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terça-feira, 12 de agosto de 2014

Hospital Badim apresenta novo time de cirurgia bariátrica

Foto: Divulgação
Liderada pelo Cirurgião Bariátrico Guilherme Cotta, equipe tem expectativa de aumentar o número de cirurgias em mais de 53% nos próximos três anos

A partir de agosto, o Hospital Badim (RJ) conta com um centro especializado em Cirurgia Bariátrica, chefiado pelo cirurgião geral e bariátrico Guilherme Cotta. O objetivo é oferecer toda estrutura necessária, para pacientes e médicos, para o tratamento clínico e cirúrgico da obesidade mórbida. 

Cirurgião Bariátrico desde 2000, membro da International Federation for the Surgery of Obesity and Metabolic Disorders (IFSO) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica, Cotta já foi coordenador de cirurgia geral em diversos hospitais. Sua equipe é formada por especialistas em cirurgia, endocrinologia, nutrição e psicologia, além de clínicos especializados e anestesistas.

Com expectativa média de 135 cirurgias por ano, e com uma porcentagem de reganho de peso de apenas 4%, o foco do centro é no preparo  e tratamento do paciente com Obesidade Mórbida. O principal diferencial do serviço é a preparação cuidadosa, e a estrutura voltada para tratamento e acompanhamento desta grande epidemia chamada Obesidade. “O foco no acompanhamento pós-operatório pelos especialistas é essencial, é o que determina a perda e a futura manutenção do peso”, explica coordenador.

Segundo dados do Ministério da Saúde, 51% da população brasileira têm algum grau de obesidade ou sobrepeso. Segundo Cotta, a maioria dos pacientes que procura a cirurgia é formada por mulheres (a cada 6 mulheres 1 homem), mas o especialista alerta que o procedimento não é indicado para qualquer pessoa. “Hoje, o padrão de beleza é um corpo ‘malhado’, mas o estilo de vida do mundo moderno leva as pessoas ao sedentarismo e a dietas gordurosas (fast food). Muitos pacientes com sobrepeso são atraídos pela ideia de uma cirurgia milagrosa. A cada dez pacientes que nos procuram, três não têm indicação.”

O cirurgião acompanha os avanços na área da cirurgia bariátrica: “Estão sendo desenvolvidos vários medicamentos que possam simular a perda de peso da cirurgia, ainda sem sucesso.” Segundo ele, os principais desafios da especialidade são os distúrbios alimentares, as variações hormonais e a dificuldade de absorção de vitaminas. Para os interessados na cirurgia, ele indica que procurem sempre cirurgiões titulares da SBCBM, com equipe estabelecida.

Sobre a equipe  
A equipe do Centro de Cirurgia Bariátrica do Hospital Badim  é coordenada pelo Cirurgião Geral e Bariátrico Guilherme Cotta, Membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica e da International Federation for the Surgery of Obesity and Metabolic Disorders (IFSO). Atua a mais de 14 anos na área, sendo coordenador de Cirurgia Geral de vários hospitais como: Pasteur, Prontocor, São Lucas, entre outros. 

Fazem parte da sua equipe, os seguintes profissionais: Maria Virgínia Capotorto e Enio França, clínicos especializados em Cirurgia Bariátrica; Maria Carolina Coelho, Bianca Barone e Ana Luisa MacDowell, endocrinologistas; Robena Molinaro e Denise Boia, nutricionistas; Iricléia e Ana Maria Justo, psicólogas; Sebastião  Félix, psiquiatra; Rafael Almeida, Alexandre Carvalho, Vanessa Saloes e Bruno Peer, anestesistas; Guilherme Nahoum, Paulo Roberto Liborio, Igor Fernandes, Andrea Bacon e Gabrielle David, cirurgiões gerais.

Donato de Almeida 
Assessor de Imprensa
www.sbcomunicacao.com.br

Rio de Janeiro recebe maior evento regional de infectologia

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Durante os dias 13 e 15 de agosto, acontece o Infecto Rio 2014, 4º Congresso de Infectologia do Estado do Rio de Janeiro (Sierj), no Colégio Brasileiro de Cirurgiões (CBC), em Botafogo, Zona Sul do Rio de Janeiro, onde profissionais de saúde e acadêmicos se reúnem para debater temas relevantes à especialidade. E o Sérgio Franco Medicina Diagnóstica apoia o evento e participa da programação, com palestras do infectologista do laboratório Alberto Chebabo, que também é presidente da Sociedade de Infectologia do Estado do Rio de Janeiro (Sierj)

O congresso - o maior evento regional da área - conta com o apoio da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) e abordará, nos três dias de atividades, temas centrais, como HIV/Aids, hepatites virais, infecção hospitalar e imunização, por meio de conferências, mesas-redondas, sessões interativas e apresentação de trabalhos científicos. 

 Segundo Chebabo, esse congresso é um dos exemplos mais sólidos do incentivo ao debate científico. “O evento é uma oportunidade para toda a classe médica discutir soluções e avanços em prevenção, diagnóstico e tratamento das doenças infecciosas e parasitárias. É um orgulho representar o Sérgio Franco e a Sierj nesse importante congresso”, afirma o médico. 

O Infecto 2014 é direcionado para profissionais e estudantes de saúde. As inscrições são feitas através do site www.infectorio.com.br ou ainda no dia e local do evento. O congresso criou, ainda, um aplicativo, que foi patrocinado pelo laboratório Sérgio Franco, para fornecer mais informações aos interessados. O app está disponível nas plataformas Android e IOS. 

Serviço 

Infecto Rio 2014. 

Data: de 13 a 15 de agosto de 2014. 

Local: Colégio Brasileiro de Cirurgiões (CBC) – Rua Visconde Silva, 52/3º andar. 

Inscrições pelo www.infectorio.com.br ou no dia e local do evento. 

Rachel Lopes
Assessoria de Imprensa
rachel@saudeempauta.com.br

OMS enfrenta dilema ético sobre quem receberá tratamento para ebola

Foto: EPA - Quadro mostra ebola 'goleando' ações do governo na Libéria
Em encontro nesta segunda-feira, profissionais discutiram liberação de droga que está sendo usada em americanos 

Após o aparente sucesso de um tratamento de ebola feito em médicos americanos, a Organização Mundial de Saúde (OMS) reuniu especialistas em ética nesta segunda-feira, em Genebra, para discutir se é certo usar remédios que nunca foram testados em humanos -e, neste caso, quem deve receber o medicamento, já que a oferta é limitada.

A decisão da OMS é complexa. Se a organização não aprovar o uso do medicamento por ele ainda ser experimental, pode enfrentar acusações de ter restringido o uso de droga com potencial de salvar vidas a trabalhadores de saúde de países ricos.
Por outro lado, liberar o uso da droga pode trazer acusações de que a maior organização de saúde do mundo autorizou experimentos com medicamentos potencialmente prejudiciais em parte da população mais pobre do mundo.

Dois profissionais de saúde americanos infectados pelos vírus aparentemente melhoraram após receber doses deste medicamento. A melhora nos seus quadros, porém, também pode estar ligada às condições de tratamento nos EUA, para onde foram levados.

No domingo, autoridades espanholas autorizaram o uso da mesma droga para um sacerdote espanhol infectado pelo vírus na Libéria, que foi levado para Madri.

Não há nenhum tratamento ou vacina conhecidos para o ebola.

Na discussão na OMS, será preciso antecipar o que poderá acontecer se o medicamento for adotado mas se provar ineficaz ou até mesmo prejudicial, de acordo com o especialista em ética médica Daniel Sokol, do 12 King's Bench Walk Chambers, de Londres.

"É preciso discutir como a mídia e a comunidade local irão reagir e as consequências dessa reação para as vítimas, profissionais de saúde e outros, e como deve ser o processo de seleção de candidatos ao tratamento", disse.

A preocupação com os danos que um tratamento mal-sucedido podem causar se explica porque já existe uma desconfiança em relação a profissionais de saúde, o que prejudica a contenção da epidemia.

No passado, muitos profissionais de saúde foram contaminados, e os hospitais, sem condições adequadas de infraestrutura, ajudaram a propagar a doença.

De acordo com Sokol, na epidemia de 1995 em Kikwit, na República Democrática do Congo, a relação entre o hospital e mortes de ebola era tão clara que gerou um boato de que os médicos estavam assassinando os pacientes que haviam roubado diamantes de minas locais.

Já na epidemia de Uganda, moradores acreditam que pessoas brancas roubavam parte do corpo das vítimas para lucrar. Médicos ocidentais eram vistos como suspeitos e acreditava-se que estavam trazendo a doença.

Em janeiro de 2002, um grupo de especialistas teve que fugir da vila de Mekambo, no Gabão, ao ser ameaçado por moradores.
 
Foto: EPA - Enfermeiro orienta parentes de vítimas na Libéria
Estigma
A desconfiança em relação aos profissionais estrangeiros vem desde o início do século XX, quando os colonizadores desprezavam os costumes locais. Quando houve uma epidemia de doença do sono no então Congo Belga, os moradores, obrigados a tomar remédios de cuja eficácia duvidavam, se revoltaram.

Além da desconfiança em relação a profissionais de saúde, há ainda a questão do estigma que aqueles que se curam do ebola carregam. Apesar de não existir um remédio em uso para a doença, o corpo dos pacientes pode reagir sozinho e combater o vírus.

Em epidemias anteriores, afirma Sokol, alguns sobreviventes não foram aceitos de volta em sua comunidades. Outros não conseguiram mais encontrar trabalho ou foram abandonados por seus parceiros. Após a epidemia de 2000/2001 em Uganda, as casas de alguns sobreviventes foram queimadas.

"É contra esse passado complexo historicamente, culturalmente e socialmente que os especialistas em ética terão que tomar uma decisão. As normas de ética médica, como a permissão para tratamento, também podem ser diferentes lá, e existe o perigo de transpor normas ocidentais para culturas diferentes", afirma.

G1

Nova lei faz com que farmácia passe a ser unidade de assistência à saúde

Foto: Yuri Marcel/G1 - Farmácia passa a ser unidade de saúde, e não só
estabelecimento comercial
Lei foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União nesta segunda. Farmacêutico deve estar presente em período integral no estabelecimento 

A presidente Dilma Rousseff sancionou, nesta sexta-feira (8), a lei que dispõe sobre exercício e fiscalização das atividades farmacêuticas. A decisão foi publicada em uma edição extra do Diário Oficial da União nesta segunda-feira (11). Com a Lei 13.021/14, a farmácia passa a ser uma unidade de assistência à saúde, e não apenas um estabelecimento comercial.

Uma das novidades da lei é a determinação de que o farmacêutico deve estar presente nas farmácias durante todo o horário de funcionamento. A lei anterior determinava que era obrigatória a presença permanente de um "técnico responsável", mas não especificava qual deveria ser a formação desse profissional. A partir de agora, somente o farmacêutico poderá exercer a responsabilidade técnica.

"Esta é uma vitória dos farmacêuticos e uma contribuição da nossa classe para a saúde do povo brasileiro”, disse o presidente do Conselho Federal de Farmácia (CFF), Walter Jorge João, em nota publicada pelo site do conselho. De acordo com o órgão, o projeto de lei tramitou durante quase 20 anos no Congresso Nacional.

A lei estabelece também que o proprietário da farmácia não poderá desconsiderar as orientações técnicas do farmacêutico e que cabe a esse profissional esclarecer os pacientes sobre os benefícios e riscos do uso de fármacos, assim como informar sobre possíveis interações medicamentosas.

G1

Cientistas americanos criam tecido tridimensional semelhante a cérebro

Foto: Tufts University/Divulgação Imagem de microscópio mostra neurônios (amarelo-esverdeados)
ligados a uma estrutura feita com proteína de seda (azul); neurônios formaram redes funcionais
pelos poros da estrutura (áreas escuras) 
Material pode ser usado para simular reação cerebral a drogas em estudos. Estrutura imita separação entre a substância branca e cinzenta do cérebro 

Bioengenheiros do Centro de Recursos de Engenharia de Tecidos na Universidade Tufts, em Boston, criaram um tecido tridimensional semelhante ao tecido presente no cérebro de ratos, que poderá ser usado para simular as respostas cerebrais a drogas em estudos científicos.

A descoberta, financiada pelo Instituto Nacional de Imagens Biomédicas e Bioengenharia (NIBIB) dos Estados Unidos, foi publicada na edição desta semana da revista científica "Proceedings of the National Academy of Sciences" ("PNAS").

Já era possível cultivar neurônios em laboratório para observar seu comportamento. Porém eles só se desenvolviam em duas dimensões, o que impedia a reprodução da complexa estrutura cerebral.

O novo tecido é composto de dois biomateriais: uma estrutura esponjosa feita de proteína de seda e um gel com base de colágeno. Neurônios de ratos foram instalados nessa estrutura esponjosa e o gel, disposto no centro da estrutura, permitiu que os axônios (prolongamentos dos neurônios) crescessem através dele.

Depois de alguns dias, os neurônios formaram redes ao redor dos poros da estrutura esponjosa. Os axônios se projetaram através do gel para se conectar com os neurônios do outro lado do poro. Isso fez com que o tecido imitasse a separação entre a substância branca e a substância cinzenta que compõem o cérebro.

"Esse trabalho é um feito excepcional", diz Rosemarie Hunziker, diretora do programa de engenharia de tecidos do NIBIB. "Ele combina uma compreensão profunda da fisiologia do cérebro com um grande e crescente conjunto de ferramentas de bioengenharia para criar um ambiente que é ao mesmo tempo necessário e suficiente para mimetizar o funcionamento do cérebro".

O novo tecido pode se manter vivo no laboratório por mais de dois meses. Para testar a eficácia da técnica, os pesquisadores já usaram o material para testar as mudanças químicas e elétricas cerebrais que ocorrem em resposta a uma droga e as mudanças provocadas por uma lesão.

Foto: Tufts University/Divulgação: magem feita com microscópio eletrônico mostra estrutura feita com proteína de seda que serve de base para tecido que imita cérebro

"Bons modelos permitem hipóteses sólidas que podem ser testadas exaustivamente. A esperança é que o uso desse modelo possa levar a uma aceleração de terapias para disfunções cerebrais, assim como oferecer um jeito melhor de estudar a fisiologia normal do cérebro", acrescentou Rosemarie.

G1