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quinta-feira, 19 de junho de 2014

Britânica ganha R$ 19 mi por demora de ambulância que causou dano cerebral

Caren Paterson teve ambições 'tolhidas' por demora na prestação de atendimento (Foto: BBC)
Caren Paterson teve ambições 'tolhidas' por demora no atendimento
Cientista 'ambiciosa' sofrerá de amnésia crônica e precisará de assistência 24 horas por dia para o resto da vida

Justiça britânica obrigou o serviço de emergência de Londres a indenizar em 5 milhões de libras esterlinas (R$ 19,2 milhões) uma mulher que ficou com sequelas cerebrais sérias após esperar mais de uma hora e meia pela ambulância.

A cientista Caren Paterson, de 36 anos, desmaiou em seu apartamento no bairro de Islington em 2007. Seu namorado acionou o serviço de emergência da capital britânica (discando 999). Mas, por engano, o endereço dela, em Islington, um bairro de classe média no norte de Londres, estava incluído na lista das áreas de 'alto risco' da capital.

Seguindo o procedimento padrão, os paramédicos estacionaram a ambulância a 100 metros de distância do apartamento e ficaram à espera de uma escolta policial para os levar à casa de Paterson.

Sem policiais disponíveis imediatamente para a missão, a mulher esperou cerca de cem minutos até a chegada de paramédicos. O namorado ainda ligou outras duas vezes para a emergência, mas os médicos não quiseram entrar no apartamento.

Paterson acabou tendo uma parada cardíaca minutos antes de a equipe chegar.

A cientista, que trabalhava com pesquisas genéticas no respeitado King's College, em Londres, ficou com dano cerebral permanente, sofrerá de amnésia crônica e desorientação e precisará de assistência 24 horas por dia para o resto da vida, e nunca mais voltará a trabalhar.

"Minha filha era uma cientista bem-sucedida e cheia de ambições. É angustiante pensar que todas as suas aspirações e ambições foram tolhidas por causa desse dano cerebral", disse a mãe de Paterson, Eleanor.

"Pensar em paramédicos esperando dentro de uma ambulância na esquina, enquanto minha filha estava desmaiada com a vida dela em risco, o que causou dano irreparável no cérebro dela, ainda é um choque. Espero que ninguém tenha de passar pelo que passamos."

A Justiça britânica condenou o serviço de emergência de Londres a indenizar a cientista em 1,4 milhão de libras (R$ 5,4 milhões), mais pagamentos vitalícios anuais que elevarão a conta a 5 milhões de libras.

Um porta-voz do serviço expressou suas 'sinceras desculpas' pelo erro e disse esperar que o dinheiro possa suprir as necessidades de Paterson agora o no futuro.

G1

Necrotério de hospital australiano rejeita corpo de homem de 200 kg

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Foto: Reprodução
Funerária teve que manter corpo sem refrigeração por uma noite. Necrotério diz que tem capacidade para receber corpo com até 150 kg 

Uma funerária da Austrália teve que manter o corpo de um homem de 200 kg durante uma noite e sem refrigeração depois que um hospital o rejeitou por ser muito grande, informou nesta quinta-feira (19) a imprensa local.

Joanne Cummings, coproprietária da funerária em Port Headland, no noroeste do país, teve que retornar na quarta (18) passada para sua casa com o corpo e usar o ar condicionado durante toda a noite para tentar mantê-lo refrigerado, conforme explicou ao jornal "".

A empresária, que no dia seguinte conseguiu alugar um contêiner marítimo com refrigeração interior para armazenar o corpo, denunciou que o necrotério de Port Headland já tinha se recusado a aceitar no ano passado o corpo de outro homem de 250 kg.

As autoridades de saúde do estado da Austrália Ocidental disseram em comunicado que o hospital de Port Headland só está capacitado para armazenar corpos de até 150 kg, mas que estudam a possibilidade de instalar equipamentos para manter refrigerados corpos de até 300 kg.

Aproximadamente 14 milhões de australianos, do total de 22 milhões de habitantes do país, sofrem de problemas relacionados com obesidade e sobrepeso, uma das maiores proporções entre os países desenvolvidos.

G1

Crianças com formação musical possuem melhor gerenciamento do cérebro

Crianças com formação musical possuem melhor gerenciamento do cérebro Reprodução/Reprodução
Foto: Reprodução
Crianças que tocavam um instrumento apresentaram níveis de atividade no córtex cerebral aumentados, indicando maior aptidão a multitarefas

Pesquisadores do Hospital Infantil de Boston trabalharam com imagem por ressonância magnética e descobriram que a formação musical precoce melhora as áreas do cérebro responsáveis pelo funcionamento executivo. 

Também conhecido como controle cognitivo ou sistema atencional supervisor, o "funcionamento executivo" se refere à gestão do cérebro, parecido com o termo corporativo correspondente.

No topo da hierarquia em termos de organização do cérebro, o funcionamento executivo permite o processamento e a retenção de informações, regula o comportamento e é responsável pela resolução de problemas e planejamento, entre outros processos cognitivos. Pode ser considerada uma peça-chave para se ter sucesso na vida.

No estudo, os pesquisadores consideraram que uma criança musicalmente treinada era alguém que tivera pelo menos dois anos de aulas particulares. Eles selecionaram 15 delas, com idades entre 9 e 12 anos, e as estatísticas do grupo corresponderam a treinamentos mais significativos do que aqueles que os pesquisadores estavam procurando: as crianças tocavam por 5,2 anos e praticavam 3,7 horas por semana, começando na idade de 5,9 anos.

Os cientistas os compararam com um grupo de 12 crianças da mesma faixa etária sem formação musical. Em seguida, foram formados dois grupos de estrutura semelhante de adultos, embora o grupo musical consistisse unicamente de músicos profissionais ativos. Os testes cognitivos mostraram que músicos em ambas as faixas etárias tiveram uma posição de vantagem.

A ressonância magnética mostrou que as crianças apresentaram os níveis de atividade no córtex pré-frontal aumentados, indicando que elas podem ser mais aptas a multitarefas do que as não musicais. Os inúmeros benefícios cerebrais da formação musical são bem conhecidos e têm sido o tema central de muitos estudos acadêmicos.

No ano passado, a Sociedade para Neurociência apresentou três estudos em uma conferência anual. Todos eles concluem que as influências da formação musical não só determina as funções, como também a anatomia do cérebro. 

O estudo de Boston, contudo, é um dos poucos a explorar o funcionamento executivo e adaptar os resultados ao nível socioeconômico, fator importante ao qual estudos anteriores não deram a devida atenção.

—Já que o funcionamento executivo tem fortes condições para determinar o desempenho acadêmico, mais até do que o QI, pensamos que nossas descobertas possuem grandes implicações educacionais. Enquanto muitas escolas estão cortando os programas de música e gastando cada vez mais tempo em preparação para provas, nossos resultados sugerem que a formação musical pode realmente ajudar a moldar as crianças para um futuro acadêmico melhor— afirma a pesquisadora Nadine Gaab.

Nadine diz que estudos futuros podem determinar se crianças e adultos que têm dificuldade com o funcionamento executivo - como crianças com Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) ou idosos - poderiam se beneficiar da música como uma ferramenta de intervenção terapêutica.

Os pesquisadores observaram que um melhor funcionamento executivo é o verdadeiro aspecto do cérebro, motivando as crianças a continuar suas aulas de música, sugerindo que a formação deve começar cedo na vida. O estudo foi publicado no PLOS ONE.

Zero Hora

Passar muito tempo sentado pode contribuir para o desenvolvimento de câncer

Passar muito tempo sentado pode contribuir para o desenvolvimento de câncer Piotr Lewandowski/freeimages
Foto: Piotr Lewandowski / Freeimages
Pulmões, endométrio e cólon são as áreas que possuem risco aumentado em decorrência do comportamento sedentário

A inatividade física tem sido associada com diabetes, obesidade e doenças cardiovasculares, mas também pode aumentar o risco de certos tipos de câncer, de acordo com um estudo publicado Journal of the National Cancer Institute.

Para avaliar a relação entre o tempo em frente à televisão, o tempo que passamos sentados durante atividades de recreação e lazer, o tempo que permanecemos sentados enquanto trabalhamos e o tempo total que ficamos sentados com o risco de vários tipos de câncer, Daniela Schmid, do Departamento de Epidemiologia e Medicina Preventiva da Universidade de Regensburg, na Alemanha, realizou uma análise de 43 estudos observacionais, que incluíam mais de 4 milhões de pessoas e 68.936 casos de câncer.

Quando os altos níveis de sedentarismo foram comparados com os menores, os pesquisadores encontraram um risco significativamente maior de três tipos de câncer - cólon, de endométrio e de pulmão. Além disso, o risco aumentou, com cada 2 horas em tempo sentado, de 8% para o câncer de cólon, 10% para câncer de endométrio e 6% para o câncer de pulmão.

O efeito também pareceu ser independente da atividade física, o que sugere que uma grande quantidade de tempo gasto sentado ainda pode ser prejudicial para aqueles que são fisicamente ativos. O tempo gasto em frente à televisão mostrou a associação mais forte com os cânceres de cólon e endométrio. Os autores acreditam que isso ocorra porque assistir TV é muitas vezes ligado ao consumo de bebidas açucaradas e fast food.

— O sedentarismo tem um impacto negativo sobre o câncer mesmo entre pessoas fisicamente ativas. Por isso, limitar o tempo em que permanecemos sentados pode desempenhar um papel importante na prevenção do câncer— escrevem os autores.

Lin Yang e Graham Colditz, da Faculdade de Medicina da Universidade de Washington, afirmaram que os resultados apoiam uma relação causal entre o comportamento sedentário e ambos os cânceres de cólon e endométrio, e que a prevenção da doença requer uma boa prova, vontade política e uma estratégia social para financiar e implementar programas de prevenção.

Zero Hora

Velocidade e força muscular: veja o perfil físico de um jogador de futebol

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Dani Alves correu 10 quilômetros no jogo do Brasil contra o México
Não é fácil ser um jogador de futebol; quem assiste aos jogos da Copa não imagina o que acontece no corpo dos atletas  

São cerca de 11 quilômetros percorridos nos 90 minutos de jogo, sempre de pouquinho em pouquinho , de cinco a 35 metros, e em ritmo de explosão. Além disso, é preciso ter força para suportar trombadas de um ou vários adversários, flexibilidade e é claro muita coordenação motora. Ser um jogador de futebol de alta performance não é fácil. É realmente estar acima da média e conseguir ter um equilíbrio entre diversas capacidades.

“O jogador de futebol precisa ter a combinação de força, explosão, alta intensidade e resistência. Esta é a dificuldade. Se colocássemos um velocista para jogar na Copa, ele certamente não aguentaria as 60 arrancadas que teria que dar numa partida, que é a média de corridas que os jogadores de futebol dão nas partidas. Outra dificuldade do velocista seria a falta de habilidade com a bola e visão de jogo, né?”, disse Cristian Ramirez, doutorado em Ciências do Esporte da Faculdade de Ciências Aplicadas (FCA) da Unicamp.

Sobre a capacidade de dar arrancadas, um jogador de futebol corre 35 metros em 4,3 segundos, numa velocidade média de 29 km/h (lembrando que numa partida esta distância é percorrida incessantemente 60 vezes). No jogo Brasil e México, o atacante Bernard atingiu a velocidade de 31,79 km/h em uma arrancada, o meio campista Willian fez 31,07 km/h. Uma pessoa sedentária corre os 35 metros num tempo superior a 5 segundos, numa velocidade 20 km/h e nem por um milagre aguenta as 60 arrancadas.

Esta resistência é explicada pela força física e também pela capacidade de captar, transportar e utilizar o oxigênio. O índice VO2 mede o volume de oxigênio que a pessoa é capaz de absorver em um minuto. Jogadores atingem a média de 65 ml/kg/min. Normalmente, laterais e volantes tem maior capacidade que atacantes e zagueiros. Sedentários têm em média 45 ml/kg/min. Entre os maratonistas o número é de 75 ml/kg/min.

O coração também está mais preparado. Nos jogos, os batimentos cardíacos passam de 60 batimentos por minuto quando em repouso para 120 e pode chegar até 160 no auge da disputa. Quando a situação configura o primeiro gol contra do Brasil de todas as Copas aí o batimento cardíaco passa fácil dos 200 por minuto. Haja coração.

“Estudos mostram que eles produzem mais energia de modo mais rápido. O sistema metabólico é mais eficiente”, diz Ramirez.

Outro índice que mostra a diferença física entre jogadores de futebol e pessoas sedentárias é o percentual de gordura. A Organização Mundial da Saúde recomenda que o percentual dos homens seja de 18%. Jogadores de futebol têm entre 10% e 13%.

“A maior parte do corpo é formada por músculos. O treinamento permite que aumentar a massa muscular que é importante para suportar tudo que envolve uma partida. Porém não podemos baixar muito a gordura este percentual, pois o jogador começa a se sentir mal. Fica sem energia”, disse Felipe Belozo, preparador físico e mestrando na FCA da Unicamp. Ainda a título de comparação fisiculturistas em competição chegam a ter de 3% a 5% de gordura.

A condição física dos jogadores faz com que mecanismos fisiológicos funcionem de maneira mais eficiente. Isto explica por que a recuperação dos jogadores ocorre de forma mais rápida. O treinamento são ciclos que causam o estresse no músculo e depois é preciso de um tempo para que ele se regenere. “Os atletas de futebol conseguem remover a lactose do músculo para o sangue mais rapidamente e sem acidólise. Isso significa que por causa do treinamento o processo de recuperação é mais rápido”, diz Belozo.

Ramirez explica que tudo é treinável, mas que também é preciso ter a capacidade de treinar muito bem todos os dias. Não é uma questão só física.

iG