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quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Dormir pouco ou muito pode afetar o intestino

A colite ulcerativa tem origem inflamatória e afeta o revestimento do intestino grosso e o reto
 
Quem não dorme o mínimo recomendado — de sete a oito horas por noite —, pode ter um maior risco de desenvolver colite ulcerativa, de acordo com um novo estudo da Clinical Gastroenterology and Hepatology. A doença tem origem inflamatória e afeta o revestimento do intestino grosso e o reto.
 
— Nossos resultados indicam que a colite ulcerativa pode, potencialmente, ser acrescentado à lista de doenças potencializadas pela falta de sono. Descobrimos que menos de seis horas e mais de nove horas de sono por dia estão associadas a um maior risco de desenvolver o problema — disse o principal autor do estudo, Ashwin N. Ananthakrishnan.

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Em um estudo anterior, Ananthakrishnan e seus colegas relataram que a má qualidade do sono também aumenta duas vezes o risco de desenvolvimento da doença de Crohn em seis meses.
 
— Todos estes dados, em conjunto, corroboram o impacto das perturbações do sono no sistema imunológico. Também alerta sobre a necessidade de os médicos obterem informações sobre a duração e a qualidade do sono como um parâmetro importante de saúde em pacientes com doenças inflamatórias intestinais — explicou.
 
Os autores, porém, reconhecem que há limitações no estudo. Em primeiro lugar, a população do estudo é constituída predominantemente por enfermeiras brancas e, portanto, não é representativo do gênero e distribuição étnica na população em geral. Eles ressaltam que futuros estudos são necessários para entender melhor os mecanismos pelos quais o sono pode influenciar a inflamação intestinal.

Zero Hora

Mitos e verdades sobre o poder dos chás

Especialistas comentam as principais dúvidas sobre uma das bebidas mais consumidas do mundo
 
Ele pode ser quente, frio, suave ou amargo, mas seus benefícios são inegáveis. O chá é uma das bebidas mais consumidas do mundo. A pedido de ZH, a nutricionista e professora de Nutrição do Centro Universitário Metodista IPA Heloísa Helena Carvalho e a farmacêutica e especialista em fitoterapia Graciana Neumann desvendaram mitos e verdades sobre a bebida.
 
Confira:
 
1 – Chá é melhor que café
Mito
 
Depende, pois o excesso de café pode causar ansiedade, papitações e falta de sono. Assim como o excesso de chá, principalmente os de espécie Camela sinensis (chá preto e chá verde), pois esses possuem quantidades de cafeína parecidas com as do café (entende-se por excesso mais de 5 xícaras por dia). Os chás quando em exagero, podem irritar a mucosa gástrica favorecendo o aparecimento de gastrite e prejudicando os rins.
 
2 – O chá verde emagrece
Verdade
 
Estudos relatam que o chá verde pode emagrecer pois é diurético, diminui a ansiedade, aumenta o metabolismo das gorduras e faz o corpo gastar mais calorias, mas é claro que o efeito emagrecedor deve ser sempre associado a um plano alimentar adequado e a pratica de exercícios físicos.
 
3 – Os chás são bons para acompanhar as refeições
Mito
 
Estudos apontam que alguns tipos de chá podem prejudicar a absorção de ferro.
O chá preto e o chá verde contém taninos que se complexam ao ferro impedindo sua absorção. Outros chás, como o de hortelã, são digestivos, auxiliando na digestão e absorção de nutrientes, são bons para serem tomados após a digestão.

 
4 – Chás retardam o envelhecimento
Verdade
 
O chá verde apresenta substâncias como bioflavonóides e catequinas, que combatem radicais livres, protegem contra raios ultravioleta e estimulam a produção de colágeno.  Todos esses efeitos são de ação antienvelhecimento, além disso, os taninos presentes  possuem propriedades antisséptica e adstringente, ideais para peles oleosas.

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5 – Chá tem o poder de curar gripes ou infecções
Mito
 
O chá verde possui uma substância chamada etilemina, que ajuda as células imunológicas a combaterem antígenos (vírus). Os polifenóis do chá verde também bloqueiam a respostas aos estímulos que desencadeiam a rinite alérgica. Apesar disso, os chás não possuem o poder de curar gripes e infecções, apenas são benéficos como expectorantes, amenizando sintomas da gripe. Nesses casos, eles servem como alternativa de hidratação.
 
6 – O chá tem prazo de validade
Verdade
 
O prazo de validade deve seguir sempre o da embalagem. Quanto a ingestão, o ideal é beber logo após o preparo, no máximo até 3h depois, antes que as substancias sejam oxidadas pelo ar processo que, em resumo, faz com quem percam a eficácia. A luz, o oxigênio e a temperatura ambiente influenciam na degradação dos compostos benéficos.
 
7 – Chá ajuda na hidratação do corpo
verdade
 
Depende da quantidade e do tipo de chá ingerido. Acima de 5 xícaras de chá verde por dia a diurese aumenta e o corpo perde água e eletrólitos, portanto o ideal é no máximo 3 xícaras de chá verde ou branco por dia aliando a outros líquidos como água e sucos.
 
Mas cuidado: o uso indiscriminado dos chás pode trazer prejuízos, pois algumas ervas interagem com determinados medicamentos, anulando o efeito destes ou causando reações indesejáveis.
 
Zero Hora

Fumo e álcool podem prolongar hiperatividade

Uso das substâncias na adolescência é um dos fatores que levam os sintomas do Transtorno de Déficit de Atenção a perdurarem na vida adulta do paciente
 
Brasília - Crianças e adolescentes com Transtorno de Déficit de Atenção (TDAH) podem ficar sem parte dos sintomas na vida adulta. Mas pelo menos 50% permanecem com os sinais do TDAH depois de virar ‘gente grande’. E um ponto merece destaque: o uso de álcool e cigarro na adolescência pode contribuir para esta situação.
 
Os dados foram discutidos no 32º Congresso Brasileiro de Psiquiatria, semana passada, em Brasília. O psiquiatra Rafael Gomes Karam, pesquisador do Programa de Déficit de Atenção e Hiperatividade no Adulto da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, explica que algumas áreas do cérebro de crianças com TDAH se desenvolvem de forma mais ‘atrasada’ em relação ao de pequenos sem o transtorno. Mas, com o amadurecimento cerebral, os sinais podem diminuir. “Durante a adolescência, alguns podem perder os sintomas a ponto de ficarem praticamente sem os prejuízos do transtorno traz”, disse.
 
A possibilidade diminui bastante para adolescentes que usam álcool e cigarro. Karam explica que as substâncias podem aumentar os sintomas do transtorno na fase adulta ou evitar que eles diminuam. Ele cita que mães que usam nicotina e álcool têm mais chance de ter filhos com TDAH. “É possível que as substâncias afetem o desenvolvimento cerebral, por isso é muito importante que adolescentes com sintomas evitem o uso”, explica.
 
Adultos têm problemas no trabalho
Os sintomas do TDAH aparecem até os 12 anos, mas há pessoas que só sentem necessidade de tratamento na vida adulta. Em crianças, hiperatividade e impulsividade são os sinais mais comuns. Já na fase adulta, a queixa é a falta de atenção. “Adultos procuram o tratamento mais por causa de problemas no trabalho”. O especialista alerta que, no adulto, se os sintomas surgirem repentinamente, o diagnóstico pode não ser de TDAH. “Há outros transtornos com sintomas parecidos. A depressão, por exemplo, deixa a pessoa desatenta”.

O Dia

Identifique o seu nível de estresse

Do chamado estado de alerta à total exaustão, aprenda como reconhecer os sintomas e as causas deste problema
 
Estresse é coisa séria. O termo é usado corriqueiramente e sem tanta importância, mas especialistas alertam que sintomas comuns presentes no dia a dia podem se agravar. O estresse pode ser dividido em quatro fases, sendo a última delas uma das responsáveis por infartos e AVC, tamanho o perigo.
 
Fase 1: Alerta
A primeira fase do estresse é chamada de alerta. Sinais como boca seca, pés e mãos gelados mostram que a vida não está se adequando às necessidades do corpo. “Normalmente uma mudança no estilo de vida já ajuda a amenizar esses sinais”, explica o psicólogo Armando Ribeiro, coordenador do Programa de Avaliação do Estresse do Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo.
 
Fase 2: Resistência
Quando não tratado, o estresse anda na fase de alerta pode evoluir para a fase dois, conhecida por fase de resistência. Nesse período, a falta de memória já se instala, há também mal estar e a sensação de desgaste físico acima do comum. Mudanças de apetite também costumam aparecer, explica o psicólogo.
 
Fase 3: Quase exaustão
A fase seguinte, chamada de quase exaustão, é onde se instalam os sintomas do burn out (o esgotamento profissional), além de outros. Os órgãos que têm mais vulnerabilidade começam a mostrar sinais de deterioração e o processo de adoecimento se inicia.
 
Fase 4: Exaustão
A última fase, a da exaustão, é onde podem acontecer os infartos e AVC. “A pessoa precisa de tratamento na fase de quase exaustão e exaustão. A terapia cognitivo comportamental é usada para identificar onde estão os pensamentos estressores e ensinar a pessoa a lidar com isso”, explica Ribeiro.

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O psicólogo defende que além dos sintomas, é preciso também identificar a causa. “A própria medicina não está olhando para o estresse, apenas para o efeito dele. Tratam os sintomas do estresse, mas não a causa”, explica.
 
Para ele, a causa do problema está em pensamentos estressantes, comuns principalmente nos moradores de grandes cidades. Cabe a cada um descobrir o que desencadeia a combinação dos hormônios adrenalina e cortisol, os causadores do estresse.
 
A adrenalina, por exemplo, só deve ser liberada no organismo durante situações de perigo ou de esforço, como durante a corrida. O que acontece com grande parte da população é que o hormônio é liberado muitas vezes durante o dia, mesmo quando se está em repouso.
 
Além disso, há o vilão cortisol, que, ao contrário da adrenalina – que depois da liberação desaparece do organismo rapidamente – este outro hormônio “que tinha função de preparar o organismo para batalhas mais duradouras”, como explica Ribeiro, pode permanecer em ação durante dias, ou até mesmo semanas.

iG

Pesquisadores franceses criam teste para diagnóstico rápido do ebola

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A prova detectaria o vírus em menos de 15 minutos e pode ser feito a partir de a partir de gota de sangue, plasma ou urina
 
Pesquisadores franceses desenvolveram um teste de diagnóstico rápido do ebola. A prova detecta o vírus em menos de 15 minutos, conforme anunciou nesta terça (21) o Comissariado para a Energia Atômica e Energias Alternativas (CEA).
 
Segundo o CEA, o teste, idêntico ao de gravidez, “poderá ser utilizado, sem necessidade de material específico, a partir de uma gota de sangue, plasma ou urina”. Acrescentou que a verificação permitirá respostas, em menos de 15 minutos, para qualquer paciente que apresente sintomas da doença.
 
Criado por uma equipe do CEA, o teste foi validado por um laboratório de alta segurança do Instituto Farmacêutico Jean Mérieux, em Lyon, no Centro-leste da França.
 
A fase de industrialização deve começar em breve, por meio da empresa francesa Vedalab, líder europeia de testes rápidos. De acordo com o CEA, um protótipo estará disponível a partir do fim deste mês.
 
Os atuais testes de diagnóstico do ebola, com base na detecção genética do vírus, levam, em média, pouco mais de duas horas e têm de ser realizados exclusivamente em laboratório.
 
Agência Brasil