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sexta-feira, 6 de junho de 2014

Canadá abre vagas para enfermeiros brasileiros

Shutterstock
Até 2015 serão necessários mais de 72 mil enfermeiros para Québec, com remuneração anual de CAD$ 51 mil, o equivalente a mais de R$ 8 mil por mês
 
A província de Québec, no Canadá, está com baixo índice de natalidade e recruta profissionais imigrantes de diversas áreas e enfermeiros é uma delas. Segundo estimativas do Ministério da Saúde e dos Serviços Sociais (MSSS) da província canadense, no período de 2012 a 2021, 28 mil novas vagas na área de saúde serão abertas, sem contar as liberadas quando alguém se aposenta.
 
De acordo com o Ministério, até 2015, serão necessários mais de 72 mil enfermeiros na província, número aquém do exigido pelo mercado de trabalho local. O déficit será superior a 7.800 especialistas na função.
 
A remuneração anual gira em torno de CAD$ 51 mil (o equivalente a R$ 106.663) para enfermeiros autorizados, CAD$ 61 mil para supervisores e CAD$ 75 mil para diretores. É possível encontrar vagas em hospitais, laboratórios, centros de serviços comunitários, programas de educação em saúde ou serviços de assessoria em assuntos relacionados à prática da profissão. As jornadas de trabalho são de 40 horas semanais.
 
De acordo com a assessora do Escritório de Imigração do Québec, Perla Haro Ruiz, os brasileiros encontrarão uma “excelente qualidade de vida, segurança, alta renda per capita e programa de governo voltado às famílias e ao crescimento populacional, com licença-maternidade de um ano e paternidade de até seis meses, subsídios mensais por cada filho e serviços de saúde acessíveis a todos”.
 
Exigências
Os interessados devem ter curso superior completo. Os profissionais formados no Exterior precisam passar por um estágio remunerado de curta duração exigido pela Ordem dos Enfermeiros do Québec.
 
Os critérios para a imigração incluem diploma universitário na área, experiência profissional, idade preferencialmente até 38 anos e conhecimento de francês (idioma oficial do Québec). Além dos solteiros, aqueles que já possuem cônjuge e filhos são especialmente bem-vindos.
 
O site Imigrar Quebec apresenta a lista de documentos exigidos e taxas que precisam ser recolhidas.
 
“A avaliação inclui análise dos documentos, pedido de visto de residente permanente e, em algumas situações, entrevista pessoal com os candidatos aprovados”, destaca Perla.
 
Após ser aceito no processo de seleção do governo de Québec, o imigrante pode continuar o aprendizado de francês nas Alianças Francesas parceiras e no Senac, em São Paulo, e obter um reembolso de até CAN$ 1500.
 
Saúde Web

Ambulatório de hanseníase da Fiocruz recebe acreditação JCI

Unidade assistencial, que atua junto ao Ministério, passa a ser o primeiro centro brasileiro de hanseníase a atuar conforme padrões de excelência
 
O Ambulatório Souza Araújo, unidade assistencial que presta atendimento a pacientes do Laboratório de Hanseníase do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), foi avaliado pela Joint Commission International e pelo Consórcio Brasileiro de Acreditação. Com o título, a unidade assistencial, que atua junto ao Ministério da Saúde (MS), passa a ser reconhecida como o primeiro centro brasileiro especializado em hanseníase a atuar alinhado aos padrões de excelência.
 
No antigo Hospital Frei Antônio funcionava o Serviço Nacional de atendimento à lepra, termo mais comum para designar a hanseníase até a década de 1970 no Brasil. A partir do seu desmembramento, na década de 1970, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) absorveu parte dos funcionários e pacientes, dando início, em 1976, ao Ambulatório Souza Araújo. O espaço, juntamente com outros centros pilotos, foi pioneiro em adotar a poliquimioterapia no Brasil, ainda no final da década de 1980, conforme recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS).
 
À frente do Laboratório de Hanseníase do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) desde 1985, Euzenir Sarno coordena uma equipe multiprofissional formada por dermatologistas, neurologistas, fisioterapeuta, assistente social, enfermeiros, farmacêutico e técnicos de enfermagem. A pesquisadora acompanhou a mudança do panorama da doença no país. “Quando começamos o nosso trabalho, ainda na década de 1970, não havia o controle sobre a hanseníase como realizado atualmente.
 
Avançamos muito no que diz respeito à pesquisa, tratamento e cuidado ao paciente”, afirma.
 
Assista ao vídeo e confira o especial:
 

Presente
Em 2008, o Ambulatório migrou para um novo espaço físico, inaugurado pelo então Ministro da Saúde, José Gomes Temporão. Hoje, o Souza Araújo atua como centro de referência nacional em hanseníase para o Ministério da Saúde e desenvolve ações na área de tecnologia em saúde, incluindo atividades de assistência, pesquisa básica e aplicada e ensino sobre a doença. O atendimento aos pacientes vai desde o diagnóstico ao tratamento, passando por acompanhamento terapêutico, incluindo seus familiares, que são examinados e recebem orientação de educação em saúde.
 
Anualmente, cerca de 700 pacientes são atendidos no Ambulatório Souza Araújo para realizar a primeira consulta. O centro é responsável pelo diagnóstico de 7 a 10% dos casos de hanseníase notificados no Estado do Rio de Janeiro e de 20 a 30% dos casos notificados no município.
 
De acordo com a enfermeira do Ambulatório, Nádia Duppre, na rotina de trabalho é necessário articular com outras instituições de saúde. “Nós prestamos auxílio em caso de dúvidas de diagnósticos ou em casos de quadros reacionais – episódios inflamatórios agudos, de origem imunológica – aos pacientes encaminhados de hospitais ou postos de saúde”, ressalta. O Ambulatório atua no registro de novos pacientes e atende aqueles que já estão em tratamento para receber o medicamento e acompanhar a evolução do quadro de saúde.
 
Para mais detalhes, clique aqui.
 
Saúde Web

Antibióticos podem deixar resíduo em mais de 10 tipos de comida

Foto: Reprodução
Ovos, leite e derivados podem conter antibióticos
Não são realizados exames frequentes e abrangentes para detectá-los nos produtos alimentícios
 
Quando denúncias levaram a fiscalizações de vinícolas gaúchas suspeitas de adicionar antibiótico a vinhos suave para evitar sua degradação, houve surpresa no Estado.
 
Porém, segundo especialistas, mais de uma dezena de diferentes tipos de alimentos estão sujeitos a conter resquícios desse tipo de medicamento devido a eventuais usos irregulares. O problema é que não são feitos exames frequentes e abrangentes para detectá-los nos produtos alimentícios.
 
Com base em estudos acadêmicos, registros de surtos alimentares e na própria experiência como especialista no assunto, o professor de Microbiologia de Alimentos da UFRGS Eduardo Cesar Tondo aponta pelo menos 13 tipos de produtos alimentares onde há risco de se encontrar antibióticos. Eles podem ser ministrados aos animais ou utilizados indevidamente, como no caso do vinho, para alterar as características de um produto.
 
Atualmente, segundo a superintendência do Ministério da Agricultura no Estado, não é feita fiscalização regular em busca de traços desses medicamentos devido à dificuldade que envolve os exames. Além de a capacidade dos laboratórios credenciados junto ao Ministério da Agricultura ser limitada, é preciso também saber com antecedência que tipo de antibiótico procurar ao realizar o teste.
 
— A análise não é tão simples. Começou a ser feita no vinho porque havia denúncias específicas — afirma o fiscal federal agropecuário Leandro Kroth.
 
Conforme o professor de Microbiologia Clínica da UFRGS Alexandre Fuentefria, o maior risco da eventual presença de pequenas quantidades de antibióticos nos alimentos é que, com o passar do tempo, aumenta a resistência dos micro-organismos a eles. Assim, quando é realmente necessário utilizar um medicamento desse tipo para combater uma doença, sua eficácia pode ficar comprometida.
 
Zero Hora

As ameaças que se escondem na comida

As ameaças que se escondem na comida Diego Vara/Agencia RBS
Foto: Diego Vara / Agencia RBS
Segundo o relato de pesquisadores, a lista de possíveis
 ameaças é longa
Substâncias como antibióticos e toxinas produzidas por fungos representam risco à alimentação
 
As fraudes envolvendo a adição de produtos nocivos no leite e no vinho, descobertas nos últimos meses no Estado, são apenas uma pequena parte do risco enfrentado todos os dias pelos gaúchos ao se alimentar.
 
Resquícios de antibiótico, como os encontrados em lotes de vinho, são ainda uma ameaça para mais de uma dezena de tipos de alimentos que não passam por testes regulares no Rio Grande do Sul. Toxinas produzidas por fungos, as chamadas micotoxinas, são outra fonte de perigo pouco conhecida e fiscalizada — embora capaz de provocar até câncer.
 
Segundo o relato de pesquisadores, a lista de possíveis ameaças é longa — e a capacidade de fiscalização, conforme a superintendência do Ministério da Agricultura (Mapa), limitada.
 
— Temos o Programa Nacional de Monitoramento de Resíduos e Contaminantes, pelo qual se faz exames por amostragens. Mas, para que se passe a ter um controle efetivo, vai custar. Temos de evoluir muito no controle da cadeia produtiva — admite o chefe do serviço de inspeção de produtos de origem vegetal da superintendência do Mapa, José Fernando Werlang.
 
A lista de principais fatores de risco à alimentação inclui ainda as micotoxinas — substâncias nocivas produzidas por fungos e ainda pouco conhecidas e divulgadas —, traços de agrotóxicos, dioxinas (composto capaz de provocar câncer) e micro-organismos como a tradicional salmonela, que responde pela maior fração de intoxicações alimentares no Rio Grande do Sul nas últimas décadas.
 
A recomendação de especialistas como o professor de Microbiologia Clínica da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) Alexandre Fuentefria é dar preferência a produtos de marcas reconhecidas pela qualidade e sem histórico de problemas de contaminação.
 
— A marca é o maior patrimônio de uma empresa que preza pela qualidade — afirma Fuentefria.




Zero Hora

Continuar trabalhando depois dos 50 anos contribui para a longevidade, aponta estudo

Continuar trabalhando depois dos 50 anos contribui para a longevidade, aponta estudo Morguefile/Divulgação
Foto: Morguefile / Divulgação
Aqueles que se aposentam precocemente estão mais propensos à depressão e derrames
 
Um novo estudo revela que trabalhar por mais tempo pode ajudar a viver mais. Os pesquisadores descobriram que a depressão e o desgaste físico estão mais propensos para aqueles que se aposentam do que para os que continuam trabalhando.
 
A pesquisa também mostra que há uma pequena melhora na sua saúde logo depois de se aposentar, mas uma queda é percebida em seguida. O artigo foi publicado pelo Institute of Economic Affais, no Reino Unido, e analisou os dados de homens e mulheres com idades entre 50 e 70 anos em 11 países europeus.
 
O autor Gabriel H. Sahlgren, diretor de pesquisa no Centre of Market Reform and Education, e seu time descobriram que pessoas aposentadas estavam cerca de 40% mais propensas a ter depressão e tinham cerca de 60% mais chances de desenvolver problemas de saúde comparado àqueles que se mantêm no emprego.
 
Em um estudo separado, os pesquisadores da Harvard School of Public Health, dos EUA, analisaram as taxas de ataque cardíaco e acidente vascular cerebral entre homens e mulheres. Entre os cerca de 5.500 participantes do estudo, aqueles que se aposentaram tinham 40% a mais de chances de sofrer um ataque cardíaco ou derrame, do que aqueles que ainda estavam trabalhando. 
 
Zero Hora