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domingo, 7 de setembro de 2014

Bactéria modificada injetada diretamente em tumores absorve o câncer

O micro-organismo destruiu essas estruturas e se alimentou de fragmentos delas. Testada em uma mulher, a técnica reduziu a doença em tecido do ombro

Quimioterapia e radiação são dois tratamentos recorrentes no combate ao câncer, mas muito agressivos ao organismo. Em busca de alternativas mais eficazes e que diminuam os efeitos colaterais, cientistas dos Estados Unidos propõem o uso de uma bactéria para reduzir tumores. Os detalhes do estudo foram divulgados na revista científica Science Translational Medicine.

Encontrada no solo, a Clostridium novyi (C.novyi) prolifera-se em ambientes com baixa quantidade de oxigênio. Por não gostar do elemento químico, ela se multiplica em tumores, que têm regiões pouco oxigenadas, condição que reduz a ação da radioterapia. A equipe de médicos da Universidade Johns Hopkins criou uma versão menos nociva do micro-organismo, que levou o nome de C.novyi-NT. Para isso, removeram genes dele, deixando-o menos tóxico e mais seguro para uma aplicação terapêutica.

Nicholas Roberts, líder da pesquisa, e a equipe coordenada por ele optaram por uma abordagem direta, injetando esporos da bactéria diretamente em tumores. Os primeiros experimentos foram feitos em camundongos com câncer de cérebro induzido. Os resultados apontaram que os esporos destruíram as células tumorais e se alimentaram de fragmentos delas sem danificar as estruturas saudáveis próximas.

A partir dessa etapa, os pesquisadores ampliaram os testes com cães. Dos 16 animais do estudo, seis apresentaram respostas positivas 21 dias após o primeiro tratamento. Desses, três tiveram tumores completamente eliminados e os outros, reduções de pelo menos 30% da doença. Esses resultados são animadores porque, segundo Roberts, há muitas semelhanças entre os cânceres em cães e em seres humanos. Em alguns casos, os tratamentos envolvem as mesmas drogas, que geram efeitos secundários parecidos. “Os cães são exemplos do que pode acontecer em humanos”, afirma Roberts.

Sabrina Chagas, professora da Escola Médica da PUC-Rio, afirma que não há surpresa nas equivalências. “O câncer origina-se a partir de um erro na multiplicação celular de um tecido. Essa alteração pode ocorrer independentemente do animal em questão”, explica. A especialista complementa dizendo que o mecanismo de ação da terapia proposta pelos cientistas da instituição norte-americana é inovador. “Esse tratamento parece ser mais eficaz em tumores pouco vascularizados. Sendo assim, devemos procurar cânceres com esse perfil e testar o efeito nesse grupo.” 

Correio Braziliense

Em 8 minutos: aparelho aponta grau de 1 a 7 para mau hálito

Shutterstock
Qualquer pessoa pode fazer o exame que classifica o grau da halitose de 1 a 7, mas o mais importante é saber que todos os níveis têm cura 

O hálito possui cerca de 200 substâncias diferentes. Porém, quando algumas delas são encontradas na boca em quantidade ou qualidade fora da média, é sinal de halitose. Pensando nisso, o Centro de Excelência no Tratamento de Halitose (CETH) desenvolveu um aparelho capaz de medir, em oito minutos, o nível desses gases e indicar se a pessoa está ou não com mau hálito. 

O Oralchroma tem uma função cromatográfica, ou seja, consegue separar e medir os três principais gases responsáveis pela halitose: o sulfidreto (original das bactérias), o metilmercaptana (predominante na gengiva) e o dimetilsulfeto (que pode ser originado pela ingestão de alguns alimentos e bebidas ou por problemas sistêmicos como pulmonares, intestinais e etc). 

“A grande evolução deste exame é que podemos ter resultados qualitativos e quantitativos na mesma hora. Além de indicar o problema de hálito, ele pode detectar sua origem. Com a análise dos gases conseguimos saber se o problema é na língua, na gengiva ou em outro lugar do corpo”, diz Alênio Calil, diretor da CETH. 

Cerca de 30% dos brasileiros têm mau hálito; veja como não entrar nesta lista


O especialista afirma, ainda, que, junto com esse teste, é necessário que o paciente responda a um questionário para complementar o resultado. “Com estes dados é possível também orientar o paciente sobre em qual outro local do corpo pode estar o problema que causa a halitose”.  

Mau hálito pode indicar problemas como refluxo, doenças hepáticas e diabetes


Classificação do hálito
Quando se faz o exame do hálito, o aparelho diagnostica o grau da halitose do paciente, que pode variar entre 1 e 7. “Pacientes com grau 1 são considerados com o hálito normal e pacientes com grau 7 possuem um altíssimo nível de gases presentes, o que indica que, além do problema bucal, ele tem outros problemas sistêmicos”, diz Alênio. 

As pessoas que apresentarem um grau de halitose entre 1 e 5 podem ser tratadas por dentistas. Esse especialista orienta o paciente quanto à higiene bucal (com dicas sobre raspadores linguais e enxaguantes) e quanto a dietas alimentares. “Quando o resultado do exame fica entre 6 e 7, além do dentista, será necessário outro especialista para tratar o problema, que pode ser um otorrino, um gastroenterologista ou outro médico dependendo do que mostrou o exame”, afirma. 

E, embora esses casos tenham uma solução mais lenta, é importante dizer que a halitose tem cura para todos eles, mas, assim como pressão alta ou diabetes, se o paciente descuidar pode voltar. “Por isso ela é considerada uma doença crônica que deve sempre ser checada.  Pacientes que têm problema acima do grau 3 devem fazer exames anuais e ir constantemente ao dentista capacitado para uma avaliação”, diz o especialista. 

Estudo aponta o melhor método para combater o mau hálito matinal

Evite o mau hálito comendo e bebendo


Onde fazer os testes
Qualquer pessoa pode fazer esse exame, porém é necessário seguir algumas recomendações, como estar duas horas em jejum, sem escovar os dentes e sem fumar. Hoje, existem mais de 40 aparelhos espalhados pelo Brasil, sendo São Paulo o local com maior número de clínicas e laboratórios com os OralChromas. Porém, ainda é possível encontrá-los no Rio de Janeiro, Recife, Minas Gerais e Espírito Santo. Para que o diagnóstico seja feito de maneira correta, o CETH capacitou alguns dentistas clínicos gerais e elaborou um laudo especifico que interpreta o resultado da máquina. Esses profissionais podem sem encontrados no site da CETH.

Terra

Conheça um novo método para evitar o parto prematuro: o Pessário

Pessário de silicone
Novidade no país e muito utilizado para segurar a incontinência urinária, o pessário, dispositivo redondo feito geralmente de silicone, tem ganhado uma nova função: prevenir o parto prematuro

Apesar de ainda não ter nenhum estudo que comprove sua eficiência, a sua utilização vez crescendo consideravelmente nos últimos dois anos, por não ter nenhuma contraindicação, a não ser em casos extremos.

De acordo com o Dr. Jurandir Piassi Passos, ginecologista, obstetra e especialista em medicina fetal do Deldoni Auriemo Medicina Diagnóstica, o orifício do colo uterino é o grande responsável pela manutenção da gravidez. Se ele não tiver resistência suficiente para aguentar o peso do bebê e do líquido amniótico, ele vai cedendo e abrindo aos poucos, fazendo com que a dilatação do útero aumente o risco de parto prematuro.

“O pessário faz o papel dessa porção do colo uterino, ou seja, exerce uma pressão no colo de fora para dentro, impedindo a sua dilatação e a ocorrência do trabalho de parto prematuro”, afirma.

E praticamente não há contra indicação. Ele apenas não deve ser usado por mulheres que tem alergia ao silicone, material do qual é feito, e quando há presença de trabalho de parto efetivo ou placentas de inserção baixa. Além disso, existem casos em que não se indica a interrupção do trabalho de parto, mesmo que prematuro, como em quadros infecciosos.

Além do pessário, outros métodos são utilizados no país para evitar o parto prematuro. Dr. Passos conta: “Frente a um quadro de incompetência do colo uterino ou em pacientes com história previa de prematuridade por incompetência do colo uterino, podem ser realizados tanto a progesterona, quando a cerclagem uterina”.

Tais métodos ainda podem ser aliados ao pessário, quando a futura mamãe usa o novo método e também recorre à progesterona. “Afinal, o importante é prolongar a gravidez e reduzir os riscos que a prematuridade trás para a criança”, finaliza o especialista.

Universo Jatobá

Viagra: os perigos do excesso das pílulas azuis

Especialistas afirmam que tomar estimulantes sexuais em excesso é um risco, além de não ajudar no desempenho na cama 

O personagem Reginaldo (Flavio Galvão), da novela Império, é simpático ao uso de estimulantes sexuais. Chega a tomar três comprimidos antes de cair nos braços da mulher Tuane (Nanda Costa). 

A relação entre o casal é complicada e gera dúvidas, já que em diversos capítulos o sexo foi feito sem Tuane estar com vontade. 

Polêmicas a parte, o problema é que médicos advertem que a prática de Reginaldo não condiz muito com a realidade e também pode representar risco, em caso de doença no coração.

“Para disfunção erétil, existem comprimidos de sildenafil de 25 mg, 50 mg ou 100 mg. Se ele tomar três de 100 mg pode ser que tenha os efeitos colaterais aumentados, como dor de cabeça e vermelhidão pelo corpo. Terá mal estar”, afirma o vice-presidente da Sociedade de Cardiologia do Estado do Rio de Janeiro, Ricardo Mourilhe Rocha.

O medicamento vasodilatador pode ser comprado sem a necessidade de receita médica. Em 2009, com o fim da patente e o surgimento de remédios genéricos mais baratos, as vendas de sildenafil disparam, saindo de 2 milhões de unidades para 30 milhões.

Rocha explica que no caso de cardiopatas que usam medicamento sublingual à base de nitrato, a combinação dos dois remédios é de alto risco, pois pode acarretar em pressão baixa. “Nestes casos, a pessoa não faz estas combinações porque tem medo”, avalia.

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Excesso de pílulas não faz milagre
Outra questão é que se não houve melhora de desempenho sexual com 100 mg, não haverá com mais. “Os estimulantes orais funcional em 80% dos casos de disfunção erétil, mas se com 100mg não houver melhora da performance, não adianta aumentar a dosagem, que também não haverá resultado”, explica o chefe do departamento de andrologia da Sociedade Brasileira de Andrologia (SBU), Antônio de Moraes.

Para os 20% dos casos existem os estimulantes injetáveis, chamados tratamentos de segunda linha, ou as próteses penianas.

Rocha afirma que a maior preocupação quanto aos estimulantes sexuais está no uso recreativo do sildenafil. “Normalmente são homens jovens e sem problema de disfunção erétil que bebem. Então perdem a libido e usam o sildenafil para melhorar a performance”, diz. Para o cardiologista, a prática pode representar risco de dependência. “Acaba gerando uma dependência, até mesmo por questões psicológicas”, diz o especialista.

iG

Orgânicos podem ser mais prejudiciais que alimentos com agrotóxicos

Alimentos orgânicos são inegavelmente mais saudáveis do que aqueles com agrotóxicos; mas risco de contaminação é maior 

É sempre melhor escolher um alimento orgânico do que um com agrotóxico. Isso ninguém discute. No entanto, especialistas alertam que é preciso avaliar bem a fonte de onde esse alimento proveio, já que ele pode estar contaminado com fungos, bactérias e até mesmo por protozoários – como a cisticercose, mais conhecida por solitária. 

Por não ter os defensores agrícolas, os alimentos orgânicos são, de uma forma simplista, desprotegidos. Para isso, é preciso ter cuidado maior no plantio e crescimento, para que ele não seja contaminado por fungos, bactérias ou parasitas.

O nutrólogo Roberto Navarro explica que nutricionalmente, os alimentos orgânicos têm uma vantagem inegável sobre os que com agrotóxicos. "Só tem que ter cuidado na hora da compra e do consumo", alerta.

Esse cuidado que o médico se refere vai desde o plantio do alimento até quando ele é levado à boca. Navarro explica que, se o alimento orgânico está mais mole do que o normal, é preciso ficar de olho, pois indica que está estragando. Vale lembrar que os orgânicos estragam mais rápido do que os com agrotóxico.

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Ele também aconselha a higienizar os alimentos com maior atenção. "Alguns fungos são invisíveis, mas é preciso desprezar o alimento que já mostra visivelmente que tem algum fungo", explica ele. Outros sinais apontados pelo especialista são coloração alterada, odor diferente, e, claro, os famosos parasitas. "A goiaba com bichinhos", comenta.

A cisticercose é um outro problema. A ingestão de ovos da tênia, mais conhecida por lombriga solitária, costuma acontecer pela alface, rúcula, agrião e outras folhas. "Se lavar bem, o risco é anulado", comenta o médico. Ele recomenda que além da higienização em água corrente, seja utilizada soluções para matar esses microrganismos.

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As três receitas eficazes para exterminar o problema são simples: uma colher de sopa de bicarbonato de sódio a cada litro de água, três colheres de sopa de vinagre para cada litro de água ou usar hipoclorito na quantidade especificada na embalagem do higienizante são soluções ótimas nesses casos. Neste caso, o médico lembra que o hipoclorito é o mais eficiente dentre os três. Deixar o alimento de molho por algum tempo pode diminuir em 90% o risco de contaminação.

Para o nutrólogo, escolher alimentos com a certificação de produto orgânico é uma segurança a mais, já que o plantio e crescimento dos alimentos devem seguir um padrão rígido de qualidade.

Agrotóxicos são um perigo
Os agrotóxicos são substâncias químicas usadas para proteger o alimento de pragas, ajudando-o a crescer e até mesmo não estragar tão rápido. O problema é que esses compostos químicos são nocivos aos seres humanos e, quando em grande quantidade, estão ligados ao aumento de alguns tipos de câncer. 

O fígado humano é biologicamente programado para se defender de agrotóxicos e outras substâncias tóxicas. Mas, como em tudo na ciência, há limites, e o fígado pode exaurir-se com tanto trabalho. Para melhorar a ação desse órgão, consumir alimentos com compostos sulfídricos, que estão presentes nos vegetais verde-escuros, como couve, espinafre, brócolis, bem como no alho, cebola e cogumelos comestíveis ajudam o fígado a trabalhar melhor no processo conhecido por detoxificação.

Logo, o ideal é consumir alimentos com menos agrotóxicos, seja comprando orgânicos confiáveis (a melhor opção) ou tentando reduzir o teor dos tóxicos com truques caseiros.

iG