Aplicativos, carreira, concursos, downloads, enfermagem, farmácia hospitalar, farmácia pública, história, humor, legislação, logística, medicina, novos medicamentos, novas tecnologias na área da saúde e muito mais!



sábado, 10 de maio de 2014

Dieta pobre em carboidratos pode reduzir inflamação em diabéticos

Dieta pobre em carboidratos pode reduzir inflamação em diabéticos reprodução/Casa do nutriente
Foto: Reprodução /  Casa do Nutriente
Pesquisa também observou diminuição nos níveis de glicose dos pacientes que modificaram a alimentação
 
Uma pesquisa da Universidade de Linköping, na Suécia, aponta que manter uma dieta com poucos carboidratos pode auxiliar a reduzir a inflamação em pessoas com diabetes tipo 2. Sabe-se que os pacientes com a doença apresentam níveis mais elevados de inflamação, e acredita-se que esse quadro pode contribuir para o desenvolvimento de problemas cardiovasculares e outras complicações.
 
No estudo, uma alimentação pobre em carboidratos foi comparada a uma dieta tradicional, com baixo teor de gordura, em 61 pessoas com diabetes tipo 2. Somente os pacientes que consumiram poucos carboidratos apresentaram níveis reduzidos de marcadores inflamatórios no sangue. Apesar disso, a perda de peso foi similar em ambos os grupos.
 
O teste foi realizado durante dois anos pelos cientistas Hans Guldbrand e Fredrik H Nyström. Os voluntários foram aleatoriamente designados para os grupos e foram dadas sugestões de menu e conselhos de um nutricionista durante três ocasiões no primeiro ano da investigação. Os efeitos sobre a glicemia, perfil lipídico e peso foram recentemente publicados na revista Diabetologia 2012.
 
Em comparação com indivíduos saudáveis e sem diabetes, os participantes apresentaram níveis significativamente mais elevados de marcadores inflamatórios no início do estudo. Novas análises foram feitas depois de seis meses, ou seja, quando a adesão às duas dietas era maior e a perda de peso média tinha atingido o máximo. A redução de peso em ambos os grupos foi semelhante (em torno de 4 kg), enquanto os níveis de glicose diminuíram mais no grupo com a dieta pobre em carboidratos.
 
Depois de seis meses, a inflamação foi significativamente reduzida nessas pessoas, enquanto não foram observadas alterações nos pacientes que mantiveram uma alimentação normal com baixo teor de gordura.
 
Zero Hora

Mães estão entre as principais vítimas da tendinite


Mães estão entre as principais vítimas da tendinite Stock Images/Stock Images
Foto: Stock Images
Mães estão entre as principais vítimas da tendinite
Pós-parto e sobrecarga de atividades físicas podem favorecer o aparecimento da inflamação
 
Ninguém está livre dela, mas alguns grupos correm mais riscos de desenvolver o problema. A tendinite - uma doença essencialmente ocupacional - tem duas vítimas quase certeiras: os atletas e as mães. Os primeiros são até previsíveis, mas como explicar que o exercício da maternidade seja tão suscetível à doença?
 
Depois do nascimento dos filhos, mesmo durante a gestação, a preocupação delas vai toda para eles. O cuidado em amamentar na hora certa, verificar o porquê do choro, se o bebê está com frio ou calor, se está usando a roupinha certa e etc.
 
— A alteração hormonal durante a gravidez propicia uma alteração entre os tendões e a bainha, aumentando o seu volume, inflamando e levando a um quadro doloroso, principalmente no que diz respeito aos movimentos— explica o ortopedista Jorge Bitun.
 
Durante a gestação, a mulher produz um hormônio chamado relaxina, que ajuda no trabalho de parto na medida em que amolece as cartilagens e relaxa as articulações. Esse processo, associado aos hábitos novos (e intensos) de segurar o bebê, pode favorecer o aparecimento da tendinite. Uma vez instalada a inflamação, o resultado é um só: dor.
 
— A mãe fica com dificuldade para segurar o bebê, de dar banho e trocá-lo. Isso causa uma frustração por não poder participar com o seu filho de tarefas pertinentes à maternidade— observa o médico.
 
No caso dos esportistas, não há nenhuma alteração hormonal envolvida. A sobrecarga de atividades e a repetição de movimentos sem o devido alongamento podem causar uma inflamação nos tendões, estrutura que une o músculo ao osso.
 
— As tendinites em esportistas seguem um padrão específico de acordo com a modalidade do esporte. Tenistas podem ter tendinite de D' Quervain, assim como as mamães, por causa do esforço repetitivo de manusear a raquete. Podem também sofrer com epicondilites laterais ou "cotovelo de tenista" que, como o próprio nome diz, é uma inflamação localizada no cotovelo— esclarece o especialista.
 
Já os corredores podem apresentar tendinite no tendão de Aquiles (calcanhar), no joelho ou no quadril. Os boxeadores podem desenvolver o mesmo problema na mão ou no punho. . Nadadores podem apresentar uma inflamação denominada "ombro de nadador".
 
O tratamento é realizado com repouso, anti-inflamatórios e fisioterapia. Se não surtir efeito, é necessária uma intervenção cirúrgica.
 
— Há casos crônicos que o médico não consegue resolver com nada, em que o paciente prejudica a qualidade de vida. Por isso, é recomendável tomar alguns cuidados preventivos para evitar que a doença se instale— alerta Bitun.
 
As mães devem procurar fortalecer os músculos ainda durante a gestação. Ao amamentar, é essencial manter sempre a postura correta e alternar o braço que segura a criança para evitar sobrecarga.
 
Os atletas precisam fazer alongamentos antes e depois das atividades físicas, verificar se a intensidade do exercício está respeitando as características estruturais do praticante e utilizar equipamentos corretos e locais adequados para a prática. Caso verifique dor local continuada, a dica é sempre procurar um especialista.
 
Zero Hora

68% das mulheres e 50% dos homens têm excesso de gordura no corpo

Reprodução
Altos níveis de gordura aumentam risco de diabetes, AVC, infarto, doenças respiratórias e câncer, entre outras doenças
 
Quantidades muito altas de gordura no organismo atingem 68% das mulheres e 50% dos homens na capital paulista. É o que revela estudo realizado em abril pelo programa Meu Prato Saudável, parceria do Instituto do Coração (InCor) do Hospital das Clínicas com a LatinMed Editora em Saúde.
 
Foram avaliados 171 adultos entre 18 e 59 anos. Todos passaram pelo exame de bioimpedância, que determina a proporção de massa gorda e magra, além de mostrar quanto é água, quanto é músculo e quanto é gordura. O exame leva cerca de 3 minutos.
 
Entre todos os participantes, 35% tiveram seus níveis de gordura avaliados como alto, e 57%, como muito alto, com maior prevalência entre as mulheres. Somando os índices “alto” e “muito alto” os resultados - fora do considerado adequado - chegam a 92% para ambos os sexos.
 
Para ser considerada adequada, a taxa de gordura deve estar entre 10% e 20% para os homens e nas mulheres entre 15% e 25%. Acima de 30% de massa gorda, no caso dos homens, e de 35%, para mulheres, o índice é considerado muito alto.
 
Esses altos níveis de gordura representam risco aumentado para doenças, como diabetes mellitus, infarto agudo do miocárdio, acidente vascular cerebral, doenças respiratórias, pancreatite, doença hepática gordurosa não alcoólica e câncer, entre outras.
 
O método mais comumente utilizado para verificar peso, sobrepeso e obesidade é o Índice de Massa Corporal (IMC). “Porém, ele pode subestimar a gordura corporal por não diferenciá-la da massa muscular”, observa a médica Elisabete Almeida, diretora-executiva do programa Meu Prato Saudável.
 
O programa “Meu Prato Saudável” tem por objetivo mudar os hábitos alimentares da população por meio de metodologia facilitada, mostrando o que e o quanto colocar no prato das refeições, seja café da manhã, almoço ou jantar e os lanches intermediários. Com isto, a população pode manter um peso saudável ou até mesmo reduzi-lo, evitando doenças relacionadas à obesidade.
 
A metodologia do "Meu Prato saudável" ensina: preencha metade do prato com verduras e legumes (crus e cozidos) e a outra metade, divida em carboidratos (arroz, massas, batata, mandioca ou farinhas) e proteínas (animal e vegetal).
 
iG

Reforma de prédio atrasa e pacientes ainda sofrem no Hospital do Servidor de SP

 Foto: iG São Paulo
Pacientes aguardam atendimento no setor de ortopedia
Reportagem esteve na ortopedia nesta quinta-feira (8) e viu corredores lotados e muita espera para consultas e exames
 
Apesar de promessas de aumentos no número de atendimentos, os problemas e a lotação ainda continuam no Hospital do Servidor Público, na região do Ibirapuera, zona sul de São Paulo.
 
Na área da ortopedia, os pacientes, na maioria idosos, esperam horas para realizarem exames simples, como raio-x, mesmo com consultas agendadas. O hospital passa por reformas, que deveriam ter sido entreguem no mês passado.
 
A reportagem esteve no hospital na manhã desta quinta-feira (8) e encontrou a sala de espera do setor lotada de pacientes, parte deles em cadeiras de rodas e usando bengalas.
 
Moradora do Jardim Miriam, também na zona sul, a oficial de RH Heloísa de Paula Vitor, 49 anos, estava acompanhando o pai, Francisco de Paulo Vitor, 79 anos, para uma consulta. Heloísa diz que o pai sente muitas dores na região lombar e que só conseguiu a consulta porque outro paciente desistiu. “Não estava conseguindo marcar a consulta pelo site e nem ´pelo telefone. Tem vezes que a espera é de 30 a 60 dias. Como ele precisa de um especialista no quadril, a coisa complica. Consegui um encaixe de uma desistência depois de tentar por mais de 40 dias, ligando diariamente”, diz.
 
Ela diz que chegou ao hospital por volta das 6h e às 9h, o pai dela ainda não tinha sido atendido.
 
Situação parecida vivenciou a auxiliar de saúde Maria do Carmo Bernardo Belarmino, 65 anos, que estava esperando atendimento para a mãe, a aposentada Eurídice Bernardo da Silva, 81 anos, que tem problema na coluna e no fêmur, e precisa de uma bengala para se locomover.
 
“Ficamos 40 minutos na fila em pé para fazer a ficha para fazer um raio-x”, diz. Segundo Maria do Carmo, antes de passar com o médico, todos pacientes têm que realizar o exame de raio-x. “Já passou a hora da consulta e ainda nem fizemos a chapa”, diz. A consulta estava marcada para as 8h40, segundo ela. A reportagem conversou com a dupla às 9h10. Maria do Carmo diz que como a mãe não consegue andar, gastou R$ 250 de táxi entre a casa dela, em Arthur Alvim, zona leste, e o hospital.
 
Farmácia
O setor da farmácia também é alvo de reclamações de pacientes. Por volta das 7h, pouco antes do espaço abrir, cerca de 80 pessoas aguardavam na fila. Primeiro a ser atendido, o aposentado Antonio Carlos de Araújo, 72 anos, chegou às 5h da manhã no hospital.
 
“Se não chegar cedo, saio muito tarde daqui”, disse ele, que sai de Marilia, interior de São Paulo, pelo menos uma vez a cada três meses para pegar remédios contra o câncer. Após a abertura da farmácia, no entanto, ele diz ter sido atendido rápido e ter conseguido pegar a medicação.
 
Terceira na fila da farmácia, a professora Ilana Marin, 41 anos, não teve a mesma sorte e não conseguiu a medicação para a filha, de oito anos, que um problema hormonal. Ela disse que, por causa da falta do remédio, terá que marcar uma nova consulta com o médico para que ele possa receitar outro medicamento. “Ela tomava uma injeção, que começou a dar uma reação alérgica nela.
 
O médico trocou, mas não tem. Eles me deram vários números de outras farmácias para ligar, mas não atendem em nenhuma delas. Vou ter que voltar com o médico para fazer outra receita com a medicação antiga”, lamentou.
 
Resposta
O Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe), responsável pela administração do hospital do Servidor Público, informou que “lamenta os inconvenites causados pelo atraso [da reforma e ampliação dos prédios].
 
“Obviamente que a obra também interfere diretamente na limitação do espaço físico para atendimento aos pacientes. Mas é importante ressaltar que ninguém, absolutamente ninguém, fica sem assistência”.
 
O instituto informou que as obras do Pronto Socorro já foram concluídas e que o espaço está em fase de montagem de equipamentos. Segundo nota enviada a reportagem, foram investidos R$ 147 milhões na reforma. A autarquia não informou a data de entrega do hospital.
 
Sobre o setor de ortopedia, o instituto informou que atende em média 4.500 consultas ambulatoriais por mês. “São ofertadas além de consultas gerais, atendimento em grupos específicos e casos oncológicos. Muitas vezes, devido à complexidade dos casos, as consultas demandam maior tempo de atendimento”.
 
iG

Mal da vaca louca: teste indica que caso brasileiro é menos perigoso

Agência Brasil
Caso é considerado isolado pelo governo
Resultado não é conclusivo, mas foi comemorado pelo governo
 
Resultados de um teste internacional divulgados nesta sexta-feira (9) indicam que caso  o caso de mal da vaca louca ocorrido em Mato Grosso é atípico – no qual a doença não é causada por ingestão de alimentos contaminados que escaparam à fiscalização.
 
O dado, embora não seja conclusivo, foi comemorado pelo ministério da Agricultura. Em nota, a pasta afirma que casos atípicos podem ser detectados em "em qualquer país do mundo que tenha um sistema de vigilância robusto e transparente como o do Brasil". 
 
O teste foi feito pelo laboratório de referência da Organização Internacional da Saúde Animal (OIE), órgão ligado à Organização Mundial do Comércio e cujas recomendações balizam o comércio internacional de produtos animais.
 
Segundo a responsável técnica pelo Laboratório de Viroses de Bovídeos do Instituto Biológico de São Paulo, Maristela Pituco, o mal da vaca louca atípico decorre de uma mutação do príon celular, um agente que é comum em qualquer mamífero, em um príon infeccioso. 
 
Nos casos clássicos – nunca identificados no Brasil –, o animal fica doente por ser alimentado com rações infectadas com o agente do mal da vaca louca.
 
"Os fatores que contribuem para que o Brasil só tenha registrado casos atípicos são devido ao tipo de criação em sistema extensivo, alimentados com pastagem, às medidas de mitigação de risco adotadas desde surgimento da Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB) na Inglaterra", disse Maristela, que acredita ter sido esse o caso de Mato Grosso.
 
Em nota, o ministro da Agricultura, Neri Gheller, lembrou que nenhum dos 49 bovinos que nasceram à época do animal doente apresentaram sinais de infecção. 
 
"Isso demonstra a capacidade de resposta rápida do serviço veterinário oficial brasileiro, corroborando os elogios internacionais que o país vem recebendo em relação ao tratamento do caso e demonstrando o compromisso brasileiro ao consumidor nacional e internacional”, afirmou o titular da pasta.
 
A Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) também comemorou o resultado do exame do laboratório, e informou que o dono dos animais sacrificados será indenizado pelo Fundo Emergencial de Saúde Animal (Fesa).

Esse é o segundo caso de mal da vaca louca identificado no Brasil. O primeiro ocorreu no Paraná, em 2012.
 
Egito e Peru anunciaram embargos à carne brasileira
O caso de Mato Grosso foi identificado em março, numa vaca adquirida pela JBS-Friboi. O animal foi sacrificado e, no início deste mês, o laboratório de referência da OIE confirmou que ele sofria da doença. 
 
A confirmação prejudicou as exportações brasileiras. O Egito, quinto maior importador da carne bovina brasileira, impôs um embargo ao produto com origem em Mato Grosso. O Peru, um cliente bem menor, suspendeu as compras de qualquer Estado do País.
 
Exportadores brasileiros também têm relatado dificuldades no Irã, sétimo maior mercado.
 
iG