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sábado, 30 de agosto de 2014

Coma frutas o ano inteiro!

Jean Pimentel/Agencia RBS
Ricas em nutrientes, elas estão disponíveis nas quatro estações  

Elas são gostosas, nutritivas e aromáticas, e, já que também "comemos com os olhos", são um prato cheio de cores e formas atraentes. As frutas são fontes de minerais e vitaminas indispensáveis para o bom funcionamento do nosso organismo. Mas, atenção: quando o assunto é saúde, tudo em excesso faz mal, inclusive, as frutas.

Como, na dieta, a palavra de ordem é dosagem, conhecer os nutrientes de cada alimento e a melhor forma de comê-los é fundamental para o equilíbrio na alimentação, que ajuda a manter o organismo e o corpo saudáveis. As frutas ajudam na digestão, no funcionamento do intestino e na produção de energia e a evitar o envelhecimento das células. Mas podem ter efeito reverso, em alguns casos, se houver consumo exagerado.

– A maioria das pessoas tem a seguinte visão: é saudável, vou comer. As frutas têm influência na saúde e na qualidade de vida, mas o erro está na quantidade. A fruta entra na dieta como qualquer outro alimento, em que temos que considerar até quando é saudável e quando passa a trazer prejuízos – diz o nutricionista Fidelis Russo.

Muitos dos nutrientes encontrados nas frutas são antioxidantes, substâncias muito importantes para a prevenção de doenças do envelhecimento. Mas, cuidado com as frutas maduras demais ou machucadas. Nesse caso, o efeito será inverso, porque elas já estão oxidadas.

– A natureza é sábia. Oferece no inverno frutas que ajudam na imunidade e no ressecamento da pele. No verão, tem frutas que oferecem hidratação. Então, priorize as frutas da estação, mas não deixe de comer as demais – diz Russo.

Acredite, fruta demais faz mal 
Acreditem, o consumo excessivo de frutas e sucos de frutas trazem prejuízos à saúde. Muitos pacientes chegam aos consultórios dos nutricionistas com diagnóstico de cirrose (gordura no fígado), diabetes e colesterol alto. Acreditem, a origem pode estar na ingestão exagerada de frutas.

Segundo a nutricionista Carmem Ligia Schimitz, o açúcar da fruta, quando ingerida em excesso, fica armazenado no fígado em forma de gordura, causando a cirrose. O açúcar também estimula a produção de insulina, responsável pela sensação de fome, ou seja, em vez da fruta dar sensação de saciedade, ela terá efeito contrário. A pessoa vai comer mais, impulsionando o ganho de peso.

Além disso, a insulina aumenta a captação de glicose pelas células, que armazenam a glicose como triglicerídeos que se transformam em colesterol.

O nutricionista Fidelis Russo alerta para outro efeito danoso. Frutas como maçã, banana, caqui, jabuticaba, goiaba e pera, se comidas em excesso, podem causar sérios problemas intestinais.

– O correto é comer de tudo um pouco. Um cardápio variado tem tudo que precisa sem exageros – diz Carmem.

 Melhor forma de comer
- Escolha frutas da época, frescas, in natura e coma mordendo sem cortar e, de preferência, com a casca

- Se for fatiar, faça-o só no momento de comer, porque, ao fatiar, as fibras são rompidas e, além disso, em contato com o oxigênio do ar, as frutas oxidam, perdendo nutrientes

- As frutas desidratadas são uma boa opção. Elas preservam o açúcar natural e as fibras, mas perdem água e vitamina C. Já a polpa de acerola, encontrada o ano todo, é rica em vitamina C

- Suco não substitui a fruta e tem valor nutricional menor. Mas, se for beber, deve ser suco natural de fruta fresca, sem açúcar, sempre junto com as refeições e em pequena quantidade

- As frutas glicêmicas (com alto índice de açúcar) não devem ser ingeridas em jejum e nem em lanches, o indicado é junto ou como sobremesa, após as refeições. São elas: mamão, abacaxi, melancia, banana caturra, manga, uva, melão amarelo e caqui maduro

- As frutas não glicêmicas (com baixo índice de açúcar) podem ser consumidas em qualquer horário. São elas: banana maçã ou prata, laranja e bergamota com gomo, maçã, pera, morango, ameixa, pêssego, cereja, goiaba, abacate, kiwi e caqui duro

- Comer abacaxi ou mamão junto com o churrasco faze bem porque ajuda na quebra das proteínas presentes na carne. Mas isso não significa que haverá redução de calorias

- Frutas amarelas ajudam na recomposição da mucosa intestinal e são boas para período de diarreia


Zero Hora

Estudo mostra por que certas músicas nos fazem lembrar alguém

Foto: Ophelia Cherry / Stock.xchng
Neurologistas americanos recorreram a um escâner com imagens de ressonância magnética para fazer um mapeamento da atividade cerebral de 21 voluntários 

A ciência conseguiu explicar porque nos lembramos de alguém ou de algum lugar quando escutamos determinada música. Ao ouvir canções, diferentes funções cerebrais são ativadas — o que explica porque sentimos prazer ou desprazer quando uma música começa a tocar.

Neurologistas americanos recorreram a um escâner com imagens de ressonância magnética para fazer um mapeamento da atividade cerebral de 21 voluntários que ouviram diferentes tipos de música, incluindo rock, rap e clássica. Eles escutaram seis temas com cinco minutos cada um, inclusive cinco considerados "icônicos" de cada gênero, uma canção que não era familiar e, misturado na seleção, um tema favorito da pessoa examinada.

Os cientistas detectaram padrões de atividade cerebral, que evidenciaram o agrado ou o desagrado com determinada canção. Também advertiram para a ocorrência de uma atividade específica quando se escuta a canção favorita.

Ouvir a música favorita desencadeou atividade no hipocampo, a região do cérebro que desempenha um papel fundamental na memória e nas emoções vinculadas à socialização.

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A pesquisa, publicada na revista Scientific Reports, foi encabeçada por Robin Wilkins da Universidade da Carolina do Norte em Greensboro.

— Este estudo mostra que não é uma atividade mais intensa em certas partes do cérebro o que se produz, mas uma conectividade entre partes diferentes — explica o cientista.

Os resultados sugerem que ouvir a canção favorita pode ajudar a tratar a perda de memória, explica Aucouturier. Será preciso fazer novos estudos para avançar nesta direção, advertiu.

AFP / Zero Hora

Responder aos balbucios do bebê acelera aprendizagem da fala

Getty Images: As crianças compreendem o interesse em interagir dos pais
como um estímulo para tentar falar ainda mais e melhor
Estudo aponta que a comunicação entre pais e filhos pode ser aprimorada antes do primeiro ano de vida 

Quando o bebê começa a dar os primeiros sinais de que está pronto para se comunicar oralmente, mesmo que por meio de sons incompreensíveis, os pais devem ficar atentos. Essa é uma boa oportunidade para estimular o desenvolvimento da linguagem infantil.

Um estudo das universidades de Iowa e de Indiana mostrou que a maneira como os pais respondem aos balbucios do bebê pode acelerar a aprendizagem da fala, ainda nos primeiros meses de vida.

“Não é que descobrimos que basta responder aos balbucios do bebê. É a maneira como se dá essa resposta que realmente importa”, explica Julie Gros-Louis, professora de psicologia da Universidade de Indiana e uma das autoras do estudo, em um comunicado da instituição.

A interação positiva comentada pelo estudo diz respeito a uma série de ações que os pais podem tomar. Não basta só conversar de volta com a criança, automaticamente e sem interesse. É preciso tocá-la, demonstrar afeto e sorrir a todo e qualquer som emitido por ela. Só assim o bebê se sente motivado a trocar novas palavras com os adultos.

Primeiras palavras
Os pesquisadores observaram a interação entre 12 mães e seus bebês, na faixa etária dos oito meses, por seis meses. Nos encontros, levou-se em conta a qualidade das respostas das mães aos sons produzidos pelas crianças.

Os bebês que tiveram uma interação mais estimulante mostraram um melhor desenvolvimento em habilidades orais, como a vocalização de vogais e consoantes. Em outras palavras: os balbucios dos pequenos já não eram tão incompreensíveis assim e podiam soar como palavras.

As crianças compreenderam a postura das mães como um estímulo para tentar falar ainda mais e melhor, segundo os pesquisadores. “Elas aprenderam, de certa maneira, que são seres comunicativos com os adultos. É como se fosse uma maneira de aprender a aprender”, pontua Julie Gros-Louis.

Delas

CFM alerta para danos causados pelo narguilé e o cigarro eletrônico

No Dia Nacional de Combate ao Fumo comemorado ontem (29), o Conselho Federal de Medicina (CFM) alertou  para os riscos à saúde causados pelo uso do narguilé e o consumo do cigarro eletrônico

Tratados como menos nocivos, eles podem impor danos semelhantes, ou até piores, do que os do cigarro.   

Narguilé é um cachimbo usado para fumar. A característica do utensílio é que a fumaça passa pela água antes de chegar ao fumante. O cigarro eletrônico é um dispositivo que produz vapor inalável com ou sem nicotina, podendo servir como alternativa ao fumante.


“A concentração de nicotina nestes produtos é extremamente alta. Uma hora de uso do narguilé corresponde a 100 cigarros comuns”, diz Alberto José de Araújo, membro da Câmara Técnica de Combate ao Tabagismo do CFM. Segundo ele, os prejuízos são enormes para a saúde.

Quando comparada com a fumaça do cigarro, por exemplo, estudos revelam que a do narguilé apresenta maiores concentrações de monóxido de carbono, nicotina, alcatrão, metais pesados, hidrocarbonetos aromáticos (cancerígenos) e aldeídos voláteis. Seu uso prolongado pode causar intoxicação aguda por carboxihemoglobina (COHb).

Os valores considerados referência para a concentração de COHb em não fumantes é  1,6%, em fumantes de cigarros 6,5% e em usuários de narguilé 10,1%, apontam trabalhos dos professores Carlos Alberto de Assis Viegas e Alberto José de Araújo do CFM.

Fator destacado pelo conselho é que a pasta de tabaco fumada no narguilé, com sabor adocicado e aroma agradável, pode ser responsável pela perpetuação do senso comum de que seu uso é menos danoso à saúde. A presença de nicotina pode levar o usuário a criar dependência química.

O órgão alerta para os riscos do uso do cigarro eletrônico. Muitas vezes uma alternativa para quem quer deixar de fumar, ele pode causar efeito contrário do desejado. Estudos indicam que semelhança de seu uso com o do cigarro convencional reforça práticas de dependência à nicotina. "Não há indícios científicos que comprovem que o produto auxilia o fumante a largar o vício", alerta Araújo.

Pesa também o fato de que o consumidor não sabe exatamente o que está inalando ao fumar um cigarro eletrônico. Testes científicos indicam que os produtos variam muito na quantidade de nicotina e de outros produtos químicos que constituem o vapor que libera a substância.

Devido à falta de informações sobre o assunto, o Conselho Federal de Medicina pede que o governo elabore e implemente nas políticas públicas de combate ao tabagismo ações específicas relativas ao narguilé e ao cigarro eletrônico.

http://veja.abril.com.br/blog/ricardo-setti/files/2013/09/ilustra-cigarro-eletronico.jpg

No Rio, a Secretaria de Saúde distribuiu material informativo sobre o Dia Nacional de Combate ao Fumo e tirou dúvidas da população. Este ano a campanha está focada no tratamento e na promoção de saúde.

De acordo com a coordenadora do programa de tabagismo da secretaria Ana Helena Rissin, as atenções este ano estão voltadas para a conscientização sobre o fumo passivo e seus malefícios.

“Aconselhamos o fumante a proteger as pessoas próximas e as que fazem parte de sua família, mudando suas práticas como não fumar em locais fechados, adotar o hábito de fumar do lado de fora de sua casa para não contaminar o ambiente domiciliar e consequentemente prejudicar os seus familiares.”

Agência Brasil

HPV: meta de SP é alcançar 942 mil meninas na 2ª etapa de vacinação

Agência Brasil: HPV é o causador de câncer de colo de útero
Meninas de 11, 12 e 13 anos de idade que já receberam a 1ª dose devem procurar o posto de vacinação a partir de segunda-feira 

Adolescentes paulistas do sexo feminino entre 11 e 13 anos que já receberam a primeira dose da vacina devem procurar o posto de vacinação mais próximo para a aplicação da segunda dose

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo inicia na próxima segunda-feira, dia 1º de setembro, a aplicação da segunda dose do esquema de imunização contra o papilomavírus humano (HPV), causador de câncer de colo do útero.

Aproximadamente 942 mil meninas, com 11, 12 e 13 anos de idade, que já receberam a primeira dose da vacina no primeiro semestre deste ano, devem procurar o posto de vacinação mais próximo para a aplicação da segunda dose. Ao todo serão 4,7 mil postos com horário de funcionamento entre 8h e 17h.

A cobertura da vacinação contra o HPV na primeira fase atingiu 99% do público-alvo e foi uma das maiores do Brasil.

Neste ano, a vacina será destinada às adolescentes com 11, 12 e 13 anos de idade e deve ser divido em três etapas. A segunda dose da vacina deve ser aplicada seis meses após a primeira dose. Já a terceira dose, que funciona como um reforço, deve ser aplicada cinco anos após a primeira dose. A recomendação é de que as adolescentes levem a caderneta de vacinação aos postos.

Em 2015, a vacina contra o HPV será destinada às meninas entre nove e 11 anos e também será dividida em três etapas. A partir do ano de 2016, a vacina passará a ser aplicada nas meninas com nove anos de idade.

“O papilomavírus humano é um vírus capaz de causar lesões de pele e mucosas e, quando não tratado corretamente pode evoluir para casos de câncer de útero. Já a eficácia da vacina a ser aplicada é superior a 95%. Ao alcançar uma elevada cobertura vacinal entre a população-alvo, observaremos, consequentemente, uma maior proteção contra a incidência do câncer de colo de útero”, afirma a médica Helena Sato, diretora de imunização da Secretaria.

Produção Nacional
A vacina contra a HPV é fruto de uma parceria para o desenvolvimento produtivo (PDP) entre o Instituto Butantan e o laboratório farmacêutico MSD. A compra da vacina é feita por R$ 31 a dose, cerca de 90% a menos do que o produto custa no mercado, o que permitirá uma economia de aproximadamente R$ 200 milhões aos cofres públicos até 2019. A instituição iniciou neste ano a primeira etapa de um processo de transferência de tecnologia que irá permitir, num prazo de cinco anos, a autossuficiência brasileira na produção da vacina.

Sobre o HPV
O papilomavírus humano (HPV) é um vírus contagioso que pode ser transmitido com uma única exposição, por meio de contato direto com a pele ou mucosa infectada. Sua principal forma de transmissão pode ocorrer via relação sexual, mas também há contagio entre mãe e bebê durante a gravidez ou o parto, é a chamada transmissão vertical.

Inicialmente assintomática, a infecção por HPV pode evoluir para lesões de pele e mucosas, em alguns casos também ocasiona o surgimento de verrugas genitais. Quando não tratada corretamente, essas lesões podem evoluir para um quadro de câncer genital, como o câncer de colo de útero, cuja doença tem como principais sintomas dores, corrimento ou sangramento vaginal.

Agência Brasil