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domingo, 6 de julho de 2014

Pediatras alertam para o falso diagnóstico de tosse alérgica

Pediatras alertam para o falso diagnóstico de tosse alérgica Ilya Andriyanov/Deposit Photos
Foto: Ilya Andriyanov / Deposit Photos
Especialistas afirmam que termo não existe e que o uso de antialérgicos e anti-histamínicos é contraindicado 

Uma criança começa a tossir e alguém diz que deve ser tosse alérgica. Essa cena é recorrente, porém esse termo é usado de forma incorreta, o que é motivo de preocupação para Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul.

Não existe a chamada "tosse alérgica". De acordo com o pneumologista pediátrico, Paulo José Cauduro Marostica, muitos pais oferecem antialérgicos e anti-histamínicos para crianças asmáticas pensando estar tratando a tosse, erroneamente.

— Crianças alérgicas frequentemente apresentam asma e a doença pode se manifestar apenas com tosse. Com isso, as pessoas fizeram a associação de que o antialérgico trataria o problema, o que está muito errado. Esse uso não tem comprovação científica.

Ocorre exatamente o contrário, o remédio não faz efeito e ainda deixa a criança sonolenta, com aumento de apetite e de peso— explica.

Segundo o pediatra Wilson Rocha Filho, é comum que as crianças tenham até dez viroses por ano.

— A chamada tosse alérgica não tem respaldo da literatura. Existe o medicamento específico para asma, que deve ser dado para as crianças asmáticas. Estamos numa época do ano que é normal que o pequeno tenha uma ou duas viroses num mesmo mês.

Crianças até cinco anos apresentam, em média, cinco viroses por ano— esclarece.

O pediatra lembra que a tosse é um mecanismo de defesa do corpo. Porém, alguns sintomas devem ser observados para que o tratamento mais adequado seja seguido. Quando a tosse dura mais de 15 dias, ou se a criança apresentar quadro de febre por mais de sete dias e catarro por 15, deve ser investigado por um médico pediatra. É sinal de que algo está fora do normal.

Zero Hora

Surto de Ebola está fora de controle em regiões da África, alerta MSF

Surto de Ebola já matou quase 500 pessoas em três países da África Ocidental
Médicos Sem Fronteiras alertam sobre o risco de epidemia em áreas africanas; ao menos 500 já foram atendidos com doença 

Com o aumento exponencial no número de casos de Ebola na África Ocidental, a organização médica internacional Médicos Sem Fronteiras (MSF) alerta para o risco de uma epidemia regional.

"O surto está fora de controle', afirmou à BBC Brasil Mariano Lugli, diretor de operações do MSF na Suíça.

A equipe de Lugli lidera a assistência humanitária na região desde fevereiro. Com cerca de 300 profissionais em campo, a organização já atendeu cerca de 500 pacientes e está no limite de sua capacidade operacional.

Em quatro meses, o surto de Ebola que surgiu em Guiné já se espalhou para dois países vizinhos, Libéria e Serra Leoa.

"Há um movimento constante e intenso de pessoas cruzando fronteiras nesta região e os casos estão se espalhando rapidamente para mais províncias e países", explicou Lugli.

A doença já se alastrou para mais de 60 localidades diferentes na África Ocidental e ainda não atingiu seu pico.

"Em geral, isso deveria ter acontecido entre dois e cinco meses, mas é impossível prever especialmente porque agora há uma variante do vírus que causa febre hemorrágica e é muito perigosa", afirmou Lugli.

Até agora, 759 pessoas foram infectadas pelo vírus e 468 morreram. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), este é o maior surto de Ebola já registrado na história.

O vírus mata cerca de 90% das pessoas infectadas e o contágio acontece por contato direto com fluidos corporais, como sangue e secreções, de uma pessoa infectada. Não há vacina ou cura para a doença.

Plano de ação
No início desta semana, a OMS realizou uma reunião de emergência sobre o surto. Ministros de 11 países africanos se reuniram em Acra, Gana, para discutir como controlar o surto de Ebola.

No encontro, as autoridades concordaram em ampliar a coordenação e monitoramento da doença, com foco nas regiões fronteiriças. Para isso, a OMS anunciou a criação de um centro regional de apoio técnico em Guiné.

No entanto, a organização ainda não prescreve nenhum tipo de restrição a viagens para a África Ocidental ou entre países da região. Segundo a OMS, o risco de disseminação da doença é considerado alto nos países fronteiriços, moderado no restante do continente africano e baixo no restante do mundo.

"Agora a comunidade internacional reconheceu o problema e todo mundo entende a necessidade de coordenação, mas é preciso ver como isso se traduzirá em ação", afirmou Lugli.

Apoio local e internacional
Mobilizar líderes comunitários, religiosos e políticos para ampliar o conhecimento sobre a doença também foi outro destaque do plano da OMS.

"A coisa mais importante agora é sensibilizar a população e os agentes de saúde locais, além da maior coordenação entre as autoridades regionais para controle e supervisão de casos em aeroportos e portos", disse Lugli.

Há quatro meses, ele esteve em Guékédou, na fronteira de Guiné com a Libéria, quando foram registrados os primeiros casos.

"As pessoas estavam com muito medo e os médicos locais não conheciam a doença", explicou.

Na região, é comum o uso de medicina popular e curandeiros. Médicos têm pouca experiência em lidar com isolamento –a única alternativa de tratamento para o Ebola.

"Os pacientes que sobrevivem são aqueles que naturalmente desenvolvem anticorpos contra o vírus, mas para isso é preciso tempo e isolamento", explicou Lugli.

Estima-se que cada pessoa contaminada mantenha contato com ao menos outros 20 indivíduos, que também devem ser isolados e monitorados para controle do Ebola. Outro agravante comum é o descuido no manuseio de corpos de vítimas da doença.

Atualmente, o MSF é a única organização internacional humanitária atendendo vítimas do Ebola na África Ocidental.

"Estamos no nosso limite. É urgente que mais atores internacionais competentes também apoiem na resposta ao surto", afirmou Lugli.

BBC Brasil / iG

Mitos e verdades sobre a artrite reumatoide, doença que afeta os mais jovens

Doença pode ser diagnosticada aos 18 anos, sendo mais comum por volta dos 40 anos
Ao contrário da artrose, a artrite reumatoide é uma doença autoimune que não tem cura, apenas controle dos sintomas

Com bastante frequência, ouve-se que artrite reumatoide é "doença de velho". É comum também acreditar que ela se agrava com exercícios físicos, bem como que quem sofre do mal não pode comer carne de porco. Nada disso é verdade. Essas afirmações fazem parte apenas de uma junção de mitos acerca da doença autoimune que, na verdade, afeta as pessoas ainda quando jovens, mais precisamente a partir dos 18 anos.

A reumatologista responsável pelo ambulatório de artrite reumatoide do Hospital das Clínicas, Ieda Laurindo, explica que a doença - que na América Latina atinge seis mulheres para cada homem -, causa inflamação nas juntas, como joelhos e pulsos, e provoca dor e inchaço. A designação autoimune acontece quando o sistema de defesa do corpo “estranha” o próprio corpo e começa a atacá-lo como se alguma parte dele fosse um invasor, provocando inflamações que resultam em perda de qualidade de vida, por causa dos sintomas.

A pergunta de um milhão de dólares é: o que causa essa confusão no sistema imunológico a ponto de ele se autoatacar? A médica explica que a medicina ainda não tem essa resposta. “Sabe-se muita coisa do que acontece no sistema imunológico e na articulação, mas o que causou o desarranjo ainda não se sabe”, explica. A medicina suspeita que as causas sejam multifatoriais, como alterações genéticas e ambientais.

A médica explica que há uma tendência genética para a doença, mas nada que se diga que se a mãe tiver, a filha também vai ter. “Ela tem uma chance maior de ter artrite reumatoide, mas não se desaconselha uma mãe a ter um filho por causa disso”, explica a reumatologista.

O tratamento já é conhecido da medicina e pode melhorar a vida dos pacientes portadores da doença. Por se tratar de uma doença imunológica, a médica explica que tenta-se restaurar o sistema imunológico, para que ele volte ao estado original de equilíbrio. O tratamento deve ser feito para o resto da vida, sempre com acompanhamento médico.

Conheça alguns mitos e verdades sobre a artrite reumatoide:

A artrite reumatoide é uma doença exclusiva de idosos?
Mito
- Não. A doença de idosos chama-se artrose e ninguém escapará ileso na terceira idade. “De maneira grosseira, pode-se pensar na artrose como resultado do desgaste e uso das articulações ao longo da vida”, explica Ieda. Já a artrite pode acometer pessoas a partir dos 18 anos, sendo mais comum por volta dos 40 anos.

Exercícios provocam artrite reumatoide? 
Mito – Os exercícios provocam artrose, por conta do desgaste, mas não a artrite. A médica recomenda, no entanto, que o paciente evite exercícios físicos em momentos de crise. “Quando estiver sem crise, o exercício é inclusive muito benéfico”, explica. A atividade física ajuda no condicionamento, mas antes de praticar é ideal consultar o médico para que ele indique os exercícios mais adequados e que não sobrecarreguem as articulações inflamadas. Exercícios de menor impacto, como os feito na água, são mais indicados.

Tabaco influencia no aparecimento da doença? 
Verdade – Por não ser de razão única, como ter predisposição genética e ambiental, o cigarro pode ajudar a desencadear a artrite e também piorá-la. Se alguém na família já tem artrite reumatoide, é prudente os familiares pararem de fumar para não correrem o risco de “acordar” a doença.

A gravidez ajuda a melhorar a artrite reumatoide?
Verdade – Sim, há uma melhora durante a gestação. É ideal que a gravidez seja planejada e a intenção de engravidar seja compartilhada com o médico, já que muitas medicações devem ser suspensas para não provocar riscos ao bebê.

Quem tem artrite reumatoide não pode comer carne de porco?
Mito – A alimentação é livre, embora recomenda-se uma dieta saudável. “Alguns estudos relacionaram o ômega 3 com a melhora dos sintomas, mas a quantidade a ser ingerida seria tão absurda que é inviável”, diz a médica. 

Obesos sofrem mais com artrite reumatoide?
 Verdade – Manter o peso ideal é importante para não sobrecarregar as articulações, que podem estar inflamadas.

Terapias alternativas curam artrite reumatoide?
Mito – Terapias alternativas podem ajudar, mas não substituem as medicações tradicionais receitadas pelo médico, que podem incluir anti-inflamatórios, corticoides, analgésicos e outros medicamentos que vão equilibrar o sistema imunológico, resultando na ausência de sintomas desagradáveis para o paciente.

iG 

Exames: Ácido Úrico

http://www.dicasdesaude.info/blog/wp-content/gallery/os-exames-de-sangue/os-exames-de-sangue-4.jpgO que é 

Exame de sangue (ou de urina) para avaliar os níveis de ácido úrico no organismo.

Para que serve 
Serve para detectar níveis elevados de ácido úrico e assim diagnosticar doenças como gota, artrite e cálculos renais. 

Como é feito 
É coletado sangue de uma veia do braço do paciente ou então uma amostra da urina (neste caso a coleta consiste em urinar uma pequena quantidade de urina dentro de um pote apropriado, fornecido pelo laboratório).

Preparo 
Não é necessário preparo prévio ao exame.

Valores de referência Exame de sangue

- Homens: 2,5 a 7,0 mg/dL = 149 a 416 mmol/L

- Mulheres: 1,5 a 6,0 mg/dL = 89 a 357 mmol/L

Exame de urina
- 250 a 750 mg/24 horas = 1,5 a 4,5 mmol/24 horas

iG

Dieta para reduzir o ácido úrico

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Thinkstock/Getty Images - Artrite que provoca inchaço e dores nas articulações
Alimentação é a principal armas contra os altos níveis de ácido úrico no sangue, condição que pode levar à gota 

Dor articular intensa com calor e vermelhidão, principalmente no dedão do pé, é uma das principais manifestações da gota, doença que provoca inflamação nas articulações pela deposição de cristais de ácido úrico nelas. Mas você sabia que é possível controlar e até prevenir essa doença por meio da alimentação?

Produto final do metabolismo das purinas – elas são o resultado da quebra de aminoácidos presentes nas proteínas do organismo e nos alimentos – o ácido úrico circula no sangue, está presente nas articulações e é eliminado predominantemente pelos rins.

Quando há um aumento na ingestão, na produção ou na diminuição da excreção do ácido úrico que circula no sangue, ocorre a hiperuricemia – o nível limite de ácido úrico que dá início à deposição dos cristais nos tecidos é de 6,8 mg/dl.

A principal consequência da hiperuricemia é a gota, mas nem todas as pessoas desenvolvem a doença, apesar de terem o ácido úrico aumentado. O clínico e cardiologista Antônio Carlos Till, do Vita Check-Up Center, do Rio de Janeiro, explica que algumas condições que favorecem o aparecimento da doença são a idade, a presença de hipertensão arterial, a obesidade, o colesterol aumentado e o consumo de álcool.

Conheça os sintomas da gota, doença causada pelo excesso de ácido úrico:

- Dores

- Pedra nos rins pode ser um sintoma da gota

- Artrite que provoca inchaço e dores nas articulaçõe

- Dores nas articulações das mãos

- Dores nas articulações dos pés

- Presença de cristais de ácido úrico nas articulações

- Às vezes até a febre pode se apresentar

- Presença alta de ácido úrico no sangue

- Ataque de artrite em somente uma articulação. As mais afetadas são as dos joelhos, tornozelos e dedão do pé

- Dores nas articulações do joelho

“Além das articulações, outro órgão acometido pelo aumento do ácido úrico é o rim, que sofrerá com a formação de cálculos (a famosa pedra no rim) e com uma possível disfunção renal”, complementa Till.

“Trabalhos recentes têm mostrado também que o aumento do ácido úrico no sangue pode aumentar a resistência à insulina, determinando um maior risco de desenvolvimento de diabetes.”

As causas para a hiperuricemia podem ser de origem genética ou vir do consumo aumentado de proteínas na dieta. Alimentos como carne vermelha, peixes e crustáceos em geral, além de cerveja e bebidas ricas em frutose, contribuem para elevar os níveis de ácido úrico. Já o vinho parece ter um menor efeito nesta elevação.

Como a hiperuricemia, isoladamente, não produz sinais ou sintomas, manter uma dieta balanceada permanentemente é fundamental na prevenção do aparecimento da gota.

“Nossa dieta colabora com cerca de um terço da produção do ácido úrico, sendo o restante advindo de forma endógena hepática, ou seja, o fígado é o responsável pelos dois terços restantes”, explica a nutricionista Eliane Nardon.

“Uma dieta muito rica em proteína, sobretudo as de origem animal, pode levar à hiperuricemia e à gota. Bebidas gaseificadas, inclusive água, e jejuns prolongados (mais que três horas sem se alimentar) também devem ser evitados”, orienta ela.

Em linhas gerais, o que se recomenda é uma alimentação equilibrada, com restrição de bebidas alcoólicas e sem proteínas em excesso. Alguns alimentos são especialmente ricos em purinas , como alguns peixes e frutos do mar, miúdos, algumas aves e determinados tipos de carne, que devem ser evitados por quem apresentar elevação nos níveis de ácido úrico no sangue.

Alimentos com teor de purinas moderado, como leguminosas, carnes, peixes e algumas verduras, só não devem ser ingeridos na fase aguda de crise de gota. Já os com baixo teor de purinas são permitidos . O consumo de mais de dois litros de água por dia é extremamente recomendado, pois contribui para uma maior excreção do ácido úrico.

“Alimentos que parecem estar relacionados a uma redução dos níveis de ácido úrico são café, vitamina C e produtos lácteos com conteúdo baixo em gordura”, acrescenta Till.

iG