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segunda-feira, 14 de julho de 2014

Nove bons motivos para praticar Muay Thai

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Homens e mulheres ganham músculos torneados, flexibilidade e, de quebra, queimam 1.500 calorias 

Chutes, socos, cotoveladas, joelhadas... Muitos fogem do Muay Thai por considerarem essa arte marcial tailandesa agressiva demais, mas os benefícios para o corpo fazem o esforço valer a pena: maior flexibilidade, músculos mais definidos e menos gordurinhas - tudo isso em um treino para lá de agitado. 

"Os treinos já começam com um aquecimento de corrida, polichinelos, saltos, alongamentos, flexões de braços, abdominais e agachamentos", conta o professor de Educação Física e especialista em artes marciais Fabricio Boscolo Del Vecchio, da Universidade Federal de Pelotas (UFPel).

Esse é só o começo: o treino do Muay Thai segue com aperfeiçoamento de diferentes formas de socos, chutes, cotoveladas e joelhadas e de domínio do adversário (clinch). 

"Há ainda as famosas 'luvas', quando os companheiros de treinos fazem lutas simuladas, um a três rounds de dois a quatro minutos", acrescenta o profissional. Para finalizar, mais exercícios de condicionamento físico, alongamentos e massagens. Haja fôlego, mas não se preocupe: tamanho esforço físico só traz benefícios! 

Confira abaixo as vantagens do Muay Thai apontadas por profissionais dessa luta:  

Aptidão física de campeão
Por exigir bastante do corpo, o treino do Muay Thai é uma ótima alternativa para melhorar a forma e o condicionamento físico "Aptidão física é o preparo do corpo para realização de esforços intensos, composta por quatro grupos de variáveis: composição corporal (percentual de gordura, circunferências da cintura e massa corporal, por exemplo), força e resistência muscular (capacidade de realizar agachamentos, flexões de braço e abdominais), condicionamento cardiorrespiratório (habilidade de realizar corridas, trotes, lutas sem fadiga ou cansaço precoce) e flexibilidade (que envolve a realização de movimentos com boas amplitudes sem dificuldades ou limitações por músculos encurtados ou articulações 'travadas')", explica o professor de Educação Física e especialista em artes marciais Fabricio Boscolo Del Vecchio.  

Autoestima nas nuvens
Para Fabricio Del Vecchio, o Muay Thai também é capaz de aumentar a autoestima de quem pratica. "Praticando um esporte de combate, a pessoa passa a se sentir mais segura e confiante, a sua autoestima melhora e ela exibe maior disposição para enfrentar os desafios da vida", afirma o professor. Mas, calma, isso não quer dizer que a prática do Muay Thai em si não prepara a pessoa para a autodefesa, contra assaltos e violência urbana. "O que a pessoa aprende é a se cuidar mais e a se expor menos no dia a dia", esclarece Fabricio.

Metabolismo mais rápido
Um dos segredos de um metabolismo rápido é a prática de atividade física - ainda mais se for bem intensa, como o Muay Thai. É essa intensidade que, para o mestre André Gomes, da Federação Paulista de Muay Thai, garante um metabolismo veloz. "A pessoa faz esforços intensos e, para conseguir realizá-los, precisa de bastante energia, ou seja, o organismo necessita trabalhar mais para proporcionar energia suficiente para as atividades", explica o profissional.

Alto gasto calórico
Para tirar a limpo o gasto calórico dessa atividade, pesquisadores da Universidade de Cagliari, na Itália, simularam uma luta de Muay Thai - três rounds de três minutos cada, com um minuto de intervalo entre eles. Ali, os lutadores aplicaram seis ataques (joelhadas, cotoveladas, socos e chutes) e, depois, realizaram seis defesas de modo ininterrupto.

Segundo os lutadores que participaram do estudo, a simulação reproduziu cerca de 80% do que a luta é de fato. Nesse período de nove minutos, o gasto calórico foi de, aproximadamente, 14 calorias por minuto - ou seja, 126 calorias ao todo. "Parece pouco, certo? Mas se multiplicarmos a média das calorias da sessão (11 calorias/min) por 50 minutos de exercícios, considerando os intervalos de um minuto, teremos 550 calorias provindas do sistema aeróbio, o que é bastante para um treino", calcula Fabricio Del Vecchio.

Considerando que um treino dessa modalidade costuma durar uma hora e meia e envolve outras atividades que não apenas o combate, o gasto calórico pode aumentar ainda mais. "Um aluno pode queimar de 1000 a 1500 calorias, dependendo do ritmo da aula e de seu metabolismo", afirma o mestre André Gomes. 

Sistema imunológico blindado  
A prática do Muay Thai traz melhorias até mesmo no sistema imunológico em longo prazo. A atividade exige bastante do corpo, preparando-o para estímulos cada vez mais fortes. Em curto prazo, no entanto, é o efeito inverso que acontece. "Um único treino ou uma semana mais puxada de treinos isoladamente podem causar uma queda de imunidade", conta Fabricio. Por isso, se você pegar muito pesado em um treino ou em uma semana, tente ir mais leve nas próximas oportunidades, para dar tempo de o seu organismo se recuperar do estímulo anterior e, então, estar pronto e disposto para um nível superior de exigências.

Músculos mais torneados
Nem um, nem dois grupos musculares: o Muay Thai desenvolve diversos músculos de uma só vez! "Por trabalhar com muitos chutes e joelhadas, a modalidade oferece excelente desenvolvimento para os membros inferiores, glúteos e parte central, que compreende abdome e região lombar", garante Fabricio Del Vecchio. Mas o professor lembra que, se você também quiser trabalhar os músculos superiores, basta conversar com seu mestre para incluir séries de exercícios especiais. 

Corpo mais flexível
Quando uma pessoa pouco flexível procura o Muay Thai, ela costuma perceber uma grande melhoria. "Há ganho na flexibilidade dos músculos lombares, posteriores da coxa, flexores e extensores dos quadris, em especial porque os gestos da modalidade e os exercícios realizados no início e ao final dos treinos acabam estimulando diferentes amplitudes de movimento que, com a prática, proporcionam estes ganhos", afirma o professor da UFPe.

Mais força e agilidade  
Para ganhar mais força, o treino do Muay Thai conta com exercícios calistênicos - que usam o próprio peso do corpo sem aparelhos, como polichinelo - e de resistência muscular localizada - abdominais e flexões de braço. A força também pode vir do treino nos aparadores e nos sacos de pancada. Já a velocidade vem da parte chamada de "luvas", quando os companheiros de treino lutam entre si. "Nessa parte, estimula-se a velocidade de reação, a resistência e a agilidade, com o aprendizado dos gestos e melhor condicionamento", diz Fabricio Del Vecchio. "É ali que a técnica é colocada em ação, aumentando ainda mais o sucesso."   

Coordenação motora afiada 
Não são todos que conseguem chutar ou defender com o lado esquerdo do corpo. Segundo o professor Fabricio Del Vecchio, o exercício mental exigido pelo Muay Thai é grande. "O estímulo à interação entre Sistema Nervoso Central e o Aparelho Locomotor (ossos, músculos e articulações) é o que proporcionará esse desenvolvimento", afirma o especialista. Como? "A partir da execução de socos com o seu braço não dominante, por exemplo, e bloqueio de chutes com a sua perna mais fraca, sem perder o equilíbrio." 

Minha Vida

Pare de roer as unhas com sete soluções testadas

As receitas incluem dicas estéticas e métodos para combater a ansiedade 

Textura estranha, nem rígida e nem flexível. Também não tem uma cor atraente, que motive uma mordida e, menos ainda, sabor agradável. Mesmo assim, há quem não resista a mordiscar as unhas e roê-las até que sangrem os dedos. "O organismo sofre com os microorganismos que são ingeridos e também há riscos para os dentes", afirma o dermatologista Octávio Moraes Júnior, da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Normalmente associado a crises de ansiedade ou de autoestima, o mau hábito tem cura. Há desde soluções mais simples, como o uso de esmaltes, até outras mais trabalhosas e que vão além dos cuidados estéticos. Conheça algumas opções sugeridas pelos especialistas e trace a sua estratégia para acabar com a mania de roer as unhas. 

Diário - Foto Getty ImagesIdentifique os momentos que despertam a mania
Roer as unhas é um alerta de ansiedade. Para lidar com o sentimento, sem destruir a aparência das mãos, que tal mapear os momentos em que você entra em crise?

"Repare se isso acontece numa reunião de trabalho, no trânsito ou na hora de tomar qualquer decisão importante", afirma a psicóloga Idáira Amoretti Santos, de Santa Catarina. Sabendo o que causa o problema, é hora de aprender a lidar com ele: você pode inventar a sua própria maneira ou buscar ajuda de um terapeuta, caso ache que será difícil acabar com a mania por si só. Mas o segredo está no autoconhecimento.

Unhas curtas e lixadas - Foto Getty ImagesMantenha as unhas curtas e lixadas
Manter as unhas curtas e lixadas evita que elas se enganchem em roupas ou objetos, inibindo aquela vontade incontrolável de arrancar o pedacinho lascado - e aí dar início à roedura sem fim. Além disso, conservá-las assim dificulta o acúmulo de micróbios, sujeira e produtos químicos, explica o dermatologista Octávio.

"Quem tem unhas fracas também deve evitar o uso de acetona, que aumenta a porosidade e só piora o problema", explica o médico.

Unhas feitas - Foto Getty ImagesFaça as unhas semanalmente
Manter as unhas feitas é um grande incentivo para as mulheres pararem de roê-las. No caso dos homens, o efeito depende do uso de base: o produto, além de dar gosto ruim às unhas, deixa a superfície delas mais lisa e dificulta o atrito com os dentes. Mas reserve uma semana por mês para deixar as unhas sem esmalte.

"O uso constante de acetona leva a à descamação da unha", afirma o dermatologista

Esmalte com gosto ruim - Foto Getty ImagesTeste o esmalte com gosto ruim
O uso do esmalte com gosto ruim ajuda a lembrar que roer as unhas não está com nada. Ao levar as mãos à boca - ato impulsivo na maioria das vezes - o sabor amargo serve como lembrete de que é melhor parar já com isso.

"Chega um momento em que a pessoa perde a consciência de que está roendo suas unhas e o esmalte pode ajudar neste processo", afirma a psicóloga Idáira. Antes de comprar o produto, no entanto, peça indicação de um dermatologista e se previna contra problemas relacionados à ingestão.

Unhas postiças - Foto Getty ImagesTente unhas postiças
Existem dois tipos de unhas postiças: as compradas prontas e as que são moldadas sob medida. Nos dois casos, a estratégia é criar uma barreira sobre a superfície original e dificultar a vida de quem está acostumado a roer as unhas. Mas, assim como o esmalte de gosto ruim, o uso pede cautela.

"A aplicação constante pode alterar a estrutura das unhas e deixá-las fracas. Isso pode levar à descamação e até causar infecções", afirma o dermatologista.

Chiclete - Foto Getty ImagesMastigue um chiclete
O chiclete não é solução, mas ajuda a dar uma folga para as unhas. O movimento repetitivo, quase inconsciente, também pode funcionar como uma válvula de escape para a ansiedade.

"Mas a solução definitiva só vem quando você entende o que desperta a ansiedade e descobre maneiras de aliviar as crises", afirma a psicóloga Idáira.

Ansiedade - Foto Getty Images
Extravase a ansiedade
Roer as unhas é uma atitude de defesa contra a ansiedade, por isso maneiras de aliviar este sentimento ajudam a combater o mau hábito. 

A prática de exercícios físicos ou de atividades relaxantes, seja ouvir um CD ou escrever num blog, ocupa a sua atenção enquanto as unhas ficam de lado.

Minha Vida

Afta

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Foto: Reprodução - Afta
O que é Afta? 

Sinônimos: Úlcera aftosa, estomatite aftosa 

A afta é uma ferida aberta e dolorosa na boca. As aftas são brancas ou amarelas, rodeadas por uma área vermelha brilhante. Elas não são cancerígenas. 

*Afta não é o mesmo que herpes labial. 

Causas
As aftas são formas comuns de úlcera bucal. Elas podem ocorrer com infecções virais. Em alguns casos, a causa não pode ser determinada.

As aftas também podem estar vinculadas a problemas no sistema imunológico (defesa) do organismo. As aftas podem ocorrer após uma lesão bucal devido a tratamentos odontológicos, escovação agressiva dos dentes ou mordidas na língua ou nas bochechas.

As aftas também podem ser desencadeadas por: 
- Estresse emocional

- Falta de certas vitaminas e minerais na dieta (especialmente ferro, ácido fólico ou vitamina B12)

- Menstruação

- Mudanças hormonais

- Alergia a alimentos

Qualquer pessoa pode ter afta. As mulheres têm mais chances de desenvolvê-la do que os homens. As aftas podem ser hereditárias. 

Exames
Seu médico normalmente pode fazer um diagnóstico olhando o ferimento.

Se a afta persistir ou continuar voltando, devem ser feitos testes para procurar outras causas, como eritema multiforme, alergia a remédios, infecção por herpes e líquen plano bolhoso. 

Pode ser usada biópsia para distinguir uma afta de outras causas de úlceras bucais.

As aftas não são câncer nem causam câncer. No entanto, alguns tipos de câncer podem primeiro se parecer com uma úlcera bucal que não cura. Consulte: Carcinoma de células escamosas.

Sintomas de Afta
As aftas normalmente aparecem na superfície interna de bochechas, lábios, língua, palato mole e na base das gengivas.

Os sintomas incluem: 
- Um ou mais pontos ou protuberâncias vermelhos e dolorosos que se transformam em uma úlcera aberta

- O centro do ferimento é branco ou amarelo

- Normalmente pequena (menos de 1 cm), mas pode ser maior

- Algumas podem adquirir a cor cinza logo antes de começar a desaparecer

Sintomas menos comuns incluem: 
- Febre

- Desconforto geral ou ansiedade (indisposição)

- Inchaço nos linfonodos

A dor normalmente desaparece em 7 a 10 dias. Pode demorar de 1 a 3 semanas para que a afta seja totalmente curada. As úlceras maiores podem demorar mais para curar.

Às vezes, uma crise grave de aftas pode ser acompanhada de sintomas não específicos do problema, como febre.

Buscando ajuda médica
Aplique tratamento caseiro e ligue para o seu médico se os sintomas da afta persistirem ou piorarem ou se as aftas aparecerem mais que de duas a três vezes por ano.

Ligue para o seu médico se os sintomas estiverem associados a outros problemas, como febre, diarreia, dor de cabeça ou erupções na pele.

Tratamento de Afta
Normalmente, não é necessário tratamento. Na maioria dos casos, a afta desaparece sozinha.

Se você tiver uma afta, não deve comer alimentos apimentados nem muito condimentados, o que causa dor. Enxaguantes bucais vendidos sem receita ou água com sal podem ajudar. Existem remédios de venda livre que acalmam a área dolorosa. Esses remédios são aplicados diretamente na área lesionada da boca.

O remédio caseiro mais fácil é uma solução de 50% de água oxigenada e 50% de água. Use um cotonete para aplicar a mistura diretamente na afta. Em seguida, coloque uma pequena quantidade de leite de magnésia na afta, de três a quatro vezes por dia.Isso acalma e pode ajudar a curar a afta.

Outro remédio caseiro consiste em misturar metade de leite de magnésia com metade do medicamente líquido para alergia chamado Benadryl. Coloque essa mistura na boca por aproximadamente 1 minuto e depois a cuspa.

Para os casos mais graves, podem ser necessários medicamentos com receita. Eles podem incluir gel de fluocinonida (Lidex) ou enxaguante bucal com gliconato de clorexidina. Algumas vezes, são usados medicamentos anti-inflamatórios potentes chamados corticoides.

Para evitar uma infecção bacteriana, escove os dentes, passe fio dental e consulte o dentista regularmente.

Expectativas
As aftas normalmente desaparecem sozinhas. Em geral, a dor diminui em poucos dias. Os outros sintomas desaparecem entre 10 e 14 dias.

Complicações possíveis
O tratamento antibiótico para aftas pode levar à candidíase oral (um tipo de infecção bucal) ou a outras infecções por cândida.
Raramente, infecções bacterianas como celulite e angina de Ludwig podem ocorrer.

As aftas não são câncer nem causam câncer. Mas se você tiver uma úlcera bucal que dura mais de 2 semanas, deve consultar seu médico para descartar a possibilidade de câncer.   

Fontes e referências: 
- Muñoz-Corcuera M, Esparza-Gómez G, González-Moles MA, Bascones-Martínez A. Oral ulcers: clinical aspects. A tool for dermatologists. Part I. Acute ulcers. Clin Exp Dermatol. 2009 Apr;34(3):289-94.

- Muñoz-Corcuera M, Esparza-Gómez G, González-Moles MA, Bascones-Martínez A. Oral ulcers: clinical aspects. A tool for dermatologists. Part II. Chronic ulcers. Clin Exp Dermatol. 2009 Jun;34(4):456-61. Epub 2009 Apr 14. 

Minha Vida

Pessoas hostis são mais propensas a sofrer AVC

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Estudo mostrou que depressão e estresse demasiados também elevam risco de derrame 

Ter sentimentos de agressividade, cinismo ou hostilidade com relação aos demais pode dobrar os riscos de sofrer acidente vascular cerebral (AVC) em pessoas da meia idade ou idosos, revelou um novo estudo publicado no periódico Stroke, da Associação Americana do Coração. A pesquisa também mostrou que a depressão e o estresse excessivo aumentam o risco de derrame.

Para o teste, mais de 6.700 adultos com idades entre 45 e 84 anos responderam a questionários sobre seu estado mental e comportamento. As perguntas avaliaram estresse crônico, depressão, raiva e hostilidade nestes indivíduos durante dois anos. Nenhum dos participantes relatou doenças cardíacas no início do estudo. Os menores níveis foram relacionados a uma incidência menor desses sintomas.

Eles foram acompanhados entre 8 e 11 anos, um período no qual 147 tiveram AVC e 48 deles ataques isquêmicos transitórios (AITs), um bloqueio temporário do fluxo sanguíneo no cérebro. Os cientistas descobriram que os indivíduos com os maiores níveis de hostilidade - medidos pela avaliação das expectativas cínicas de uma pessoa a respeito das motivações dos demais - foram mais de duas vezes mais propensos a sofrer AVC ou AIT, em comparação com aqueles que têm níveis mais reduzidos.

De forma similar, taxas elevadas de sintomas depressivos representam um risco 86% maior e os cronicamente estressados corriam um risco 59% maior de sofrer AVC ou TIA. Surpreendentemente, a raiva não foi associada com qualquer risco maior de derrame. 

Foi incluída uma mistura ampla de indivíduos caucasianos, afro-americanos, hispânicos e asiáticos. As associações entre a psicologia e o risco de AVC se mantiveram mesmo depois que os cientistas consideraram fatores como idade, raça, sexo, comportamento de saúde e outros fatores de risco conhecidos de AVC.

— Dão muita ênfase em fatores de risco tradicionais - níveis de colesterol, pressão sanguínea, tabagismo e assim por diante - e estes realmente são muito importantes, mas estudos como este mostram que as características psicológicas são igualmente relevantes. Em vista do envelhecimento da nossa população, é importante considerá-los, pois podem representar um papel no risco da doença— destaca Susan Everson-Rose, professora de medicina na Universidade de Minnesota, em Mineápolis, EUA.

AFP / Zero Hora

Você também pode: 7 dicas para os mais tímidos construírem seu network

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Timidez é uma característica que pode ser trabalhada. Não desista de conhecer
 pessoas novas por conta disso
Ser introvertido não pode ser um empecilho para você conhecer novas pessoas e buscar outras oportunidades

Você é uma daquelas pessoas que desviam o olhar ou pegam o celular assim que sentem que um desconhecido está se aproximando para conversar? Sempre que vai a um congresso ou convenção você volta com o mesmo número de cartões de visitas que você levou? Pois saiba que, mesmo sendo tímido, existem maneiras de fazer novos contatos sem precisar quase desmaiar para isso.

Não adianta tentar fugir e achar que essa coisa de “network” é uma invenção dos profissionais de RH. A regra é simples - quanto mais pessoas você mantém na sua rede de contatos, mais oportunidades vão aparecer.

“É praticamente impossível que você consiga construir uma carreira de sucesso e chegar a cargos importantes dentro de uma organização sem fazer network, seja interno ou externo”, comenta o especialista Gustavo Costa, sócio-fundador da Unique Group.

A coach Dayse Gomes lembra que a rede de contatos é a principal via de acesso para mudanças na carreira profissional. “Hoje, o network é a base de tudo, para qualquer tipo de indicação para uma posição de emprego que você busque, ou para conseguir informação e se atualizar”, observa.

No entanto, para as pessoas introvertidas, a tarefa de fazer um novo contato pode ser mais complicada. Por isso, ouvimos especialistas e listou sete dicas para ajudar os mais tímidos a construírem um network sem muito sufoco. 

Confira:

1 – Preparação é essencial
Parece clichê, mas funciona. Em casa, antes de ir a uma convenção ou a um encontro de negócios com alguém que você não conhece, pesquise sobre o assunto que será discutido. Desta maneira, você vai se sentir mais seguro se for abordado por alguém. “Ir para alguns ambientes mais preparado, treinando antes em frente ao espelho ou com uma abordagem de aproximação já pensada, é uma maneira de tirar o estresse na hora, para não ter de improvisar tanto. O improviso para o tímido é um horror”, conta Dayse.

2 – Encontre pontos em comum
Abordar alguém comentando sobre coisas não relacionadas ao trabalho é mais fácil e até mais natural. Se você já tem em mente alguém com quem seria interessante manter contato, por sua influência na empresa ou por achar que conseguiriam trocar informações relevantes sobre o mercado, pesquise sobre algum gosto em comum que vocês tenham. Pode ser o time de futebol que vocês torcem, o gosto pela gastronomia ou uma viagem que a pessoa já fez e você gostaria de fazer.

Agora, se você encontrou a pessoa de repente, em um congresso ou uma feira, e não teve tempo de fazer essa pesquisa, você pode simplesmente comentar sobre a comida que está sendo servida ou elogiar a roupa que a pessoa está vestindo. Essas primeiras palavras já vão quebrar o gelo e são muito mais fáceis de serem ditas do que começar conversando sobre negócios.

3 – Tem contatos em comum? Peça para ser apresentado
Outra maneira de fazer novos contatos sem muita pressão é pedindo para algum colega lhe apresentar para aquela pessoa. Conte o seu interesse em conhecer aquele profissional com quem ele mantém contato e tente marcar um almoço ou um café com os dois. “Ninguém está no mercado e é tão tímido a ponto de não conseguir conversar nem com os colegas de trabalho. Essa é uma ótima estratégia para quem é tímido”, conta a headhunter Gabriela Colo, sócia da Havik, empresa especializada em recrutamento de profissionais.

4 – Mantenha uma postura aberta
Não adianta achar que por você ser tímido as suas chances de fazer network acabaram. Ainda que não deixe de ser introvertido, você tem de enfrentar a situação e estar aberto a mudar. Ficar isolado, com cara fechada e mexendo no celular não vai lhe ajudar em nada – só vai afastar as pessoas que poderiam se aproximar de você e lhe poupar de ter que fazer o primeiro movimento.
“Por exemplo, em uma convenção em que você está sem graça de puxar uma conversa com alguém, só o fato de você se aproximar e sorrir já cria uma empatia e a outra pessoa já se sente à vontade para se aproximar. A postura de interesse contribui para abrir oportunidades, não é só a fala ou a abordagem”, diz Dayse.

5 – Redes sociais podem ser um caminho
Você não consegue abordar um desconhecido pessoalmente, quer fazer network e não tem um perfil no LinkedIn ou em outras redes sociais profissionais? Então você está fazendo isso errado. As redes sociais podem ser a saída para conhecer pessoas sem precisar passar pelo constrangimento do primeiro contato cara a cara. No entanto, é preciso ter em mente que aquela relação precisa migrar do ambiente virtual para o real em algum ponto – não adianta só acumular números. Além disso, você vai precisar se policiar e compartilhar conteúdos que realmente sejam de interesse das pessoas da sua rede.

www.gestaodelogisticahospitalar.blogspot.com6 – Não adianta só trocar cartão, tem de evoluir
Conseguiu aplicar todas as dicas e conhecer pessoas novas? Chegou de uma convenção com vários cartões de novos contatos? Ufa! Agora acabou, não? Não, agora é que vem a parte mais importante. O seu network só será efetivo se você realmente manter um bom relacionamento com as pessoas que você conhece. Vai sair para almoçar? Chame um deles. Vai para um café? Chame outro. Cultivar essa nova amizade profissional é essencial para que as pessoas se lembrem de você quando quiserem trocar informações e oferecer novas oportunidades.

“O que acontece, por outro lado, é que o tímido tem uma dificuldade de construir uma primeira relação, mas depois mantem um relacionamento mais profundo com aquele profissional. Eles são os mais atentos ao detalhes, são ouvintes e conseguem construir uma conversa com mais produtiva”, elogia Costa.

7 – Procure ajuda profissional
De acordo com o coach Alexandre Rangel, sócio-fundador da Alliance Coach, existem graus de timidez, desde a mais leve, em que a pessoa só fica tímida em certas ocasiões, como uma apresentação em público, até a extrema, em que o profissional realmente não consegue se relacionar com outras pessoas e isso interfere diretamente no seu dia a dia. Nesses casos, o coach recomenda que o profissional procure ajuda profissional para descobrir a raiz da timidez e tentar reverter a situação.

“A pessoa deve buscar esse aprimoramento, porque timidez não é uma doença. É uma característica e ela pode ser trabalhada. Você não vai sair de uma situação de total introversão para total extroversão, mas, sem dúvida, você consegue trabalhar alguns aspectos como auto-estima, segurança e sentir-se mais valorizado”, diz Dayse.

iG