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quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Prefeitura de Paulo Lopes - SC reabre inscrições de processo seletivo

Publicado o edital nº. 002/2014 para a realização de processo seletivo da Prefeitura de Paulo Lopes, no estado de Santa Catarina. Serão admitidos em caráter temporário e de excepcional interesse público, profissionais aos cargos de Psicólogo e Assistente Social. Os salários podem chegar a R$ 1.824,34 em regime de trabalho de 30 horas semanais.

Para se inscrever, o candidato deverá encaminhar-se à Secretaria de Assistente Social do Município, onde terá acesso ao Edital e seus Anexos, à ficha de inscrição e aos procedimentos necessários à efetivação da inscrição, que estará disponível até o dia 21 de outubro de 2014. Não será cobrado taxa de inscrição.

Os candidatos serão submetidos a provas escritas e títulos/tempo de serviços.

A prova escrita será realizada provavelmente no dia 09 de novembro de 2014, com início às 09h e término às 12h, na Escola Básica Avani da Silva Santos, localizada a Rua Henrique Bernardes, sn° – Freitas – Paulo Lopes/SC.

Os gabaritos serão disponibilizados via internet, no site www.paulolopes.sc.gov.br, a partir do dia 10 de novembro de 2014 (provisório).

O processo seletivo terá validade de 1 ano e/ou até a realização do concurso público para a efetivação do cargo.

O Edital encontra-se publicado no site www.paulolopes.sc.gov.br.

Rastreabilidade e codificação de medicamentos reduzem gastos e riscos para a saúde do paciente

A ANVISA aprovou, em dezembro de 2013, a RDC (Resolução da Diretoria Colegiada) 54/2013, que instituiu o sistema de rastreabilidade e codificação de medicamentos no Brasil, determinando que a implementação pelos operadores seja realizada em até três anos.
 
A resolução se justifica por alguns números alarmantes do setor, como 33% de erros de medicação durante internações*, 30% de falsificação de medicamentos e cerca 1.000 recalls por ano. Rastrear medicamentos é o primeiro passo para garantir a redução de custos às instituições de saúde e maior segurança aos pacientes.
 
A resolução nº 54, que trata da implantação do Sistema Nacional de Controle de Medicamentos (SNCM), propõe procedimentos para rastrear medicamentos na cadeia dos produtos farmacêuticos, com acompanhamento da trajetória destes, da produção até o consumidor. Ainda de acordo com a diretriz, as embalagens de medicamentos devem ter um código bidimensional (ou código 2D), que suprem a deficiência do código linear por conseguir representar uma quantidade maior de informação em um espaço reduzido.
 
Para se ter ideia da relevância deste processo, os insumos médicos são responsáveis pelo segundo maior custo nas instituições de saúde, perdendo apenas para a folha de pagamento. Em média, 30% dos estoques são desperdiçados e o índice de obsolescência chega a 20%, o que pode levar a perdas de até 15% da margem financeira da instituição de saúde. Outro aspecto importante da rastreabilidade é a garantia de que o paciente receberá o medicamento correto, no momento certo, na dose certa. No Brasil, são realizados cerca de mil recalls por ano e, sem rastreabilidade, é praticamente impossível identificar os pacientes que tomaram medicamentos de forma correta/incorreta ou na validade.
 
O processo requer uma logística diferenciada, que compreende uma expertise de gestão em toda a rotina do medicamento, nas diferentes unidades e formatos de atendimento em que ele possa ser requisitado. As vantagens de ter uma empresa especializada em logística, incluindo rastreabilidade de medicamentos, são inúmeras e beneficiam toda a cadeia envolvida, de gestores a usuários do sistema de saúde, Tecnologias especificas possibilitam saber onde estão estes produtos, da produção à dispensação ao paciente, reduzindo custos e desperdícios, além de oferecer mais segurança aos pacientes na administração da medicação.
 
*Dados estatísticos: Relatório Global Standards - Mackinsey 2013
 
Mayuli Fonseca, Diretora de Novos Negócios http://unihealth.com.br/
 
Saúde Web

OPAS aprova ações para acesso universal à saúde

Planos contemplam acesso universal ao sangue seguro e a prevenção da obesidade em crianças e adolescentes. Objetivo é que os países utilizem o documento na elaboração de suas estratégias
 
Representantes dos ministérios da Saúde dos países das Américas definiram uma série de ações para avançar na garantia do acesso e da cobertura universal à saúde. A estratégia foi aprovada no 53º Conselho Diretor da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS), realizado na última semana em Washington, nos Estados Unidos. As medidas abrangem temas como: prioridade para grupos em situação vulnerável, melhoria da atenção primária e da organização, gestão e eficiência dos serviços de saúde.

A OPAS ficou com a incumbência de formular um documento único para ser seguido pelos países. Após intenso debate, o Brasil garantiu como elementos fundamentais da proposta regional o acesso universal e a ideia de saúde como direito, premissas e valores do Sistema Único de Saúde (SUS).
 
“Enfatizamos a importância do fortalecimento dos sistemas de saúde e da governança do setor com base nos princípios da integralidade e equidade, a fim de que possamos fazer frente aos desafios nacionais e globais”, explica o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa, que chefiou a delegação brasileira.

Para o secretário, a aprovação dessas ações foi um grande desafio, considerando que os países do continente americano apresentam diferenças significativas na estruturação dos seus sistemas de saúde. “O Brasil defendeu que este debate fosse diretamente orientado e vinculado às garantias de acesso universal aos serviços de prevenção, promoção, tratamento, reabilitação, e de acesso a medicamentos seguros, acessíveis, eficazes e de qualidade”, finalizou.

Transfusões e obesidade
Os gestores de saúde dos países das Américas aprovaram também o Plano de Ação para o Acesso Universal ao Sangue Seguro 2014-2019, com o objetivo de garantir o acesso universal às transfusões de sangue e hemocomponentes seguros, um serviço de saúde com foco em salvar milhões de vidas e melhorar a saúde das pessoas. O objetivo é que os países utilizem o documento como referência na elaboração de seus planos e estratégias nacionais, adaptando-o às suas necessidades.

Nesta área, o Brasil aparece como um país com excelentes práticas em serviços hemoterápicos, gestão da qualidade, vigilância sanitária e hemovigilância. Além disso, a Fundação Pró-Sangue de São Paulo é um centro colaborador da OMS/OPAS, referência para o controle de qualidade das provas sorológicas no banco de sangue.

Também foi aprovado no encontro, o Plano de Ação para Prevenção da Obesidade em Crianças e Adolescentes. O documento atesta que a obesidade em crianças e adolescentes alcançou proporções epidêmicas nas Américas e fornece aos Estados-membros as principais áreas de ação estratégica para intervenções integrais de saúde pública com o objetivo conter a progressão desta epidemia.
 
Saúde Web

Pesquisadores desenvolvem nanotermômetro biomédico

Dispositivo poderá ser utilizado para mapear a temperatura em nível molecular e auxiliar no tratamento de câncer
 
Os termômetros convencionais utilizados hoje para medir a temperatura corpórea poderão ser substituídos, em breve, por dispositivos em escala nanométrica (da bilionésima parte do metro) capazes de medir as variações de temperatura em nível molecular.
 
Um grupo de pesquisadores do Centro de Pesquisa em Cerâmicas e Materiais Compósitos (Ciceco) da Universidade de Aveiro, em Portugal, em colaboração com colegas do Instituto de Ciência de Materiais de Aragón da Universidad de Zaragoza, na Espanha, desenvolveu um protótipo de um nanotermômetro luminescente com possíveis aplicações biomédicas.
 
Descrito em artigo publicado na revista Advanced Materials, o dispositivo foi apresentado no 13º Encontro da Sociedade Brasileira de Pesquisa em Materiais (SBPMat), realizado de 28 de setembro a 2 de outubro em João Pessoa, na Paraíba.

“Já submetemos uma patente do dispositivo na Europa e nos Estados Unidos, e algumas empresas se interessaram pela ideia”, disse Luis António Dias Carlos, pesquisador do Ciceco e um dos autores do protótipo, à Agência FAPESP.
 
De acordo com Dias Carlos, o dispositivo é baseado no conceito do uso de materiais luminescentes (emissores de luz) – como nanopartículas de íons lantanídeos trivalentes európio (Eu3+), térbio (Tb3+), itérbio (Yb3+) e érbio (Er3+) – para medir a temperatura.
 
Ao serem excitados por radiação ultravioleta – com energia mais elevada –, os íons (Eu3+ e Tb3+) emitem luz nas regiões espectrais do vermelho e do verde com intensidades que variam de acordo com a temperatura do material sobre o qual estão dispersos.
 
Dessa forma, é possível medir a temperatura analisando as variações de intensidade da emissão de luz dos íons a distância, sem a necessidade de contato físico entre o termômetro e o material que se pretende analisar, uma vez que a luz se propaga no espaço.
 
Dias Carlos já realizou pesquisa na área em colaboração com colegas do Instituto de Química da Universidade Estadual Paulista (Unesp), campus de Araraquara, com apoio da FAPESP.
 
“O nanotermômetro luminescente permite medir a temperatura de uma forma não invasiva com alta resolução espacial”, avaliou o pesquisador. “Fomos um dos primeiros grupos de pesquisa no mundo a propor o conceito de nanotermometria baseado na emissão de luz de íons lantanídeos.”
 
Possíveis aplicações
De acordo com o pesquisador da Universidade de Aveiro, uma possibilidade do uso do nanotermômetro luminescente está no mapeamento de temperatura com uma resolução especial de 1 mícron, como a de células tumorais.
 
“Sabe-se que a temperatura das células cancerosas é mais elevada do que a das células normais e que elas não resistem a temperatura superior a 42 ºC”, disse Dias Carlos.
 
A ideia é injetar nanopartículas luminescentes em pacientes com câncer de modo que elas sejam atraídas pelas células tumorais. Ao expor essas células tumorais a uma fonte de radiação com temperatura superior a 42 ºC seria possível eliminá-las seletivamente, sem afetar as células normais, indicou.
 
“A limitação para esse tipo de terapia hoje é que não existe um dispositivo capaz de medir localmente a temperatura das células”, disse Dias Carlos. “Se conseguirmos ter um nanotermômetro capaz de medir com rigor a temperatura local seria possível controlar com precisão a distribuição de calor em torno das células que interessam.”
 
Segundo o pesquisador, a medição da temperatura é crucial para inúmeros estudos científicos e desenvolvimentos tecnológicos e representa de 75% a 80% por cento do mercado mundial de sensores.
 
Os termômetros tradicionais não são geralmente adequados para medir a temperatura a escalas abaixo de 10 mícrons (cerca de dez vezes menos do que o diâmetro médio do cabelo humano).
 
Essa limitação intrínseca tem encorajado o desenvolvimento de novos termômetros que não exigem contato com a superfície medida e com precisão espacial da ordem dos mícrons ou mesmo nanômetros, segundo Dias Carlos.
 
“Esse campo de desenvolvimento de termômetros moleculares luminescentes é muito amplo e ainda há muitas coisas que precisamos fazer para desbravá-lo”, avaliou. 
 
Saúde Web

Tecnologia catarinense auxilia Hospital Municipal São José (Joinville/SC) a combater proliferação de bactérias

Empresa Neoprospecta desenvolveu tecnologia inovadora que permite o mapeamento completo de bactérias por meio do sequenciamento de DNA
 
Há cerca de dois meses, o Hospital Municipal São José (HMSJ), em Joinville, lidava com o crescimento de casos de infecção pela bactéria KPC. Hoje o cenário é diferente. Com a ajuda de tecnologia inovadora na América Latina, desenvolvida em Santa Catarina pela empresa Neoprospecta (www.neoprospecta.com), a administração do HMSJ conseguiu acelerar a identificação e tornar ainda mais rigoroso o controle dos focos de infecção.
 
A tecnologia utilizada permite o mapeamento completo de possíveis focos de infecção por meio do sequenciamento de DNA em larga escala, que possibilita obter detalhes de cada bactéria encontrada em tempo recorde. Para o caso do HMSJ, a Neoprospecta aplicou o diagnóstico microbiológico digital de precisão em diversas áreas do ambiente hospitalar e em culturas isoladas no laboratório da instituição.
 
O projeto para detectar as bactérias no HMSJ foi dividido em duas etapas. Com a obtenção dos resultados, foi construído um plano de ação para cada unidade de internação com a definição de medidas para aprimorar os procedimentos e reforçar a adoção daqueles que já são eficientes. De acordo com a assessoria do Hospital São José, esse processo foi concluído.
 
Segundo o diretor-presidente do Hospital Municipal São José, Carlos Alexandre da Silva, todos os cuidados necessários de monitoramento e manejos estão sendo tomados. “Já contamos com uma equipe multiprofissional altamente capacitada, contudo esse projeto é um grande reforço às condutas já aplicadas corretamente”, explica.
 
“Com os resultados, esperamos aumentar a segurança dos pacientes através da identificação em larga escala da presença de micro-organismos patogênicos e dos processos que podem levar esses micróbios para os pacientes”, explica o diretor-presidente da Neoprospecta, Marcos Oliveira de Carvalho.
 
Sobre a Neoprospecta
A empresa surgiu a partir de um projeto de inovação desenvolvido por Carvalho e seu sócio Luiz Felipe Valter de Oliveira durante seus respectivos doutorados em Genética e Biologia Molecular, na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). O projeto acabou vencendo o primeiro lugar no Prêmio Santander de 2010 e posteriormente o Prêmio Iberoamericano de Inovação e Empreendedorismo em 2011 e gerou parceria com um laboratório suíço, que possuía tecnologia de ponta em sequenciamento de DNA em larga escala, entre outras. Em 2013, a Neoprospecta recebeu aporte de R$ 500 mil de um investidor anjo e estabeleceu-se no Sapiens Parque, em Florianópolis (SC), onde passou por um processo de aceleração e desenvolvimento de tecnologia própria. Recentemente a empresa recebeu aporte de R$ 4 milhões do fundo Cventures Primus, também de Florianópolis.
 
Rafaela Blacutt (05248/SC)
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