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sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Alotriofagia

http://www.ecured.cu/images/5/53/Pica.JPG O que é Alotriofagia?
Altriofagia é um padrão de alimentação com materiais que não sejam comida, como terra ou papel.  

Causas
A alotriofagia é mais observada em crianças pequenas do que em adultos. Entre 10% e 32% das crianças entre 1 e 6 anos apresentam esse comportamento.

A alotriofagia também pode se desenvolver durante a gravidez. Em alguns casos, a falta de determinados nutrientes, como anemia por deficiência de ferro e deficiência de zinco, pode disparar os desejos incomuns. A altriofagia também pode ocorrer em adultos que desejam sentir uma certa textura em sua boca.

Exames
Não há um teste único para diagnosticar a alotriofagia. No entanto, como a doença pode ocorrer em pessoas com níveis de nutrientes mais baixos que os normais e má nutrição, o médico pode testar os níveis de ferro e zinco no sangue.

Exames de sangue também podem ser feitos para testar anemia. Os níveis de chumbo devem sempre ser verificados em crianças que comeram tinta ou objetos cobertos com tinta à base de chumbo para saber se há envenenamento pelo material.

O médico poderá fazer exames para detectar infecção se a pessoa tiver comido terra contaminada ou excrementos de animais.  

Mais sobre Alotriofagia
Consulte seu médico se observar que uma criança (ou adulto) está comendo materiais que não sejam alimentos  

Sintomas de Alotriofagia  

Crianças e adultos com alotriofagia podem comer:

- Fezes de animais

- Argila

- Terra

- Bolas de pelos

- Gelo

- Tinta

- Areia

Esse padrão de alimentação deve durar, pelo menos, 1 mês para que se encaixe no diagnóstico de alotriofagia.  

Tratamento de Alotriofagia
O tratamento deve abordar, em primeiro lugar, a falta de qualquer nutriente ou outros problemas médicos, como envenenamento por chumbo.

O tratamento da alotriofagia envolve comportamentos, o ambiente e a educação familiar. Uma forma de tratamento associa o comportamento a consequências negativas ou punição (terapia de aversão leve. Assim, a pessoa obtém reforço positivo ao ingerir alimentos normais.

Medicamentos podem ajudar a reduzir o comportamento anormal se a alotriofagia for parte de um transtorno do desenvolvimento, como incapacidade intelectual.  

Complicações possíveis

- Bezoar (uma massa de material não digerível presa dentro do corpo, geralmente no estômago)

- Infecção

- Obstrução intestinal

- Envenenamento por chumbo

- Inanição

Expectativas 
O êxito do tratamento varia. Em muitos casos, o distúrbio dura vários meses, depois desaparece. Em alguns casos, pode continuar até a adolescência ou idade adulta, especialmente quando ocorre juntamente com transtornos do desenvolvimento.  

Prevenção 
Não há prevenção específica. Ser bem nutrido, pode ajudar.  

Fontes e Referências 

- Katz ER, DeMaso DR. Pica. In: Kliegman RM, Behrman RE, Jenson HB, Stanton BF, eds. Nelson Textbook of Pediatrics. 19th ed. Philadelphia, Pa: Saunders Elsevier; 2011:chap 21,2. 

- Ginder GD. Microlytic and hypochromic anemias. In: Goldman L, Schafer AI, eds. Cecil Medicine. 24th ed. Philadelphia, Pa: Saunders Elsevier; 2011:chap 162. 

Minha Vida

Contadores de histórias amenizam tratamento de crianças com câncer no Rio

Representantes do Instituto Rio de Histórias visitaram ontem (28), Dia Nacional do Voluntariado, o Hospital Estadual da Criança, voltado para cirurgias de média e alta complexidade  tratamento de crianças com câncer

Na visita, voluntários do instituto, que faz parte da Associação Viva e Deixe Viver, contaram histórias para as crianças internadas. O objetivo é alegrar o ambiente e mudar o cenário do hospital, situado em Vila Valqueire, na zona norte do Rio.

O projeto faz parte da rotina do Hospital da Criança desde a sua inauguração, em março do ano passado, e tem contribuído para melhorar a qualidade de vida dos pacientes e de seus pais, diz a médica oncologista pediátrica Patrícia Moura, responsável pelo serviço. Além do Rio de Histórias, duas organizações não governamentais (ONGs), a Trupe Miolo Mole e a Sorrisoterapia estão presentes todas as semanas na unidade de saúde, que conta com um grupo de apoio às famílias dos pacientes formado por psicólogos, assistentes sociais, pedagogos e recreadores.

De acordo com a médica, contar histórias ajuda a reduzir o peso do tratamento das 75 crianças que estão internadas e fazem quimioterapia na unidade. "É um momento em que elas esquecem um pouco da doença, do tratamento, das agulhas e voltam a viver a realidade de uma criança que não está passando por um problema como esse",  disse Patrícia. Para ela, isso torna o tratamento mais fácil, menos sofrido. A unidade dispõe ainda de uma brinquedoteca móvel e promove diversas outras atividades, informou a médica hospital.

No decorrer do ano, os voluntários contadores de história visitam 24 hospitais na capital fluminense. De acordo com a fundadora do Rio de Histórias, Regina Porto, pesquisas mostram que esse tipo de atividade melhora o tratamento das crianças. "Pesquisas mostram que, com trabalhos de humanização nos hospitais, diminui a ingestão de remédios, as crianças esquecem um pouco da dor, do ambiente onde estão", ressaltou Regina. Segundo ela, atualmente, trabalhos voluntários voltados para a humanização na saúde são monitorados e sabe-se qual é o resultado antes e depois desse tipo de intervenção.

Uma das pacientes do Hospital da Criança é Sofia Queiroz, de 4 anos. Natural de Manaus, Sofia tem uma doença muito agressiva e rara, rabdomiossarcoma parameníngeo esquerdo, e já terminou o tratamento. Ela passa agora pelos procedimentos finais para entrar no controle por medicamentos orais. A mãe de Sofia, Lorena Cristal de Almeida Borel, conta que, no mês passado, elas foram para casa e a menina sentiu falta do hospital.

"Passamos 17 dias em Manaus e ela sempre perguntava: 'mamãe, quando a gente vai voltar?'. Ela adora e todo mundo gosta dela. As histórias dos contadores têm ajudado muito no tratamento dela e de outras crianças. Os palhaços da alegria também ajudam muito. As pessoas aqui se doam muito", enfatizou Lorena.

Adriele Sampaio da Silva é mãe de Lorena, de 7 anos, portadora de leucemia LMA, que está internada há um ano e um mês no hospital. "A Lorena gosta bastante das histórias e, quando o contador vem ao hospital, não deixa ele sair enquanto não contar umas três vezes a do Pinóquio, que é o preferido dela." Lorena confirmou que gosta de brincar e que a história preferida é a do Pinóquio. "Eu gosto de escutar a história do tio, é muito divertida. E eu vou ficar boa", afirmou.

Agência Brasil

Saiba como funciona o Ceatox, o 0800 que orienta em casos de intoxicação

As crianças aparecem como as principais vítimas de intoxicações
Maioria dos casos envolve crianças – intoxicadas com remédios, produtos de limpeza e até mesmo plantas venenosas–, mas há relatos de tentativas de suicídio frustradas

No fundo de um dos corredores do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas de São Paulo há uma porta com uma discreta placa: Ceatox. A sigla significa Centro de Assistência Toxicológica. Dentro da pequena sala, trabalha a equipe que recebe as ligações do telefone gratuito que estampa praticamente todos os rótulos dos produtos de limpeza nacionais.

Mas não são só ingestões acidentais de produtos de limpeza que as pessoas do outro lado da linha relatam. Há também ingestão de remédios, seja por acidente ou por tentativa de suicídio, acidentes com pesticidas, plantas e até mesmo veneno, como os raticidas.

No Ceatox, serviço gratuito que funciona 24 horas por dia, atuam estudantes e formados em medicina, farmácia e enfermagem, treinados especificamente na área de toxicologia. Para auxiliar no trabalho, todos os computadores contam com um sistema para consulta de medicamentos e substâncias, bem como suas interações.

O centro recebe cerca de 80 ligações por dia. A demanda maior é por conta da ingestão acidental de medicamentos, mas há casos também daqueles que tentaram tirar a própria vida e desistiram antes do fato consumado ou de outros encontrados ainda com vida por algum parente que liga ao Ceatox aflito por ajuda. 

As crianças e os remédios
As manhãs são mais tranquilas. Como a maior parte dos atendimentos se dá por causa de crianças que ingeriram remédios ou produtos de limpeza, a farmacêutica e coordenadora do Ceatox, Cristina Andrusaitis Sandron, explica que é nas horas em que as crianças sentem mais fome que os acidentes acontecem com maior frequência, ou seja, mais perto do horário do almoço.

De repente, o telefone toca. Catharina Cardoso Januário de Souza, estudante de medicina de 24 anos, atende uma mãe preocupada após o filho de dois anos ter ingerido uma pequena quantidade de um produto químico. Apesar de o teor da substância assustar, Catharina tranquiliza a mãe: nesse caso, especificamente, basta deixar o pequeno sem beber água, leite ou qualquer outra substância durante duras horas. Depois desse período, alimentar a criança com uma fruta pode ajudar. Claro, cada caso é um caso, e a intoxicação também depende da quantidade de produto ingerido, por isso o ideal é sempre, absolutamente sempre, ligar para o Ceatox.

Antes de desligar, Catharina alerta a mãe: é possível que a criança venha a ter algum outro problema mais sério, como a pneumonite química. Caso o menino tenha tosse e febre de três a quatro dias depois da ingestão do produto químico, a mãe precisa procurar o serviço médico.

Veja as principais coisas que podem causar intoxicação:

 - Aranha: muitos são intoxicados pelo veneno de aranhas peçonhentas

- Botulismo: alguns alimentos podem ser contaminados pela bactéria Clostridium botulinum e causar botulismo, uma intoxicação grave

- Cobras venenosas: são um perigo também. Há antídotos para grande parte dos venenos, mas é preciso correr para um serviço médico

- Comida também pode intoxicar: alguns pratos são mais sensíveis e devem ser manuseados na temperatura adequada para que não estrague e não cause danos.

- Escorpiões: também costumam picar e, se não a pessoa não for socorrida a tempo, o veneno pode matar

- Metais pesados: o mercúrio, por exemplo, que está presente em termômetros, pode intoxicar uma pessoa se ela ficar em contato direto

- Produtos de limpeza:  estão em segundo lugar de intoxicações. Cores fortes atraem crianças

- Outro problema são os produtos de limpeza usados simultaneamente: alguns jamais devem ser misturados com outros, por formarem gases tóxicos

- Remédios: qualquer remédio pode causar intoxicação

*  Muitos remédios são derivados de plantas, mas nem todas as plantas são comestíveis. Plantas que soltam aquele leite branco são cáusticas

Os acidentes com medicamentos acontecem mais na faixa etária de um a quatro anos, época em que a criança quer explorar o ambiente e se sente atraída pelas cores chamativas dos remédios. O comportamento de alguns pais também não ajuda. Muitos, para convencer a criança a tomar o remédio necessário, dizem que é “balinha, docinho, que vai deixar bem forte”. Diante disso, a criança pode entender que não é algo perigoso e pode voltar a tomar escondido dos pais.

Em segundo lugar no ranking de intoxicações estão os produtos de limpeza. E, novamente, o perigo maior está em crianças de até quatro anos. “As cores da embalagem dos produtos chamam a atenção das crianças, pois são rosinhas, amarelinhos”, alerta a coordenadora do Ceatox. Já nos adultos, essa intoxicação acontece na maioria das vezes por pura confusão. “Há muitos produtos de limpeza clandestinos, vendidos em garrafas PET. Muitas vezes a pessoa bebe achando que é água, depois vê que bebeu produto de limpeza”, conta.

Papel preventivo
Não só pessoas intoxicadas têm vez no Ceatox. O centro também está disponível para tirar dúvidas sobre interações medicamentosas, por exemplo. “Às vezes, um paciente não sabe se pode tomar um determinado remédio junto com outro e liga para a gente”, explica a farmacêutica. Os profissionais também ajudam quem tem dúvida se pode tomar certo medicamento na gravidez ou durante a amamentação.

Vez ou outra, o Ceatox recebe ligações sobre intoxicação de bichinhos de estimação ou até mesmo animais de maior porte, como ovelhas e bois. “O princípio de absorção de substâncias é quase o mesmo, então a gente consegue orientar”, diz Cristina.

Recomendações em caso de intoxicação
Ninguém melhor que o Ceatox (0800 0148110) para orientar em casos de intoxicação. No entanto, é importante saber que algumas coisas não devem ser feitas em nenhuma hipótese: dar leite ou água para a pessoa que ingeriu alguma substância, seja ela medicamento ou produtos químicos, é piorar o problema. “Se a pessoa ingeriu soda cáustica, por exemplo, que é super corrosiva, e toma água, não adianta nada. A água vai diluir um pouco da soda, que continuará corrosiva e vai atingir mais partes do estômago ainda”, alerta.

O mesmo vale para o leite. Além de espalhar o problema, ele pode ainda ajudar na absorção de produtos derivados do petróleo, como querosene, removedor, gasolina e outros, fazendo com que a proporção do dano seja muito maior do que seria.

Provocar vômito também não é uma boa ideia. Só vale quando é orientado pelo Ceatox. Se a criança bebeu algo corrosivo, por exemplo, vomitar só vai queimar ainda mais o caminho que o líquido vai percorrer ao voltar pela boca.  

Por isso, a recomendação é ligar para o Ceatox para orientações e, nunca, jamais, tentar solucionar o problema sem ajuda médica.

Serviço

Ceatox - 0800 0148110 ou (11) 2661-8800 / 2661-8571

iG

Tomate previne câncer de próstata, diz estudo; veja outros alimentos eficazes

Benefício anticancerígeno pode vir do licopeno, antioxidante que pode proteger contra danos nas
células e no DNA
Doença responde por 15% dos cânceres que afetam os homens; 10 porções de tomate por semana reduz o risco em 20% 

Homens que consumirem mais de dez porções de tomate por semana podem reduzir em 20% os riscos de câncer de próstata, indicou um estudo feito por pesquisadores britânicos.

O estudo, realizado em colaboração entre as universidades de Cambridge, Oxford e Bristol, analisou a alimentação e o estilo de vida de cerca de 20 mil britânicos com idade entre 50 e 69 anos.

Os pesquisadores verificaram que aqueles que consumiam mais de dez porções de tomate por semana – na forma de saladas de tomate fresco ou suco de tomate, por exemplo – reduziram em 18% o risco de câncer de próstata.

Aqueles que consomem as recomendadas cinco ou mais porções de frutas e legumes por dia pode diminuem em 24% o risco de apresentar a doença no futuro, em comparação com homens que comem duas porções e meia desses alimentos ou menos, indicou a pesquisa.

Dieta balanceada
O câncer de próstata responde por 15% dos cânceres que afetam os homens, segundo a Rede Global do Fundo Mundial de Pesquisa contra o Câncer (WCRF International, em inglês). Só em 2012 foram registrados mundialmente 1,1 milhão de casos, o equivalente a 8% de todos os casos, informa a organização.

Para prevenir a doença, os especialistas recomendam uma dieta balanceada, com ênfase em frutas e legumes, e pouca ingestão de gordura, sal e carne vermelha e industrializada.

O estudo britânico indicou que no caso específico do tomate, os benefícios em termos de propriedades anticancerígenas podem vir do licopeno, um antioxidante que pode proteger o organismo contra danos nas células e no DNA.

"Nossas descobertas sugerem que os tomates podem ser muito importantes para a prevenção do câncer", disse Vanessa Er, da Escola de Medicina Social e Comunitária na Universidade de Bristol.

Ela acrescentou que "os homens também devem comer uma grande variedade de frutas e vegetais, manter um peso saudável e se exercitar com frequência".

Os autores do estudo pesquisaram dois outros componentes ligados ao câncer de próstata: o selênio, presente em alimentos a base de farinha, como pão e massa, e o cálcio, encontrado em produtos lácteos como o leite e o queijo.

Homens que ingeriram a quantidade ideal desses três componentes na dieta tiveram risco mais baixo de apresentarem câncer de próstata, disseram os pesquisadores.

Vanessa Er recomendou "estudos mais avançados" para confirmar estas constatações, especialmente na forma de testes clínicos.

Veja alimentos que previnem contra câncer de próstata: 

- Brócolis: as verduras crucíferas têm uma substância com enxofre chamada de “sulforafano”, que age nos danos das células

- Cenoura: contém o carotenoide licopeno

- Couve-flor: verdura crucífera (age nos danos das células)

- Goiaba vermelha: contém o carotenoide licopeno, que protege contra o câncer

- Linhaça: atuam no controle da dosagem da testosterona

- Mamão papaia: contém o carotenoide licopeno

- Melancia: contém o carotenoide licopeno

- Repolho: as verduras crucíferas contêm uma substância com enxofre chamada de “sulforafano”, que age nos danos das células

- Soja: atua no controle da dosagem da testosterona

- Tomate: contém o carotenoide licopeno, que protege do câncer de próstata 

Variedade
Comentando o estudo, Iain Frame, do Instituto Britânico de Câncer de Próstata, disse que ainda não há evidência suficiente para fazer recomendações concretas de quais alimentos específicos homens devem ingerir para reduzir o risco de câncer de próstata.
"O que sabemos é que não devem confiar demais em um só tipo de alimento, como o tomate", opinou.

"Uma dieta saudável, balanceada, com muitas frutas e legumes, aliada a exercícios físicos frequentes, é de longe a melhor opção de prevenção."

Tom Stransfeld, do Instituto de Pesquisa do Câncer no Reino Unido, disse que "ingerir alimentos ricos em licopeno, como tomates ou selênio, pode estar associado à redução do risco do câncer de próstata, mas isso não foi ainda comprovado. Esse estudo não pode confirmar se há mesmo uma relação entre essa dieta e o risco de câncer de próstata".

"Dietas de prevenção do câncer são uma questão complexa, com poucas respostas exatas, tipo preto no branco. Nós aconselhamos a todos a comer uma dieta balanceada, com bastantes frutas e legumes, e pouca carne vermelha, gordura e sal."

BBC Brasil / iG

EUA iniciam testes de vacina contra ebola em humanos na próxima semana

Diretor do Instituto Nacional de Saúde disse que medida extraordinária é necessária para acelerar pesquisa contra vírus 

O Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos (NIH, na sigla em Inglês) anunciou, nesta quinta-feira (28), que vai iniciar na próxima semana os testes de uma vacina contra o vírus ebola em seres humanos. Em fase inicial, os primeiros experimentos serão realizados em 20 voluntários na sede do Instituto, em Bethesda, Estado de Maryland, próximo à capital, Washington. A informação foi divulgada pelo diretor do NIH, Francis Collins, durante entrevista coletiva.

Segundo ele, o instituto já estava trabalhando no projeto da vacina há cerca de uma década, mas a situação de descontrole da doença no oeste africano fez com que a pesquisa fosse "acelerada". "Tivemos de adotar medidas extraordinárias para iniciar os estudos o mais rápido possível", afirmou. 

A pesquisa é realizada pelo NIH em parceria com outra agência estatal americana, o Instituto Nacional de Alergia e Enfermidades Infecciosas (Niaid). Ele também conta com o apoio da indústria farmacêutica privada GlaxoSmithKline.

O diretor do Niaid, Anthony Fauci, também participou da entrevista e falou da necessidade de encontrar uma resposta eficaz e rápida devido ao iminente risco de proliferação do vírus ebola.

"A epidemia já contaminou mais de 3 mil pessoas e matou mais da metade dos infectados. A situação está sem controle e por isso é preciso trabalhar em todas as frentes possíveis, com os métodos tradicionais de isolamento das pessoas infectadas, novos medicamentos, mas também na busca de uma resposta de prevenção imunológica", disse ele.

Faucci justificou a participação da GlaxoSmithKline como "co-pesquisadora" devido à necessidade de se produzir uma vacina em larga escala caso o resultado da pesquisa seja satisfatório. Os voluntários - todos adultos saudáveis - serão avaliados nove vezes ao longo de 48 semanas e, para garantir sua segurança, os cientistas darão a vacina a apenas três pessoas ao mesmo tempo. "A segurança é primordial quando se faz testes com drogas experimentais em pessoas saudáveis", resumiu.

Agência Brasil