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segunda-feira, 7 de julho de 2014

Criolipólise usa método de congelamento para eliminar a gordura localizada

Criolipólise - foto: coolsculpting
Resfriamento mata célula de gordura
Entenda como funciona a técnica que mata célula de gordura para reduzir pneuzinhos

Todo dia surge uma novidade para acabar com a gordura localizada, uma das mais recentes é a criolipólise. 

A técnica - desenvolvida por pesquisadores da Universidade de Harvard - está cientificamente comprovada e está sendo cada vez mais indicada pela classe médica. 

A dermatologista Mariana Barbato, da Sociedade Brasileira de Dermatologia, explica que este é um procedimento sem cortes nem agulhas indicado para reduzir a gordura localizada que persiste mesmo com dieta e exercícios. Pronto para experimentar? 

Confira:

Resfriamento mata célula de gordura
O endocrinologista Danilo Hofling, da Sociedade Brasileira de Medicina Estética, conta que a criolipólise utiliza o resfriamento intenso e controlado da gordura localizada para destruí-la. O resfriamento controlado age danificando seletivamente as células adiposas, que são mais sensíveis ao frio, sem causar qualquer dano a nervos, músculos e outras estruturas circunjacentes. Na prática o que acontece é a morte da célula de gordura.

A eliminação das estruturas celulares destruídas pela baixa temperatura é feita pelo sistema imune e a gordura é conduzida ao fígado pelo sistema linfático para sua metabolização. "Uma vez que o sistema linfático leva apenas uma pequena quantidade diária de gordura para ser metabolizada, não há perigo de sobrecarga do fígado nesse processo", ressalta o especialista.

Procedimento sem cortes e injeções
A criolipólise é feita com a ajuda de um aparelho específico cujos aplicadores acoplam-se perfeitamente às diferentes áreas do corpo. "Para a região da barriga existe uma ponteira grande, já para as costas e pneuzinhos laterais utiliza-se a ponteira menor", explica a especialista Mariana Barbato. Em seguida o aparelho exerce um vácuo sobre a gordura e o tecido adiposo da região é resfriado. Não é feito qualquer procedimento com agulhas ou incisões durante a técnica.

A dermatologista Mariana explica que pode haver dor no momento do vácuo, mas após o congelamento da gordura a região fica anestesiada. "Também pode haver desconforto na hora de retirar o aplicador, mas nada muito forte", conta. "Os hematomas não são frequentes, mas quando aparecem são transitórios".

Resultados em duas sessões
A dermatologista Mariana Barbato explica que uma ou duas sessões já são suficientes. Mas há casos em que são necessárias mais sessões. A partir do décimo dia a quebra de gordura já pode ser visível, mas o efeito máximo acontece de dois a três meses após a sessão. "É possível medir a diferença na fita métrica, mas a melhor maneira de fazer a comparação de fotografias de antes e depois, na mesma posição", explica a especialista. Para Mariana Barbato, pode haver redução de 25% da gordura em apenas uma sessão. Mas claro, os resultados variam de pessoa para pessoas. Em uma única sessão, estudos científicos em Harvard apontam redução de 20% a 25% da gordura localizada na região tratada.

A dermatologista Tatiana Jerez, da Sociedade Brasileira de Dermatologia, conta que caso a gordura removida na primeira sessão não tenha sido suficiente, uma segunda sessão pode ser feita cerca de dois meses após a primeira no mesmo local. "Não existem sessões de manutenção, para manter o resultado obtido deve-se evitar o ganho de peso, através do meio tradicional: dieta controlada e pratica de atividade física".

De acordo com a empresa que produz o CoolSculpting, aparelho pioneiro que foi desenvolvido em Harvard para a criolipólise, o preço da sessão varia de R$ 1.500 a 2.500 *.

*Preços pesquisados em abril de 2013, sujeitos à alteração.

Adeus à gordurinhas na barriga
A criolipólise pode ser feita apenas em algumas partes do corpo, em que se adaptam as ponteiras. "No rosto, por exemplo, não dá para fazer porque o aplicador não se encaixa", explica Mariana. Também pode ser difícil aplicar no culote. Abdômen, flancos, porções externas de braço e coxas podem ser tratadas. Há a perspectiva do lançamento, em breve, de ponteiras que se adaptem a outras partes do corpo.

"A paciente poderá tratar áreas de qualquer tamanho com a criolipólise, mas numa área maior o procedimento deve ser dividido em dois momentos na mesma seção, para que toda a área seja tratada", explica a dermatologista Mariana.

Liberada até no verão
A dermatologista Maria Paula Del Nero, também da Sociedade Brasileira de Dermatologia, explica que o tempo de tratamento de uma área de 20 por 20 centímetros dura aproximadamente uma hora. A boa notícia é que a criolipólise pode ser feita em mais de uma região no mesmo dia sem riscos ao paciente.

A criolipólise pode ser feita em qualquer estação do ano, inclusive no verão. "Mas se você quer que os resultados sejam notados na estação da praia e do sol, o ideal é se programar antes, já que o resultado completo leva de dois a três meses para aparecer", indica Mariana.

Não é necessária uma preparação específica para a criolipólise. A dermatologista Mariana Barbato conta que você pode comer e se exercitar normalmente antes e depois do tratamento. "Também não é necessário nenhum exame laboratorial para se submeter à técnica".

Celulite e flacidez
Não existe qualquer comprovação científica de que a criolipólise melhore celulite e flacidez. "Mas você pode até perceber melhora do aspecto da celulite, em função da diminuição da gordura localizada, que é o foco do tratamento", explica a dermatologista Mariana. Já a flacidez pode até aumentar com o tratamento. Nesse caso, outros tratamentos, como a radiofrequência, podem ser associados para tratar esse aspecto.

Contraindicações
A dermatologista Mariana explica que nem todo mundo pode fazer a criolipólise, é preciso passar por uma avaliação detalhada antes. Pessoas com sensibilidade ao frio - como quem tem urticária, por exemplo -, com hérnias no local da aplicação, infecções na pele, gestantes e quem passou por cirurgia recentemente estão proibidas de fazer a criolipólise. Para quem pretende emagrecer, vale lembrar que o método combate a gordura localizada e não o excesso de peso, pois não atinge gordura em todas as áreas do corpo ou mesmo a visceral, gordura que se deposita entre os órgãos.

 Reações adversas e complicações
A dermatologista Mariana Barbato explica que pode haver dor persistente após uma semana do tratamento. "Nesse caso, o paciente deve ser medicado, mas essa consequência é rara". Também pode haver aumento da gordura no local. "Esse problema é ainda mais raro, mas já foi relatado", conta Mariana.

Minha Vida

Diabetes gestacional pode levar ao nascimento prematuro do bebê

http://www.babylifetime.com/wp-content/uploads/2011/05/diabetes-and-pregnancy.jpgEntenda como doença acontece e quais medidas devem tomadas

Por Dra. Andressa Heimbecher Soares

A gravidez é, sem sobra de dúvidas, um momento especial na vida da mulher. O desenvolvimento de diabetes gestacional neste período é um quadro que exige acompanhamento e cuidado adequados. Acometendo entre 2,4 a 7,2% das gestantes, segundo dados da Sociedade Brasileira de Endocrinologia, o Diabetes Gestacional requer diagnóstico e tratamento breves, pois pode causar desde parto prematuro até o nascimento de bebês muito acima do peso.

As causas do diabetes gestacional envolvem as mudanças hormonais no corpo da mulher durante a gestação. A placenta, para garantir que a glicose chegue de forma adequada ao bebê em formação, acaba enfraquecendo a insulina da mãe. O resultado é uma compensação do pâncreas materno, produzindo mais insulina na tentativa de reduzir os níveis de açúcar no sangue. Este quadro de glicose alta e insulina alta no sangue - que muitas vezes não consegue controlar os níveis de glicose - vai se somar, levando então ao desenvolvimento do diabetes gestacional.

O diagnóstico é realizado através da realização da dosagem de glicose no sangue (glicemia) e da curva glicêmica. O primeiro passo do tratamento é a correção dos hábitos alimentares, com orientação nutricional adequada. Na medida em que a gestação permitir, a atividade física deve ser estimulada, pois é importante para regular os níveis de açúcar no sangue. As gestantes que não apresentam controle adequado da glicemia com dieta e atividade física necessitarão receber insulina, que é uma medicação segura e oferece bom resultado no controle.

O diabetes gestacional não controlado é fonte de muitas preocupações. Quando o bebê recebe grandes quantidades de glicose, acaba nascendo muito acima do peso, o que aumenta o risco de complicações no parto, chance de hipoglicemia neonatal e também de desenvolvimento de obesidade na idade adulta.

Para a mãe, uma vez feito o diagnóstico de diabetes gestacional, existe um grande risco de desenvolvimento de diabetes nas próximas gestações e também de evolução para diabetes tipo 2 dentro dos anos seguintes. O primeiro passo após uma gestação com diabetes gestacional é a prevenção. A perda de peso e a atividade física regular são armas fundamentais para evitar o desenvolvimento de diabetes gestacional em uma próxima gestação e até do próprio diabetes no futuro.

O mais importante, para as futuras mamães, é estar atenta à sua saúde. Realizar exames antes da gestação, corrigir o excesso do peso se houver, e acertar na dieta. Para este momento tão especial, todo cuidado é fundamental.

Minha Vida

Cientista cria vírus da gripe que poderia matar toda humanidade

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Yoshihiro Kawaoka
Trabalho controverso tem como objetivo melhorar as vacinas, de acordo com autor

O cientista Yoshihiro Kawaoka, da Universidade de Wisconsin-Madison, nos Estados Unidos, criou um tipo de vírus da gripe extremamente perigoso. De acordo com informações do jornal The Independent, o vírus poderia matar toda humanidade, já que passaria desapercebido pelo sistema imunológico.

De acordo com a publicação, o novo vírus geneticamente modificado é baseado no H1N1, que virou uma pandemia em 2009 matando milhares de pessoas em todo o mundo.

A maior parte do mundo desenvolveu algum grau de imunidade contra o HI1N1, o que significa que hoje não é tão perigoso. Porém, o cientista manipulou este vírus para “escapar” da defesa anticorpos. Assim, o organismo não resistiria a um surto dessa nova gripe.

O objetivo de Kawaoka é converter o H1N1 ao seu estado de pré-pandemia e, assim, analisar as mudanças genéticas envolvidas no processo. De acordo com o autor, o experimento tem por objetivo monitorar mudanças no vírus H1N1 que iriam melhorar as vacinas.

O estudo ainda não foi publicado. Porém, a comunidade científica se diz apreensiva com o estudo de Kawaoka, já que o novo vírus poderia escapar e criar uma pandemia. Porém, segundo o cientista, o vírus pode ser confinado de forma adequada apenas para realização de estudos.

— Em 2009, fomos capazes de identificar as regiões-chave do vírus H1N1 que permitiam passar pela imunidade do organismo.

R7

O fim da injeção diária: FDA aprova insulina inalável

http://www.diabetesmine.com/wp-content/uploads/2011/01/Afrezza-from-MannKind.jpg
Foto: Reprodução - Insulina Inalável Afrezza
Em 27 de junho, o bilionário americano Alfred Mann, de 88 anos, almoçava com a mulher em um restaurante em Las Vegas, onde mora, quando recebeu por telefone a notícia mais importante de sua carreira como físico e empresário na área de saúde: a insulina inalável Afrezza, produto no qual ele investira 2 bilhões de dólares, finalmente recebera o o.k. da FDA, a agência do governo dos Estados Unidos de controle de remédios e alimentos.

No dia do anúncio da aprovação, as ações do laboratório MannKind, empresa de sua propriedade, subiram 10%. A boa notícia não era apenas para Mann. A Afrezza representa uma mudança drástica no tratamento do diabetes.

Graças à nova insulina, 25% dos diabéticos, um universo de 90 milhões de doentes no mundo, 3 milhões deles no Brasil, podem se livrar das injeções diárias do hormônio, imprescindíveis até agora para o controle da doença.

Diz o endocrinologista Freddy Eliaschewitz, diretor do Centro de Pesquisas Clínicas (CPClin), de São Paulo, instituição envolvida nos estudos clínicos com o medicamento: “Este é o maior marco na história do tratamento com insulina nos últimos quarenta anos”. A data refere-se ao lançamento, na década de 70, do hormônio feito com material genético humano, o que livrou os doentes dos efeitos colaterais severos causados pelas insulinas anteriores, produzidas a partir de animais, principalmente porcos.

Veja

Políticas públicas para pacientes com HIV precisam ampliar atendimento à família

http://3.bp.blogspot.com/-6cJwgHfxRwg/UqE8uCcOyeI/AAAAAAAAPyE/0ZGFtMtDH5w/s1600/2013-668460756-20131201080702602ap.jpg_20131201.jpgVivendo cada vez mais, pessoas contaminadas com o vírus precisam que famílias e médicos sejam mais preparados para enfrentar estigmas e preconceitos, diz pesquisadora

As famílias dos pacientes infectados pelo HIV precisam de mais atenção dos gestores que cuidam das políticas públicas para tratamento da AIDS. Mesmo com a doença considerada “estabilizada” pelo Ministério da Saúde e a vida cada vez mais longa dessas pessoas, a AIDS ainda carrega estigma e preconceitos, que têm de ser enfrentados.

A opinião é da pesquisadora Cíntia Yuri, que elaborou o estudo Sentidos atribuídos por adultos com HIV/AIDS à doença e ao cuidado que recebem de familiares na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (USP). Segundo ela, as dificuldades em lidar com a doença começam ainda no consultório médico.

Ela aponta no estudo um despreparo dos profissionais da saúde na comunicação do diagnóstico positivo para o HIV, por exemplo. Cíntia acredita que a formação acadêmica desses profissionais peca ao não oferecer o desenvolvimento de habilidades para lidar com questões subjetivas, como o estado emocional dos pacientes, e a sexualidade, ponto importante no que diz respeito às formas de contágio da doença.

As dificuldades em lidar com esses temas, diz a pesquisadora, fazem com que crenças equivocadas sobre a doença continuem persistentes entre a população. A sugestão de Cíntia é que os profissionais estejam atentos para identificar fontes de apoio na família, figuras que tenham importância para o paciente e possam receber informações junto com ele.

“Hoje, a AIDS é uma doença controlada, se tornando uma doença crônica, que exige cuidados ao longo da vida e é a família quem vai ter cuidado mais próximo. As famílias estão inseridas em todo o processo, ela está inserida no mesmo contexto de vulnerabilidade social que os pacientes, adoecem junto com eles”, afirma Cíntia.

Mais convivência, menos preconceito
Para a pesquisadora, as vivências dos pacientes ajudam a quebrar estigmas e preconceitos. “Os resultados demonstraram que a vivência próxima e prolongada com pessoas com AIDS ajuda a desconstruir a doença como morte, minimizando o medo da perda do portador por familiares”, conta. Os profissionais de saúde, ela diz, poderiam ajudar mais nesse sentido.

A formação e a atuação desses profissionais, segundo ela, ainda ficam pautadas em aspectos técnicos. Na opinião de Cíntia, as políticas públicas que focam na prevenção da doença precisam ser mais efetivas e educativas. O medo do contágio por HIV é recorrente entre os familiares, por exemplo, porque a população ainda não conhece bem as vias de transmissão.

“As políticas públicas precisam repensar as formas de comunicação, investir em informações para as famílias e na formação dos profissionais de saúde para lidar questões subjetivas”, diz.

De acordo com o Ministério da Saúde, são detectados cerca de 39 mil casos novos da doença por ano e o tratamento com medicamentos antirretrovirais atende a 340 mil pessoas no Sistema Único de Saúde (SUS). O índice de mortalidade caiu de 6,4 casos por cada 100 mil habitantes, em 2003, para 5,5 por 100 mil habitantes em 2012.

iG