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segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Dia Mundial do Diabetes: conheça mitos e verdades sobre a insulina

O dia 14 de novembro é considerado o Dia Mundial do Diabetes. Ele foi instituído como um meio de aumentar a conscientização global sobre o diabetes mellitus (DM) e hoje ocorre em mais de 150 países
 
O diabetes é o aumento dos níveis de açúcar no sangue (níveis glicêmicos), conhecido como hiperglicemia. Pessoas com mais de 45 anos que tenham familiares próximos com diabetes, sobrepeso ou obesidade, sejam sedentárias, tenham pressão alta e colesterol elevado ou usem medicações que aumentam a glicose no sangue são as que apresentam os maiores riscos de desenvolver a doença.
 
A seguir, a endocrinologista do Bronstein Medicina Diagnóstica, Dra. Yolanda Schrank, esclarece os mitos e as verdades sobre a insulina, hormônio produzido pelo pâncreas que permite a entrada de glicose nas células para ser transformada em energia. “Pessoas com diabetes podem precisar de injeção de insulina por diferentes motivos: por não produzirem insulina suficiente, não conseguirem usá-la adequadamente ou ambos os casos”, explicou a endocrinologista.
 
A injeção de insulina é dolorosa
Mito. A maioria dos usuários de insulina é agradavelmente surpreendido na primeira aplicação, quando percebe que o incômodo é bem menor do que o esperado. Com o passar do tempo e o avanço da tecnologia, a aplicação do hormônio tornou-se mais confortável por causa de agulhas de menores tamanho e espessura.
 
Ao começar a usar a insulina, o paciente se tornará dependente dela pelo resto da vida
Mito. A insulina, assim como qualquer medicamento necessário ao tratamento de alguma doença crônica, não causa dependência, ou seja, o paciente não tem crise de abstinência quando suspende seu uso. Entretanto, como o paciente não produz o hormônio em quantidade suficiente, a suspenção do tratamento poderá implicar sério risco de vida ao paciente.
 
É importante entender que a insulina é um hormônio essencial ao bom funcionamento do organismo. Por isso, as injeções são parte indispensável do tratamento de diabéticos tipo 1, que não produzem o hormônio. Também portadores de diabetes tipo 2 podem necessitar fazer uso do hormônio, transitoriamente ou em definitivo.
 
“Mulheres que apresentam diabetes gestacional são exemplo de pacientes que, muitas vezes, precisam aderir à terapia à base de insulina, mas podem interromper o uso após dar à luz”, explicou Yolanda Schrank. Além disso, muitos usuários de insulina conseguem reduzir as dosagens de medicamentos e do hormônio controlando a alimentação e seguindo um programa regular de exercícios.
 
Independentemente do tipo de diabetes apresentado pelo paciente, é válido ressaltar que a insulina ajuda a atingir a meta glicêmica, resultando em mais energia para o paciente realizar as atividades cotidianas e viver com mais qualidade de vida. Não é infrequente que pacientes com rejeição inicial ao uso de insulina percebam os reflexos positivos da terapia e relatem arrependimento em não ter aderido ao tratamento antes.
 
Aderir ao uso de insulina significa obrigatoriamente que o grau de diabetes está piorando
Mito. Quando o médico prescreve esse tipo de terapia não significa necessariamente que o paciente está fazendo algo errado ou que seu quadro está piorando. A insulina é simplesmente, naquele momento, a opção terapêutica mais segura, como acontece, por exemplo, na gestação ou com pacientes que precisam suspender os antidiabéticos orais para se submeterem a alguma cirurgia.
 
Tomar insulina deixa o dia a dia mais complicado
Verdade. As aplicações diárias exigem dedicação do paciente. Porém, o trabalho de tomar esse cuidado com o corpo ajuda a prevenir complicações futuras e garante uma vida mais saudável.

Para o tratamento com insulina ser mais eficaz, o diabético terá de fazer algumas mudanças em seu estilo de vida, como atentar ao cardápio diário, exercitar-se regularmente, monitorar a glicemia com frequência e tomar os medicamentos conforme prescrição médica.
 
Medo de agulha impede o tratamento do diabetes
Mito. Ao aderir ao tratamento com insulina, é comum que alguns pacientes fiquem nervosos por terem de injetar o hormônio. As injeções, porém, não machucam o usuário e causam pouquíssimo incômodo. As agulhas atuais são pequenas, confortáveis e de alta qualidade, o que torna a aplicação praticamente indolor. Além disso, a disponibilidade de canetas para a aplicação da insulina (que impedem que o usuário visualize a agulha), muitas vezes coloridas, facilitou muito o tratamento, sobretudo do paciente pediátrico.
 
Insulina engorda
Mito. Embora muita gente veja a insulina como vilã do equilíbrio da balança, isso não reflete a realidade. O ganho de peso pode acontecer se o paciente estiver consumido medicamentos orais que estimulam o pâncreas a produzir insulina extra. “A razão é simples: quando o açúcar no sangue estava elevado e o diabético não aderia a nenhum tratamento, as calorias consumidas eram expelidas do corpo pela urina. Mas ao aderir à terapia com insulina e hipoglicemiantes orais, as calorias consumidas são transformadas em energia. Ou seja, em vez de serem calorias perdidas, são absorvidas pelo organismo. Isso pode levar ao ganho de peso, caso o paciente consuma calorias em excesso”, explica a especialista.

Para evitar o ganho de peso, basta seguir o plano alimentar orientado pela equipe de especialistas, que contém a quantidade exata de calorias que o corpo necessita para funcionar. Iniciar um programa de exercícios também é uma recomendação válida. Ao combinar esses passos com o tratamento medicamentoso, o diabético perderá os quilos que eventualmente adquiriu.
 
Insulina pode cegar
Mito. Não há absolutamente nenhuma evidência de que o tratamento com insulina provoque cegueira. Pode-se dizer, na verdade, que o oposto é verdadeiro: pacientes que não controlam o diabetes podem perder a visão. Estudos mostram que o tratamento com insulina realizado de forma adequada reduz o risco de doença ocular em até 76%. Quando elevados por um longo período, os níveis de açúcar no sangue podem danificar os pequenos vasos sanguíneos da retina dos olhos. Essa condição, conhecida como retinopatia diabética, pode levar à perda da visão e, eventualmente, à cegueira total, de forma progressiva.
 
O uso de insulina pode causar hipoglicemia
Verdade. A hipoglicemia, também conhecida como baixa de açúcar no sangue, acomete o paciente quando há desequilíbrio entre a quantidade de açúcar e a insulina disponível na corrente sanguínea, como pode ser observado, por exemplo, em pacientes que prolongam muito o tempo de jejum, quando ocorrem erros na aplicação da medicação (doses excessivas) ou ainda em pacientes que não se alimentam adequadamente ou não ajustam a quantidade de insulina ao realizar atividade física.

Juliana Xavier
Assessoria de Imprensa
juliana@saudeempauta.com.br

domingo, 9 de novembro de 2014

Federação oferece teste gratuito de diabetes hoje em SP

Diabetes acomete quase 14 milhões de brasileiros
Além do exame, associação de pacientes oferece orientações com profissionais 
 
No mês de conscientização do diabetes, neste domingo (9), a Fenad (Federação Nacional de Associações e Entidades de Diabetes), em parceria com a Anad (Associação Nacional de Assistência ao Diabético), vai realizar 10 mil testes de glicemia gratuitamente entre 8h e 17h, no Colégio Madre Cabrini, na Vila Mariana, bairro da zona sul de São Paulo.
 
Além do teste de glicemia, serão realizados exames de colesterol, hemoglobina glicada, urina 1 e microalbuminúria. As pessoas que passarem pelo local também receberão avaliações de olhos, pés e boca, análise fisioterápica, de atividade física, risco cardiometabólico e nutricional, medição de IMC (Índice de Massa Corporal) e aferição da pressão arterial. Também estão previstas diversas palestras e estandes que vão expor alimentos dietéticos.
 
Hoje, em todo o mundo, 382 milhões são portadores de diabetes, segundo dado da IDF (Federação Internacional do Diabetes). Em 2035, a estimativa é que este número salte para 592 milhões. Em 2000, havia 177 milhões de diabéticos no planeta.
 
No Brasil, a situação é a mesma. O número de portadores de diabetes deverá subir dos 13,4 milhões atuais para 19,6 milhões em 2030. O crescimento deve ser de 58% em apenas 20 anos, de acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde).
 
Para conter esta epidemia, é importante fazer o diagnóstico precoce da doença e, principalmente, adotar hábitos de vida saudáveis para afastar o risco de ela aparecer.
 
R7

Profissionais da saúde tiram dúvidas sobre doenças cardiovasculares em shopping de SP

Ação acontece no Shopping Metrô Tucuruvi, neste domingo, das 12h às 20h
 
Quem estiver passando pelo Shopping Metrô Tucuruvi, zona norte de São Paulo, neste domingo (9) poderá receber a orientação e tirar dúvidas a respeito de doenças cardiovasculares.
 
Em celebração ao 8º Dia Vascular de São Paulo, cerca de 60 médicos da SBACV-SP (Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular) farão a triagem das principais doenças venosas e arteriais das extremidades e orientarão dos cidadãos quanto aos principais sinais e sintomas.
 
Durante a ação, que ocorre das 12h ás 20h, serão apresentadas palestras sobre os temas doença venosa, trombose venosa, doença arterial periférica, aneurisma de aorta e obstrução de artérias carótidas.
 
De acordo com a SBACV-SP, é esperado que aproximadamente 500 pessoas sejam atendidas durante o evento. Quem comparecer, também receberá cartilhas e poderá participar do sorteio de brindes fornecidos pelos patrocinadores. 
 
R7

Conheça 12 verdades sobre o chá verde

Com ação antioxidante, ele protege o coração e acelera o metabolismo
 
O gosto dele é um pouco amargo, de fato, mas a ciência já provou que vale a pena fazer careta pelo monte de vantagem que o chá verde pode fazer pela sua saúde.
 
"Ele contém quantidades consideráveis de manganês, potássio, ácido fólico, vitamina C, vitamina K, vitamina B1 e a vitamina B2, nutrientes que são essenciais para o bom funcionamento do organismo", explica a nutricionista Daniela Jobst, de São Paulo.

A seguir, você descobre os benefícios e os cuidados na hora do consumo e também aprende como amenizar o gosto forte da planta. 
 
1. Chá de saquinho é menos eficiente
O chá verde é preparado a partir brotos e folhas de uma erva chamada Camellia sinensis."Basta colocar água para ferver e assim que começar a borbulhar, apagar o fogo e acrescentar a erva, deixando me infusão por três minutos", explica nutricionista Débora Razera Peluffo, de Caxias do Sul.

Nesse processo, todas as propriedades das folhas da erva passam para a água. Já, quando o chá é feito com o saquinho industrializado, parte das propriedades se perdem, porque o pacotinho leva uma mistura com o caule da planta, com menos nutrientes.
 
2. Existe a melhor hora para tomar o chá
Um cuidado para o consumo é o horário em que o chá verde é ingerido. "Assim como o café, ele não deve ser tomado logo após as refeições. A cafeína, presente nas folhas do chá, prejudica a absorção de ferro e vitamina C pelo organismo. Por isso, é preciso esperar pelo menos uma hora antes de consumir chá verde", explica a nutricionista Daniela Jobst.  
 
3. Acabe com o gosto amargo
Uma solução para acabar com o sabor forte do chá é adicionar alguns outros ingredientes à receita. Uma boa dica é acrescentar duas colheres de sopa de mel, que deixará o chá com um sabor mais adocicado. Basta, após o preparo do chá, batê-lo no liquidificador com duas colheres de mel. Mas é preciso ter cuidado, já que o mel é bastante calórico e rico em açúcar.

Outra opção é bater o chá no liquidificador com frutas, como morango, amora, maçã verde, laranja e uva. Ou simplesmente adicionar as frutas, gotas de limão ou ervas mais suaves (como hortelã e capim cidreira) na hora da infusão.
 
4. Alerta para a cafeína
A ressalva para o consumo desse chá vai para as pessoas sensíveis à cafeína, substância presente em sua composição. Com efeito estimulante sobre o sistema nervoso, a cafeína pode causar dor de cabeça, agitação, irritação e aumento do ritmo cardíaco. "Pessoas sensíveis à substância podem sofrer com esses sintomas se ingerirem quantidades superiores a um litro por dia", diz a nutricionista e clinica funcional Camila Duran, da Clínica Pedrinola & Rascovski. Quando comparado com outras bebidas quentes, o chá verde apresenta níveis menores desse componente - são 3 mg para cada 50 ml.
 
Compare a quantidade de cafeína contidas na mesma dose de:

- Café: 25-50 mg
- Capuccino: 25-50 mg
- Chá preto: 10 mg 
 
5. Acelera o metabolismo
O chá verde contém grandes quantidades de antioxidantes e outras substâncias, como a própria cafeína, que favorecem o gasto de energia pelo organismo. "São propriedades que aceleram o metabolismo e favorecem a queima de gorduras", diz a nutricionista Daniela Jobst. De acordo com a nutricionista, a recomendação diária, nesse caso, varia de cinco xícaras a um litro. Mas para obter os resultados de perda de peso, o consumo deve levar no mínimo três meses seguidos. "A temperatura do chá não interfere no resultado, podendo ser quente ou fria", explica. 
 
6. Protege o coração
"O chá verde ajuda a proteger a saúde do coração, diminuindo as chances da formação de coágulos nas artérias, graças aos flavonoides que carrega"", explica a nutricionista Daniela Jobst. Os flavonoides também mantêm as artérias mais flexíveis, suavizando os impactos das constantes mudanças da pressão arterial. Para sentir esse efeito, é necessário consumir ao menos três xícaras da bebida por dia. 
 
7. Bebida antienvelhecimento
Por ter um poderoso efeito antioxidante, o chá verde impede a ação dos radicais livres, que causam o envelhecimento precoce das células. "Nutrientes como carotenos, vitaminas C e E, presentes nas folhas, favorecem a elasticidade da pele e previnem as rugas", diz Daniela Jobst.
 
8. Reduz o colesterol ruim
Um estudo feito pela Universidade do Paraná mostrou que pessoas que tomam chá verde têm mais chances de diminuir os níveis de colesterol ruim do sangue, o LDL, se comparadas as pessoas que não consomem a bebida. Segundo o estudo, o chá verde sozinho não deve ser usado como medida para o controle do colesterol, mas deve ser um aliado de uma alimentação com baixo teor de gorduras saturadas e grande quantidade de vitaminas e minerais.  
 
9. Fortalece o sistema imunológico
O chá verde contém polifenois, vitaminas C, K, B1 e B2, manganês, potássio e ácido fólico. "Todas essas substâncias melhoram o funcionamento do sistema imunológico, prevenindo infecções, inflamações, cáries e muitas doenças causadas por vírus, bactérias ou fungos", diz a nutricionista Camila Duran. 
 
10. Protege contra o câncer
A prevenção contra o câncer é outro benefício do chá verde. "Além da catequina, um poderoso antioxidante que impede que a proliferação das células aconteça de maneira desregular, o chá verde é rico em bioflavonoides. Essas duas substâncias bloqueiam as alterações celulares que dão origem aos tumores", diz a nutricionista e clinica funcional Camila Duran, da Clínica Pedrinola & Rascovski.

Esse resultado foi observado em um estudo feito pela Universidade do Estado de Luisiana, nos Estados Unidos. Segundo os pesquisadores, pacientes diagnosticados com câncer de próstata que tomaram quatro cápsulas por dia de um ativo denominado Polifenol E - um montante equivalente a cerca de 10 xícaras de chá verde tiveram uma redução na proliferação de células cancerígenas em até 30%.  
 
11. Afasta a depressão
Segundo um estudo publicado American Journal of Clinical Nutrition, pessoas que tomam chá verde com frequência estão 44% menos propensas a ter depressão. Essa propriedade está ligada ao aminoácido chamado theanina, encontrado no chá verde e que tem efeito tranquilizante. De acordo com os cientistas, é preciso tomar de três a quatro xícaras do chá diariamente para observar tal proteção. 
 
12. Grupos que devem evitar o chá
O chá verde é um poderoso aliado da boa saúde. Mas, algumas pessoas devem consultar um médico antes de inclui-lo na dieta. "O uso do chá não é recomendado para gestantes, indivíduos com hipertensão, glaucoma e doenças psiquiátricas. Ele pode interagir com alguns remédios comumente ingeridos por esse grupo de pessoas", explica a nutricionista Débora Razera Peluffo. Mas, como sempre, é preciso procurar um médico para analisar se o consumo é permitido.

Minha Vida

Para o cérebro, vício em sexo é semelhante a vício em drogas

De acordo com pesquisadores da Universidade de Cambridge (Reino Unido), para viciados em sexo, a pornografia desencadeia uma atividade cerebral semelhante ao efeito que as drogas têm sobre o cérebro de viciados em drogas. Mas pode ficar tranquilo – isso não significa necessariamente que a pornografia é viciante
 
Embora não existam números precisos, especialistas na área acreditam que um em cada 25 adultos é afetado pelo comportamento sexual compulsivo, mais comumente conhecido como vício em sexo – caracterizado pela obsessão com pensamentos sexuais, sentimentos ou comportamentos que não são capazes de controlar.
 
O consumo excessivo de pornografia é uma das principais características da doença. Isso pode afetar a vida pessoal e profissional, causando sofrimento e sentimentos de vergonha, de acordo com o estudo publicado na revista “PLOS ONE”, que analisou a atividade cerebral de 19 pacientes do sexo masculino afetados pela compulsão, e os comparou com o mesmo número de voluntários. Os pacientes começaram a ver pornografia em idades mais precoces e em proporções mais elevadas do que os voluntários.
 
“Os pacientes em nosso estudo eram todos pessoas que tinham dificuldades consideráveis ​​para controlar seu comportamento sexual e isso trouxe consequências significativas para eles, afetando suas vidas e relacionamentos”, disse Valerie Voon, que liderou o estudo no departamento de psiquiatria de Cambridge. “Em muitos aspectos, eles mostram semelhanças em seu comportamento com pacientes com dependência de drogas. Queríamos ver se essas semelhanças também eram refletidas na atividade cerebral”.
 
O efeito no cérebro
Os participantes do estudo assistiram uma série de vídeos curtos com conteúdo sexualmente explícito ou esportes. Sua atividade cerebral foi monitorada através de ressonância magnética funcional.
 
Os pesquisadores descobriram que três regiões, em particular, ficavam mais ativas no cérebro de pacientes viciados em sexo, em comparação com os voluntários saudáveis. Significativamente, estas regiões – os córtex estriado ventral e dorsal cingulado anterior e a amígdala – também são ativadas em viciados em drogas quando eles recebem estímulos de drogas.
 
O córtex estriado ventral está envolvido no processamento de recompensa e motivação, enquanto o cingulado anterior dorsal está envolvido em antecipar recompensas e com a ânsia por drogas, disseram os estudiosos. A amígdala ajuda a processar o significado dos acontecimentos e emoções.
 
Os pesquisadores também pediram aos participantes que classificassem os seus níveis de desejo sexual enquanto assistiam aos vídeos e dizer o quanto gostavam deles. Acredita-se que viciados em drogas são levados a procurar a droga porque a desejam, não porque desfrutam das sensações que elas proporcionam. Voon explica que este processo é conhecido como incentivo a motivação e é uma teoria convincente quando se trata de distúrbios de dependência.
 
Os pacientes com dependência de sexo apresentaram maiores níveis de desejo pelos vídeos de sexo explícito, mas não necessariamente gostavam mais deles. “Embora estes resultados sejam interessantes, é importante observar que eles não poderiam ser usados ​​para diagnosticar a doença”, ressaltou Voon, acrescentando que são necessários mais estudos e que a sua pesquisa não fornece evidências de que essas pessoas sejam viciadas em pornografia – ou que a pornografia seja inerentemente viciante.
 
Reuters /  Hypescience