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sexta-feira, 6 de junho de 2014

Por que o bacon cheira tão bem? A ciência explica

Foto: Reprodução
Bacon
Poucas coisas fazem tanto sucesso na internet quanto gatos, a atriz Jennifer Lawrence e bacon
 
Praticamente uma unanimidade, este pedaço saboroso do porco vai bem com sanduíches, massas, ovos mexidos ou fritos, molhos e até mesmo como um profanador da santidade saudável de algumas saladas. Em qualquer “modalidade”, porém, o aroma do toucinho fritando é inconfundível e dá água na boca.
 
Ainda que seja tão popular e que tenha sido estudado em diversas áreas, a magia por trás do cheiro do bacon não chamou atenção de tantos cientistas quanto poderíamos imaginar. E, bem, considerando a quantidade de pesquisas bizarras que vemos por aí, este fato é realmente surpreendente. Claramente a ciência precisa rever suas prioridades.
 
Porém, um estudo publicado na “Journal of the Science of Food and Agriculture” aprofundou-se no tema ao tentar descobrir o que forma este famoso perfume alimentício ao compará-lo com os aromas liberados ao cozinhar lombo de porco. María Timón, Ana Carrapiso e Ángela Jurado, da Universidade da Estremadura (Espanha) e Jürgen van de Lagemaat, da Universidade de Reading (Reino Unido) fizeram isso fritando a carne, moendo-a e, em seguida, passando gás nitrogênio sobre ela para coletar os compostos orgânicos voláteis que estavam sendo liberados. Os compostos recolhidos foram, então, passados por um cromatógrafo gasoso e um espectrômetro de massa, para dar continuidade à identificação.
 
Apesar dos métodos da pesquisa parecerem algo digno do Dexter (o cientista do desenho animado dos anos 1990, não o serial killer moderninho), a explicação é relativamente simples. Ao todo, foram identificados aproximadamente 150 compostos que contribuem com o delicioso cheiro do bacon frito. Boa parte deles se origina da reação de Maillard, na qual os açúcares alimentícios são decompostos ao reagirem com aminoácidos quando são aquecidos. É a esta reação que não só o bacon, mas pães, massas, carnes e várias outras coisas devem aquela cor marrom que adquirem ao serem fritas.
 
Ainda há outros compostos voláteis que são produzidos devido à degradação térmica das moléculas de gordura e, além disso, no caso do bacon defumado, o nitrito utilizado no processo de defumação também pode reagir com os ácidos graxos e gorduras presentes no aquecimento do alimento. Isto leva a uma maior percentagem de compostos com nitrogênio do que aqueles existentes na carne de porco normal.
 
E, no final das contas, ao que devemos aquele perfume dos deuses? De acordo com os pesquisadores, cerca de dois terços dos compostos são nossos velhos conhecidos, hidrocarbonetos e aldeídos. Porém, são dois compostos de nitrogênio que provavelmente são os maiores responsáveis para o bacon cheirar de uma forma tão absurdamente boa: piridina e pirazina. Ainda que isoladas estas substâncias tenham cheiros diferentes, quando combinadas com outros elementos, elas seriam os maiores fatores para o aroma inconfundível do bacon.
 

Mercado assiste boom de plataformas de agendamento

Foto: Reprodução
Mais uma startup na área, Zap Saúde lança alternativa virtual aos planos e promete economia para os usuários
 
São muitas as notícias de startups que oferecem ferramentas para agendamento de consultas e exames online. Esta também é a proposta da Zap Saúde. Lançada em agosto de 2013, a Zap já tem mais de sete mil usuários cadastrados.
 
Em geral, a utilização pelos usuários é bem simples. Basta fazer um cadastro no site, buscar o tipo de atendimento ou especialidade que necessita, escolher a data e horário e, por último, realizar o pagamento. Tudo online. No caso da Zap, não há mensalidade e os usuários podem utilizar a plataforma 24 horas por dia. O sistema tem mais de mil profissionais e prestadores de serviços disponíveis em 43 cidades, em áreas como cardiologia, odontologia, oftalmologia, acupuntura, entre outras.
 
De acordo com material divulgado pela empresa, os usuários economizam em média 50% em atendimentos médicos e 70% em exames – as consultas custam a partir de R$ 40. “A empresa é um bom complemento para quem tem um plano de saúde restrito à internação, por exemplo. Neste caso, a plataforma pode ser usada apenas para exames e check-ups de rotina”, afirmou a gerente de marketing da Zap, Janaina Carneiro, em comunicado.
 
O valor que os médicos recebem na plataforma é estabelecido por eles próprios.
 
Para diminuir a taxa de no show, problema comum desse tipo de serviço, a Zap manda lembretes para os pacientes por SMS e e-mail antes das consultas. Caso desista do agendamento, o usuário pode pedir reembolso e liberar a agenda do profissional.
 
A rentabilidade da companhia vem de taxa de serviço paga pelos clientes – em geral, 10% do valor cobrado pelos médicos e laboratórios. Com penetração no Rio Grande do Sul, o plano da startup agora é expandir para todos os estados do Sul e Sudeste e ter 150 mil usuários cadastrados até o fim do ano.

Saúde Web

Após denúncias, indústria e Anvisa reiteram eficácia de genéricos

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Audiência pública na Câmara foi solicitada após reclamações sobre ineficácia e pesquisa mostrando desconfiança de médicos
 
O setor farmacêutico e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) defenderam, nesta quarta-feira (4), a eficácia dos medicamentos genéricos – que têm os mesmos componentes dos remédios de marca, mas são mais baratos devido a ausência dos custos relacionados à marca. Segundo eles, os genéricos passam pelos mesmos testes dos demais medicamentos.
 
Os deputados Roberto Teixeira (PP-PE) e Sérgio Brito (PSD-BA) pediram a audiência em função de várias reclamações recebidas e de uma pesquisa da associação de consumidores Proteste que mostrou que 46% dos médicos desconfiam dos remédios genéricos. Roberto Teixeira lembrou que já existe uma proposta de fiscalização e controle sobre o assunto (PFC 170/14).
 
“Vamos ter de tentar, mais cedo ou mais tarde, fazer uma auditoria quase que todo mês para averiguar a qualidade desses remédios. Teremos de ir, de surpresa, às fábricas e realizar os testes necessários in loco, pois não é justo que a população esteja tomando medicamento sem eficácia”, afirmou.
 
Sobre as dúvidas dos médicos, Ricardo Borges, da Anvisa, informou que a agência tem um canal específico para essas reclamações. Com esses dados, os técnicos podem recolher amostras no mercado e checar eventuais irregularidades.
 
Mercado
De acordo com Henrique Tada, da Associação dos Laboratórios Farmacêuticos Nacionais, os genéricos fizeram com que a participação dos laboratórios brasileiros no mercado crescesse de 25,6% em 2000 para 49,7% em 2013.
 
“Há produtos com mais qualidade e outros com menos, porque existem empresas e empresas. Mas não dá para querer condenar uma categoria inteira de medicamentos genéricos por causa de alguns maus exemplos que por acaso forem encontrados”, declarou. “O laboratório que for considerado culpado por pôr um produto de baixa qualidade no mercado merece ser penalizado”, completou.
 
Conforme o Procon de São Paulo, os remédios genéricos são, em média, 56,5% mais baratos que os de marca.
 
A íntegra da proposta de fiscalização pode ser lida no site da Câmara.
 
Saúde Web

CCJ aprova projeto que atribui elaboração de protocolos clínicos aos SUS

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Segundo PL, que segue para plenário, compete às três esferas do sistema estabelecer diretrizes periodicamente
 
A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) aprovou nesta quarta-feira (4) proposta que inclui a elaboração de protocolos clínicos e diretrizes terapêuticas entre as atribuições da direção do Sistema Único de Saúde (SUS), em cada esfera de governo. A proposta ainda será analisada pelo Plenário da Câmara antes de ir à sanção presidencial.
 
O texto aprovado é o substitutivo do Senado ao Projeto de Lei 5522/05, do ex-deputado André de Paula, que já foi aprovado pela Câmara e retornou para análise dos deputados. A proposta aprovada pela Câmara obrigava hospitais e maternidades públicos e privados a adotarem o protocolo terapêutico antirretroviral para prevenir a transmissão do vírus da Aids, o HIV, da mãe para o recém-nascido.
 
Já o substitutivo do Senado diz que compete à direção nacional, estadual e municipal do SUS estabelecer e implementar, além de divulgar, avaliar e revisar, periodicamente, protocolos clínicos e diretrizes terapêuticas, sem mencionar qualquer doença específica. A proposta acrescenta dispositivos à Lei 8.080/90, que regula as ações e serviços de saúde em todo o território nacional.
 
A relatora da proposta, deputada Sandra Rosado (PSB-RN), recomendou a aprovação do substitutivo, que considerou uma regra mais ampla e correta do ponto de vista da legislação.
 
A íntegra da proposta está no site da Câmara.
 
Saúde Web

Humor: Ele tem consulta com quem hoje?