Aplicativos, carreira, concursos, downloads, enfermagem, farmácia hospitalar, farmácia pública, história, humor, legislação, logística, medicina, novos medicamentos, novas tecnologias na área da saúde e muito mais!



quinta-feira, 8 de maio de 2014

Concurso da Assembleia Legislativa da Bahia tem inscrições reabertas

A Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) reabriu as inscrições ao concurso público (edital 01/2014), destinado ao provimento de 97 vagas para cargos dos níveis Médio, Técnico e Superior. Os salários iniciais em 2014 variam de R$ 1.200,99 a R$ 1.763,72, dependendo do nível do cargo, por jornada semanal de 40 horas.
 
São 48 vagas para cargos de nível Superior, 11 vagas de nível Médio Técnico e 38 vagas de nível Médio. As chances são para Auditor, Técnico de Nível Superior e Técnico de Nível Médio, nas seguintes categorias funcionais: Auditoria, Administração, Análise de Sistemas /Informática /Tecnologia da Informação, Arquitetura, Assessoria Legislativa, Assistência Social, Ciências Contábeis, Economia, Engenharia, Pedagogia, Pesquisa, Psicologia, Redação e Revisão Legislativa, Secretariado Executivo, Administrativa, Artes Gráficas, Auxiliar de Odontologia, Contabilidade e Elétrica.
 
As inscrições podem ser realizadas no período até 11 de maio de 2014, pelo endereço eletrônico www.fgv.br/fgvprojetos/concursos/alba. As taxas são de R$ 65 e R$ 75, dependendo do cargo.
 
Com a reabertura das inscrições, todos os candidatos, novos ou não, poderão realizar inscrição simultânea para concorrer as vagas de nível médio/médio técnico e de nível superior. Todas as inscrições já homologadas e deferidas pela FGV continuam válidas.
 
A seleção constará de prova objetiva, que será realizada prioritariamente na cidade de Salvador - BA, no dia 08 de junho de 2014. Os locais para realização da Prova Escrita Objetiva serão divulgados no endereço eletrônico www.fgv.br/fgvprojetos/concursos/alba.
 
O resultado preliminar e o gabarito oficial preliminar da Prova Escrita Objetiva serão divulgados no site de inscrições. A validade deste certame será de dois anos, podendo ser prorrogada por igual período.
 
Veja o Edital completo e demais atualizações no site: www.fgv.br/fgvprojetos/concursos/alba

Humor: Hospital Modelo

Poder executivo poderá responder por desvios no SUS

Foto: Reprodução
Poder executivo poderá responder por desvios no SUS
Autor do projeto de lei quer equiparar responsabilidades sobre o sistema de saúde à lei de responsabilidade fiscal
 
Um projeto que torna os chefes do poder executivo federal, dos estados, Distrito Federal e municípios gestores solidários do Sistema Único de Saúde (SUS), ao lado dos diretores do sistema, foi aprovado em decisão terminativa na Comissão de Assuntos Sociais (CAS). O texto (PLS 174/2011) explicita as responsabilidades dos gestores solidários e estabelece instrumentos legais para identificar responsáveis por descumprimento de obrigações e aplicar sanções.
 
“Estamos tentando transpor para a política de Saúde aquilo que a Lei de Responsabilidade Fiscal conseguiu com muito sucesso fazer com relação às contas públicas”, frisou o autor da matéria, senador Humberto Costa (PT-PE). Ele explica que, atualmente, quando um município deixa de cumprir suas responsabilidades, a única punição possível é a suspensão do repasse de recursos para a cidade.
 
Para o cumprimento das responsabilidades, poderão ser estabelecidos pactos federativos para possibilitar a gestão cooperativa do SUS, firmados por comissões intergestoras tripartite, no âmbito nacional, ou bipartite, no estadual. “Os acordos que são feitos hoje e que têm um aspecto meramente informal passam a ter força de contrato”, explica Costa.
 
Conforme exemplificou, uma meta de redução de mortalidade infantil deixará de ser “mera intenção e passará a ser um contrato que terá quer ser cumprido”.
 
Ajuste de conduta
Para permitir a correção do descumprimento de obrigações, o projeto prevê a celebração de Termo de Ajuste de Conduta Sanitária (TACS), instrumento a ser pactuado entre os entes federativos para realização, por exemplo, de ações planejadas que deixaram de ser executadas. “É uma inovação importante que nós achamos que vai ajudar a melhorar muito a gestão”, afirmou Humberto Costa.
 
Devem constar do TACS ações e metas a serem atingidas, cabendo ao Ministério da Saúde o acompanhamento da aplicação desse instrumento. O projeto, no entanto, veda a assinatura de termo de ajuste de conduta para situações de desvio de dinheiro.
 
Recursos
O projeto prevê que os recursos do sistema público de Saúde sejam depositados em fundos em cada esfera de governo, cuja movimentação será divulgada à população por meio de relatórios de gestão disponibilizados na internet. É responsabilidade dos gestores a elaboração de relatório e o envio do mesmo para análise pelo Conselho de Saúde até o final do primeiro trimestre do ano seguinte ao da execução orçamentária.
 
O projeto relaciona como crimes de responsabilidade sanitária, entre outros, deixar de prestar, de forma satisfatória, os serviços básicos de saúde previstos na Constituição, a transferência de recursos para conta diferente da destinada pelo fundo de Saúde e a aplicação dos recursos em atividades não previstas no planejamento do SUS, exceto em situação de emergência e calamidade pública.
 
Também é crime prestar informações falsas no relatório de gestão, dificultar a atuação de órgãos de fiscalização e controle e alterar informações corretas nos bancos de dados do sistema. Essas condutas passam a constituir crimes de responsabilidade previstos na Lei 1.079/1950 e no Decreto-Lei 201/1967.
 
Também estão previstas no texto infrações administrativas, como deixar de estruturar o componente do Sistema Nacional de Auditoria no município ou no estado, não atualizar o sistema de informação de Saúde ou impedir o acesso público a informações administrativas e financeiras.
 
Como sanção para coibir as infrações, estão previstas advertências e multas que variam de 10 a 50 vezes o valor do salário mínimo. “As penas são compatíveis com o que prevê a Lei de Responsabilidade Fiscal, não estamos sendo mais duros ou menos duros”, observou o autor.
 
O relator, senador Wellington Dias (PT-PI), apresentou emendas para aperfeiçoar a redação e a técnica legislativa. Ele recomendou a aprovação do PLS 174/2011 e a rejeição do PLS 190/2009, que tramita em conjunto. Se não for apresentado recurso para exame no Plenário, a matéria segue para análise da Câmara dos Deputados.
 
Saúde Web

Medicamentos sob receita médica pode ser desonerado

Foto: Reprodução
Comissão de Assuntos Sociais aprovou projeto que estende a redução de encargos do PIS/Pasep e da Cofins aos medicamentos
 
Projeto que estende a redução de encargos do PIS/Pasep e da Cofins a todos os medicamentos vendidos sob prescrição médica foi aprovado nesta quarta-feira (7) na Comissão de Assuntos Sociais (CAS).
 
Atualmente, o regime especial de crédito presumido para esses produtos se limita a remédios relacionados pelo Poder Executivo. A matéria segue para a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).
 
O autor do projeto (PLS 43/2014), senador Vital do Rêgo (PMDB/PB), argumenta que o incentivo tributário hoje em vigor restringe a esperada redução de preços a poucos remédios. Além disso, ele afirma que a lista de medicamentos alcançados pela desoneração está desatualizada, não contemplando produtos hoje mais utilizados pela população.
 
Em voto favorável, o relator, senador Paulo Paim (PT-RS), apontou o impacto positivo da proposta no orçamento familiar.
 
“A maior proporção dos gastos com saúde se refere a medicamentos, fatia essa que aumenta quanto menor é a renda familiar. A iniciativa pode contribuir para um alívio no orçamento de muitas famílias em nosso país”, disse o relator.
 
Saúde Web

Cientistas adicionam 'letras' artificiais ao código genético do DNA

Ilustração mostra o DNA alterado com os dois nucleotídeos artificiais, identificados com as letras X e Y.' (Foto: Divulgação/Nature)
Foto: Divulgação/Nature
Ilustração mostra o DNA alterado com os dois
nucleotídeos artificiais, identificados com as letras X e Y
A, T, C e G já existem na natureza
Bactéria modificada replica material genético que não existe na natureza. Pesquisadores esperam que feito inédito inove medicamentos
 
Cientistas anunciaram nesta quarta-feira (7) a adição de duas letras produzidas pelo homem ao código genético que forma o DNA, um feito inédito no mundo.
 
Eles indicaram ter modificado uma bactéria para que ela incorporasse e replicasse dois ingredientes de DNA que não são encontrados na natureza.
 
De acordo com eles, o experimento foi concebido para mostrar que o alfabeto do DNA, que existe há centenas de milhões de anos, pode ser expandido por intervenção humana.
 
Este seria o primeiro passo de um caminho mais longo que pode levar à produção de remédios revolucionários e inovações na nanotecnologia. O ácido desoxirribonucleico (DNA) é o conjunto de instruções hereditárias que geram e sustentam a vida.
 
Situada no coração da célula, esta longa molécula contém uma dupla hélice na forma de um zíper torcido. Seus 'dentes' são formados por milhões das chamadas letras de pares de base, ou seja, elementos químicos que se ligam uns aos outros.
 
A adenina se une à timina para criar o par de base A-T, enquanto a citosina se liga à guanina para formar o par de base C-G.
 
O novo trabalho, publicado na revista científica "Nature", adiciona à dupla hélice um terceiro par de base, produzido pelo homem.
 
No entanto, as inclusões só sobrevivem com ajuda externa e são removidas do genoma uma vez que esta sustentação é removida.
 
"A vida na Terra, em toda a sua diversidade, é codificada por apenas dois pares de base de DNA, A-T e C-G", afirmou Floyd Romesberg, do Instituto de Pesquisas Scripps, em La Jolla, Califórnia.
 
"O que produzimos é um organismo que, de forma estável, compreende aqueles dois, mais um terceiro par de bases não natural", prosseguiu.
 
Os nucletídeos são representados nessa ilustração como cada uma das "bolinhas" na dupla hélice do DNA. (Foto: Pasieka / APA / SPL / AFP Photo)
Foto: Pasieka / APA / SPL / AFP Photo
Pares de bases do DNA se ligam uns aos outros,
formando uma espiral
O novo par
Cientistas trabalharam por quase duas décadas para descobrir novas moléculas que servem como bases novas de DNA, com a finalidade de criar proteínas que nunca existiram antes.
 
Mas a pesquisa traz muitos desafios.
 
O novo par de base teria que se ajustar comodamente ao longo de bases naturais do código do DNA e não interromper a replicação ou a transcrição, primeiro passo na criação de uma proteína.
 
Durante esses processos, o 'zíper' do DNA é aberto, segmentos dele são copiados para fornecer um modelo e o zíper volta a se fechar.
 
Outro problema é garantir que os pares de base inseridos não sejam atacados e removidos pelo mecanismo de reparo de DNA celular.
 
No novo estudo, os cientistas fizeram uma peça circular de DNA denominado plasmídeo, que continha as combinações naturais A-T e C-G, assim como um par de base artificial, denominado d5SICs e dNaM. O plasmídeo foi, então, inserido em uma bactéria comum, a 'Escherichia coli'.
 
Mas, então, outro problema veio à tona: como o par de base não existe na natureza, os tijolos moleculares para reproduzi-lo na célula também estão ausentes.
 
Os cientistas encontraram a resposta ao adicionar estes tijolos à solução na qual a 'E. coli' estava em suspensão.
 
Eles também manipularam geneticamente a 'E. coli' de forma que exalasse uma proteína de alga que, como um burro de carga, carregasse estes tijolos através da membrana celular.
 
O novo plasmídeo recém-criado se replicou suavemente e com poucas falhas - algo essencial para manter o DNA saudável -, e os pares de base artificiais não foram extirpados do código.
 
O cientista Denis Malyshev reforçou que o processo foi controlado por dois mecanismos: os "tijolos" no fluido e o transportador da proteína.
 
Sem eles, os novos pares de base saíram do DNA, deixando a bactéria funcionar normalmente com sua combinação A-T, C-G. Em outras palavras, pode não ser possível replicar o código artificial.
 
O próximo passo será levar as novas letras para o RNA (ácido ribonucleico), um derivado enxuto do DNA que ajuda a produzir proteínas.
 
Em um comentário também publicado na Nature, os biólogos Ross Thyer e Jared Ellefson, da Universidade do Texas, em Austin, alertaram que os cientistas tinham que responder aos temores do público sobre a manipulação do DNA ou a criação de organismos artificiais.
 
"Tentativas de expandir o alfabeto genético questionam a ideia da natureza universal do DNA e, potencialmente, despertam críticas sobre a prudência ao manipulá-lo", afirmaram.
 
G1