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sábado, 7 de junho de 2014

Uso maconha. Como falar sobre drogas com meu filho?

Thinkstock/Getty Images
A adolescência é o melhor momento para conversar sobre drogas,
mas o tema pode ser mencionado antes
Alertar sobre os efeitos nocivos da droga é fundamental, mas é importante também falar sobre o prazer que ela gera para evitar quebra de confiança entre pai e filho
 
Notícias e conversas sobre maconha estão cada vez mais frequentes no cotidiano não só das famílias brasileiras como em diversas partes do mundo. O Uruguai se tornou o primeiro país a legalizar desde o plantio até o consumo da erva, e estados dos EUA, como Washington e Colorado, deram um passo a diante no consumo legal com fins recreativos. No Brasil, a discussão ainda está devagar e tanto o cultivo quanto a venda são proibidos, apesar de o porte da substância para uso próprio ser descriminalizado.
 
Mas mesmo o assunto ainda sendo tabu no País, o uso da Cannabis sativa (nome científico da maconha)precisa ser discutido entre pais e filhos. E a adolescência é o melhor momento para fazer isso. O impasse acontece, no entanto, quando os pais são usuários da droga. Muitos deles sentem-se culpados e, para não influenciar os filhos, preferem fumar escondido ou não contar que usam maconha.
 
“A adolescência é um período de muitas dúvidas e, de alguma forma, as curiosidades serão satisfeitas. O melhor é o diálogo acontecer em casa, com os pais explicando por que bebem ou fumam, sempre discutindo os valores, os sentidos e as regras que cercam tal consumo”, diz Maurício Fiore, antropólogo e pesquisador do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap).
 
Orientação
Na casa da socióloga e ativista Ronete Rizzo, 57, a família nunca soube que ela fazia uso da droga, pois evitava fumar na frente deles. Apesar de ser a favor da liberação da maconha no Brasil, não queria ver os filhos envolvidos com qualquer tipo de vício. Mas a conversa sobre drogas aconteceu logo na adolescência dos jovens. “É importante esclarecer o que é o mundo das drogas para não deixar os filhos serem envolvidos por falta de conhecimento. Essa conversa aumentou o nível de cumplicidade e confiança entre nós”, diz.
 
A perspectiva da orientação, no entanto, mudou após o filho de 20 anos e a filha de 21 revelarem que também faziam uso da erva. “Sempre senti falta de um diálogo maior com os meus pais e me orgulho em saber que isso não aconteceu com os meus filhos”, diz. “Orientei-os sobre os perigos de consumir na rua e sempre procuro conseguir a maconha de forma segura. Eles começaram a fumar porque quiseram, sabiam perfeitamente quais seriam os efeitos.”
 
A relação entre pais e filhos deve ser baseada na confiança e na troca diária de afeto, por isso, tamanha importância de se ter o jogo aberto em casa. Segundo Marcos Meier, psicólogo e educador, não é apenas uma única conversa que resolve a questão. O ideal é começar o papo sobre drogas ainda na infância, mesmo sem expor claramente o tema, e continuar falando sobre o assunto até o crescimento do filho.
 
“Alerte sobre os efeitos da droga, os aspectos nocivos e suas consequências. Entretanto, é fundamental contar também que ela gera prazer, o que evitará a quebra de confiança caso o jovem experimente”, afirma.
 
Exemplo
A fase da adolescência requer ainda um cuidado maior entre os pais usuários. “O comportamento deles será a melhor forma de ensinar e dar o exemplo. Não adianta recriminar o filho se a cultura de usar drogas for mantida em casa”, afirma Maria Alice Fontes, psiquiatra e especialista em neuropsicologia pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). “Vale ressaltar que o cérebro do adolescente está em formação até próximo dos 20 anos, período onde os efeitos das drogas são muito mais nocivos.”
 
A escritora M.P.*, 40, preferiu não esconder da filha que era usuária de maconha e sempre conversou abertamente sobre o tema em casa. “Minha filha pertence a uma geração com vontade de experimentar e conhecer tudo. Sempre falei com ela sobre diversos tipos de assuntos: sexo, drogas e política. Nunca fumei escondido porque quis fortalecer a relação de confiança, sem manter segredo”, afirma. Apesar de não ter tido uma conversa pontual sobre a droga, M.P. revela que a abordagem do assunto aconteceu de forma natural. “Tenho um amigo que escreveu um livro sobre o tema e conversávamos muito em casa, além disso, na escola ela já recebia algumas orientações, apesar de um tanto conservadoras”, diz.
 
A questão ganhou novos ares quando a filha contou também ser usuária. “Não acho que a influenciei. Foi algo tranquilo, ela já tinha conhecimento e via os amigos da escola fumarem. Talvez pelo fato de sempre ter me visto com o cigarro, não tenha tido preconceito”, conta. “Acho importante o interesse sobre a maconha vir dos filhos porque quando acontece o oposto eles ficam com a impressão de que é bronca e não um direcionamento.”
 
Regras claras
A percepção de que o momento mais indicado para falar sobre drogas é quando o adolescente perguntar é defendida também pela psicóloga Maria Alice. “Nesta fase, eles estão mais preparados e a conversa acontece naturalmente”, afirma. “As perguntas devem ser respondidas de maneira direta e objetiva, explicando que a maconha pode causar reações diferentes em cada pessoa. Uns têm vontade de rir, outros sentem tristeza, mas a maioria tem ilusões e alucinações que mostram uma perturbação da mente”, afirma.
 
A especialista ressalta ainda a importância de os pais estabelecerem regras claras com os filhos e proporcionar o aprendizado sobre limites e frustações. “O adolescente sem a proteção da família não sabe lidar com as frustrações, e apresenta grandes chances de desenvolver o uso indevido destas substâncias”, diz. “Isso acontece porque as drogas surgem como ‘solução mágica’, acabando com os sentimentos ruins por alguns instantes, sem a necessidade de esforços maiores.”
 
O estudante e designer gráfico R.C.S.*, 23, é usuário de maconha e, apesar do filho ter apenas um ano, já pensa sobre como falar do assunto. “Pretendo conversar com ele assim que completar 13 anos. Não irei parar de fumar e nem abordarei o tema de modo conservador. Acredito que somente com o auxílio dos pais a criança não se vicia em drogas mais pesadas”, diz.
 
O antropólogo Maurício Fiore auxilia os pais na mesma situação do estudante e aconselha como deve ser essa conversa. O melhor caminho, segundo ele, é afastar tabus e respostas absolutas. “É fundamental estar bem informado e não dar respostas como ‘faça isso ou não faça aquilo porque é certo ou errado’, já que tais atitudes apenas recriminam. Além disso, busque desenvolver a noção de responsabilidade no jovem, indicando que a liberdade dele implica no dever permanente de lidar com as consequências dos atos que pratica”, diz o antropólogo.
 
*Os nomes foram preservados a pedido dos entrevistados
 
Delas

Metade dos homens com mais de 40 anos sofrem de disfunção erétil

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Getty Images
Médicos afirmam que é preciso desmistificar o problema e, principalmente, saber que para todos os casos há tratamento
 
Cláudio (que pediu para alterar o seu nome), hoje com 42 anos, sofre de disfunção erétil desde os 22. Descobriu o problema na noite de núpcias. “Foi frustrante. Porque casamos virgens e passamos a lua de mel nessa tensão. Às vezes eu conseguia, em outras não.”
 
Com o tempo, ele e a mulher se acostumaram com a incerteza sobre como seria a noite. O nascimento do casal de filhos e as novas preocupações fizeram com que o assunto fosse deixado de lado.
 
Nos últimos anos, no entanto, a questão voltou à tona. A dificuldade de ereção piorou e, após a insistência da mulher, Cláudio recorreu ao médico. Começou a tomar remédio. “Melhorou. Mas é difícil assumir que você depende de uma pílula para ser ‘homem de verdade.’”
 
A história de Cláudio parece incomum, mas não é. Quase metade dos homens com mais de 40 anos no Brasil sofrem de disfunção erétil. Os últimos dados da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), de 2010, mostram que 25 milhões de brasileiros têm algum grau do problema, sendo 11,3 milhões afetados com os níveis moderado e completo de disfunção erétil.
 
A estimativa é de que a disfunção erétil afete 48,8% dos homens no País. Antônio de Moraes Júnior, chefe do departamento de andrologia da SBU, afirma que, apesar de o problema atingir principalmente homens acima de 40 anos, há ocorrências em jovens também. Nesses, é mais comum o grau leve. Após os 40, a incidência maior é a dos graus moderado e completo.
 
“É um problema no mundo inteiro, estima-se que serão 325 milhões de homens com disfunção erétil em 2025. Porém é importante desmistificar o assunto e mostrar que há solução para qualquer um dos casos”, disse.
Levando em conta que a disfunção erétil atinge muitas pessoas, tem tratamento e ainda há muita desinformação sobre o assunto, a SBU criou a campanha De Volta ao Controle, com informações sobre a disfunção erétil e tratamentos.
 
Tem tratamento
Moraes Júnior explica que a doença pode ser causada tanto por causas psicológicas, motivo mais comum entre os jovens, quanto orgânica, relacionada a problemas neurológicos, vasculares e endócrinos, mais comum em pessoas com mais de 40 anos.
 
“A disfunção erétil pode ser um marcador de doenças vasculares. A pessoa precisa verificar se tem diabetes, pressão alta, cardiopatia”, disse. O médico afirma que fatores como tabagismo, obesidade, sedentarismo e alcoolismo também podem influenciar.
 
Por dez anos João, 70 anos, teve problemas de ereção. A disfunção erétil veio como consequência de complicações no tratamento de câncer de próstata, realizado em 2011. “Isso me deixou muito deprimido. Hoje a minha vida está muito melhor”, disse.
 
Reprodução
A cobrança por virilidade faz com que mesmo após o problema ter sido resolvido com o implante de uma prótese peniana, em 2011, ele ainda fique constrangido em falar sobre os problemas do passado. Ele também pediu para o nome ser alterado na reportagem.
 
João desconversa sobre a vergonha que sentia a cada insucesso na cama. Para retomar a vida sexual, passou pelas três linhas de tratamento. Primeiro tentou os medicamentos orais que não surtiram efeito. Depois, as injeções no pênis minutos antes do sexo, que não tiveram resultado. Há três anos ele colocou uma prótese peniana. “Se não disser nada, a pessoa nem sabe que tem uma prótese”, diz.
 
João conseguiu uma liminar da Justiça para que o plano de saúde pagasse a prótese inflável, que custa cerca de R$ 50 mil. A prótese conta com dois dutos, uma bomba e um reservatório. O sistema é ativado a partir de um dispositivo na bolsa escrotal. Ao ser acionado, os dutos são preenchidos por um líquido e ocorre a ereção muito semelhante à natural. Terminada a relação sexual, o dispositivo é acionado e os dutos são esvaziados. O pênis deixa de ficar ereto.
 
Existe também a prótese maleável, bem mais barata (entre R$ 2 mil e R$ 5 mil). Essa é composta por dois dutos metálicos revestidos por silicone implantados no pênis. Na hora do coito, o homem posiciona o pênis para cima, simulando uma ereção, depois é só posicionar para baixo.
 
“Um dos objetivos da campanha é sensibilizar o SUS para a necessidade de oferecer não só a prótese maleável, como também a inflável, que proporciona uma ereção natural com nível de satisfação do paciente de 98%”, diz Moraes Júnior.
 
João afirma que sua vida mudou para melhor. Em um relacionamento há sete anos, ele diz que agora viaja é mais sociável, muito menos retraído e com autoestima . Para ele, a depressão e a falta de ereção são coisas do passado.

iG

Cartilhas sobre prevenção da hepatite C serão distribuídas na Copa

A campanha de conscientização “Hepatite C tem cura. Seja um campeão. Vença esse jogo”, da ONG C Tem Que Saber. C Tem Que Curar, será realizada durante a Copa do Mundo nas antevésperas dos quatro jogos da primeira fase da competição, nas 12 cidades-sede
 
A finalidade é impactar cerca de 3 milhões de turistas brasileiros e 600 mil estrangeiros que vão circular nas 12 capitais com jogos da Copa sobre os riscos que a doença causa na sociedade brasileira e mundial.
 
Serão distribuídas 3,6 milhões de cartilhas informativas, em português e inglês, nos aeroportos, hotéis, táxis e restaurantes, principalmente. A cartilha também vai orientar quem faz parte de grupos de risco, ou é mais vulnerável a doença, como realizar o teste específico, que é disponibilizado gratuitamente nos centros de Testagem e Aconselhamento (CTA). O objetivo da campanha, além de prevenir, é também de alertar as pessoas sobre a doença e evitar novas contaminações.
 
Segundo o presidente da ONG e idealizador da campanha, Chico Martucci, jogadores de futebol da década de 70 contraíram hepatite C durante a  Copa do Mundo, no México, por usarem um energético na veia, cuja seringa era compartilhada por vários atletas.
 
“Há dois anos saiu do mercado uma substância energética chamada glucoenergan, que os jogadores de futebol tomavam na veia, durante as partidas. De forma compartilhada, usavam a mesma seringa, só trocavam as agulhas. Existem muitos jogadores contaminados com hepetite C; jogadores do passado; hoje, isso não existe mais. Existem campeões do mundo, da década de 70, que se contaminaram com a hepatite C. Isso não era culpa de ninguém, porque o vírus não era conhecido, e eles compartilhavam uma substância energética para jogar futebol”, disse Martucci.
 
A hepatite C é causada por um vírus que ataca o fígado de forma lenta, sem sintomas físicos para o portador. O vírus quase sempre destrói o fígado, ocasionando, na maioria das vezes, cirrose e câncer hepático. A evolução do dano é diferente em cada indivíduo, podendo levar até 20 anos para manifestar a doença. A hepatite C é transmitida pelo sangue contaminado, através de transfusões sanguíneas e do compartilhamento de seringas e agulhas de injeção.
 
O uso de materiais descartáveis na medicina diminuíram os riscos, e agora os maiores fatores de contaminação são o compartilhamento de utensílios para o consumo de drogas injetáveis ou aspiradas, que representam dois terços das novas infeções, e acidentes com instrumentos perfurocortantes, como os utilizados em manicures, barbeiros e dentistas. Não há comprovações por fluidos corporais, como saliva, suor, sêmen e leite materno. Já a contaminação sexual, apesar de rara, é possível em casos de ferimentos nos órgãos genitais.
 
“A hepatite C tem cerca de 3 milhões de portadores no Brasil e mata em torno de 12 pessoas por dia, porque é uma doença silenciosa; não apresenta sintomas. As campanhas oficiais são muito raras e, não tendo sintomas, a percepção tardia da doença é a grande responsável por 500 mil óbitos ao ano. É uma doença que ataca o fígado de forma lenta e silenciosa. Segundo a Organização Mundial de Saúde, a doença tem 150 milhões de portadores no mundo. Quanto antes for descoberta, maior a chance de cura. É a grande solução para salvar vidas humanas”, explicou Martucci.
 
De acordo com a ONG, em cada grupo de 50 brasileiros um tem Hepatite C e 95% deles não sabem, pela ausência de sintomas. Além disso, a disseminação da hepatite C é cinco vezes maior do que o número de contaminados pela aids, doença que atinge cerca de 630 mil brasileiros e 33,5 milhões de pessoas em todo mundo.
 
Agência Brasil

Código de Ética Farmacêutica, reformulado, entra em vigor

ética1Farmacêuticos de todo o País têm novas normativas éticas a seguir em sua conduta cotidiana de trabalho, em favor do zelo pela saúde
 
Foi publicada na terça-feira, dia 25 de março, no Diário Oficial da União, a Resolução nº 596/2014, que reformula os Códigos de Ética Farmacêutica e de Processo Ético, e estabelece as infrações e regras de aplicação das sanções disciplinares. Aprovada pelo Plenário do Conselho Federal de Farmácia (CFF), em reunião nos dias 20 e 21 de fevereiro, em Brasília, a resolução atualizou o código anterior – que já tinha quase dez anos – e tornou a legislação mais objetiva, favorecendo uma maior padronização nos julgamentos.
 
A nova resolução congrega conteúdos normativos de outras cinco resoluções: nº 160/82, nº 231/91, nº 417/04, nº 418/04 e nº 461/07, que agora estão revogadas. Uma inovação é a adequação das normativas ao momento atual. O código atualizado disciplina, por exemplo, a conduta do farmacêutico nos mais diferentes meios de comunicação, incluindo as redes sociais como Twitter e Facebook. Atitudes que ferem as normas éticas, mesmo no mundo virtual, agora são passíveis de punição.
 
Para tornar a normativa mais justa e objetiva, além de, como foi citado, favorecer uma maior padronização nos julgamentos, as infrações foram vinculadas às penalidades. Para cada conduta foi definida uma pena a ser aplicada. “Assim, minimizamos o risco de dois profissionais que cometem a mesma infração terem punições diferentes, uma mais grave e outra mais leve”, explica o assessor jurídico do Conselho, Gustavo Beraldo Fabrício.
 
As infrações, agora, obedecem a gradação prevista na Lei nº 3820/60, de criação dos Conselhos. Foram classificadas entre leves, moderadas e graves. O andamento processual também se tornará mais célere com a nova legislação, pois os prazos foram padronizados. Um dispositivo legal foi incluído para garantir que os processos tramitem dentro dos prazos previstos. “Toda vez que o relator perder o prazo, o processo será redistribuído”, comenta Gustavo Beraldo Fabrício.
 
Para o presidente do CFF, Walter Jorge João, a maior vantagem do novo código é que ele foi elaborado de forma democrática e participativa. A proposta de resolução foi colocada em consulta pública por duas vezes e todos os Conselhos Regionais de Farmácia (CRFs) puderam dar sua contribuição. “Importante frisar que buscamos um processo de construção democrático, mas com responsabilidade”, comenta Walter Jorge João. O novo Código de Ética Farmacêutica respeita todos os dispositivos legais vigentes, como a Constituição Federal e a Lei nº 6838/80, que dispõe sobre o prazo prescricional para a punibilidade de profissional liberal, por falta sujeita a processo disciplinar.
 
A aplicação da Resolução nº 596/2014 caberá aos Conselhos Regionais de Farmácia, em primeira instância, e ao CFF, em grau de recurso. Para a elaboração da normativa foi considerada a experiência do Plenário do CFF no julgamento dos processos éticos em grau recursal. O Conselho contou também com a colaboração do promotor Diaulas Costa Ribeiro, do Ministério Público do Distrito Federal (MP-DF), especializado na área de Saúde. “Foi um trabalho árduo, mas compensador. Que a nova normativa seja, de fato, uma ferramenta para a promoção de uma atuação farmacêutica ética, voltada para o bem estar da população. E ainda, que sirva como instrumento protetor aos profissionais cumpridores de seus deveres”, finaliza Walter Jorge João.
 
 
Fonte: CFF

Pesquisa indica que farmacêutico é a quinta profissão mais confiável no país

Foto: Reprodução
Uma pesquisa divulgada neste mês pelo instituto alemão GFK Verein classificou o nível de confiança da população brasileira em uma lista de 32 profissões
 
Os farmacêuticos ficaram em quinto lugar, com um índice de 76% de confiança, atrás dos bombeiros, que aparecem no topo da lista com 92% de confiança, seguido dos professores (82%), paramédicos (81%) e pilotos (80%).
 
Na parte de baixo da lista, segundo a pesquisa realizada no Brasil, ficaram os profissionais de negócio e os empreendedores (42%), à frente de advogados (41%), agentes de seguro (30%), prefeitos (14%) e políticos (6%).
 
No geral, o índice de confiança dos brasileiros nos profissionais é de 56%, o que coloca o país na penúltima posição, à frente apenas da Argentina (55%). As taxas mais altas aparecem na África do Sul (81%), na Índia (78%) e no Canadá (77%).
 
No levantamento global, os farmacêuticos também ocupam a quinta colocação, alcançando o total de 87% de confiança na somatória dos índices apurados nos 25 países em que a pesquisa foi realizada.
 
Os farmacêuticos conseguiram liderar o ranking de confiança apenas da Turquia, país em que o índice de aprovação atingiu 90%.
 
Os bombeiros são os profissionais mais confiáveis no mundo, segundo a pesquisa, pois lideram o ranking em 15 dos 25 países.
 
O estudo teve participação de 28 mil pessoas em 25 países (mil no Brasil).

 Veja abaixo a lista completa do índice de confiança dos brasileiros nos profissionais:
 
Bombeiros – 92%
Professores – 82%
Paramédicos – 81%
Pilotos – 80%
Farmacêuticos – 76%
Enfermeiros – 72%
Arquitetos – 72%
Médicos – 66%
Jornalistas – 66%
Engenheiros e técnicos – 64%
Soldados – 61%
Juízes – 59%
Motoristas de táxi – 57%
Atores – 57%
Condutores de trens ou metrô – 56%
Especialistas em computação e software – 56%
Artesãos – 55%
Fazendeiros – 55%
Publicitários – 53%
Profissionais de pesquisa de opinião e mercado – 53%
Vendedor de varejo – 53%
Pastores e padres – 50%
Atletas profissionais – 49%
Apresentadores de TV – 48%
Funcionários públicos – 48%
Profissionais do setor bancário – 46%
Policiais – 44%
Profissionais de negócios e empreendedores – 44%
Advogados – 41%
Agentes de seguros – 30%
Prefeitos – 14%
Políticos – 6%
 
Fonte: CRF-PR com informações da Assessoria de Comunicação CRF-SP