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domingo, 9 de novembro de 2014

Cura para aracnofobia: medo de aranhas é completamente removida do cérebro de voluntário

Medo do escuro? Pavor de alturas? Aranhas te fazem gritar até afinar a voz?
 
Tenho duas notícias para você. A primeira é que estamos juntos nessa. E a segunda é um pouco melhor: pela primeira vez na história, uma cura para aracnofobia, problema de uma vida inteira, foi completamente eliminada da mente de uma pessoa. Infelizmente, para que esse procedimento seja bem-sucedido, é necessária a remoção de um pequeno pedaço do cérebro. Ou seja: por agora, a maioria das pessoas terá que encontrar outra maneira de se libertar de seus medos.
 
Mas, para esse paciente, essa história pode ter um final realmente mais feliz.
 
Um homem de negócios de 44 anos de idade começou a ter crises de convulsão fora do normal.
 
Imagens de ressonância magnética do seu cérebro mostraram que ele tinha uma anormalidade em sua amígdala esquerda – uma área no lobo temporal responsável pelas reações emocionais, entre outras muitas coisas. Outros testes mostraram que a causa era sarcoidose, uma doença rara que causa danos aos pulmões, pele e, ocasionalmente, até no próprio cérebro.
 
Os médicos decidiram, então, que era necessário remover a danificada amígdala esquerda do homem. A cirurgia correu bem, mas logo depois que esse paciente percebeu uma estranha reviravolta.
 
Cura Aracnofobia
Ele não só estava com um peculiar desconforto estomacal em aversão à música – o que foi particularmente perceptível quando ele ouviu a música que acompanhava um determinado anúncio de TV – como ele também descobriu que não tinha mais medo de aranhas.
 
Enquanto sua aversão à música diminuiu ao longo do tempo, sua aracnofobia nunca mais voltou.
 
Antes da cirurgia, ele iria surtar completamente ao ver aranhas. Agora, ele é capaz de tocar e observar as pequenas criaturas a uma curta distância e diz que, na verdade, encontrá-las se tornou uma experiência fascinante.
 
O homem, contudo, não notou qualquer alteração em relação a outros tipos de medos ou ansiedades. Por exemplo, ele fica ansioso para falar em público agora do que antes da cirurgia.
 
Fobia ou medo?
Esse paciente foi observado por Nick Medford na escola de medicia Brighton e Sussex, localizada no Reino Unido, e seus colegas.
 
Medford, que é coautor de um artigo sobre o caso com a estudante de medicina Sophie Binks, diz que é difícil saber o quão único foi esse efeito colateral. De um modo geral, diz ele, poderia ter algo a ver com o fato de que parece ter dois tipos diferentes de resposta ao medo.
 
“É como quando você vê uma cobra e pula para trás em resposta, mas quando você olha para trás, percebe que era apenas um pedaço de pau”, diz ele. “Essa é a sua resposta de pânico rápida: não é muito precisa, mas é necessária para a sobrevivência básica e, em seguida, há a avaliação mais sutil que leva mais tempo a processar, mas que é mais precisa”.
 
O que o Dr. Medford sugere é que, no caso desse homem, alguns tipos de pânico podem ser eliminados com a remoção da amígdala esquerda, enquanto as partes da amígdala responsável pelo medo generalizado permanecem intactas. Infelizmente, não é possível avaliar outros aspectos da resposta de pânico do homem para ver se eles também diminuíram, já que esse paciente não tinha outras fobias e também não quis passar por mais testes.
 
No entanto, Medford calcula que seria sim possível testar a teoria em outros. Seria complicado, mas não impossível. Complicado porque a amígdala fica em uma região muito profunda no cérebro para tentarmos chegar até ela usando técnicas não invasivas. Mas existem várias outras técnicas de “amortecimento de medo” sendo testadas no momento; entre elas, terapias com remédios para controle de pressão arterial que estimulam certas áreas do cérebro em uma tentativa de apagar memórias relacionadas ao medo.
 
newscientist /  Hypescience

Privação do sono pode ser causa de problemas cognitivos até obesidade

Cada etapa da vida tem um período recomendado de descanso. Os efeitos também variam com a idade
 
Os bebês têm cansaço crônico, as crianças ficam hiperativas e os adultos ganham peso. Todos — sem exceção — pagam um preço alto por não dormir. É uma hora hoje, outra no dia seguinte e mais duas na próxima semana.
 
Acumuladas ao longo dos meses e dos anos, fica impossível compensá-las. “Somos uma sociedade privada de sono. E pagamos por esse problema muitas vezes de uma forma que não percebemos”, alerta Aneesa Das, diretora assistente do Programa do Sono do Centro Médico da Universidade do Estado de Ohio, nos Estados Unidos.
 
“Dependendo da idade, o sono pode afetar tudo: o peso, a pele, o coração; e levar algumas pessoas a desenvolver problemas de saúde muito graves.”

Quando um indivíduo dorme, músculos e outros tecidos do corpo são reparados. Os hormônios que controlam o crescimento, o desenvolvimento e o apetite são liberados. A energia é restabelecida e as memórias, solidificadas.
 
Todos esses processos justificam a necessidade da regularidade do sono. Diferentemente do imaginado, as crianças que não dormem o suficiente nem sempre ficam letárgicas, como os adultos.
 
Em vez disso, se tornam hiperativas e irritáveis. “Isso pode ter um impacto sério no desempenho escolar. Se não for abordado, pode até mesmo afetar o sistema imunológico, o que significa que elas ficarão doentes com mais frequência.”

Poucas horas dormidas durante a infância podem, inclusive, indicar transtornos psiquiátricos não diagnosticados.
 
Um estudo do programa de pediatria do Hospital Bradley, em Rhode Island, nos EUA, concluiu que dificuldades no sono, especialmente para adormecer, eram muito comuns em garotos e garotas que, ao longo dos anos, receberam tratamento clínico de uma grande variedade desse tipo de distúrbio.
 
O trabalho foi publicado na última edição da revista científica Psiquiatria Infantil e Desenvolvimento Humano.

Correio Braziliense

Nano-medicamentos são novas ferramentas terapêuticas contra o câncer

Em virtude da melhora constante de técnicas nos últimos anos, os doentes de câncer podem se beneficiar de atos terapêuticos radiológicos
 
Paris- Nano-medicamentos, técnicas cirúrgicas cada vez mais afinadas graças ao laser e os ultrassons focalizados: o tratamento do câncer apela a novas técnicas cirúrgicas, segundo especialistas reunidos na Academia de Cirurgia de Paris. Durante muito tempo, os únicos tratamentos disponíveis para o câncer eram cirurgia, quimio e radioterapia.

Há vários anos, há inovações promissórias, incluindo os nano-medicamentos, cápsulas de tamanho minúsculo (com um bilionésimo de metro), isto é, 70 vezes menores que um glóbulo vermelho, e capazes de conduzir uma molécula ativa ao local preciso onde a mesma é necessária, evitando outras partes do corpo onde não é.

"Isto permite evitar efeitos colaterais frequentemente importantes, que se observam na quimioterapia clássica, mas também curto-circuitar fenômenos de resistência", explicou Patrick Couvreur, biofarmacêutico pioneiro destes minúsculos comprimidos.

Atualmente há uma dezena de nano-medicamentos disponíveis no mercado, a maioria usados em cancerologia: este é o caso do Doxil ou Caelyx (doxorrubicina) do Janssen Cilag, e do Abraxane (paclitaxel), do laboratório americano Celgene, dois remédios utilizados no tratamento do câncer de mama e de ovários em estado avançado.

Em 40 hospitais europeus e americanos há estudos clínicos para avaliar o efeito da doxorrubicina encapsulada em nano-medicamento em cânceres de fígado, resistentes à quimioterapia. Segundo resultados preliminares citados por Couvreur, a sobrevivência dos doentes se multiplicaria por dois.

Tratamentos mais precisos
Graças à melhora constante das técnicas nos últimos anos, os doentes de câncer podem se beneficiar de atos terapêuticos radiológicos.

Para Afshin Gangi, que pratica radiologia em Estrasburgo (leste da França), se trata de "pegar o caminho mais curto há um tumor" e destruí-lo da forma mais completa possível, sem necessariamente recorrer à cirurgia clássica. Ela pode ser substituída por técnicas de ablação térmica, que usam radiofrequências, laser, micro-ondas, crioterapia (a frio) ou ultrassons focalizados (a energia acústica se concentra sobre o alvo que deve ser destruído).

Usadas principalmente para intervir no rim, no fígado e na próstata, estas técnicas poderiam ser aplicadas no futuro a outros órgãos abdominais e também o câncer de mama, segundo Gangi. Segundo Albert Gelet, urologista do hospital de Lyon (centro-leste), o tratamento focal da próstata constitui uma boa alternativa para cânceres medianamente agressivos.

Até poucos anos atrás, o tratamento padrão era a ablação cirúrgica total da próstata, com seu corolário de efeitos indesejáveis (perda de urina e transtornos de ordem sexual). "Com o tratamento focal, reduz-se a toxicidade no trato urinário e sexual", disse Gelet, embora admita carecer de resultados de curto prazo. Em 2015, começará um estudo na França para avaliar tratamentos contra o câncer de próstata através do ultrassom focado.
 
O outro interesse destas técnicas é que não excluem recorrer a tratamentos clássicos - cirurgia e radiação -, se o câncer se tornar mais agressivo. Segundo Gelet, cerca de 20% dos cânceres de próstata poderiam ser tratados desta forma no futuro.

Outra inovação suscetível de melhorar sensivelmente a sobrevivência de alguns pacientes com câncer de estômago ou cólon consiste em combinar a cirurgia com a quimioterapia líquida na cavidade abdominal entre 42°C e 43°C.

A técnica tem o nome de CHIP (quimioterapia hipertérmica intra-peritoneal) e é usada há vários anos na França em pacientes que têm metástase no peritônio, com taxa de sobrevivência de 5 anos em 16% e 0% entre aqueles que não fizeram o tratamento, disse Olivier Glehen, um dos especialistas desta técnica do hospital Lyon-sul.

Correio Braziliense

Estudar música na infância ajuda a desenvolver o cérebro a longo prazo

Três novos estudos apresentados em novembro de 2013 durante a conferência anual da Society for Neuroscience, em San Diego, na Califórnia, mostraram que aprender a tocar um instrumento na infância pode acentuar a capacidade de processamento de informação do cérebro

Caso a criança inicie o aprendizado antes dos sete anos de idade, a experiência pode até aumentar a conectividade entre regiões do cérebro associadas à criatividade.

"A música pode criar pontes alternativas para regiões do cérebro desconectadas ou fora de uso", disse Gottfried Schlaug, diretor do Laboratório de Música e Neuroimagem da Harvard Medical School, durante a conferência. "A música tem o poder singular de navegar por canais alternativos e interligar diferentes áreas do cérebro", afirmou.

Em entrevista ao "The Guardian", Yunxin Wang, membro da Universidade de Pequim e pesquisador chefe de um dos estudos apresentados, declarou que iniciar o aprendizado musical nos primeiros anos de vida transforma o cérebro, e essa alteração pode significar avanços cognitivos no futuro.

O estudo comandado por ele foi conduzido a partir de imagens do cérebro de 48 chineses com idades entre 19 e 21 anos que estudaram música por, no mínimo, um ano durante a infância. A equipe de pesquisa descobriu que, entre os jovens avaliados, aqueles que tinham começado a estudar música antes dos sete anos de idade apresentavam maior desenvolvimento nas áreas do cérebro associadas à audição e à percepção pessoal.

Em outro estudo, pesquisadores suecos realizaram ressonâncias magnéticas em 39 pianistas orientados a dedilhar um teclado com 12 teclas durante os exames. A principal autora da pesquisa, Ana Pinho, do Karolinska Institute, em Estocolmo, afirmou que os pianistas com experiência em improvisar peças de jazz mostraram maior conectividade entre três importantes regiões do lobo frontal.
 
Folha de Itapetininga

Brasil vai ficar sem teste para diagnosticar tuberculose latente

Mycobacterium tuberculosis
O teste da tuberculina, também chamado de PPD, usado para diagnosticar tuberculose latente, ou seja, antes dos sintomas da doença aparecerem, vai deixar de ser fabricado
 
O Ministério da Saúde divulgou nota técnica para programas estaduais e municipais indicando as condutas a serem adotadas na falta do teste.
 
O PPD é feito em pessoas com maior risco de contrair tuberculose, com quem mora com infectados e pessoas que têm HIV/aids, para detectar a infecção latente e tratar antes que a pessoa adoeça.
 
Segundo o Ministério da Saúde, o país ainda está abastecido do PPD, e a falta do teste não vai comprometer o Programa Nacional de Tuberculose. A pasta afirma que está em contato com a Organização Mundial da Saúde para buscar alternativas para o problema.
 
Em 2013, a incidência de tuberculose foi 35 casos por 100 mil habitantes, 21,17% menor do que em 2003, quando esta taxa era 44,4 por 100 mil. O número de casos novos teve redução de 10,5%, passando de 78.606, em 2003, para 70.372 casos novos registrados em 2013.
 
Considerado importante problema de saúde pública, a tuberculose é uma doença causada pelo bacilo de Koch (Mycobacterium tuberculosis), que afeta vários órgãos do corpo, mas principalmente os pulmões. É transmitida pelo ar, quando o paciente tosse ou espirra.
 
Os principais sintomas são tosse prolongada, geralmente mais de três semanas, com ou sem catarro, cansaço, emagrecimento, febre noturna e suor noturno. Em 1993, a OMS declarou a tuberculose como uma emergência global.
 
Correio de Uberlândia