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quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Portaria Nº 698/2014-SMS.G

Revoga a Portaria nº 698/2014-SMS.G (Disciplina as atribuições e estrutura da Comissão de Padronização de Materiais Médico-Hospitalares e Equipamentos da Secretaria Municipal de Saúde – CPME/SMS)
 
O Secretário Municipal da Saúde, no uso das suas atribuições que lhe são conferidas por lei, e
 
CONSIDERANDO a criação da Comissão de Padronização de Material Médico Hospitalar e Equipamentos, pela Lei 8.764, de 19 de agosto de 1.978, e a necessidade de atualizar as competências para atender ao vigente planejamento da Secretaria Municipal de Saúde – SMS;
 
CONSIDERANDO o disposto nos artigos 198 e 200 da Constituição Federal, que definem os princípios de organização e desenvolvimento tecnológico do Sistema Único de Saúde;
 
CONSIDERANDO a competência da Secretaria Municipal da Saúde do Município de São Paulo;
 
CONSIDERANDO a necessidade de reestruturação e determinação de novos parâmetros na padronização, desenvolvimento e investimentos em tecnologia e inovações;
 
CONSIDERANDO a necessidade de racionalização, aumento da agilidade nas ações e eficiência no âmbito da Secretaria Municipal da Saúde do Município de São Paulo,
 
RESOLVE:
 
Art. 1º Disciplinar por meio da presente portaria as atribuições e estrutura da Comissão de Padronização de Materiais Médico – Hospitalares e Equipamentos da Secretaria Municipal da Saúde – CPME/ SMS.
 
Art. 2º A Comissão de Prevenção e Tratamentos das Úlceras Crônicas e Pé Diabético, constituída pela Portaria nº 4.995/2002-SMS.G, passa a subordinar-se à Comissão de Padronização de Materiais Médico- Hospitalares e Equipamentos – CPME/SMS.
 
CAPÍTULO I DAS ATRIBUIÇÕES
 
Art. 3º São atribuições da Comissão de Padronização de Materiais Médico-Hospitalares e Equipamentos:
 
I – elaborar, disponibilizar, padronizar e gerenciar o catálogo único dos materiais médico-hospitalares, equipamentos e medicamentos, para toda a rede de atenção à saúde da Secretaria Municipal da Saúde - SMS;
 
II - manter processo de trabalho permanente de atualização do catálogo único de materiais médico-hospitalares, equipamentos e medicamentos, através de consulta no sistema produtivo;
 
III – analisar e testar materiais médico-hospitalares, equipamentos e medicamentos, bem como emitir os pareceres técnicos pertinentes;
 
IV - elaborar a padronização de materiais médico-hospitalares e equipamentos, permanentes e de consumo, bem como medicamentos utilizando o método descritivo, identificando com clareza as características físicas, mecânicas, de acabamento e de desempenho, de forma a orientar e subsidiar o processo licitatório de aquisição;
 
V - prestar assessoria técnica à Divisão Técnica de Suprimentos da SMS, quando solicitado;
 
VI - assegurar que os materiais médico-hospitalares, equipamentos e medicamentos a serem adquiridos para as unidades da SMS cumpram a legislação sanitária, as normas técnicas vigentes e estejam dentro dos padrões de qualidade estabelecidos pela Comissão e em conformidade com o Ministério da Saúde (MS);
 
VII - manter processo permanente de avaliação da qualidade dos materiais, equipamentos e medicamentos adquiridos para as unidades de saúde da SMS, por meio de fluxo de pré qualificação e procedimento de pós-comercialização;
 
VIII – referendar a padronização na elaboração dos descritivos técnicos e especificações técnicas para subsidiar o processo de aquisição de materiais médico-hospitalares, equipamentos e medicamentos para todos os serviços da rede de atenção a saúde da Secretaria Municipal de Saúde;
 
IX – proceder à análise das solicitações das unidades requisitantes para incorporação de novas tecnologias e apoiar tecnicamente a padronização da rede de atenção à saúde SMS;
 
X – monitorar e acompanhar a padronização de materiais médico-hospitalares, equipamentos e medicamentos dos serviços de saúde da rede de atenção à saúde da SMS;
 
XI - estabelecer critérios técnicos para avaliação e análise dos materiais médico-hospitalares, equipamentos e medicamentos em processo licitatório;
 
XII - elaborar instrumentos técnicos para análise e avaliação contínua de materiais médico-hospitalares, equipamentos e medicamentos, nas fases principais do processo licitatório, quando devidamente solicitado por SMS-3;
 
XIII - elaborar e emitir Atestado de Capacidade Técnica, conforme critérios estabelecidos no Procedimento Operacional Padrão (POP) da CPME; XIV - designar aos profissionais das áreas técnicas da SMS a responsabilidade pela emissão de pareceres técnicos relacionados à Queixa Técnica (QT);
 
XV – criar e elaborar catálogos com marcas/fabricantes de materiais médico-hospitalares, equipamentos e medicamentos para assegurar a qualidade dos produtos licitados de uso contínuo na SMS, mediante estudo qualitativo e econômico desenvolvido;
 
XVI - criar e manter atualizado um banco de dados com o registro dos pareceres emitidos pela CPME;
 
XVII – acolher as queixas técnicas com seus respectivos pareceres provenientes do Grupo Técnico de Gerenciamento de Risco (GTGR), das demais unidades requisitantes da SMS, elaborando parecer técnico e encaminhando-o para a Divisão Técnica de Suprimentos, quando solicitado;
 
XVIII - analisar e validar todas as pesquisas de mercado no que diz respeito às informações técnicas do objeto a ser licitado, quando solicitado pela Divisão de Técnica de Suprimentos;
 
XIX - criar um sistema de informações que permita à Comissão acompanhar qualitativa e quantitativamente o uso dos materiais médico-hospitalares, equipamentos e medicamentos padronizados, pelas unidades da SMS;
 
XX – acompanhar e prestar apoio técnico durante a realização de procedimentos licitatórios, quando solicitado pela Divisão Técnica de Suprimentos;
 
XXI - elaborar e divulgar protocolos de inclusão e exclusão de materiais médico-hospitalares, equipamentos e medicamentos na listagem básica de materiais padronizados;
 
XXII - notificar e emitir parecer técnico à Divisão de Suprimentos quando comunicada a ocorrência de irregularidade ou não conformidade na entrega de materiais médico-hospitalares, equipamentos e medicamentos no Almoxarifado Central e nas unidades de saúde;
 
XXIII - criar indicadores de qualidade e de produtividade de materiais médico-hospitalares, equipamentos e medicamentos padronizados e/ou a serem padronizados;
 
XXIV - elaborar Procedimento Operacional Padrão (POP) da Comissão;
 
XXV – especificar, por ato do Presidente, as atribuições dos membros da CPME/SMS;
 
XXVI - participar da elaboração de editais de aquisição de materiais médico-hospitalares, equipamentos e medicamentos, quando solicitado pela Divisão Técnica de Suprimentos;
 
XXVII - avaliar as ATAs de RP da SMS relativas a materiais médico-hospitalares, equipamentos e medicamentos, tão somente no tocante ao descritivo técnico, quando solicitado pela Divisão Técnica de Suprimentos;
 
XXVIII - elaborar previamente parecer sobre a inclusão, incorporação e ou exclusão dos itens padronizados, que serão apreciados no fórum mensal com os interlocutores das áreas técnicas da SMS;
 
XXIX – avaliar e analisar qualitativamente as amostras dos itens licitados, a fim de proceder aos testes pertinentes, cuja avaliação técnica será suficiente para desclassificação do produto;
 
XXX – elaborar e emitir parecer técnico das amostras para as áreas envolvidas;
 
XXXI – emitir parecer técnico nos recursos interpostos pelos fornecedores nos procedimentos licitatórios, após a manifestação das unidades requisitantes, desde que devidamente provocada pela Divisão de Suprimentos;
 
XXXII – monitorar e apurar irregularidades quanto às entregas dos itens padronizados, em desacordo com o adquirido, e/ ou por meio de queixas técnicas (QT) provenientes das unidades requisitantes e Almoxarifado Central, relativos à qualidade dos produtos fornecidos;
 
XXXIII – coordenar a codificação unificada de todo o material padronizado da SMS;
 
XXXIV – apoiar e monitorar o fluxo de queixas técnicas (QT) e o desempenho das ações desenvolvidas pelas áreas técnicas responsáveis pertencentes à rede de atenção à saúde;
 
XXXV – elaborar protocolo e metodologia de pré-qualificação das tecnologias que serão testadas nas unidades piloto da rede de atenção a saúde SMS;
 
XXXVI – analisar e monitorar os testes realizados pelas unidades piloto, conforme os formulários dos laudos técnicos das análises dos materiais testados pelas unidades, compilar os dados e emitir parecer favorável ou não quanto à incorporação;
 
XXXVII- elaborar, atualizar e disponibilizar para as áreas técnicas, pareceres dos produtos aprovados e/ou reprovados testados nas unidades de saúde.
 
XXXVIII – notificar junto aos órgãos competentes, COVISA, Sistema de Notificações do MS e Notivisa, os eventos adversos e queixas técnicas.
 
Art. 4º São atribuições da Comissão de Prevenção e Tratamento das Úlceras Crônicas e Pé Diabético:
 
I - acompanhar, monitorar e apoiar ações desenvolvidas pelo Programa de Prevenção e Tratamentos das Úlceras Crônicas e Pé Diabético.
 
II - acompanhar, monitorar e alimentar as informações contidas no banco de dados do programa.
 
III - elaborar boletim informativo mensal das ações desenvolvidas da Comissão de Prevenção e Tratamento das Úlceras Crônicas e Pé Diabético para áreas técnicas da SMS.
 
IV - apoiar e monitorar o processo de inclusão e exclusão dos usuários/pacientes no Programa, atribuído aos profissionais dos serviços de saúde da rede básica.
 
V - promover fóruns com os serviços da rede da atenção à saúde, para sensibilizar e capacitar os trabalhadores.
 
VI - elaborar instrumentos de controle, e alimentação de dados relacionados ao monitoramento e eficácia do tratamento.
 
VII - elaborar os critérios elegíveis de inclusão para cadastrar pacientes no programa e critérios de exclusão em conformidade com o protocolo.
 
VIII - acompanhar e monitorar a eficácia da tecnologia utilizada/padronizada de acordo com a sua indicação clínica para o tratamento proposto.
 
IX - monitorar por meio de instrumento de controle a evolução do tratamento indicado conforme protocolo da SMS;
 
X - atualizar e revisar protocolo de prevenção e tratamento a cada 03 (três) anos;
 
XI - elaborar treinamento e capacitar os profissionais da rede de atenção à saúde;
 
XII - elaborar catálogo único com as tecnologias padronizadas para rede de atenção à saúde/SMS.
 
CAPÍTULO II DA ORGANIZAÇÃO
 
Art. 5º A Comissão de Padronização de Materiais Médico- Hospitalares e Equipamentos subordinar-se-á, diretamente, à Chefia de Gabinete da SMS e será presidida por um profissional da saúde de nível superior pós graduado em Gestão Pública, com experiência de, no mínimo, 03 anos, que será indicado pela Chefia de Gabinete da SMS, por meio de portaria. Parágrafo único.
 
A Comissão será composta por, no mínimo, 02 (dois) médicos, 02 (dois) farmacêuticos, 01 (um) biomédico, 05 (cinco) enfermeiros, 03 (três) odontólogos, 02 (dois) nutricionistas, 02 (dois) apoios técnicos de nível superior e 03 (três) secretários.
 
Art. 6º A Comissão reunir-se-á duas vezes por semana, ou mais, a critério da própria Comissão, mediante simples convocação do seu Presidente, observando o que dispõe o artigo 9º da Lei 9.286 de 26 de junho de 1.981.
 
Art. 7º A Comissão de Padronização de Materiais Médico- Hospitalares e Equipamentos – CPME/SMS atenderá a hierarquia contida no organograma abaixo, assim como a formação dos grupos técnicos por ele organizado e suas comissões.
 
Art. 8º A formação dos núcleos técnicos previstos no organograma deverá atender os seguintes parâmetros:
 
I – núcleo técnico de apoio administrativo da gestão, formado por, no mínimo, 02 (dois) profissionais de nível superior da área jurídica;
 
II – Comissão de Tratamento das Úlceras Crônicas e Pé Diabético, composta por comissários enfermeiros;
 
III – núcleo técnico de equipamentos e mobiliários para saúde, composto por comissários enfermeiro, nutricionista e médico;
 
IV – núcleo técnico de farmácia–bioquímica, composto por comissários farmacêuticos e bioquímicos;
 
V – núcleo técnico de artigos médicos–hospitalares, composto por comissários enfermeiros;
 
VI – núcleo técnico de odontologia, composto por comissários odontólogos;
 
VII - Avaliação de Tecnologia em Saúde – ATS, pré-qualificação e pós- comercialização, composto por comissários multidisciplinares, de quaisquer das áreas existentes.
 
CAPÍTULO III DAS DISPOSIÇÕES GERAIS E TRANSITÓRIAS
 
Art. 9º Os produtos na fase de teste para incorporação reprovados pela CPME somente poderão ser submetidos a novos testes mediante comprovação oficial das alterações efetuadas pelo fabricante de modo a atender as especificações exigidas.
 
Art. 10 É vedado aos membros da CPME emitir pareceres técnicos e ou produção de documentações e outros sem a prévia análise e aprovação do Presidente.
 
Art. 11. Os objetos a serem licitados deverão seguir as especificações padronizadas e fornecida pela CPME.
 
Art. 12. Caberá à Comissão analisar e validar as especificações técnicas do objeto a ser licitado.
 
Art. 13. É vedado às unidades requisitantes da rede de atenção à saúde a implantação de tecnologias (materiais e/ou equipamentos), para serem testadas nas unidades de saúde, sem o consentimento da Chefia de Gabinete e da CPME;
 
Art. 14. Os casos omissos serão decididos pela Chefia de Gabinete da SMS.
 
Art. 15. Esta portaria entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.

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Municípios de SP oficializam criação de novos cursos de medicina

Guarujá, Cubatão e Guarulhos são as primeiras cidades a assinar o termo de compromisso para implantação das faculdades
 
O ministro da Saúde, Arthur Chioro, participou nesta segunda-feira (22), em Guarujá, Cubatão e Guarulhos, no interior de São Paulo, da assinatura de termo que autoriza o funcionamento de cursos de medicina nestes municípios. A medida faz parte dos compromissos do Programa Mais Médicos para expansão e melhoria da formação em todo o país. A abertura de novos cursos de medicina foi anunciada pelo governo federal este mês. Ao todo, 39 cidades foram selecionadas para receber as faculdades, sendo 14 no estado de São Paulo.

Guarujá, Cubatão e Guarulhos são os primeiros municípios a assinar os termos de compromisso. Os demais habilitados no estado de São Paulo são: Araçatuba, Araras, Bauru, Jaú, Limeira, Mauá, Osasco, Piracicaba, Rio Claro, São Bernardo do Campo e São José dos Campos. Com essa medida, os gestores municipais se comprometem a manter a estrutura necessária na rede pública de saúde e fazer as adequações recomendadas para habilitação dos novos cursos.

“O governo federal precisava enfrentar de forma estrutural o problema da falta de médicos. Para chegar ao que o Brasil precisa, formando médicos em quantidade e em qualidade necessária, precisávamos selecionar cidades com capacidade de abrir cursos de medicina. Abrindo essas novas vagas, atingiremos a meta de termos 600 mil médicos no Brasil em 2026, o que poderá dar a uma proporção de 2,7 médicos para cada mil habitantes”, destacou o ministro.

Durante o processo de seleção, os municípios foram visitados por uma comissão de especialistas. Entre os critérios avaliados, estava a quantidade de pelo menos cinco leitos no Sistema Único de Saúde disponíveis por aluno e unidade hospitalar com potencial para hospital de ensino. Para escolher as localidades, o governo federal também considerou a necessidade do curso, a organização da rede de saúde para desempenhar as atividades práticas e a capacidade para criação da residência médica. As cidades autorizadas precisam ter mais de 70 mil habitantes, não possuir faculdade de medicina e não ser capital de estado.

A próxima etapa para a implantação dos cursos de medicina nas cidades selecionadas é o lançamento do edital, que deve ser publicado ainda em setembro, para apresentação das propostas das instituições privadas de educação superior interessadas.

Mais Médicos
As oportunidades de graduação em medicina que estão sendo criadas fazem parte das ações estruturantes do Programa Mais Médicos. As medidas relativas à expansão e reestruturação da formação médica no país preveem a criação, até 2017, de 11,5 mil novas vagas de graduação em medicina e 12,4 mil de residência médica, com o foco na valorização da Atenção Básica e outras áreas prioritárias para o SUS.

A abertura de novos cursos e vagas de graduação leva em conta a necessidade da população e a infraestrutura dos serviços – com isso, mais faculdades surgirão em localidades com escassez de profissionais e em cidades do interior de todas as regiões brasileiras.

Em conjunto com a ampliação das vagas de medicina, o Programa também trouxe médicos para atender a demanda imediata apontada pelas prefeituras, disponibilizando 14.462 profissionais para 3.785 municípios e para os 34 distritos indígenas, expandindo o atendimento em saúde para 50 milhões de brasileiros.

No eixo de infraestrutura, o governo federal está investindo na expansão da rede de saúde. São R$ 5,6 bilhões para o financiamento de construções, ampliações e reformas de Unidades Básicas de Saúde (UBS) e R$ 1,9 bilhão para construções e ampliações de Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). Das 26 mil UBS que tiveram recursos aprovados para construção ou melhoria em todo o país, 20,6 mil (79,2%) estão em obras ou já foram concluídas.
 
Saúde Web

Consumo de álcool aumenta nos dias que praticamos exercícios físicos

Ricardo Wolffenbüttel/Agencia RBS
Segundo pesquisa norte-americana, comportamento ocorre principalmente de quinta a domingo
 
Uma pesquisa da Universidade Northwestern, nos Estados Unidos, aponta que nos dias em que as pessoas se exercitam mais — geralmente de quinta-feira a domingo — são também os dias que elas consomem mais álcool.
 
— De segunda a quinta as pessoas tendem a reduzir o consumo de álcool. As atividades sociais ficam mais intensas a partir da quinta, quando aumenta a prática de exercícios e também a ingestão de bebidas alcoólicas — disse David E. Conroy, principal autor do estudo.

Misturar bebida diet ao drinque embriaga mais rápido

 
A pesquisa, publicada na revista Psicologia da Saúde, da Associação Americana de Psicologia, teve a participação de 150 pessoas, com idades dentre 18 e 89 anos. Os voluntários registraram suas atividades físicas e seu consumo de álcool em seus smartphones durante 21 dias, em três períodos do ano.

Saiba como cada parte do seu corpo sofre com o excesso de álcool

 
Os pesquisadores buscam compreender, agora, porque o consumo aumenta nos dias de atividades físicas.
 
— Talvez as pessoas usem a bebida como uma forma de compensar o esforço dos exercícios, ou ser fisicamente ativo aumenta as situações sociais onde o álcool é consumido, não sabemos. Quando conseguirmos entender os motivos da relação entre álcool e atividades, podem projetar novas intervenções para aumentar os exercícios reduzindo o consumo — conclui Conroy.
 
Zero Hora

Entenda por que a vontade de comer doces aumenta à noite

Lívia Stumpf/Agencia RBS
Entre as "porcarias" mais desejadas à noite, estão sorvetes, barra de chocolates, bolinhos e batatas fritas

Se você tem vontade de atacar a geladeira e comer um pote de sorvete ou uma barra de chocolate sozinho à noite, antes de dormir, provavelmente não está sozinho nesta. Segundo um levantamento americano, quando escurece é que nosso desejo por doces, salgadinhos e frituras aumenta.

A pesquisa foi realizada por uma empresa de São Francisco, nos EUA, que desenvolve produtos para o sono, atividades físicas e alimentação, a Jawbone. A organização montou uma espécie de cardápio guiado por nossas vontades. Por exemplo, de manhã, as pessoas são mais propensas a tomar iogurtes e leite e comer frutas. A cerveja, que passou o dia inteiro "esquecida", começa a ter um pico de consumo a partir das 20h.

Assaltar a geladeira à noite pode ser sintoma de distúrbio alimentar

 
Entre as "porcarias" mais desejadas à noite, estão sorvetes, barra de chocolates, bolinhos e batatas fritas.

Segundo o jornal The Atlantic, a ciência explica o "assalto à geladeira" baseada no cortisol — hormônio que controla o açúcar que é liberado no sangue pelo fígado. Como não precisamos de tanta energia à noite, os níveis de cortisol diminuem, tentando passar a mensagem para o corpo que é hora de ir dormir. Quando ficamos acordados, porém, tentamos compensar a queda de açúcar no sangue com a ingestão desses alimentos

Conheça os nutrientes mais deficientes na dieta dos brasileiros


Outra razão cogitada por especialistas é que o cansaço do fim do dia aumenta a tentação. Quando estamos cansados, produzimos menos leptina, hormônio que provoca sensação de saciedade, e mais grelina, o hormônio da fome.

Zero Hora

Cinco medidas que podem controlar a epidemia de ebola

EPA/BBC - Mais centros de tratamento e fim do isolamento
de países afetados podem ajudar a conter crise
Mais centros de tratamento e atendimento em casa podem diminuir o avanço da epidemia na África Ocidental
 
A pior epidemia de ebola da história está colocando em evidência ineficiências nos sistemas de saúde na África Ocidental - especialmente nos países devastados por guerras civis. A crise também revela inadequações nas respostas da comunidade internacional e da Organização Mundial de Saúde (OMS) para o problema.
 
Ao anunciar o plano de ação dos Estados Unidos no combate ao Ebola, o presidente americano Barack Obama disse que a epidemia era uma "ameaça à segurança global", exigindo uma "resposta global".
 
Veja a seguir cinco medidas que, segundo profissionais de saúde, ajudariam a conter a epidemia:
 
Mais centros de tratamento
Todos concordam que centros de tratamento são a chave, já que o número de casos, acredita-se, é muito maior do que os 4.366 registrados oficialmente.
 
Na Libéria – país mais afetado pela epidemia – pacientes estão morrendo nas ruas, porque não há clínicas com áreas de isolamento suficientes para tratar pessoas infectadas.
 
O plano do presidente Obama, de enviar 3 mil militares para construir 17 clínicas e treinar profissionais de saúde, foi recebido com alívio especialmente na Libéria, para onde irá a maior parte da tropa.
 
Mas talvez leve semanas antes de que os primeiros leitos hospitalares fornecidos pelos americanos estejam em operação. A OMS confirmou que não há leitos disponíveis em nenhum lugar na Libéria no momento.
 
A organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) apelou a outros países para que "enviem unidades de defesa civil e militares, e equipes médicas, para conter a epidemia".
 
Na semana passada, a Grã-Bretanha anunciou que instalaria um centro de tratamento com 65 leitos para equipes médicas infectadas em Serra Leoa, e a França colocou uma equipe de cerca de 20 especialistas na Guiné.
 
Mas Philippe Maughan, que trabalha para o órgão de ajuda humanitária da Comissão Europeia (Echo), acha que as expectativas da MSF talvez sejam grandes demais.
 
"Se (a MSF) acha que existe uma legião estrangeira pronta para ser despachada para lidar com essa crise, não existe".
 
"O Ebola é um vírus muito específico, nem todo especialista em doenças infecciosas está necessariamente preparado para lidar com ele".
 
Atendimento em casa
Até que os centros de atendimento prometidos estejam prontos, tratar pacientes em casa é a única maneira de tentar impedir o alastramento do vírus – especialmente na Libéria.
 
Sob supervisão médica, comunidades afetadas aprenderiam a oferecer cuidados básicos como hidratação e analgésicos.
 
Mas isso "não será possível sem a participação da comunidade", alerta Tarik Jasarevic, um porta-voz da OMS.
 
A estratégia envolve convencer a população de que não há razão para ter medo de profissionais vestindo roupas de proteção.
 
Mas essa medida também traz riscos.
 
"A necessidade de pessoas que façam esse trabalho é grande, supervisão e disciplina são fundamentais", diz Maughan.
 
"Alguns vão falhar e alguns vão acertar. Não é ideal, isso é o último recurso”.
 
A MSF alerta que o plano só vai funcionar nos estágios iniciais do tratamento.
 
"Assim que um membro da família começar a apresentar sintomas mais graves, como sangramentos, (os familiares) vão tentar levá-lo a um centro de tratamento", diz Brice de la Vigne, director de operações da MSF.
 
Ponte aérea
Contrariando recomendações da OMS, Guiné, Serra Leoa e Libéria, os países mais afetados pela epidemia, estão isolados após a suspensão de todo o tráfego aéreo em seus territórios e o fechamento de suas fronteiras.
 
As medidas estão afetando suas economias e ameaçando o suprimento de alimentos desses países.
 
Entidades humanitárias estão fazendo pressão para que sejam criados "corredores humanitários".
 
O presidente Obama prometeu criar uma ponte-aérea para que suprimentos sejam despachados para esses países mais rapidamente.
 
O Senegal, onde estão instaladas várias ONGs e agências da ONU, deve se tornar o centro das operações.
 
As autoridades senegalesas concordaram oficialmente com o plano, porém, parecem relutantes em colocá-lo em prática.
 
"Entendo as preocupações do governo senegalês, afinal, o Ebola foi levado para a Nigéria por um passageiro de avião, mas precisamos despachar equipamentos para esses países e precisamos transportar equipes médicas para dentro e fora (dessas áreas)", diz Maughan.
 
Outra questão crucial é a criação de sistemas para evacuar equipes médicas infectadas.
 
Planos de contingência em outros países
Não espere até que haja um caso confirmado para só então começar a elaborar um plano de combate à epidemia. E assegure-se de que planos que parecem bons no papel realmente funcionarão na prática - alertam autoridades de saúde aos países da região.
 
Diplomatas nigerianos disseram à BBC que quando o Ebola chegou à Nigéria, as pessoas se assustaram.
 
"Se o CDC (sigla inglesa para o Centro para Controle de Doenças e Prevenção, nos Estados Unidos) não tivesse enviado 50 especialistas à Nigéria, (os nigerianos) não teriam colocado (a doença) sob controle", diz Maughan.
 
Kits médicos estão sendo despachados para toda a região e alguns países iniciaram campanhas de conscientização da população.
 
Agências médicas acreditam que, se houver mais casos no Senegal (onde 67 pessoas ainda estão sendo monitoradas após terem tido contato com um estudante infectado da Guiné), a epidemia pode ser rapidamente controlada no país.
 
Mas ainda há preocupação em relação à capacidade de ação rápida em países sob maior risco - Máli, Guiné Bissau e Costa do Marfim.
 
"Estamos trabalhando com as autoridades no Máli para que os 86 centros de saúde que nós patrocinamos lá estejam de prontidão", disse Alexis Smigielski, chefe da ONG médica Alima, com sede em Dakar.
 
Vacinas
Pelo menos duas vacinas experimentais parecem promissoras e podem ser disponibilizadas na África Ocidental em novembro se os testes tiverem resultados positivos.
 
Equipes médicas teriam prioridade na vacinação. "Há grande esperança (nas vacinas)", diz Maughan. No entanto, pode levar vários meses para que a produção alcance um nível adequado à demanda.
 
A OMS sugeriu também que pessoas que sobreviveram ao vírus podem agora doar sangue para tratar doentes. Mas a entidade disse que o foco deve ser o controle urgente da epidemia, e não os experimentos em laboratórios.

BBC Brasil / iG