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quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Brasil se destaca na prevenção de acidentes, diz ONU

O Brasil é o país com o maior número de cidades resilentes no mundo, com 282 municípios cadastrados no programa, de acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU)
 
A campanha Construindo cidades resilientes pretende preparar regiões de todo o planeta para prevenir impactos causados por desastres.
 
O termo “resiliente”, que vem da física, é usado para definir a capacidade de alguns materiais se recuperarem após sofrer algum tipo de deformação. Para a ONU, cidades resilientes são as que mantêm, em parceria com a entidade, programas para que os municípios possam resistir, absorver e se recuperar de desastres.
 
O coordenador da campanha no Brasil, Sidnei Furtado, disse que os prefeitos das cidades participantes assinam compromisso com a ONU para realizar ações com o objetivo de reduzir os impactos causados por desastres. “As prefeituras passam a cumprir o que chamamos de passos para cidades resilientes, como mapear os locais de risco e restringir a construção nesses lugares”, explicou.
 
De acordo com Furtado, o principal benefício do projeto é criar uma cultura de prevenção. “Nosso objetivo é, justamente, reunir cidades com histórico de ocorrência, como o Rio de Janeiro, e começar a mudar o paradigma de que o Brasil não previne desastres.”
 
O representante da ONU disse que Belo Horizonte é uma das cidades brasileiras usadas pela entidade como referência em ações de prevenção. Segundo o coordenador da Defesa Civil no município, coronel Alexandre Alves, a capital mineira segue as diretrizes estabelecidas pelas Nações Unidas, o que é importante para a redução do impactos causados por desastres.
 
“A prevenção é fundamental porque evita vitimas, prejuízos econômicos e sociais. Isso permitiu que pudéssemos responder rapidamente à demanda da população no desastre do viaduto, por exemplo”, disse o coronel, referindo-se ao Viaduto Batalha dos Guararapes, que desabou em junho, durante a Copa do Mundo, em Belo Horizonte.

Na ocasião, duas pessoas morreram e 23 ficaram feridas. O viaduto estava sendo construído na Avenida D. Pedro I, uma das principais vias da capital mineira.
 
Agência Brasil

Ministérios divulgam lista de substâncias cancerígenas

Os ministérios do Trabalho e Emprego, da Saúde e da Previdência Social divulgaram ontem (8) a Lista Nacional de Agentes Cancerígenos para Humanos (Linach), que vai servir de base para a formulação de políticas públicas, principalmente na área de saúde do trabalhador
 
A portaria interministerial foi publicada no Diário Oficial da União.
 
As substâncias foram divididas em três grupos: carcinogênicos para humanos, provavelmente carcinogênicos para humanos e possivelmente carcinogênicos para humanos. A Linach deverá ser atualizada semestralmente.
 
A medida faz parte das ações da Política Nacional de Segurança e Saúde no Trabalho, sancionada em 2011, e que estão descritas no Plano Nacional de Segurança e Saúde no Trabalho. Ele é dividido em tarefas de curto, médio e longo prazos e está de acordo com a convenção da Organização Internacional do Trabalho. A Linach foi organizada levando em conta estudos científicos existentes e a lista de agentes cancerígenos da Agência Internacional para a Investigação do Câncer, da Organização Mundial da Saúde.
 
Agência Brasil

Campanha alerta sobre importância do autoexame no câncer de testículos

Campanha iniciada na Inglaterra que ganhou nos últimos dias a adesão de várias celebridades internacionais, como o ator australiano Hugh Jackman, protagonista da série Wolverine, pode ajudar no combate ao câncer de testículos em homens de todo o mundo
 
O presidente da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), Carlos Corradi, considerou como positiva qualquer iniciativa que conscientize o homem sobre a importância do autoexame. “Os homens têm que apalpar os testículos. Se aparecer um nódulo ou uma tumoração, tem que procurar o médico”, disse à Agência Brasil.
 
Embora o tumor de testículo corresponda a 5% do total de casos de câncer entre os homens, apresente baixo índice de mortalidade e seja facilmente curado quando detectado precocemente, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o presidente da SBU destacou que esse tipo de câncer preocupa porque sua maior incidência é em homens em idade produtiva, entre 15 e 50 anos. “Ele ocorre na juventude, com pico máximo entre 17 e 34 anos”, disse Corradi.
 
É na fase produtiva, segundo o Inca, que há chance de o câncer ser confundido, “ou até mesmo mascarado, por orquiepididimites (inflamação dos testículos e dos epidídimos, canal localizado atrás do testículo e que coleta e carrega o esperma), geralmente transmitidas sexualmente”.
 
Carlos Corradi esclareceu que ao contrário do exame para detecção de tumor de mama, não há possibilidade de falsos negativos no exame dos testículos, isto é, parecer que tem um tumor e não ter, porque estes são mais fáceis de apalpar. Insistiu que são tumores raros, mas importantes, na medida em que acometem homens jovens. O importante, apontou, é que há um elevado índice de cura.
 
Quando é detectado um tumor desse tipo, o paciente retira o testículo afetado e coloca uma prótese de silicone. “O outro [testículo] compensa a falta do que foi retirado, normalmente”. Em menos de 1% dos casos, o câncer de testículos é bilateral, informou o especialista. Fisicamente, o homem não fica com nenhum problema que o diferencie dos demais, devido à prótese que é colocada, acrescentou. Corradi explicou ainda que o paciente que retira um testículo com câncer não fica impotente e não perde a fertilidade.
 
Dados do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DataSUS) mostram que as mortes por tumores malignos nos testículos totalizaram 887 casos no Brasil entre os anos de 2010 e 2012, com maior incidência nas regiões Sudeste (383), Sul (253) e Nordeste (123). Nas regiões Norte e Centro-Oeste, as mortes somaram 79 e 49 casos, respectivamente, no período. O presidente da SBU acredita que o número de doentes desse tipo de câncer deve ser maior, por causa dos casos subnotificados, atingindo em torno de 3 mil pacientes. “Esse câncer não é notificado”, disse.
 
Ele considerou que a campanha do Reino Unido é positiva. “Tudo que vem para o bem da saúde das pessoas é interessante”. Ressaltou ainda que se o indivíduo esperar o tumor crescer muito para tomar providência, poderá ocorrer a metaste e a doença se espalhar pelo corpo. A campanha lança um desafio aos homens para que postem fotos com a mão nos testículos de modo a mostrar a importância de se fazer o autoexame para verificar a existência de tumores.
 
“A vantagem de uma campanha dessas é a orientação popular para fazer o autoexame”. Corradi destacou que se brasileiros famosos aderirem à campanha isso ampliaria o seu alcance e contribuiria para os homens ficarem “mais atentos”. O link para acessar a campanha inglesa é http://www.checkonetwo.co.uk.
 
Agência Brasil

Como animais podem ajudar na terapia de pacientes com autismo e depressão

Reprodução/Iris Grace Paintings
A gata Thula auxilia no tratamento de Iris, uma menina de
 quatro anos diagnosticada com autismo na Grã-Bretanha
Seu cão, gato, coelho ou periquito pode lhe ajudar a superar momentos de extrema tristeza – mas eles também ajudam pacientes com depressão, autismo e deficiência mental por meio da TAA, a Terapia Assistida por Animais
 
Muitas vezes, o maior conforto em momentos de dificuldade vem de nossos animais de estimação. Seja com aquele olhar de quem nos entende (todo dono de bicho jura de pés juntos que o animal "entende tudo o que ele diz", não é?), com uma festinha ou um ronronar, os pets são responsáveis em grande escala por fazer de seus donos, com sua parceria e amor inabaláveis, pessoas mais felizes.
 
É por isso que, muitas vezes, o auxílio dos bichinhos é procurado em momentos de depressão ou em ataques de fobia. Para crianças com autismo e necessidades especiais, cães, coelhos, calopsitas e outras espécies de melhores amigos do homem são co-terapeutas na hora de estimular vínculos afetivos. Com os idosos, eles animam o ambiente e dão uma dose extra para os habitantes de casas de repouso e residenciais geriátricos pelo mundo afora.
 
Na última semana, muito se ouviu falar da história de amizade entre a gatinha Thula, da raça Maine Coon, e a menina Isis, de quatro anos, diagnosticada com autismo. Segundo os pais da garota, ela se recusava veementemente a usar roupas. Com a chegada de Thula à casa da família em Market Harborough, na Grã-Bretanha, a menina começou a se vestir e, discretamente, começou a ser mais verbal. Como? Conversando com a gata.
 
Segundo a pet terapeuta Karina Schutz, os animais podem despertar empatia a tal ponto de fazer com que pacientes diagnosticados com autismo ou depressão deem grandes passos em relação às suas doenças:
 
— Suponha que uma pessoa com depressão adquira um animal de estimação. O que esse animal vai fazer? Ele vai fazer com que a pessoa tenha que dar cuidado ao animal. Se tu tiver que dar comida, por exemplo, é responsabilidade tua. Ele não vai viver sem ti. Tu vais te sentir importante pelo simples fato de ter alguém para cuidar. Tu podes até ter um filho e ter responsabilidade sobre ele, mas a diferença que desperta, o carisma que desperta do animal para a pessoa é diferente, porque o filho discute com a pessoa e o animal não te julga, acaba te amando incondicionalmente.
 
Assim como a gatinha Thula "auxilia" Iris com sua pintura e com suas aulas, os animais têm o poder de estimular as funções sociais, diz Karina:
 
— Muitas vezes, tu utilizas um animal para trabalhar com uma pessoa. Para fazer com que essa pessoa leve o cachorro para passear na rua, isso ajuda a pessoa que tem depressão, porque ela acaba saindo de casa, indo para a rua, colocando o animal dela num parque, acaba fazendo amizade com outras pessoas que tenham cães. O animal é um grande estimulador das funções sociais, das habilidades sociais do ser humano.
 
Porta entreaberta para os animais em hospitais
No entanto, nem todas as pessoas que poderiam se beneficiar da Terapia Assistida por Animais (TAA), como é chamada, podem ter acesso a ela. Os animais ainda são barrados na maioria dos ambientes hospitalares do Brasil. O terapeuta pode trabalhar com animais em consultórios particulares, mas sua entrada em hospitais é vetada. Em Porto Alegre, nenhuma instituição permite o trabalho com animais terapêuticos e nem a entrada dos animais de estimação dos internados, nem aqueles em unidades semi-intensivas. No Estado, o Hospital Centenário, em São Leopoldo, e o Hospital Universitário de Pelotas já adotam a prática, mas a TAA ainda engatinha no país.
 
Em âmbito federal, um projeto de autoria do deputado Giovani Cherini tramita na Câmara com o propósito de habilitar os hospitais que atendem pelo Sistema Único de Saúde (SUS) a disponibilizarem a TAA a seus pacientes. No entanto, a causa ainda espera seu paladino na política, para que mais histórias como a de Isis e Thula possam acontecer não apenas em casas, mas em estabelecimentos de saúde no país inteiro.
 
Zero Hora

Mitos e verdades sobre dores na coluna vertebral

 Sedentarismo, obesidade e má postura são algumas causas do problema
 
— Sedentarismo, obesidade, má postura, alterações das curvaturas da coluna, crescimento acelerado e envelhecimento estão entre as principais causas de dor na coluna. Além disso, algumas posturas ou movimentos como agachar ou levantar pesos excessivos também podem comprometer a região lombar — explica o neurocirurgião Mauricio Mandel.
 
Para prevenir as doenças na coluna, é importante evitar carregar peso e respeitar a limitação do seu corpo. Praticar exercícios físicos regularmente, manter o equilíbrio do corpo, preservar a coluna, abaixar-se ou levantar sempre com a coluna reta são práticas simples que podem prevenir uma lesão mais grave na coluna, indica Mandel.
 
O neurocirurgião listou os principais mitos e verdades sobre o problema. Confira:
 
O sobrepeso pode causar dor nas costas: verdade
Quem está acima do peso tem mais chances de sofrer com dores nas costas, pois o excesso de peso pode comprimir a coluna e prejudicar os discos intervertebrais.
 
O colchão duro é o mais indicado para quem tem dor nas costas: mito
O ideal é escolher um colchão de acordo com o seu peso. O colchão bom é aquele você consegue dormir e acordar bem sem sentir dor. Se você sentir dificuldade em levantar e muita dor nas costas, procure um médico e talvez seja necessário trocar o colchão.
 
Apoiar o celular no ombro pode desencadear o torcicolo: verdade
Ao curvar a cabeça para apoiar o celular no ombro pode dar um mau jeito no pescoço, principalmente se a pessoa permanecer nessa posição por um longo tempo. A pessoa pode sofrer uma tensão de um lado do pescoço e provocando o torcicolo.
 
A dor na coluna só pode ser tratada com cirurgia: mito
Tudo vai depender do tipo de doença que afeta a coluna, em alguns casos, há necessidade do paciente se submeter ao tratamento minimante invasivo para tratar o problema, mas poucos casos, como de fratura cervical, são indicados para cirurgia.
 
Permanecer muito tempo em pé dá dores nas costas: verdade
Sim, ficar na mesma posição pode provocar um enrijecimento da coluna vertebral e tensão muscular, a consequência pode ser uma dor forte na região.
 
Dormir de barriga para cima pode dar dores nas costas: mito
As melhores posições para dormir e não sentir dor nas costas é de decúbito dorsal (deitar com a barriga voltada para cima) e lateral (para o lado esquerdo ou direito). Quem já apresenta um quadro de dor na coluna deve evitar dormir com a barriga para baixo.
 
Exercício físico prejudica a coluna: parcialmente verdade
Os exercícios em excesso e sem a orientação de um profissional podem interferir na saúde da coluna da vertebral, mas a ausência da atividade física também pode ser prejudicial. O ideal é não abandonar a atividade praticá-la com moderação para evitar futuros problemas.
 
Zero Hora