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sexta-feira, 7 de novembro de 2014

O fim do diagnóstico equivocado de virose

Teste rápido identificará agentes causadores de diarreia e auxiliará o tratamento dos pacientes
 
Diagnosticar de forma rápida e barata se a diarreia é causada por bactérias, vírus ou parasitas. Este é o principal objetivo do kit de diagnóstico que está sendo desenvolvido no Laboratório Nacional de Biociências (LNBio), em parceria com a empresa ColOff. Financiado pelo Programa Inova Saúde da FINEP, o projeto custará 1,5 milhão de reais e será concluído em 2016, com a entrega do protótipo do teste.
 
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a diarreia mata cerca de 1,5 milhão de crianças por ano e é considerada uma das principais causas de mortalidade infantil. “O diagnóstico da doença é demorado e pode custar até 1.000 dólares. Diante deste problema global de saúde pública, a ColOff projetou este teste rápido e buscou a parceria técnico-científica com o LNBio”, lembra Rodrigo Guerra, Gerente de Inovação do Laboratório.
 
O teste funcionará de forma similar aos testes de gravidez vendidos em farmácia e poderá ser utilizado por agentes de saúde em qualquer lugar, até em áreas muito remotas. Algumas gotas de fezes serão depositadas sobre o dispositivo de diagnóstico e, depois de 10 minutos, será possível conhecer o tipo de infecção causadora da diarreia. “Projetaremos anticorpos específicos, destinados a detectar e sinalizar a presença de marcadores dos principais tipos de bactérias, vírus e parasitas responsáveis por casos de diarreia no Brasil”, explica Ana Carolina Figueira, pesquisadora do LNBio responsável pelo desenvolvimento técnico-científico do kit.
 
O método de diagnóstico deste teste, baseado na ligação anticorpo-antígeno, é conhecido por imunocromatografia. Trata-se de uma técnica comum em testes de diagnóstico rápido, por garantir estabilidade, baixo custo, fácil aplicação e leitura descomplicada dos resultados. A inovação, neste caso, fica por conta do reconhecimento de marcadores de diversos agentes infecciosos em um único dispositivo. “O kit não atestará o tipo de bactéria, parasita ou vírus causador da diarreia, mas permitirá uma triagem inicial que ajudará os profissionais de saúde na tomada de decisões. A partir do resultado deste teste, os pacientes receberão o tratamento adequado ou serão encaminhados para exames mais específicos. Assim, evitaremos o tratamento empírico da diarreia e o uso irracional de medicamentos, inclusive de antibióticos”, esclarece Eliézer Dias, CEO da ColOff.
 
Neste momento, os pesquisadores trabalham na caracterização dos marcadores selecionados para serem detectados no teste. Depois da conclusão do protótipo, LNBio e ColOff devem estabelecer parceria com um laboratório de análises clínicas para validação do kit com amostras biológicas. A tecnologia validada será, então, transferida para uma empresa apta a produzir e comercializar o produto.
 
LNBio
O Laboratório Nacional de Biociências (LNBio) integra o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), uma organização social qualificada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O LNBio dedica-se à pesquisa e inovação nas áreas de biotecnologia e à descoberta e desenvolvimento de fármacos e possui instalações abertas às comunidades científicas e empresariais. O Laboratório concentra competências, equipamentos de última geração e um time de pesquisadores de classe mundial voltados à realização de estudos multidisciplinares nas áreas de biologia estrutural, proteômica, genômica, metabolômica, bioensaios, desenvolvimento de organismos geneticamente modificados, dentre outros.
 
ColOff
A ColOff Industrial é uma empresa de saúde e bem-estar dedicada à PD&I de medical devices eco-friendly de uso médico-hospitalar, cirúrgico e laboratorial. Formada por um time que abrange as áreas de Design, Medicina, Farmacêutica, Diagnóstica, Engenharia e Marketing, possuí conhecimento multidisciplinar em métodos e processos para abordar problemas e criar soluções inovadoras baseadas no Design Thinking. Com um elevado conceito de “serendipidade em saúde” explora os “GAP’s” do mercado para criar produtos de alto impacto, escaláveis, sustentáveis e de alcance global. Localizada em São Paulo, Capital, foi incubada no Cietec, Centro de Inovação, Empreendedorismo e Tecnologia (USP) e possuí parceria com diversos centros de tecnologia e inovação. Foi capacitada pela FINEP através do Instituto BM&F Bovespa com coaching da ENDEAVOR Brasil, maior ONG de Empreendedorismo do mundo, sendo finalista dentre os 7 projetos de planos de negócios dos melhores cursos de MBA do Brasil em 2011. Venceu o Desafio Brasil 2012 (FGV) em primeiro lugar disputando com mais de 500 startups e foi indicada para representar o país no INTEL Global Challenge at UC. Berkeley – CA em 2012 e, figurou como finalista juntamente com as 28 startups mais inovadoras do mundo. Recebeu certificado em reconhecimento, mentoring de professores, investidores e empreendedores do Vale do Silício, da INTEL, e da UC Berkeley Haas School of Business & Lester Center for Entrepreneurship. Participou de duas edições do Seed Fórum FINEP na BMF / Bovespa (2011, São Paulo, SP) e, durante o XXIII Seminário Nacional de Parques Tecnológicos e Incubadoras de Empresas e IASP 30th World Conference of Science Parks, através da ABVCAP – Associação Brasileira de Private Equity e Venture Capital no Porto Digital (2013, Recife, PE).
 
Laboratório Nacional de Biociências (LNBio)

Quase 70 mil pessoas morrem todos os anos por overdose de medicamentos com opiáceos, diz OMS

Medicamentos prescritos por médicos para tratamento de dor podem conter ópio e criar dependência. A Organização lançou uma nova diretriz para reduzir alto número de mortes
 
Quase 70 mil pessoas morrem todos os anos por overdose de substâncias opiáceas – como a morfina, heroína ou analgésicos como a oxicodona. Preocupada com esta questão, a Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou nesta terça-feira (04) novas diretrizes para promover a redução desse índice de mortalidade.
 
“Em todo o mundo, estima-se que 69 mil pessoas morrem de overdose opiácea todos os anos”, informou a OMS. “Esse número tem aumentado nos últimos anos, parcialmente relacionado ao aumento do uso de opiáceos no controle de dores crônicas”.
 
Só nos Estados Unidos, em 2010, estima-se que 16.651 pessoas morreram devido à prescrição de remédios preparados com ópio. De acordo com a OMS, apenas 10% das cerca de 15 milhões de pessoas que sofrem de dependência opiácea recebem tratamento. A maioria das pessoas dependentes de opiáceos usa substâncias cultivadas de maneira ilícita ou heroína manufaturada, mas um número cada vez mais usa medicamentos prescritos com opiáceos. Nos últimos 10 anos, o seu uso aumentou na gestão de dores crônicas não relacionadas ao câncer, como a dor lombar.
 
Para reverter esse quadro, as diretrizes recomendam o acesso do econômico medicamento naloxona às pessoas mais inclinadas a experienciar uma overdose opiácea e o treinamento de sua administração para a ressuscitação de pacientes. O naloxona é capaz de reverter completamente os efeitos da overdose opiácea e prevenir mortes por abusos de substâncias derivadas do ópio.
 
“Uma pequisa recente nos Estados Unidos mostrou que a distribuição de aproximadamente 50 mil kits de naloxona através de programas locais de prevenção de overdose opiácea reverteram mais de 10 mil overdoses”, disse a Organização. Desde 2011, a política de prover naloxona para as pessoas em risco já está em vigor na Escócia, bem como em várias juridições nos Estados Unidos. A Irlanda já anunciou essa medida como política nacional.
 
Em 2012, o Conselho Econômico e Social da ONU (ECOSOC) pediu à OMS, em colaboração com o Escritório sobre Drogas e Crime (UNODC), para prover conselhos e orientação baseados em evidência científica na prevenção de mortalidade da overdose de drogas, em particular da overdose opiácea.

ONU BR

Musculação na adolescência: pode?

Getty Images: Nada de exagerar nos pesos e na frequência:
 pode prejudicar o crescimento e causar lesões
Intensidade da musculação faz com que ela seja benéfica ou não; veja até onde o adolescente pode chegar
 
Muitos adolescentes querem fazer musculação para ficarem "bombados" e melhorar a autoestima. Os médicos, no entanto, jogam um balde de água fria em quem pretende ganhar muita massa muscular nessa idade: não pode exagerar, diz o ortopedista do Hospital Samaritano, Marcelo Acherboim. Na adolescência, a musculação é benéfica apenas se for feita com cargas leves e o treino elaborado por um profissional competente. 
 
Feitos sem critério, os exercícios podem trazer consequências sérias. "É uma fase delicada da vida, porque o corpo está em desenvolvimento. A preocupação é com a cartilagem de crescimento, na ponta dos ossos. Quando há muita pressão, pode gerar um processo inflamatório que interfere no crescimento normal do corpo", explica Acherboim.
 
Além disso, o esforço de ficar forte e musculoso pode ser em vão, explica Ricardo Nahas, médico do esporte e ortopedista do Hospital 9 de Julho. "A primeira coisa que faço ao ver em uma criança ou adolescente que quer ganhar massa muscular é olhar o pai e a mãe. Se eles são magrinhos e fininhos, pouco musculosos, dificilmente o filho ganhará massa."
 
Só um pouquinho, pode
Para quem vai fazer musculação com acompanhamento de um ortopedista ou médico do esporte, a recomendação é puxar ferro no máximo duas vezes por semana, com bom senso e carga leve, já que dessa maneira é possível melhorar o tônus muscular, recomenda o ortopedista do Hospital Samaritano.
 
O médico do esporte do Hospital 9 de Julho, Ricardo Nahas, também defende cargas leves, mas que podem variar de acordo com a idade do adolescente. "Tem adolescente que já está produzindo hormônios, com o corpo desenvolvido. Esse indivíduo pode, teoricamente, ser encarado mais como adulto do que aquele que não chegou naquela fase", explica.
 
Por essa razão, a consulta médica para avaliação individual é essencial para o adolescente que quer fazer musculação.

Para o ortopedista José Fábio Lana, a musculação em conjunto com a natação e o pilates é benéfica para o adolescente. "A musculação tem o intuito de aumentar a flexibilização, equilíbrio e conscientização corporal, ou seja, o adolescente vai aprendar a agachar, sentar, levantar de maneira adequada, com uma boa postura", explica ele. Como os outros ortopedistas, ele se diz favorável a um treinamento que não seja voltado ao halterofilismo ou profissionalização.
 
Nahas recomenda que as crianças e adolescentes tomem contato com o maior número de esportes possível, para desenvolver diversas habilidades. "Quem aprende a andar de bicicleta ou nadar quando criança, jamais esquece", diz ele.
 
Todos podem se mexer
Mas e quem tem algum tipo de limitação? "Sempre adaptamos o exercício ao indivíduo, o que a gente mexe é no volume de treinamento, o quanto ele vai fazer e o tipo de exercício que gosta", diz Nahas. 
 
No quesito suplementação, o médico aposta na boa alimentação. "Suplementação é uma parte necessariamente da dieta. Se houver necessidade, sim, mas via de regra não. Se o indivíduo come de tudo, se tem todos os nutrientes na dieta, nao há necessidade de suplementação", conclui.
 
iG

Exame rápido diminui uso desnecessário de antibiótico, diz pesquisa

De acordo com estudo, teste de proteína C reativa para identificar infecção bacteriana reduz em 22% a prescrição de antibióticos
 
Um rápido exame de sangue pode ajudar a identificar infecções bacterianas e reduzir o número de prescrições desnecessárias de antibióticos, de acordo com uma pesquisa publicada nesta quarta-feira no periódico The Cochrane Library.
 
Segundo o estudo realizado por cientistas da Universidade de Copenhague, na Dinamarca, os médicos geralmente não têm nenhuma maneira imediata de saber se o paciente está com uma infecção bacteriana ou viral. Na dúvida, receitam o antibiótico.
 
O uso desnecessário do medicamento pode criar bactérias resistência às drogas disponíveis no mercado. A Organização Mundial da Saúde (OMS) já considerou o problema uma realidade na saúde pública global e diversos pesquisadores pensam na possibilidade da existência de uma era pós-antibiótico.
 
“Os nossos resultados sugerem que a prescrição de antibióticos em pacientes com infecções respiratórias agudas poderia ser reduzida com a realização de testes de biomarcadores de bactérias”, diz Rune Aabenhus, coautor do estudo e pesquisador da Universidade de Copenhague.
 
Teste
Os pesquisadores analisaram seis estudos que verificaram se o exame que mede o nível da proteína C reativa, marcador que indica se o corpo passa por algum processo inflamatório, é eficaz para identificar uma infecção bacteriana. Atualmente, esse é o único método rápido que poderia ajudar os médicos na prescrição adequada de antibióticos — o resultado sai em até 3 minutos.
 
Os estudos envolveram 3 284 pacientes adultos. Ao todo, 1 685 realizaram o teste da proteína C reativa, sendo que em 631 casos os antibióticos foram receitados. Entre os 1 599 pacientes que não fizeram o teste, 785 receberam prescrição de antibióticos. Assim, os pesquisadores constataram que a utilização de antibiótico foi 22% menor no grupo que se submeteu ao teste.
 
“Fazer o exame numa maior escala seria útil para analisarmos dados sobre a redução da prescrição, bem como comparar a eficácia desse teste com outras abordagens que identificam infecções bacterianas”, explica Aabenhus.
 
Conheça a pesquisa

Onde foi divulgada: periódico The Cochrane Library.

Quem fez: Aabenhus R, Jensen J-US, Jørgensen KJ, Hróbjartsson A e Bjerrum L.
 
Instituição: Universidade de Copenhague, na Dinamarca.

Resultado: Médicos que pediram exames de proteína C reativa em seus pacientes receitaram menos antibióticos do que aqueles que não pediram o teste.
 
Veja

Evento gratuito discute avanços da Radiologia

No dia 8 de novembro, das 8h às 12h, o Hospital São Vicente de Paulo (RJ) realizará a sua V Jornada de Radiologia
 
Na programação do evento, assuntos relacionados à especialidade, como radiologia industrial, tecnologia em radioterapia e aplicação da TC 4D no tratamento do câncer de pulmão.
 
Entre os palestrantes estarão o presidente da Federação de Radioproteção da América Latina e Caribe (FRALC), Josilto Oliveira de Aquino, o diretor da Broonell, Samuel da Silva Pessoa e o físico especializado em radiologia diagnóstica do Hospital São Vicente de Paulo, Sérgio Ricardo de Oliveira.
 
O evento, que é gratuito, acontecerá no Centro de Convenções Irmã Mathilde, localizado na sede da unidade.
 
As inscrições devem ser feitas antecipadamente pelo email comunicacao@hsvp.org.br, com a colaboração de 1kg de alimento não perecível. As vagas são limitadas. O Hospital São Vicente de Paulo fica na Rua Doutor Satamini, nº 333, na Tijuca.
 
Serviço:
Jornada de Radiologia 2014
Dia: 8 de novembro
Horário: 8 às 12h30
Local: Hospital São Vicente de Paulo - Centro de Convenções Irmã Mathilde Rua Dr. Satamini, 333, Tijuca, Rio de Janeiro
Inscrições gratuitas (21) 2563-2147 ou comunicacao@hsvp.org.br
 
Assessoria de Imprensa
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