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segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Dieta para reduzir o ácido úrico

Alimentação é a principal armas contra os altos níveis de ácido úrico no sangue, condição que pode levar à gota 

Dor articular intensa com calor e vermelhidão, principalmente no dedão do pé, é uma das principais manifestações da gota, doença que provoca inflamação nas articulações pela deposição de cristais de ácido úrico nelas. Mas você sabia que é possível controlar e até prevenir essa doença por meio da alimentação?

Produto final do metabolismo das purinas – elas são o resultado da quebra de aminoácidos presentes nas proteínas do organismo e nos alimentos – o ácido úrico circula no sangue, está presente nas articulações e é eliminado predominantemente pelos rins.

Quando há um aumento na ingestão, na produção ou na diminuição da excreção do ácido úrico que circula no sangue, ocorre a hiperuricemia – o nível limite de ácido úrico que dá início à deposição dos cristais nos tecidos é de 6,8 mg/dl.

A principal consequência da hiperuricemia é a gota, mas nem todas as pessoas desenvolvem a doença, apesar de terem o ácido úrico aumentado. O clínico e cardiologista Antônio Carlos Till, do Vita Check-Up Center, do Rio de Janeiro, explica que algumas condições que favorecem o aparecimento da doença são a idade, a presença de hipertensão arterial, a obesidade, o colesterol aumentado e o consumo de álcool.

“Além das articulações, outro órgão acometido pelo aumento do ácido úrico é o rim, que sofrerá com a formação de cálculos (a famosa pedra no rim) e com uma possível disfunção renal”, complementa Till.

Ácido úrico elevado – Exame de sangue para diagnóstico da gota, tratamento e dieta


“Trabalhos recentes têm mostrado também que o aumento do ácido úrico no sangue pode aumentar a resistência à insulina, determinando um maior risco de desenvolvimento de diabetes.”

Dores fortes nas articulações têm nome: gota


As causas para a hiperuricemia podem ser de origem genética ou vir do consumo aumentado de proteínas na dieta. Alimentos como carne vermelha, peixes e crustáceos em geral, além de cerveja e bebidas ricas em frutose, contribuem para elevar os níveis de ácido úrico. Já o vinho parece ter um menor efeito nesta elevação.

Como a hiperuricemia, isoladamente, não produz sinais ou sintomas, manter uma dieta balanceada permanentemente é fundamental na prevenção do aparecimento da gota.

 “Nossa dieta colabora com cerca de um terço da produção do ácido úrico, sendo o restante advindo de forma endógena hepática, ou seja, o fígado é o responsável pelos dois terços restantes”, explica a nutricionista Eliane Nardon.

“Uma dieta muito rica em proteína, sobretudo as de origem animal, pode levar à hiperuricemia e à gota. Bebidas gaseificadas, inclusive água, e jejuns prolongados (mais que três horas sem se alimentar) também devem ser evitados”, orienta ela.

Em linhas gerais, o que se recomenda é uma alimentação equilibrada, com restrição de bebidas alcoólicas e sem proteínas em excesso. Alguns alimentos são especialmente ricos em purinas, como alguns peixes e frutos do mar, miúdos, algumas aves e determinados tipos de carne, que devem ser evitados por quem apresentar elevação nos níveis de ácido úrico no sangue.

Alimentos com teor de purinas moderado, como leguminosas, carnes, peixes e algumas verduras, só não devem ser ingeridos na fase aguda de crise de gota (veja a galeria). Já os com baixo teor de purinas são permitidos . O consumo de mais de dois litros de água por dia é extremamente recomendado, pois contribui para uma maior excreção do ácido úrico.

Controle o excesso de ácido úrico no organismo


“Alimentos que parecem estar relacionados a uma redução dos níveis de ácido úrico são café, vitamina C e produtos lácteos com conteúdo baixo em gordura”, acrescenta Till.

iG

domingo, 7 de setembro de 2014

Dieta de restrição de carboidratos reina em termos de perda de peso e saúde

No mundo das dietas, a oferta é incrivelmente alta, mas a dieta da restrição de carboidratos tem uma ligeira vantagem

Um novo estudo publicado recentemente na Revista Annals of Internal Medicine concluiu que depois de um ano seguindo em suas respectivas dietas, os participantes que optaram por um regime de restrição de carboidratos tinham perdido muito mais peso do que aqueles que seguiram uma dieta de baixo teor de gordura.

Mas não é só isso: a dieta de restrição de carboidratos também proporcionou melhores indicadores de saúde cardiovascular, incluindo melhores níveis de colesterol e triglicérides. Apesar de não sabermos o que pode acontecer a longo prazo, pelo menos no primeiro ano de dieta feita a risca, ela é a melhor opção para perder de peso e manter a saúde do coração em dia.

Dieta de restrição de carboidratos: a melhor opção para você
O estudo que chegou a essa conclusão recrutou 150 homens e mulheres obesos de 22 a 75 anos de idade, e os distribuiu aleatoriamente entre 2 grupos, onde cada um iria seguir uma proposta de dieta: ou restrição de carboidratos ou dieta de baixa gordura. Nenhum deles tinha problemas cardíacos ou diabetes no início do período de estudo. O grupo também estava equilibrado entre brancos e negros.

As pessoas que estavam no grupo da dieta de restrição de carboidratos foram convidados a comer menos do que 40 gramas de carboidratos por dia. Já aqueles que caíram no grupo de baixo teor de gordura foram convidados a manter sua ingestão diária de calorias a menos de 30% provenientes de gordura e 55% de carboidratos (menos de 7% das calorias deveriam vir da gordura saturada, mas os participantes não chegaram a alcançar esta parte). 

Nenhum grupo recebeu orientações para restringir calorias de qualquer forma, mas todos os participantes reuniram-se individualmente em primeiro lugar, e em seguida, em um grupo de informação e de apoio nutricional em sessões periódicas durante o desenvolvimento do estudo.

Os principais resultados deixaram bem claro para os pesquisadores que a dieta de restrição de carboidratos, tanto para perda de peso quanto para a saúde do coração, é a melhor. Em números:

- Aos 3, 6 e 12 meses, as pessoas que seguiram a dieta de restrição de carboidratos tinham perdido muito mais peso do que aqueles que estavam seguindo a dieta de baixo teor de gordura;

- No final do ano, o grupo da restrição de carboidrato tinha perdido cerca de 5,4 quilos, enquanto o grupo de baixo teor de gordura perdeu apenas 1,8, em média;

- O HDL (o colesterol “bom”) aumentou mais acentuadamente no grupo da restrição de carboidratos. A taxa de colesterol HDL em relação ao total também cresceu de forma mais acentuada neste grupo. 

Os participantes do grupo de carboidratos restritos também tiveram maior aumento da massa muscular magra, enquanto que aqueles no grupo de baixo teor de gordura perderam mais músculo em relação à gordura.

Aqueles no grupo de restrição de carboidrato apresentaram maiores diminuições na proteína C-reativa (PCR), uma medida de inflamação, do que aqueles no grupo de baixo teor de gordura.

Dietas pobres em carboidratos, como a dieta de Atkins, têm estado em xeque nos últimos anos, principalmente porque alguns críticos levantaram preocupações sobre os riscos cardíacos potenciais. Como as dietas de baixo carboidrato são frequentemente ricas em gordura, houve esse questionamento (que de fato é bastante recorrente) sobre se a dieta poderia estar ligada a mais problemas cardiovasculares do que benefícios.

O novo estudo parece não apenas aliviar algumas dessas preocupações, como também traz boas recomendações de organizações como a American Heart Association, de que uma dieta de restrição de carboidratos é a melhor opção.

Além disso, mais e mais estudos demonstraram os benefícios das dietas ricas em gordura, como a dieta mediterrânea, tanto para perda de peso, como para a saúde em geral, e especialmente a saúde do coração.

O que também é interessante sobre o estudo é que ele foi randomizado, o que o torna mais convincente do que estudos observacionais anteriores, que chegaram a resultados conflitantes sobre os benefícios versus os inconvenientes de dietas de baixo carboidrato.

Mais uma vez, os cientistas ainda não sabem quais são os feitos dessa dieta a longo prazo. Mas, para o primeiro ano, ela parece ser a melhor opção, sem quaisquer efeitos adversos, particularmente no que diz respeito a riscos cardiovasculares.

FORBES / Hypescience

Comunicação direta entre cérebros humanos já é uma realidade

Uma equipe internacional de neurocientistas e engenheiros demonstraram a viabilidade da comunicação direta entre cérebros humanos

A descoberta, altamente inovadora, descreve o êxito na transmissão de informações através da internet entre os pensamentos de dois seres humanos – localizados a 8.000 km de distância um do outro.


Credit: Grau C, Ginhoux R, Riera A, Nguyen TL, Chauvat H, et al. (2014) Conscious Brain-to-Brain Communication in Humans  Using Non-Invasive Technologies.
  PLoS ONE 9(8): e105225. doi:10.1371/journal.pone.0105225

“Queríamos descobrir se duas pessoas poderiam se comunicar lendo e repassando suas atividades cerebrais uma para a outra, fazendo isso através de grandes distâncias físicas, aproveitando as vias de comunicação existentes”, explica o coautor Alvaro Pascual-Leone, diretor do Centro Berenson-Allen de Estimulação Cerebral Não Invasiva do Centro Médico Beth Israel Deaconess e professor de Neurologia da Escola de Medicina de Harvard (EUA). “Um caminho para isso é a internet, por isso a nossa questão tornou-se: ‘Será que podemos desenvolver um experimento que pudesse ignorar a fala ou a escrita e estabelecer comunicação direta de cérebro para cérebro entre sujeitos localizados muito longe um do outro, como na Índia e na França?”.

Os pesquisadores descobriram que a resposta para esta pergunta era “sim”.

Em um equivalente neurocientífico de mensagens instantâneas, Pascual-Leone, junto com Giulio Ruffini e Carles Grau, liderando uma equipe de pesquisadores da Starlab Barcelona, na Espanha, e Michel Berg, liderando uma equipe da Axilum Robotics em Estrasburgo, na França, transmitiram com êxito as palavras “hola” e “ciao” em uma transmissão de um local na Índia para um local na França, mediada por um computador usando um eletroencefalograma ligado a internet (EEG) e estimulação magnética transcraniana (EMTr) assistida roboticamente e guiada por imagem.

Estudos anteriores baseados na interação cérebro-máquina através de eletroencefalograma têm normalmente feito uso da comunicação entre o cérebro humano e o computador. Nesses estudos, eletrodos fixados no couro cabeludo gravavam correntes elétricas no cérebro conforme a pessoa realizava um pensamento-ação, como conscientemente pensar em mover o braço ou a perna. O computador então interpretava o sinal e o convertia para uma saída de controle, como em um robô ou uma cadeira de rodas.

A diferença neste novo estudo é que a equipe de pesquisadores adicionou um segundo cérebro humano na outra ponta do sistema. Quatro participantes saudáveis, com idade entre 28 a 50 anos, tomaram parte do estudo. Um dos quatro indivíduos ficou com a interface cérebro-computador (BCI) e era o remetente das palavras; os outros três foram designados para o ramo de interface computador-cérebro (CBI) dos experimentos, recebendo as mensagens e as entendendo.

Usando EEG, a equipe de pesquisa primeiro traduziu as saudações “hola” e “ciao” em código binário e, em seguida, enviaram por e-mail os resultados da Índia para a França. Uma interface computador-cérebro transmitiu a mensagem aos cérebros dos receptores através de estimulação cerebral não invasiva. Os indivíduos experimentaram os sinais como fosfenos, flashes de luz em sua visão periférica. A luz apareceu em sequências numéricas que permitiram que o receptor decodificasse as informações contidas na mensagem. Enquanto os indivíduos relataram não sentir nada, eles receberam corretamente as saudações.

Um segundo experimento semelhante foi realizado entre os indivíduos na Espanha e na França, com o resultado final de uma taxa de erro total de apenas 15%, 11% no final da decodificação e 5% do lado inicial da codificação.

“Ao usar neurotecnologias de precisão avançada, incluindo EEG sem fio e EMTr robotizada, pudemos diretamente e de forma não invasiva transmitir um pensamento de uma pessoa para outra, sem que elas tenham se falado ou escrito qualquer coisa”, celebra Pascual-Leone. “Isso por si só é um passo notável na comunicação humana, mas ser capaz de fazê-lo através de uma distância de milhares de quilômetros é uma importante prova de que o desenvolvimento das comunicações cérebro-cérebro é possível. 

Acreditamos que essas experiências representam um primeiro passo importante na exploração da viabilidade de complementar ou superar a comunicação tradicional”, projeta.

Cacau aumenta índice de metais no chocolate, aponta pesquisa da Unicamp

Chocolate: no Brasil, nível de chumbo e cádmio está dentro do aceitável
Os autores do estudo já pesquisavam a presença dos metais em produtos achocolatados há algum tempo, mas, dessa vez, buscaram descobrir se abusar do cacau poderia ser perigoso para o consumidor

Pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) descobriram que o nível de chumbo e cádmio presente no chocolate pode estar relacionado à concentração e à qualidade do cacau na receita. 

As conclusões foram publicadas na revista especializada Journal of Agricultural and Food Chemistry. Felizmente, em todas as 30 marcas avaliadas, as substâncias estavam em limites considerados seguros para consumo de acordo com a legislação brasileira e com normas da União Europeia e da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Tabela de Calorias: Chocolates

Chocolate amargo pode até emagrecer, diz pesquisa

Estudo vincula consumo de chocolate a redução de 30% em doenças cardíacas

Chocolate protege o cérebro, diz estudo

Além de melhorar a TPM, chocolate ajuda a prevenir doenças cardíacas 


O chumbo e o cádmio são metais que ocorrem naturalmente e podem ser absorvidos pelos grãos de acordo com as condições do solo e de cultivo. Mas, se consumidos em excesso, eles podem prejudicar o funcionamento de diversos órgãos e causar anemia e dores abdominais e de cabeça. Em crianças, os elementos podem ser a causa de mudanças comportamentais e de atraso na fala, entre outros problemas.

Os autores do estudo já estudavam a presença dos metais em produtos achocolatados há algum tempo, mas, dessa vez, buscaram descobrir se abusar do cacau poderia ser perigoso para o consumidor. 

Para esse trabalho, foram testados 30 chocolates ao leite, meio-amargos e brancos. Como nem todas as marcas divulgam a concentração de cacau presente, a relação entre o ingrediente e a concentração de metal teve de ser medida em uma única marca.

Correio Braziliense

Substância retirada do ipê pode ajudar a tratar leucemia

O grande problema da terapia atual é a falta do medicamento específico para
cada tipo de leucemia, diz pesquisador
Pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) e da Universidade Federal Fluminense (UFF) identificaram três moléculas capazes de atuar sobre glóbulos brancos cancerígenos, sem afetar as células saudáveis 

Uma substância derivada de árvores do ipê pode ser o caminho para o tratamento de leucemias - diferentes tipos de câncer que afetam os glóbulos brancos, células responsáveis pelo sistema de defesa do organismo. 

Pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) e da Universidade Federal Fluminense (UFF) identificaram três moléculas capazes de atuar sobre glóbulos brancos cancerígenos, sem afetar as células saudáveis. 

A descoberta pode levar à criação de fármacos específicos para o tratamento de diferentes tipos de leucemias. O trabalho foi publicado na revista científica European Journal of Medicinal Chemistry.

Os pesquisadores criaram as moléculas da união do núcleo das células de outras duas substâncias e as testaram em quatro linhagens diferentes de leucemia, duas de linfoide aguda, mais comum em crianças e com prognóstico melhor; e duas de mieloide aguda, mais rara, mas responsável pelos casos mais graves. 

Dos 18 compostos criados, 3 se mostraram mais potentes e com seletividade maior - atacaram as células cancerígenas e, em menor grau, as células saudáveis. E, principalmente, tiveram comportamento diferenciado em relação às linhagens de leucemia. Uma delas se mostrou 19 vezes mais potente sobre células de leucemia linfoide do que sobre as de leucemia mieloide.

"É a primeira vez que se investiga as moléculas oriundas dessa estratégia de junção de núcleos em diferentes linhagens de leucemia. E o mais importante é conhecer esse perfil de atividade de acordo com a linhagem. 

A leucemia é um dos tipos de câncer que mais afetam crianças e por trás da palavra leucemia se esconde uma grande diversidade de doenças. O grande problema da terapia é a falta do medicamento específico para cada tipo de leucemia", afirma o farmacêutico Floriano Paes Silva Junior, chefe do Laboratório de Bioquímica de Proteínas e Peptídeos do IOC.

As moléculas foram preparadas pelo grupo coordenado pelos pesquisadores Fernando de Carvalho da Silva e Vitor Francisco Ferreira, da UFF, com base no núcleo das células de duas substâncias. Uma delas é derivada de um produto natural extraído do ipê. Esse núcleo pertence à classe química das quinonas. "O que nós queremos é matar as células malignas, mas as quinonas costumam ter baixa seletividade, ou seja, matam também as células saudáveis", disse Silva Junior.

Os cientistas combinaram, então, o núcleo da quinona com o de outra molécula, chamada triazol, que tem a capacidade de atingir somente as células cancerígenas. Silva Júnior ressalta que esse é o "primeiro passo" para a criação de um fármaco. Mas testes e análises ainda devem levar pelo menos dez anos. 

Saúde Plena