfiança. Eles são parte de sua aparência”.
 
Para Sadrieh (que estava usando sapatos Gucci feitos sob medida), cirurgia estética dos pés é uma fusão de medicina e conto de fadas. No consultório, você não opera as joanetes: você faz uma cirurgia de Cinderela.
 
"Eu nunca tinha visto uma paciente pedir por uma correção do hallux valgus com osteotomia e parafuso de fixação", diz Sadrieh. "Então eu decidi criar um nome que captura o resultado do procedimento, sem todo o latim. E é Cinderela, porque a paciente será capaz de colocar um sapato que antes não cabia, perfeitamente".
 
Ele também inventou as cirurgias “Perfect 10!” (encurtamento estético dos dedos dos pés – uma vez feito, diz ele, para uma modelo de 17 anos de idade poder usar os sapatos que sua carreira exigia); “Model T” (alongamento dos dedos do pé); e “Foot Tuck”, um aumento das bolsas de gordura dos pés, que ajuda a suportar os saltos altos.
 
E ele não é o único médico mudando a cara, por assim dizer, das cirurgia nos pés.
 
Dr. Neal Blitz, médico especializado em procedimentos estéticos e reconstrutivos nos pés, atende em seu consultório particular em Manhattan, e no Hospital Mount Sinai . Blitz considera os pés "a fronteira final" para aqueles que já fizeram cirurgia plástica no rosto. "Meu consultório ‘explodiu’ por causa de Manolo Blahnik , Christian Louboutin e Nicholas Kirkwood (famosos designers de sapatos)", ele disse em uma recente entrevista por telefone. "Não há nada como abrir um armário de sapatos que, por anos, foi inacessível a alguém".
Dr. Oliver Zong , fundador da NYC Footcare e autoproclamado " criador do lifting de pé e da dobra do dedo do pé ", corrige rotineiramente problemas como o “pé-salto-alto” (um termo que ele cunhou para descrever um pé deformado que está com a forma de um scarpin) e dedão do Mochileiro (um dedão do pé muito grande, que se destaca como o polegar de um mochileiro pedindo carona) .
 
Recentemente, ele inventou o termo "Toebesity" (algo como obesidade do dedo). Em seu site, um texto piscando promete: "pés de designer para sapatos de grife".
 
A estilista Cathy Hardwick passou por uma cirurgia de joanete bilateral com o Dr. Richard Frankel, fundador do da clínica Park 56, em 2008. "Ele não queria operar, era tão pouco" ela disse sobre a joanete. Mas, ela acrescenta, “era feio, e doía quando eu usava certos sapatos”. Alguns anos depois, ela operou. “Meu pé está perfeito agora . E eu posso usar sandálias que eu não poderia usar antes”.
 
Não é incomum que os pacientes entrem no Instituto Beauté, da Dra. Suzanne Levine, com uma mala cheia de sapatos que não podem usar por causa de joanetes e dedos encavalados. Botas vitorianas, sapatos Jimmy Choo e Manolo Blahnik são alguns dos exemplos mostrados em prateleiras de vidro que vão do chão ao teto. Levine vê com os pacientes qual salto alto de grife serve melhor em cada pé, sabendo, por exemplo, que tanto Prada quanto Michael Kors fazem sapatos mais largos que a média. "Algumas pessoas não vão à praia ou à piscina, de tanta vergonha que sentem dos pés", diz Levine.
 
Suas soluções, descritas em livros como : "My Feet Are Killing Me" (“Meus Pés Estão me Matando”), incluem, entre outros , a terapia de plasma rico em plaquetas ; injeções de células-tronco ; preenchimentos injetáveis ​​para amortecimento do metatarso; Botox e Myobloc para o excesso de transpiração. Ela também defende exercícios para os pés.
 
O pedido mais louco que ela recebeu? "Uma vez uma paciente pediu uma lipoaspiração dos dedos", conta Levine, incrédula. E Zong diz que um paciente pediu para ter um dedo mindinho removido para caber em seus sapatos. Nenhum dos dois pedidos foi atendido pelos médicos.
 
Dr. Jonathan T. Deland, chefe do serviço de pé e tornozelo e cirurgião ortopédico no Hospital for Special Surgery, se opõe mesmo a procedimentos estéticos menos radicais.
 
"A coisa mais importante sobre o pé é que ele não o machuque e que você possa ser ativo”, diz ele. "Se nós estamos falando apenas de scarpins de salto altíssimo que causam dor, e que com um salto menos alto são indolores, então isso provavelmente não é uma boa razão para fazer a cirurgia".
 
Deland é cauteloso sobre injeções de preenchimento nos pés para amortecimento. "Se houvesse uma injeção que realmente funcionasse e durasse, uma grande quantidade de bons médicos iria usá-la, porque amortecimento é um problema comum", disse ele. "A resposta é: não há. O paciente deveria perguntar: 'Ei, doutor, você pode me dar o artigo ou a referência que mostra o acompanhamento em longo prazo para esse procedimento?"
 
Mas, para Annette Healey, vice-presidente executiva de uma grande empresa, a cirurgia de joanete foi como uma necessidade. "Tênis nunca fizeram bem para a minha carreira", disse Healey. Ela fez uma cirurgia de joanete em 2011, dois dias após o Natal, "enquanto todo mundo estava afastado na praia de St. Barts, para camuflar melhor com botas de neve", acrescenta.
 
Seu cirurgião ortopédico, Dr. Craig Radnay, disse a ela que seu andar tinha-se tornado cada vez mais afetado por seus problemas de pé, que estavam machucando-a de volta.
 
Healey disse que ela agora pode caminhar dezenas de quilômetros usando botas da moda. "Se você mora em Nova York, seus pés são suas rodas ", diz ela . Embora passe 95% do seu tempo em apartamentos chiques, ela também veste saltos Prada, Manolo e Gucci. Mas há limites. "Infelizmente, eu nunca vou conseguir colocar o pé em um Christian Louboutin", lamenta.
 
The New York Times / Delas