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quarta-feira, 25 de junho de 2014

Cobrar escanteio e ler ao mesmo tempo: treino visual melhora atuação de jogador

http://i0.statig.com.br/bancodeimagens/8z/hm/ui/8zhmuijtj581wf08st8iasb7o.jpgÉ curioso, mas um treinamento visual pode ajudar jogadores de futebol a serem mais ágeis em campo. Como? Exercitando o foco visual, visão periférica e concentração

Um estudo feito pelo oftalmologista Leôncio Queiroz Neto, do Instituto Penido Burnier, com 80 jogadores da Confederação Paulista de Futebol mostrou que 36% deles não enxergam bem. “Os problemas são leves, afinal, se o jogador não enxergar bem, ele não consegue jogar e acaba ficando para trás”, explica Neto.


Enxergando bem ou não, a rapidez visual para identificar o que está acontecendo em campo é fundamental. “As seleções da Alemanha e da Espanha já fazem isso, por exemplo”, conta Neto. Mas é preciso dedicação para ter "olhos de águia". O médico explica que leva de 30 a 45 dias para o olho ficar bem treinado.

Um dos exercícios é o que melhora a visão de jogo. Ele é dividido em três fases. Na primeira, o jogador treina fora de campo: ele precisa aprimorar sua leitura dinâmica. Para isso, é esperado que, em um único golpe de vista, ele leia palavras impressas há alguns centímetros de distância. Repetindo o exercício por 45 dias, essa capacidade estará bem treinada.

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Depois disso, parte-se para as embaixadinhas. Ao mesmo tempo em que o jogador controla a bola entre o joelho e pés, ele deve olhar para outro lado, sem deixar a bola cair. “Isso vai melhorar a visão periférica e a concentração do atleta na bola”, explica o oftalmologista.

Segundo passo: fazer embaixadinhas

A terceira parte do mesmo exercício exige que o jogador consiga, no momento de uma cobrança de escanteio, olhar para o lado oposto e ler palavras em uma tabuleta, painel ou monitor – e memorizá-las. “Isso também melhora a visão periférica e a atenção também”, diz Neto.

Terceiro passo: cobrança de escanteio

Reflexos rápidos
Ainda na missão de deixar o jogador com os olhos “afiados”, existe o treino de contrastes. A ideia é simples, basta colocar um desenho em um fundo com pouco contraste, como uma imagem cinza-clara em um fundo branco. O jogador deverá ficar distante da reprodução. Se a projeção está sendo feita em um monitor de 15 polegadas, ele deverá ficar afastado em cinco metros, e é desejável que ele consiga identificar a imagem em um segundo. As imagens devem ser trocadas por outras bem semelhantes e o atleta precisa conseguir perceber a diferença.

Treino de contrastes

Foco na bola
Outro treino fora de campo que ajuda o jogador a ser mais ágil é a capacidade de focar na bola rapidamente. “Ajuda no foco do gol e no reconhecimento de jogadas”, explica o oftalmologista.

Treino para melhorar a mira

E é fácil, basta esticar os braços na altura do ombro e fazer sinal de positivo com os polegares. “Depois é só alternar o olhar de um polegar para o outro, da unha para o polegar”, explica o médico. “Também é possível deixar um polegar uns três centímetros à frente do outro e alternar o foco entre um e outro”, completa.

Treino dos polegares

O médico explica que, sem treinar, é normal demorar até quatro segundos para conseguir o foco da visão. Depois dos treinos, no entanto, o atleta consegue em apenas um segundo. “Normalmente leva uns 30 dias”, completa.

Fotos: iG Arte
iG

Ficha médica de Michael Schumacher foi roubada de hospital, diz assessoria

Foto: Reuters - O ex-piloto Schumacher acordou do coma no dia 16 de junho
Ex-piloto, que acordou de coma, estava internado na França

França - A assessoria do alemão Michael Schumacher revelou nesta segunda-feira, em comunicado, que a ficha médica do ex-piloto foi roubada do Hospital Universitário de Grénoble, na França, e que os responsáveis estão tentando vender as informações. 

O histórico do alemão estava na unidade médica por causa do acidente sofrido seis meses atrás, em uma estação de esqui, que o deixou entre a vida e a morte durante longo período de tratamento.  

"Não podemos dizer se esses documentos são autênticos. Porém, os documentos são claramente roubados", explicou a assessora Sabine Kehm, por meio de nota. 

A assessora garantiu que está "proibida a compra e a publicação deste tipo de documentos", já que a ficha médica é privada e confidencial. 

Michael Schumacher ficou hospitalizado no hospital localizado em Grénoble de 29 de dezembro do ano passado até poucos dias atrás. No dia 16 de junho, o ex-piloto acordou do coma, sendo transferido logo depois para um local não divulgado.

Efe / iG

Merenda especial a alérgicos

http://nutriversidade.files.wordpress.com/2013/03/menino-maluquinho.jpg?w=547A partir de agosto, escolas terão lanche próprio para alunos com restrição alimentar 

Rio - A partir de agosto, pais de crianças com restrições alimentares ficarão mais tranquilos ao deixarem os pequenos na escola. Uma nova lei torna obrigatório que unidades educacionais públicas e privadas ofereçam merenda diferenciada e adequada para diabéticos, intolerantes a lactose e glúten e pessoas com alergia a corantes e conservantes, por exemplo.

As escolas deverão se adequar de acordo com o número de alunos com as doenças. Além disso, os responsáveis poderão exigir um cardápio individualizado. Segundo o pediatra Antonio Carlos Turner, da clínica Materno-Infantil, as complicações causadas pela ingestão de alimentos ‘proibidos’ incluem vômitos, diarreias e dores abdominais, no caso dos intolerantes. Asma, edema de glote e choque anafilático são mais recorrentes entre os alérgicos, e coma, entre os diabéticos.

Mãe de uma menina de 1 ano e 8 meses que sofre de síndrome alérgica grave às proteínas do leite e da soja, a advogada Mônica Bellotto, 38 anos, chegou a pensar em se mudar para os Estados Unidos para poder oferecer melhores condições à pequena. Para ela, a maioria das pessoas no Brasil, incluindo educadores e pais, pensa que alergia alimentar é “frescura”, e não toma cuidados básicos, como não oferecer ‘comida comum’ a alérgicos.

Prazo para adequação
Mônica conta que, desde recém-nascida, Elis tem uma resposta inflamatória no intestino (interocolite) toda vez que ingere algum alimento que contenha as proteínas. O resultado da ingestão são longas sequências de vômitos que podem durar até 30minutos, e ocorrem de 15 a 20 vezes.

“Se minha filha toma uma colher de café de leite de vaca ou soja ela vomita tanto que tem que ser levada para o pronto-socorro com urgência”, conta. “Por ser muito pequena, ela desidrata rápido e pode sofrer um ataque cardíaco”, disse, acrescentando que vai cobrar mudanças na creche onde a menina estuda.

A medida foi sancionada em maio e estados e municípios têm três meses para se adequarem.

Todos devem se envolver
Para Antonio Carlos, o cumprimento da lei e a proteção às crianças alérgicas devem envolver todos os setores da escola. Ele cita que, nos refeitórios, ocorre, com frequência, a troca de pratos entre os pequenos, o que pode colocar os com restrição em risco.

“Às vezes um tem vontade de provar o que está com o outro”. O pediatra defende uma campanha interna para que funcionários e estudantes entendam os riscos de compartilhar a comida.

Segundo ele, o risco também vem das merendeira,que podem confundir os produtos e dar um alérgeno (substância que causa alergia) a uma criança com a doença. “Esse tipo de situação não é incomum”, alerta.

As secretarias municipal e estadual de Educação do Rio de Janeiro informaram que já se reúnem com nutricionistas da rede pública de saúde para montar cardápios especiais. 

O Dia

Reumatismo também atinge crianças

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Foto: Reprodução
Doença comum entre pessoas com idade avançada pode fazer vítimas mais jovens, de acordo com especialista do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos (SP)

Ao contrário do que muitos devem pensar, crianças e jovens podem ser vítimas de um mal associado ao envelhecimento: as doenças reumáticas. Estima-se que 25% delas ocorram entre menores de 16 anos de idade. De acordo com Maria Teresa Terreri, reumatopediatra do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, a demora no diagnóstico pode causar sérios riscos. “Na maioria das vezes, os sintomas iniciais são interpretados como dores de crescimento e a criança demora a ser encaminhada a um especialista. Durante esse processo, o paciente chega a passar por oito médicos diferentes.” 

As doenças reumáticas são raras e afetam principalmente os ossos, as articulações e os músculos, causando dor, fraqueza muscular e rigidez, mas também os órgãos internos podem ser comprometidos. Quando não tratadas precocemente podem gerar deformidades e limitações físicas, e, até mesmo, levar à morte. Ainda segundo Maria Teresa, há um número grande delas que podem acometer a população infantil, as mais comuns são a febre reumática, a artrite idiopática juvenil, o lúpus eritematoso sistêmico juvenil, a dermatomiosite, a esclerodermia e as vasculites. 

Como identificar 
Para identificá-las, é preciso estar atento aos sintomas. “Febre sem motivo aparente por mais de 15 dias, inflamação nas articulações, “alergias”, úlceras e necroses na pele resistentes ao tratamento e problemas nos rins podem ser indícios de reumatismo e devem ser avaliados por um especialista”, alerta a médica. Ela ainda ressalta que o problema não tem cura na maioria dos casos, mas pode ser totalmente controlado com o auxílio de medicamentos. 

Na maioria das vezes, o diagnóstico é estabelecido com base nos sintomas e a partir do exame clínico. Já os quadros de doenças auto inflamatórias, que são bastante raras, só podem ser confirmados por meio de um teste genético. “É um exame caro e ainda pouco acessível no Brasil, o que também dificulta o diagnóstico precoce.” 

Formas de tratamento 
De acordo com a especialista, apesar de existirem medicamentos bastante eficientes para combater essas doenças a taxa de abandono do tratamento é alta. “Os medicamentos são caros e muitas vezes devem ser usados de forma contínua. Vale lembrar que alguns desses remédios podem ser conseguidos gratuitamente no sistema público de saúde com o encaminhamento médico”, revela. 

Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos 
Localizado ao lado do Parque do Ibirapuera, em São Paulo, o Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos atua em mais de 50 especialidades e conta com cerca de 780 médicos. Realiza aproximadamente 12 mil procedimentos cirúrgicos, 13 mil internações, 230 mil consultas ambulatoriais, 145 mil atendimentos de Pronto-socorro e 1,4 milhão de exames. Dentre os selos e certificações obtidos pela instituição, destaca-se a Acreditação Hospitalar Nível 3 - Excelência em Gestão, concedida pela Organização Nacional de Acreditação (ONA) e o Prêmio Melhores Empresas para Trabalhar no Brasil, conquistado pelo terceiro ano consecutivo. 

TREE COMUNICAÇÃO 
(11) 3093-3618 / 3093-3603 
Inês Castelo - ines@tree.inf.br 
Diego Palmieri - diego.palmieri@tree.inf.br

Hospitais no Rio investem em tecnologia de gestão para agilizar processos internos e atendimento na Emergência

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Foto: Reprodução
Tecnologia é a palavra de ordem da Rede Ímpar de hospitais no Rio de Janeiro, que inclui o Complexo Hospitalar de Niterói (CHN), o Hospital São Lucas, em Copacabana, e o Hospital de Clínicas Padre Miguel, na Zona Oeste da cidade

Entre as ações do planejamento estratégico deste ano, da área de Tecnologia da Informação (TI) da rede, destaca-se a implementação de um novo sistema de gestão hospitalar, para agilizar processos internos e o atendimento na Emergência. Trata-se da plataforma chamada SOUL MV, que começará a ser utilizada até o final deste ano em toda a rede.

Na prática, a tecnologia permite integrar as áreas de apoio e unificar as informações sobre os pacientes, por meio do prontuário eletrônico e da criação da classificação de risco, que organiza o fluxo de atendimento dos pacientes no Setor de Emergência, por meio de um Protocolo de Classificação de Risco. Tal iniciativa visa priorizar o atendimento de acordo com a gravidade dos casos, o que diminui o tempo de espera nas unidades.

De acordo com Sérgio Brasil, gerente de TI da Rede Ímpar, o principal objetivo da mudança é criar uma base de dados centralizada, com informações clínicas e assistenciais dos pacientes e acesso mais rápido e prático, uma vez que os profissionais podem consultá-lo de qualquer lugar, pela internet.

Em toda a Rede Ímpar, o paciente será visto por diversos ângulos, pois informações como prontuário e exames clínicos ou de imagem estarão disponíveis em um sistema unificado. O uso dessa ferramenta de gestão de informação traz mais agilidade, conforto e segurança para os clientes”, revela Sérgio Brasil.

Mas além das vantagens assistenciais, o SOUL MV auxilia também na gestão administrativa, por meio de controle e otimização de processos administrativos, financeiros e estratégicos; gerenciamento de compras e distribuição e consumo de material hospitalar e medicamentos.

O investimento no Sistema MV faz parte de um grande projeto de modernização, que elevará as unidades cariocas da Rede Ímpar a um novo patamar tecnológico: “A empresa está investindo em vários segmentos, incluindo o uso de novas ferramentas e a aquisição de equipamentos, entre outras benfeitorias. Essa mudança será um salto tecnológico e representa um marco na forma de cuidar do cliente”, declarou Brasil.

Para a implantação do novo sistema, funcionários foram preparados para formar um grupo de multiplicadores com a função de disseminar informações e dar suporte para todos os outros colaboradores.

Segundo Paulo Cury, superintendente nacional da Rede Ímpar, a modernização representa um ganho na qualidade assistencial. “A mudança faz parte de um processo de gestão centrada no paciente, e o sistema permitirá a integração de diversas soluções e tecnologias, que estamos colocando à disposição da equipe médica e assistencial”, afirma. 

Também fazem parte da rede hospitais de São Paulo e Brasília, como o Hospital 9 de Julho, que já utiliza o sistema desde 2001, o Hospital Brasília (DF) e a Maternidade de Brasília (DF), também em processo de implementação. 

Priscila Pais 
Assessoria de Imprensa