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quarta-feira, 25 de junho de 2014

Agrião é o vegetal que contém maior densidade de nutrientes

Agrião é o vegetal que contém maior densidade de nutrientes stock.xchng/Divulgação
Foto: stock.xchng / Divulgação
Cientistas também destacaram as propriedades da couve, brócolis e tomate 

Sabemos que as frutas e os vegetais são bons para nós e para nossa saúde - mas quanto? Uma nova tabela classificatória que apresenta a densidade de nutrientes de diferentes frutas e legumes acaba de ser elaborada por especialistas em dieta do William Paterson University, de New Jersey, EUA: destaque para o agrião, primeiro colocado. O trabalho foi publicado na revista CDC Preventing Chronic Disease.

Eles testaram 47 frutas e legumes diversos para avaliar os seus níveis de 17 nutrientes que são geralmente considerados de grande importância para a nossa saúde. A pontuação foi baseada na porcentagem de necessidades diárias de uma pessoa para cada nutriente que o alimento proporciona.

Os alimentos foram classificados por seu conteúdo de potássio, fibras, proteínas, cálcio, ferro, tiamina, riboflavina, niacina, ácido fólico, zinco e vitaminas A, B6, B12, C, D, E e K. O agrião alcançou a pontuação máxima (100), seguido pela couve (49,07), brócolis (34,89) e tomate (20,37).

Os escores foram controlados para garantir que uma fruta ou vegetal que fornecesse uma enorme quantidade de apenas um único nutriente não recebesse uma alta e desproporcional pontuação. O estudo assumiu uma dieta de 2.000 calorias por dia e 100g de cada alimento consumido em seu estado bruto. Seis alimentos que não obtiveram escores suficientes para figurar na lista foram as framboesas, tangerinas, cranberries, alho, cebola e mirtilos.

Acredita-se que o agrião também possua propriedades medicinais e contenha particularmente níveis elevados de vitamina K, a qual é importante para a nossa saúde óssea, e vitamina A, responsável pela manutenção da visão. Além disso, possui compostos em glucosinolatos, verificados como potenciais anticancerígenos.

Os especialistas afirmam que também vale a pena salvar a água em que eles são cozidos - pois ela é permeada de nutrientes - e reutilizá-la em sopas e molhos.

Zero Hora

Cientistas explicam vínculo entre estresse e ataque cardíaco

Cientistas explicam vínculo entre estresse e ataque cardíaco 0/Reprodução
Foto: Reprodução
Em excesso, glóbulos brancos podem ser nocivos ao favorecer a formação de coágulos e bloquear a circulação

Pesquisadores afirmaram ter descoberto como o estresse crônico leva a ataques cardíacos e acidentes vasculares cerebrais (AVCs): provocando a superprodução de glóbulos brancos, células de defesa do organismo, que em excesso podem ser prejudiciais.

O excedente de células se acumulam nas paredes das artérias, reduzindo o fluxo sanguíneo e favorecendo a formação de coágulos que bloqueiam a circulação ou a interrompe, viajando para outra parte do corpo.

Os glóbulos brancos são importantes para combater e curar infecções, mas em excesso ou se estiverem no lugar errado, podem ser nocivos, afirmou o coautor do estudo, Matthias Nahrendorf, da Escola de Medicina de Harvard, em Boston.

Para descobrir este vínculo, Nahrendorf e sua equipe estudaram 29 residentes médicos que trabalham em uma unidade de cuidados intensivos. Seu ambiente de trabalho é considerado um modelo para a exposição ao estresse crônico, em vista do ritmo acelerado e da grande responsabilidade de tomar decisões de vida e morte.

Ao comparar amostras sanguíneas retiradas durante as horas de trabalho e de folga, assim como os resultados de percepção de estresse de questionários, os investigadores encontraram um vínculo entre o estresse e o sistema imunológico.

Eles notaram, particularmente, que o estresse ativa células-tronco da medula espinhal, que por sua vez levam à superprodução de glóbulos brancos, também chamados de leucócitos. Os glóbulos brancos, cruciais na cicatrização de ferimentos e no combate a infecções, podem se voltar contra o próprio organismo, com consequências devastadoras para pessoas com doenças como arteriosclerose, ou seja, o espessamento das paredes das artérias provocado pelo acúmulo de placas.

Em seguida, o estudo foi feito com ratos de laboratório, que foram expostos ao equivalente do estresse para roedores, como a superlotação ou a movimentação da gaiola. A equipe selecionou os camundongos com propensão a arteriosclerose. Eles descobriram que o excesso de glóbulos brancos produzidos em função do estresse se concentrou na parte interna das artérias e impulsionou o acúmulo de placas.

— Aqui, as células liberam enzimas que amolecem o tecido conectivo e levam ao rompimento da placa. Esta é a causa frequente de infarto do miocárdio e do derrame— explica Nahrendorf.

Ele acrescentou que os leucócitos são apenas parte do problema. Outros fatores, como colesterol e pressão elevados, tabagismo e propensão genética também contribuem para um risco maior de ataque cardíaco e AVC.

Zero Hora 

Desenvolvimento de 'olhos biônicos' abre novos horizontes para cegos

Imagem de arquivo mostra Elias Konstantopoulos usando óculos que possibilitam um "olhar biônico" no laboratório do Centro de Reabilitação e Pesquisa Lions Vision, em Baltimore, nos Estados Unidos (Foto: Jim Watson/AFP)
Foto: Jim Watson/AFP
Sistema tem óculos de sol, microcâmera e aparelho que trata dados visuais. Ele permite a cegos ter percepção de 'formas e contrastes luminosos'

Os "olhos biônicos", sistemas eletrônicos implantados diretamente na retina, deixaram de ser ficção científica e já estão ajudando os cegos de todo o mundo a recuperar parcialmente a visão. Graças a este sistema, as pessoas cegas percebem novamente "formas e contrastes luminosos, objetos de médio porte" e podem, inclusive, ler "cartas e palavras em tamanho grande", explicou o médico francês José-Alain Sahel.

"Não se trata de uma visão natural, mas de uma percepção visual útil", segundo este especialista que chefia o Instituto da Visão em Paris, um centro de pesquisas do hospital oftalmológico Quinze-Vingts. Atualmente, uma centena de pessoas no mundo usa 'retinas artificiais', criadas por três empresas diferentes de Estados Unidos, Alemanha e França.

"Minha vida mudou", explica um paciente francês operado por Sahel e que teve implantado um sistema Argus II, da empresa americana Second Sight. "Quando uso este sistema nos olhos, ele vira indispensável. Eu o uso o dia todo e as baterias acabam", conta o paciente em um vídeo do fabricante.

O sistema é formado por óculos de sol, equipados com uma microcâmera, um aparelho eletrônico que trata os dados visuais captados pela câmera e um sistema que os transmite para o implante ocular. Mediante impulsos elétricos, o implante estimula artificialmente retinas afetadas por retinose pigmentar, uma doença genética e degenerativa.

Na Europa e nos Estados Unidos, 86 pessoas usam o sistema Argus II, vendido por 115.000 euros, segundo Grégoire Cosendai, vice-presidente europeu da Second Sight.

Novos caminhos de pesquisa
Embora este sistema tenha aberto o caminho, o especialista francês José-Alain Sahel está trabalhando em outro sistema similar chamado Iris, em colaboração com a start-up Pixium Vision. Até agora, cinco pacientes receberam este olho eletrônico fabricado na França "com resultados animadores", segundo o especialista.

Outra fabricante, a alemã Retina Implant, está começando a comercializar na Europa seu próprio sistema de implantes que funciona sem câmera externa. Neste caso, o implante, situado abaixo da retina, capta diretamente a imagem e estimula o olho. Os 40 cegos que utilizam o sistema, vendido por 100.000 euros, veem "diferentes matizes de cinza", explica o presidente da empresa, Walter G. Wrobel.

A vantagem é que "o chip-câmera eletrônica se move com o olho, não há câmara externa, e a sensação visual é estável e corresponde à visão real", segundo Wrobel. As três companhias confiam agora na expansão deste mercado. "Na Europa e nos Estados Unidos há entre 350.000 e 400.000 pessoas que sofrem de retinose pigmentar", segundo o presidente da Pixium.

Além disso, os implantes também poderiam ajudar as pessoas que sofrem de degeneração macular associada à idade (DMAE). Em paralelo, a pesquisa médica está explorando duas novas vias, a terapia genética - com a modificação direta dos genes que causam a doença - e a terapia celular, que consiste em injetar células-tronco na retina para substituir células defeituosas.

São duas alternativas que podem ser "complementares" aos implantes eletrônicos, segundo Gérard Dupeyron, chefe do serviço de oftalmologia do hospital francês de Nimes. Na Universidade Johns Hopkins de Baltimore (Estados Unidos), a pesquisadora argentina Valeria Canto-Soler tinha se especializado na pesquisa de células-tronco aplicada às doenças da retina. "A pesquisa avança a um ritmo incrivelmente rápido. O que há alguns anos achávamos que era impossível agora é realidade", explicou.

G1

Empresa da Holanda lança cigarro eletrônico de maconha

Ilustração de cigarro eletrônico de maconha, comercializado pela empresa holandesa E-njoint (Foto: Reprodução/Facebook/E-njoint)
Foto: Reprodução/Facebook/E-njoin
Companhia afirma produzir 10 mil 'baseados eletrônicos' por dia. Diretor diz que fabricação é legalizada e mira mercado terapêutico 

A companhia holandesa E-Njoint lançou um cigarro eletrônico de maconha, com variedades de sabores e sem THC (princípio ativo da maconha), tabaco ou nicotina. Porém, o usuário pode preencher o cigarro com cannabis líquida ou ervas secas.

A sede da empresa fica em Delft, na Holanda, mas os produtos são fabricados em Shenzhen, na China. Segundo informações do jornal “International Business Times”, por dia são feitos cerca de 10 mil “baseados eletrônicos”, distribuídos pela Europa.

Um dos diretores da empresa, Menno Constant, disse à publicação que a fabricação dos cigarros é considerada legal e mira o mercado terapêutico.

Segundo ele, há negociações para que o produto seja levado a outros países como opção para ser usado no tratamento com maconha medicinal.

No site da empresa, está disponível para venda apenas um modelo do cigarro, o descartável, que custa 8,95 euros (R$ 27) a unidade.

G1

Qual a relação entre um alimento gorduroso e uma nota baixa?

Uma boa alimentação pode fazer a diferença entre acertar toda a prova ou tirar nota baixa – no exame final, no vestibular, no concurso ou no exame da OAB

Frituras, salgadinhos, doces e refrigerantes costumam frequentar a lanchonete de muitas escolas e o balcão de vários bares. São irresistíveis durante qualquer intervalo, mas é preciso prestar atenção. Esses alimentos não podem viram um hábito e substituir aqueles de real valor nutritivo.

A última pesquisa Pesquisa Nacional de Saúde na Escola (PeNSE), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2012, mostrou que adolescentes de 13 a 15 anos, do 9º ano do Ensino Fundamental, estão longe de ter uma alimentação saudável. O estudo apontou que 41% dos estudantes consomem guloseimas (doces, balas, chocolates, chicletes, bombons ou pirulitos) pelo menos cinco vezes na semana. É preciso todo o cuidado, pois o excesso destes alimentos ricos em açúcares, sal e gorduras trans e saturadas podem levar à obesidade e ao diabetes tipo 2 ainda na infância – e ter consequências durante toda a vida.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta que é importante desenvolver hábitos de alimentação saudável entre crianças e adolescentes para sua manutenção na vida adulta. Desta forma, é possível diminuir o risco de doenças crônicas e obesidade. E o que significa isso? Consumir alimentos com alta concentração de grãos (arroz, milho e trigo), que precisam ser consumidos em maior quantidade durante todo o dia, além de frutas, legumes, verduras e alimentos como cereais integrais, leguminosas, sementes e castanhas, que são fontes de proteína. Carne vermelha, branca, ovos, leite e derivados também devem ser consumidos, porém em menor quantidade e, de preferência, com baixos teores de gordura. Fazem bem para todo o corpo – até para o cérebro. Várias pesquisas relacionam boa alimentação com melhor desempenho acadêmico e profissional ao longo da vida.

Dicas
Por isso, prefira alimentos gostosos e nutritivos. Pão integral possui fibras e vitaminas. Queijo branco é fonte de cálcio e proteínas. Frutas têm vitaminas, minerais e fibras. Um suco natural hidrata e é rico em nutrientes – vale até misturar abacaxi com hortelã̃, mamão com laranja e maracujá́ com acerola, por exemplo.

Seguindo essas dicas, não vai faltar disposição e energia ao longo da vida – tanto para fazer exercícios quanto para superar os grandes desafios que te aguardam ao longo da vida.

G1