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terça-feira, 10 de junho de 2014

Anestesia geral em bebês menores de um ano prejudica a memória, aponta estudo

Anestesia geral em bebês menores de um ano prejudica a memória, aponta estudo Stock.Xchng/Stock.Xchng
Foto: Stock.Xchng
Segundo pesquisadores, déficits de memória, mesmo que
mínimos,podem ter consequências imediatas na capacidade de
aprendizagem das crianças
Segundo pesquisa, procedimento não interfere na inteligência ou no comportamento
 
Um estudo publicado nesta segunda-feira indica que uma anestesia geral em crianças com menos de um ano de idade pode ter efeitos devastadores sobre a memória durante a infância. Cientistas americanos chegaram a esta conclusão após uma comparação da capacidade de memorização de dois grupos de 28 crianças, o primeiro submetido à anestesia geral antes de um ano e o outro não.
 
As crianças, com idades entre 6 e 11 anos, foram acompanhadas e testadas durante um período de 10 meses através das lembranças de detalhes em seus desenhos.
 
"As crianças não diferem em termos de inteligência ou comportamento, mas aquelas que receberam uma anestesia tiveram uma pontuação significativamente menor do que as outras em relação a memória", indica um resumo fornecido pela revista médica Neuropsychopharmacology (do grupo Nature).
 
"Déficits de memória, mesmo que mínimos, podem ter consequências imediatas na capacidade de aprendizagem das crianças", escrevem os pesquisadores da Universidade da Califórnia.
 
Não houve, contudo, diferenças entre crianças submetidas a uma única ou várias anestesias antes da idade de um ano. Os mesmos cientistas também conduziram um estudo paralelo com 33 ratos anestesiados durante a primeira semana de vida e que mostrou que eles reconheceram com mais dificuldades certos odores do que seus colegas que não foram anestesiados.
 
Nenhum dos ratos tinha sofrido uma lesão no cérebro, o que prova, de acordo com os investigadores, que a anestesia é a causa da perda de memória.
 
Estudos demonstraram, no passado, que a anestesia podia destruir determinadas células nervosas e afetar o funcionamento das sinapses, mas o seu impacto sobre a memória humana ainda não havia sido estudado. Os pesquisadores reconhecem, porém, que mais estudos ainda são necessários para determinar se o déficit de memória é reversível em humanos.
 
— Estes resultados podem nos encorajar a fazer perguntas sobre a necessidade de certas anestesias — diz Greg Stratmann, um dos coautores do estudo.
 
Zero Hora

SP detecta 6 casos de Chikungunya, mais forte que a dengue e sem tratamento

Reprodução
O Aedes aegypti também transmite a doença
Soldados do Exército brasileiro que estavam no Haiti foram infectados pelo vírus e contraíram a doença; vírus também é transmitido pelo mosquito Aedes aegypti
 
A Secretaria de Estado de Saúde de São Paulo, por meio do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE), identificou seis casos importados de infecção pelo vírus Chikungunya. Os pacientes são soldados do Exército brasileiro que vieram de uma missão de paz no Haiti.
 
Os soldados retornaram no último dia 5 de junho. As infecções foram confirmadas por análises de diagnóstico molecular da Reação em Cadeia de Polimerase (PCR), realizadas pelo Instituto Adolfo Lutz, laboratório da Secretaria.
 
Imediatamente, agentes da Sucen (Superintendência de Controle de Endemias) fizeram ações de contenção e nebulização no Hospital Militar de Área de São Paulo e no Batalhão de Logística do Exército, em Campinas, por onde os soldados passaram.
 
Os pacientes estão em observação e estado de saúde deles é considerado bom e estável.
 
No estado de São Paulo, dois casos importados confirmados da doença foram detectados em viajantes brasileiros procedentes do Sudeste Asiático no ano de 2010.
 
 
Além de ser transmitida pelo mosquito Aedes aegypti e pelo Aedes albopictus, o vírus Chikungunya apresenta sinais e sintomas semelhantes aos da dengue: febre, dores no corpo e no fundo dos olhos, manchas vermelhas pelo corpo e dores nas articulações. A evolução da doença pode desencadear artrite e sequelas permanentes. Assim como na dengue, não há tratamento específico, apenas para atenuar os sintomas.
 
iG

Seu coração está preparado para a Copa do Mundo? Veja cuidados para não infartar

Thinkstock/Getty Images
Atenção cardiopatas: Não adianta sair da sala na hora do pênalti
 nem medir a pressão no intervalo
Emoção e estresse durante os jogos são perigosos para quem é cardiopata e não visita regularmente o cardiologista
 
Como diz o narrador: "Haja coração!". Está chegando a hora. Na próxima quinta-feira (12), o Brasil entra em campo e o coração de muita gente vai sair pela boca. Mas é preciso atenção para que ele, literalmente, não pare de bater. 
 
O estresse gerado durante um jogo tem o poder de elevar a pressão arterial a níveis estratosféricos.
 
Para quem não sofre de doenças cardiovasculares, é absolutamente normal ter hipertensão temporária em situações de ansiedade. Já quem tem o coração fraco ou com outros problemas, o resultado pode ser catastrófico: infarto agudo do miocárdio, AVC isquêmico e hemorrágico, arritmias cardíacas e até mesmo a morte.
 
Mas calma: quem tem problemas no coração e está em constante acompanhamento com um cardiologista tem riscos pequenos, explica Rogério de Moura, cardiologista intervencionista do Hospital Balbino do Rio de Janeiro. “Se o paciente já está sendo medicado e acompanhado por um cardiologista, não é preciso tomar medicamento extra só para os jogos”, explica.
 
Veja 10 sintomas do infarto:

1. Dor no peito: sIntoma clássico, a dor também pode irradiar-se para o lado esquerdo do corpo e ombro, além das mandíbulas. É uma dor de pressão no peito

2. Náuseas ou vômitos: o infarto libera os sinais aminérgicos, que colocam a pessoa em alerta e causa dor no estômago

3. Palpitações: esse sintoma às vezes acompanha um infarto, por conta das arritmias provocadas por ele

4. Falta de ar: o mau funcionamento do coração afeta os pulmões, que leva à falta de ar

5. Sudorese: esse sinal é causado pelos sinais aminérgicos, de alerta, quando uma pessoa está infartando. A sudorese sempre vem acompanhada de outros sintomas

6. Fraqueza excessiva e repentina: nem todas as pessoas que infartam tem esse sintoma, mas uma pequena porcentagem apresenta esse sinal

7. Tontura: Calvilho explica que somente algumas pessoas relatam que sentem tonturas, sempre acompanhadas por outros sinais

8. Desmaio: pessoas podem ter uma síncope, decorrente de uma arritmia ou parada cardíaca.

9. Tosse seca: com os pulmões afetados por conta do infarto, a pessoa pode ter tosses. A tosse sempre é acompanhada de outros sintomas

10. Ansiedade: um recente estudo canadense mostrou que, nas mulheres, o infarto também pode ser confundido com ansiedade e agitação

Para aqueles cardiopatas que não visitam o cardiologista há mais de seis meses, cuidado: é melhor evitar grandes emoções durante os jogos e até mesmo não assisti-los. “Uma pessoa que chega no consultório e me diz que tem dor no peito quando faz exercícios físicos muito provavelmente terá problemas diante de um estresse de jogo, pois o mecanismo acionado é o mesmo", explica Moura.
 
Nesse caso, não adianta sair da sala só na hora do pênalti ou medir a pressão arterial no intervalo.
 
“Qualquer pessoa, seja hipertensa ou não, vai ter a pressão alterada durante uma situação de estresse", afirma o médico. “Se o paciente medir a pressão durante o jogo, isso vai gerar uma neura". Nervoso que tanto pode fazer com que a pessoa vá ao pronto-socorro sem necessidade, ou, bem pior, pode deixá-la tão desesperada e, de fato, fazê-la passar mal.
 
Por isso, a dica aqui é que cada um examine sua própria condição e, caso saiba que as coisas não estejam bem, mantenha distância da televisão.
 
iG

12 erros que podem atrapalhar seu sono

Foto: Thinkstock/Getty Images
Confira 12 erros comuns que cometemos sem saber que eles podem atrapalhar a nossa noite de sono:
 
1. É um erro beber café ou outras bebidas que contenham cafeína. A cafeína é estimulante e manda o sono embora
 
2. Ingerir calmantes e relaxantes sem a orientação médica pode causar o efeito rebote
 
3. Ingerir bebida alcoólica prestes a ir para a cama só piora a qualidade do sono
 
4. Não leve laptop para a cama e não tente dormir com a TV ligada
 
5. Comer demais antes de dormir só atrapalha o sono
 
6. É preciso desacelerar antes de ir para a cama. Ler, fazer palavras cruzadas ou alguma outra coisa monótona ajuda o sono vir mais rápido
 
7. É preciso encontrar a melhor posição para dormir, de acordo com o gosto individual
 
8. O cigarro é estimulante. Fumar perto da hora de dormir faz ter um sono de qualidade mais baixa
 
9. Levar preocupações para a cama prejudicam o sono
 
10. Ir para a cama com fome ou sede: em algum momento, a sede e a fome vai vencer o cansaço e a pessoa será obrigada a levantar
 
11. Não preparar o ambiente: quarto barulhento, claro e mal climatizado só atrapalha o sono
 
12 Deixar de dar importância à distúrbios do sono e não tratá-los pode acarretar problemas maiores
 
iG

Déficit de sono tem efeito 'dramático' sobre o corpo humano, conclui estudo

BBC
Atividade de centenas de genes no organismo se altera quando
se dorme menos de seis horas por noite durante uma semana
Cardiopatia, diabetes, obesidade e mau funcionamento do cérebro estão vinculados a pouco sono, diz pesquisa britânica
 
Quantidades insuficientes de sono durante um período prolongado pode ter efeito profundo sobre o funcionamento do corpo humano, segundo pesquisadores britânicos.
 
Um experimento concluiu que a atividade de centenas de genes no organismo de voluntários foi alterada quando eles dormiram menos de seis horas por noite durante uma semana.
 
Em artigo na publicação científica Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), os pesquisadores disseram que os resultados do estudo ajudam a explicar como o sono insuficiente prejudica a saúde.
 
Doenças cardíacas, diabetes, obesidade e mau funcionamento do cérebro foram vinculados ao pouco dormir. O processo pelo qual o déficit de sono altera a saúde, no entanto, ainda não é conhecido.
 
A equipe da Universidade de Surrey, na Inglaterra, coletou amostras de sangue de 26 pessoas após elas terem dormido bastante - até dez horas por noite - durante uma semana.
 
Na segunda fase do experimento, o mesmo grupo foi submetido a uma semana de sono insuficiente - menos de seis horas por noite. Amostras de sangue foram colhidas novamente.
 
Ao comparar as amostras, os cientistas observaram que a atividade de mais de 700 genes no organismo dos participantes foi alterada após a mudança no padrão do seu sono.
 
Configuração química
Cada gene contém instruções para a fabricação de uma proteína. Portanto, os que ficaram mais ativos produziram mais proteínas. Isso alterou completamente a configuração química no corpo dos voluntários.
 
O relógio natural dos seus organismos também foi perturbado pela falta de sono. A atividade de alguns genes aumenta e diminui no decorrer do dia, mas esse efeito foi enfraquecido pelo déficit de sono.
 
Falando à BBC, Colin Smith, da Universidade de Surrey, disse que "houve uma mudança dramática na atividade de muitos tipos diferentes de genes".
 
"Áreas como o sistema imunológico e a forma como o organismo reage a danos e estresse foram afetadas", agregou. "Claramente, dormir é essencial para a reconstrução do corpo e a manutenção de um estado funcional. (Caso contrário) vários tipos de danos parecem acontecer, o que pode resultar em doenças. Se não podemos reabastecer ou substituir células, isso leva à (formação de) doenças degenerativas."
 
O especialista disse que muitas pessoas podem estar vivendo com déficits de sono ainda maiores do que os estudados. Isso significa que essas mudanças nos genes podem ser comuns.
 
Comentando os resultados do experimento, o pesquisador Akhilesh Reddy, que estuda o relógio biológico humano na Universidade de Cambridge, Inglaterra, disse que o estudo é "interessante".
 
Para ele, as revelações mais importantes são os efeitos do sono insuficiente sobre inflamações e o sistema imunológico. Ele explicou que é possível estabelecer-se um vínculo entre esses efeitos e problemas de saúde como a diabetes.
 
BBC Brasil / iG