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sábado, 7 de junho de 2014

Para e arranca no trânsito pode virar doença crônica

Para e arranca no trânsito pode virar doença crônica Marcelo Oliveira/Agencia RBS
Foto: Marcelo Oliveira / Agencia RBS
O motorista Luís Carlos de Melos só dorme com almofadas
sob as pernar e relaxante muscular
Com o fluxo lento, pedal de carros com câmbio manual passou a ser utilizado mais vezes. Movimento repetido causa dor no joelho e no dorso do pé esquerdos
 
O para e arranca no trânsito congestionado da Capital não causa apenas estresse, mau humor e atrasos. Prejudica também a saúde dos motoristas, principalmente de taxistas que rodam até 12 horas por dia. Ao final da jornada, condutores de carros com câmbio manual se queixam de fortes dores no pé esquerdo - o da embreagem -, e no joelho da mesma perna por esforço repetitivo.
 
Teste de resistência física
É fácil de entender por quê. Além da frota ampliada, há muitos obstáculos no caminho. Com obras e desvios em profusão na Capital, e sinaleiras que mais atrapalham que ajudam, como as da Terceira Perimetral, circular nas horas de pico virou teste de resistência. Um taxista que trabalhe 12 horas por dia, pisará cerca de 3,6 mil vezes no pedal da embreagem. O sistema composto por prensa, disco e rolamento pesa 5k, se for hidráulico, e cerca de 8k, se for a cabo. Ao final de um dia, o motorista estará empurrando um peso muito superior ao do começo da jornada.
 
Dor prejudica descanso e sono
Luís Carlos Maciel de Melos, 51 anos, é um dos que sente dores terríveis. Em vez de alívio, após a última corrida, vem o sofrimento.

- Tem dias que não consigo encostar o pé no chão tamanha é a dor que sinto. Embaixo da ponta dos dedos, fica tudo dolorido. Quando chego em casa, coloco o pé numa bacia com água quente para relaxar - afirmou Luís, que usa sandálias nas horas de folga para dar conforto aos pés.

Colega de ofício, Diego Correa, 28 anos, afirma que também sente dor no joelho e cansaço na perna esquerda. Antes de dormir, o taxista toma duas providências: coloca almofadas sob as pernas e toma um relaxante muscular.

- Só assim consigo dormir - disse.
 
Câimbras incomodam Marcos
Motoristas profissionais como Marcos Trindade, 46 anos, que passam o dia no trânsito, sofrem tanto quanto os taxistas. Marcos trabalha com o transporte de livros para livrarias do Centro da Capital. Passa o dia inteiro no leva e traz. O resultado do esforço físico chega à noite, com juros e correção: dor nas articulações e câimbras na panturrilha (batata da perna) nos momentos mais inusitados. Para aliviar a sensação de desconforto, Marcos toma um relaxante muscular.

- Às vezes, acontece até quando estou fazendo sexo - afirmou o motorista.
 
Sistema com defeito pesa mais
O mecânico da Mecânica Super Mec, Paulo Franco da Costa, 48 anos, explica que um sistema de embreagem com defeito torna-se um problema extra para o motorista. Além de sinalizar que precisa de reparo ou ser substituído por um novo, ele fica mais pesado.

- Dependendo do defeito e desgaste, algumas embreagens podem pesar até 20kg. O motorista começa empurrando um peso e termina empurrando outro maior - garante Paulo.
 
Desgaste causa troca antes do tempo
Diretor administrativo do Sintáxi, Adão Ferreira de Campos, trocou o componente antes do previsto após a reclamação de um colega que trabalha com ele no táxi. Segundo Adão, normalmente, o veículo poderia rodar com aquele sistema por mais 30 mil km.

- Mas estava com desgaste no disco e ficando pesado para ele - revelou.

Embora seja uma queixa de muitos taxistas, o Sintáxi não tem registros de  reclamações nem dados sobre afastamento do trabalho por este motivo.
 
Médico indica formas de prevenção
Ortopedista com especialização em dor osteomuscular do Hospital Cristo Redentor, Paulo Henrique Mulazzani, afirma que os movimentos repetidos não causam uma doença incapacitante. Mas geram desconforto nas pernas, no quadríceps (músculo anterior da coxa), na rótula do joelho e até na coluna servical, cuja força sobre os discos é mais forte quando a pessoa está sentada.

- É comum, nesses casos, a pessoa apresentar tendinite no tendão de aquiles e dor na panturrilha - afirma.

Entre as sugestões indicadas pelo ortopedista para amenizar ou acabar com o problema, uma depende exclusivamente do taxista: começar a fazer atividade física. As outras duas não: comprar um carro com câmbio automático ou torcer por mudanças no trânsito.
 
Cálculo
 
Se o trânsito estiver fluindo
- Em média, numa corrida curta, de menos de 2km percorridos em até dez minutos, um taxista pisa de 40 a 50 vezes, na embreagem.

Curiosidades
Em razão do esforço e dos movimentos repetidos, taxistas têm a musculatura da panturrilha da perna esquerda mais definida que a da direita.
 
Num carro particular, geralmente o sistema de embreagem deve ser trocado a partir dos 100 mil km rodados.
 
Nos veículos de taxistas, a substituição é feita a partir dos 50 mil km.             

Dicas
-
Evite segurar o carro em subidas apenas na embreagem.

- Quando enfrentar uma ladeira e tiver de parar, pise no freio e se for o caso utilize também o freio de mão, mas evite ao máximo de manter o carro parado somente na embreagem.

- Também evite de ficar parado no semáforo com o pé fincado na embreagem e nas trocas de marcha pise até o final entre uma marcha e outra.

- Nunca deixe o pé apoiado no pedal da embreagem quando estiver em movimento.
 
Zero Hora

Descubra as propriedades e vantagens dos chás

Descubra as propriedades e vantagens dos chás  Stock Photos/Divulgação
Foto: Stock Photos / Divulgação
Além de aquecer o organismo, as bebidas proporcionam diversos benefícios terapêuticos
 
Os chás são excelentes opções para aconchegar e esquentar o organismo durante as temperaturas mais baixas e possuem diferentes propriedades terapêuticas.
 
— As vantagens já começam pelo ritual de preparo - por si só um ato bastante relaxante, que distrai e vai te tirando um pouco do estresse do dia. Mas os próprios ingredientes também são capazes de oferecer diversos ganhos para a saúde. Existem algumas plantas, como a camomila e o capim cidreira, por exemplo, que são calmantes naturais e excelentes para uma boa noite de sono — afirma a nutricionista Flávia Morais.
 
Alguns também são aliados no emagrecimento. É o caso, por exemplo, do chá verde, cujo benefício está comprovado cientificamente.
 
— Dois copos por dia são suficientes para que os resultados sejam observados. O ideal é consumir em torno de dez minutos antes dos exercícios físicos. Isso aumentará a velocidade do gasto calórico, induzindo à perda de gordura — ressalta Flávia.
 
Porém, para que todas essas propriedades se mantenham, é necessário que a bebida seja preparada da maneira correta. Existem dois métodos: por infusão, que é o modo tradicional utilizado para folhas e flores. Nesse processo, basta colocar a planta em um recipiente, jogar água fervente e deixar tampado por cerca de 5 minutos. Depois, é só coar e servir.
 
O outro jeito é por decocção, utilizado para as raízes, rizomas, caules, sementes ou cascas da planta, no qual os ingredientes fervem junto com a água por alguns minutos. As proporções para as receitas são de uma a duas colheres de chá para cada xícara de água.
 
Veja abaixo os benefícios de alguns chás:
 
Capim Cidreira: alivia gases e auxilia no bom funcionamento do sistema digestivo. Além disso, também é um calmante.
 
Foto: Reprodução
Chá de Camomila
Camomila: alivia a indigestão e diminui a ansiedade. Combate o cansaço e ajuda a induzir ao sono.
 
Hibisco: diurético, ajuda a diminuir a pressão sanguínea. Rico em antioxidantes, protege contra os radicais livres.
 
Jasmim: ajuda no combate aos sintomas de depressão, auxilia no tratamento de conjuntivites e problemas de pele, além de aliviar o estresse.
 
Alecrim: potente digestivo, tem ação antiespasmódica, anti-inflamatória, antifúngica e desintoxicante.
 
Erva doce: por causa do seu aroma, é muito utilizada para relaxamento. Ajuda a combater cólicas e gases, além de melhorar a digestão.
 
Canela: controla o diabetes, reduzindo a vontade de comer doces e auxiliando na redução da glicemia. Regula o açúcar no sangue e melhora a circulação.
 
Gengibre: anti-inflamatório natural. Favorece o sistema digestivo, combatendo enjoos e náuseas.
 
Camellia sinensis: é a planta que dá origem ao chá verde e ao chá branco. Possui como princípio ativo os polifenóis e as catequinas, que evitam a formação de placas de colesterol no sangue, prevenindo derrames e infartos e alguns tipos de câncer.
 
Zero Hora

Patente de droga para tratar de Aids no Brasil gera briga judicial entre laboratórios

Foto: Reprodução
 O Kaletra é o principal tratamento de segunda escolha
Em disputa que pode ditar rumos do tratamento, empresa brasileira quer fazer remédio criado por gigante americana
 
Uma briga na Justiça entre o laboratório brasileiro Cristália e o gigante farmacêutico mundial AbbVie pode ditar os rumos e o futuro da política de tratamento universal de portadores do HIV, o vírus causador da Aids, no Brasil. Iniciada em 2009, a ação contesta a patente do medicamento Kaletra, concedida pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) à americana Abbott em 2000 e que deu ao laboratório o monopólio da sua venda no país.
 
Associação dos antirretrovirais ritonavir e lopinavir, o Kaletra é o principal tratamento de segunda escolha — prescrito quando os remédios da chamada primeira escolha, mais antigos, não surtem efeito devido ao desenvolvimento de resistência pelo vírus — usado no Brasil. Segundo o Grupo de Trabalho sobre Propriedade Intelectual (GTPI) da Rede Brasileira pela Integração dos Povos (Rebrip), coordenado pela Associação Brasileira Interdisciplinar de Aids (Abia), a estimativa é de que hoje ele seja distribuído pelo Ministério da Saúde a pelo menos 73 mil dos 313 mil soropositivos que eram atendidos pelo programa do governo em dezembro de 2012, a um custo de quase US$ 50 milhões anuais.
 
O problema é que uma proporção cada vez maior dos soropositivos brasileiros está infectada com cepas resistentes do HIV, necessitando de medicamentos não só de segunda como de terceira linhas, ainda mais caros, o que começa a levantar dúvidas quanto à sustentabilidade financeira do programa do governo. Além disso, no fim do ano passado o Ministério da Saúde alterou o protocolo para o fornecimento dos remédios, o que deverá colocar mais 100 mil soropositivos no âmbito do programa este ano.
 
E é aí que a briga entre Cristália e AbbVie ganha uma relevância que vai além do simples embate entre as duas empresas, pois o resultado do processo deverá estabelecer os precedentes e ordenamento jurídico que guiarão o sistema em torno do licenciamento compulsório, popularmente conhecido como “quebra de patente”, de remédios no Brasil previsto na legislação nacional sobre o assunto. Isso porque, nos últimos anos, a simples ameaça de usar o mecanismo já era suficiente para levar os grandes laboratórios a reduzir os preços cobrados do governo. Tanto que os gastos totais com a compra de antirretrovirais pelo Ministério da Saúde recuaram de R$ 1,084 bilhão em 2009 para R$ 770 milhões no ano passado. Mas esta estratégia está perdendo força, já que quase nunca a ameaça é levada a cabo, afirma Marcela Vieira, integrante da Abia e coordenadora do GTPI.
 
Fiocruz é maior produtora nacional
Marcela lembra que desde a entrada em vigor na nova lei de patentes brasileira, em 1996, até hoje, apenas um medicamento antirretroviral teve sua patente de fato “quebrada”, o Efavirenz, em 2007. Então, as negociações entre o governo e o laboratório Merck para redução de seu preço fracassaram. Com o licenciamento compulsório, um genérico do Efavirenz passou a ser importado de um laboratório indiano até começar a ser produzido pela Fiocruz, trazendo uma economia estimada em mais de US$ 100 milhões aos cofres públicos até 2011.
 
— O custo da compra de remédios antirretrovirais pelo governo vinha diminuindo, mas esta curva começa a virar — alerta Marcela. — Teremos mais pessoas em tratamento e a incorporação de novos medicamentos, com cada vez mais pacientes saindo da primeira para a segunda e a terceira linha. Tudo isso vai resultar em uma alta nos custos que coloca em risco a sustentabilidade financeira do programa. E o pior é que não vemos isso como uma preocupação do governo. Não dá para admitir que se fale que não há problema de recursos na área de saúde no Brasil. Não estamos preocupados só com a continuidade do tratamento dos soropositivos, mas com o orçamento da saúde brasileira como um todo.
 
Já Hayde Felipe da Silva, diretor-executivo do Instituto de Tecnologia em Fármacos da Fiocruz (Farmanguinhos), maior fornecedor público de remédios genéricos para o programa de tratamento de soropositivos, no valor de R$ 200 milhões anuais, afirma que o governo deve decidir se vai estimular a indústria nacional a investir na pesquisa e desenvolvimento de tecnologia para produção local de antirretrovirais ou continuará “refém” dos grandes laboratórios multinacionais e intermediários.
 
— Nosso maior problema atualmente em relação aos remédios de segunda e terceira geração é a obtenção dos princípios ativos — conta. — Isso vai exigir um grande esforço da indústria farmacoquímica, que para isso vai precisar de um cenário de estabilidade jurídica.
 
Visão parecida tem Ogari Pacheco, presidente do Cristália:
 
— Estamos lutando por um princípio. A ideia é estabelecer uma jurisprudência que vá nortear disputas semelhantes no futuro, dando segurança jurídica para todas as empresas que queiram trabalhar e investir na pesquisa e desenvolvimento para produção destas substâncias complexas no Brasil e não ver todo seu esforço interrompido por uma decisão judicial.
 
Em nota, o Abbvie afirmou estar “seguro que sua patente do lopinavir no Brasil foi outorgada de forma válida e em conformidade com lei brasileira”.
 
Entenda o caso
Na ação na Justiça, o Cristália alega a inconstitucionalidade da concessão da patente do Kaletra por meio de um mecanismo conhecido como pipeline, criado pela lei de patentes brasileira aprovada em 1996 (9.279/96) em resposta à assinatura pelo país, na Organização Mundial do Comércio, do Acordo sobre os Aspectos dos Direitos de Propriedade Intelectual Relacionadas ao Comércio (Trips, na sigla em inglês), e que reconheceu pela primeira vez a patenteabilidade de medicamentos no Brasil.
 
Usando este mecanismo, grandes laboratórios como o Abbott puderam requisitar, a partir de patentes concedidas no exterior, o registro automático de substâncias e associações como o Kaletra que pela lei deveriam já ser de domínio público no Brasil. Como consequência, o Cristália também argumenta que a patente do remédio não passou por uma análise formal e técnica dos requisitos de patenteabilidade pelo INPI nem teve anuência prévia da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), outros requisitos da lei.
 
Em julgamento realizado em fevereiro de 2012, a juíza Daniela Pereira Madeira, da 9ª Vara Federal do Rio, acatou a alegação de inconstitucionalidade das patentes pipeline e emitiu liminar suspendendo o registro do Kaletra no Brasil. Diante disso, o então laboratório Abbott recorreu e o caso foi parar no Tribunal Regional Federal da 2ª Região, ainda no Rio, onde os desembargadores Antonio Ivan Athié, Paulo Espirito Santo e Abel Gomes decidiram não abordar o tema das patentes pipeline, objeto de Ação Direta de Inconstitucionalidade movida pela Procuradoria Geral da República também desde 2009 e que ainda aguarda julgamento no Supremo Tribunal Federal.
 
Relator do processo, Athié, no entanto, concordou com os outros argumentos do Cristália e pediu a manutenção da decisão de Daniela. Espirito Santo, porém, foi contra, e em voto de desempate Gomes determinou o envio da patente para a Anvisa, condicionando sua volta à validade à anuência da agência. Esta, por sua vez, informou que aguarda julgamento pelos desembargadores de embargos de declaração propostos pelas empresas e pela própria Anvisa antes de avaliar a patente.
 
Em sua nota, o Abbvie afirmou ainda que a decisão dos desembargadores “foi favorável” ao seu ponto de vista, confirmando tanto a constitucionalidade das patentes por pipeline quanto o cumprimento das exigências da lei pelo Kaletra. “Apesar de ter sido solicitado à Anvisa que agora dê o consentimento à patente do AbbVie, esta é uma mera formalidade, já que Kaletra foi aprovado pela Anvisa em 9 de outubro de 2000. A aprovação para comercialização, conferida pela Anvisa, atesta, no Brasil, a eficácia e a segurança de um medicamento”, destaca o laboratório.
 
E como a sentença inicial de Daniela nunca foi executada, o agora AbbVie também mantém até hoje a exclusividade da venda do Kaletra no país, onerando o programa de universalização do tratamento do governo. Segundo levantamento do GTPI, os gastos só com este medicamento poderiam ser 60% menores se o Ministério da Saúde pudesse comprar seu equivalente genérico mais barato no mercado internacional. Já Ogari Pacheco, presidente do Cristália, garante que sua empresa está preparada para fabricá-lo em quantidade suficiente para suprir a demanda nacional, prevista em mais de 92 milhões de doses nas suas diversas formulações, praticando preços até 30% menores que os cobrados pelo agora laboratório AbbVie, de US$ 0,451 a unidade do tipo mais usado, com a vantagem de gerar empregos e impostos ao longo de toda sua cadeia produtiva dentro do país.

O Globo

Antibiótico derrota superbactéria em teste

Foto: Reprodução
Uma única infusão de um novo tipo de antibiótico pode eliminar infecções cutâneas graves, incluindo aquelas por MRSA, o Staphylococcus aureus, resistente a meticilina
 
Em estudo na revista “New England Journal of Medicine”, cientistas relatam que a dose simples foi tão eficaz quanto o regime de administração de outras drogas usadas hoje, com dez dias de tratamento.
 
O fármaco usado na pesquisa, o antibiótico Orbactiv, do laboratório Medicines Company, pode ter importantes resultados quando aplicado na prática, pois muitos pacientes com o problema normalmente falham em comparecer ao hospital para receber as duas doses diárias que necessitam receber no regime padrão.
 
O Orbactiv está em processo de aprovação pelas autoridades sanitárias dos EUA.
 
The   New York Times /  Folha de São Paulo

Marca de lingerie incentiva a masturbação feminina

Divulgação
Para Duloren, a mulher precisa “conhecer seu próprio corpo para levantar a autoestima e aumentar sua feminilidade”
 
A marca de lingerie Duloren conseguiu subverter os clichês de Dia dos Namorados em sua nova campanha. Sua peça publicitária, divulgada inicialmente por Facebook, incentiva a masturbação feminina. Isso porque a marca acredita que a mulher precisa “conhecer seu próprio corpo para levantar a autoestima e aumentar sua feminilidade”.
 
Intitulada de “Eu Me Amo”, a propaganda traz a modelo Juliana Lopes em posição alusiva à masturbação. Denise Areal, diretora de marketing da Duloren, explica: “Muitas mulheres solteiras se desesperam nesta época do ano por não estarem acompanhadas, só que, como diz o ditado, ame a si mesmo para ser amado”.
 
A imagem de divulgação da Duloren com alusão à masturbação causa impacto por se tratar de um tabu. Entretanto, a sexualidade masculina é constantemente abordada na publicidade, chegando até a ferir princípios éticos. Em 2012, por exemplo, a Nova Schin veiculou uma campanha em que as mulheres eram assediadas e tinham peças de roupas arrancadas por um agressor invisível.
 
A campanha começou a circular nas redes sociais no dia 26 de maio. A autoria da ação é da X-Tudo Comunicação, agência responsável por outra ação inovadora. No Dia das Mães deste ano, a modelo Ana Varanda posou grávida para a campanha "Produção Independente” da Duloren. Com a propaganda, a marca quis apoiar as mulheres que optavam por ser mãe solteira.
 
Revista Forum