
segunda-feira, 11 de agosto de 2014
Relatos de mortes em motéis sugerem uso de remédios para impotência
Há relatos isolados de profissionais que atendem casos de morte
súbita em motéis que encontram, entre os pertences da vítima, embalagens
de produtos farmacêuticos indicados para disfunção erétil, contendo a
substância sildenafil. Desconhecemos registros das equipes de emergência
(sejam órgãos da Defesa Civil, do Samu ou do Corpo de Bombeiros) que
poderiam ajudar a esclarecer a dimensão do problema. Desconhecemos
relatos de parceiros, amigos e familiares dos que morreram. Tampouco
médicos ou outros profissionais de saúde têm se pronunciado sobre o
assunto. Desconhecemos alertas públicos das autoridades sanitárias para
prover a população de informações sobre o produto ou seus riscos.
A aparente ocorrência de aumento de casos de morte súbita de homens
em uso do sildenafil — paralelo ao extraordinário crescimento das vendas
no país, de 2 milhões de unidades/ano para 30 milhões, com o fim da
vigência de sua patente — merece investigação de caráter público.
O sinal de alerta tem a ver com a saúde da nossa coletividade. O
sildenafil é fármaco usado para duas indicações terapêuticas diferentes:
hipertensão pulmonar e disfunção erétil. Recomendações técnicas
preconizam comprimidos de 5mg ou 20mg no primeiro caso e de 25 a 100mg
no segundo. Recente episódio relacionando o Ministério da Saúde, o
laboratório do Ministério da Marinha e o laboratório Labogen, do doleiro
Alberto Youssef, resultou em grande confusão e desinformação sobre as
duas condições.
A hipertensão pulmonar reflete estados patológicos e a disfunção
erétil associa-se a mudanças relacionadas ao envelhecimento, embora haja
notícias de uso recreativo em adultos jovens. Assim como outras
condições de saúde com importantes componentes culturais, tais como a
anorexia, as cirurgias plásticas estéticas, o uso abusivo de
tranquilizantes, antidepressivos e outros, a disfunção erétil é tema
silenciado. Seja o silêncio resultado do eventual constrangimento pela
perda funcional, ou do forte machismo da nossa sociedade, que associa
desempenho sexual a vigor e poder.
Nunca é demais lembrar que o capítulo da lei 8080/90 que trata da
Vigilância Sanitária determina ser de responsabilidade das autoridades
sanitárias eliminar, diminuir ou prevenir riscos à saúde, além de
intervir nos problemas sanitários decorrentes da circulação de produtos.
E que houve episódios trágicos envolvendo o uso de medicamentos. Só
para citar alguns, muitas vidas foram perdidas após o uso do mercúrio
contra a febre amarela, no século 19. E, no século 20, registraram-se
mortes de crianças com insuficiência renal, após o uso de xaropes com
dietilenoglicol, e de asmáticos por uso de aerossóis com isoproterenol.
Na década de 1960, ocorreram mais de 15 mil casos de malformação
congênita em crianças cujas mães usaram talidomida.
A falta de conhecimento completo em relação ao uso de fármacos trouxe
à tona, de forma trágica, o que a ciência sustenta há décadas: não há
substância farmacologicamente ativa isenta de riscos e nem todos os
riscos são conhecidos antes de o produto estar no mercado.
Para que se tenha ideia da magnitude do problema, há contraindicação
para o uso do sildenafil concomitante ao uso de nitratos usados para
tratar doença cardiovascular, e para os indivíduos com hipotensão,
derrame recente ou infarto do miocárdio. Vale perguntar: quantos
brasileiros que estão consumindo as 30 milhões de unidades por ano de
sildenafil sabem disso?
As consequências do uso de produtos para disfunção erétil são tema
que não vem sendo tratado com responsabilidade pelos gestores do nosso
sistema de saúde. Medidas reguladoras do Ministério da Saúde — tais como
submeter a compra nas farmácias a controle rigoroso do receituário —
são importantes para estancar os possíveis efeitos adversos. Investigar a
ocorrência de complicações e mortes associadas ao uso do produto, e
divulgar os resultados, permitirá prover e não privar os indivíduos da
informação necessária para decidir de forma consciente e informada se
desejam, ou não, correr os riscos inerentes aos fármacos. Seja ele
constrangedor, obsequioso ou cúmplice, até quando aceitaremos o
silêncio?
Álvaro Nascimento e Suely Rozenfeld são pesquisadores da Fiocruz. Este artigo foi originalmente publicado no jornal O Globo
Agência Fiocruz
Uma injeção apenas para controlar a diabetes
Cientistas americanos anunciam que somente uma aplicação de uma
proteína foi capaz de derrubar as taxas de glicose e mantê-la nos níveis
normais por dois dias
Um time de pesquisadores do Salk Institute, nos Estados Unidos,
anunciou na última semana o mais novo e promissor caminho contra a
diabetes tipo 2. A doença está associada à obesidade e ao sedentarismo e
é caracterizada pela resistência das células à ação da insulina, o
hormônio que possibilita a entrada, nas células, da glicose circulante
no sangue.
O resultado é o acúmulo de açúcar na corrente sanguínea,
processo que figura como um dos principais fatores de risco para infarto
e acidente vascular cerebral. Em artigo publicado na revista científica
“Nature”, os cientistas descreveram como uma simples dose de uma
proteína derrubou os índices de glicose a níveis normais por dois dias e
reverteu o mecanismo de resistência à insulina. Os cientistas ficaram
animados. “O impacto do nosso estudo é substancial”, disse à ISTOÉ
Michael Downes, um dos responsáveis pela pesquisa. “A descoberta oferece
uma nova avenida para controlar a glicose de uma maneira poderosa e
surpreendente que pode levar à criação de uma terapia revolucionária
contra a doença”, completou.
A proteína responsável por todo esse entusiasmo é a FGF1, integrante
do grupo dos fatores de crescimento (substâncias que contribuem para a
proliferação celular). O curioso é que ela nunca tinha sido alvo de
grande interesse. Há dois anos, porém, o mesmo time do Salk Institute
verificou que cobaias com baixa concentração da proteína rapidamente
desenvolviam diabetes tipo 2 quando alimentadas com dieta rica em
gordura.
A observação fez os estudos avançarem até este que acaba de ser
divulgado, revelando o enorme potencial da FGF1 para interferir na
maneira como o corpo responde à insulina. “Ela restaura a habilidade do
organismo de regular os níveis de açúcar com a insulina, mantendo a
glicose nos níveis normais”, explicou Downes. Ele ressalta, porém, que
investigações mais aprofundadas serão conduzidas para conhecer melhor
sua forma de atuação.
A constatação de seu poder foi obtida após experimento realizado em
cobaias (ratos) obesas e com diabetes tipo 2. Os pesquisadores injetaram
nos animais apenas uma dose da proteína. O que viram foi surpreendente:
as taxas de glicose desabaram rapidamente e esse efeito durou por dois
dias. “Observamos uma redução dramática na concentração de açúcar no
sangue”, informou Downes.
Há outras constatações igualmente animadoras. Segundo os cientistas,
as cobaias não apresentaram qualquer efeito colateral, mesmo quando a
substância foi injetada em alta concentração. A injeção da proteína
também não provocou a queda abrupta e além do desejado da quantidade de
glicose no sangue. Esse efeito, chamado de hipoglicemia, é bastante
perigoso e sempre foi alvo de preocupação no tratamento da diabetes.
Isto É
Especialista explica como beber vinho sem manchar os dentes
| Foto: Darren Baker / Shutterstock Os vinhos tintos têm uma acidez que
contribui para a
desmineralização dos dentes e permite uma adesão
dos pigmentos naturais da bebida
|
Com esse friozinho um bom vinho tinto é sempre uma boa
pedida. Mas a ingestão dessa bebida requer alguns cuidados, inclusive
quando o assunto é saúde bucal. Isso porque o vinho tem em sua
composição alguns pigmentos altamente nocivos ao esmalte dental.
“Os vinhos tintos possuem uma acidez que contribui para a
desmineralização dos dentes e permite uma adesão aos pigmentos naturais
da bebida (como o tanino) com mais facilidade”, diz a nutricionista
Dayany Araújo Farias, coordenadora clínica do Hospital Nove de Julho.
Para o cirurgião-dentista especializado em estética,
Antônio Salomão Braz, o álcool presente nos vinhos é outro ponto que
prejudica o sorriso, e não só o esmalte dentário. “O álcool e a acidez
do vinho podem diminuir a quantidade de saliva (em até 30%),
atrapalhando o processo de limpeza da boca e, em alguns casos, causar
sensibilidade nos dentes”, afirma.
Truque
Segundo Dayany, tomar água junto com o vinho é uma boa dica para que a saúde bucal não seja prejudicada. “A água ingerida junto com o vinho diminui a acidez responsável por facilitar a adesão da pigmentação nos dentes além de fazer o papel de hidratante da mucosa da boca, auxiliando na remoção de resíduos alimentícios”, diz.
Segundo Dayany, tomar água junto com o vinho é uma boa dica para que a saúde bucal não seja prejudicada. “A água ingerida junto com o vinho diminui a acidez responsável por facilitar a adesão da pigmentação nos dentes além de fazer o papel de hidratante da mucosa da boca, auxiliando na remoção de resíduos alimentícios”, diz.
Outra dica simples e fácil é sempre manter uma boa
higiene bucal. “Se você já tem o costume de escovar os dentes três vezes
ao dia e usar fio dental não há muito com o que se preocupar. Quando os
dentes estão limpos eles ficam com suas superfícies lisas, o que
dificulta que os pigmentos do vinho grudem na sua estrutura”, afirma
Antônio.
Outros alimentos que mancham os dentes
Mas não é só o vinho tinto o grande vilão dos dentes brancos. Existe no mercado uma porção de alimentos e bebidas que, se ingeridos com exagero, podem prejudicar a beleza do sorriso. “Refrigerantes, sucos de caixinha, molho shoyo, catchup, café, chá mate e açaí são alguns exemplos de alimentos a serem evitados. Alguns corantes presentes neles são artificiais e não possuem valor nutritivo nenhum”, diz a especialista.
Outros alimentos que mancham os dentes
Mas não é só o vinho tinto o grande vilão dos dentes brancos. Existe no mercado uma porção de alimentos e bebidas que, se ingeridos com exagero, podem prejudicar a beleza do sorriso. “Refrigerantes, sucos de caixinha, molho shoyo, catchup, café, chá mate e açaí são alguns exemplos de alimentos a serem evitados. Alguns corantes presentes neles são artificiais e não possuem valor nutritivo nenhum”, diz a especialista.
Terra
Bebê com menos de um quilo se submete a cirurgia cardíaca
| Foto: AP Photo/The Grand Rapids Press, Chris Clark - Foto de 30 de julho
mostra Alexandra Mae Van Kirk, que se submeteu a
cirurgia no coração
pesando apenas 990 gramas
|
Um bebê pesando apenas 990 gramas passou por uma cirurgia cardíaca para
desobstruir uma artéria bloqueada devido a um defeito congênito.
Chamada de "Garota Poderosa" por seus pais, a pequena Alexandra Mae Van
Kirk é um dos menores bebês a ser submetido a esse procedimento, segundo
seus médicos.
A cirurgia foi feita no DeVos Children's Hospital, na cidade de Grand
Rapids, no estado do Michigan, nos Estados Unidos. Uma semana depois do
procedimento, Alexandra mostra sinais de que seu coração está
funcionando como deveria, e ela já está crescendo.
"Ela está fantástica", disse seu pai, Matt Van Kirk ao veículo "The
Grand Rapids Press", em uma reportagem publicada nesta sexta-feira (1º).
O médico Joseph Vettukattil, que fez a valvoplastia pulmonar com balão
no DeVos Children's Hospital, já fez mais de 300 procedimentos como esse
ao longo de 20 anos. Mas o menor paciente que atendeu, até então,
pesava 1,8 kg.
"Foi muito complicado", disse Vettakattil, que acrescentou que ele
ouviu falar de apenas um ou dois outros casos de bebês menores de
Alexandra que se submeteram ao procedimento.
Quando Heidi Van Kirk estava na 22ª semana de gravidez, um ultrassom
mostrou que Alexandra era pequena demais para aquele estágio da
gestação. Em exames de acompanhamento com especialistas, foi constatado
que o bebê passou a ter seu crescimento ainda mais atrasado.
"Eles deram a ela uma chance de 35% de ela nascer viva", disse Heidi.
Alexandra nasceu em 7 de julho, com um poderoso choro. "Acho que todo
mundo na sala de cirurgia ficou eufórico", disse o pai, Matt Van Kirk.
Alexandra pesava 990 gramas. A equipe neonatal a diagnosticou com estenose pulmonar grave.
Se Alexandra for como a maioria dos bebês que se submetem ao
procedimento, ela não precisará de nenhum outro tratamento, de acordo
com Vettukattil. "Ela está curada. No que diz respeito ao coração, ela
deve estar bem para o resto da vida", disse.
Aualmente na unidade de terapia intensiva neonatal, Alexandra permanece
ativa, movimentando suas pernas e puxando fios. "Sempre nos referimos a
ela como nossa Garota Poderosa", disse a mãe Heidi."
G1
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