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terça-feira, 25 de novembro de 2014

Cinco problemas que atrapalham o sono

Getty Images: Noites mal dormidas têm consequências que
vão além do bocejo
Barulhos, rotina irregular e alimentação errada são alguns dos vilões que provocam insônia; estima-se que uma em cada três pessoas no mundo sofrem com noites mal dormidas
 
Ficar se revirando na cama e lutando para dormir é um sentimento familiar para muitos. A dificuldade pode estar em adormecer ou em manter o sono. De qualquer maneira, todos sabemos o esforço que fazer as atividades do dia demanda quando não temos uma boa noite de sono. Aqui estão cinco coisas comuns que impedem muitos de nós de descansar o quanto precisamos.
 
1) Barulho e desconforto
Podemos nos sentir sonolentos quando começamos a adormecer, mas nosso cérebro ainda está ativo. Por isso, ruídos ou desconforto podem nos perturbar.
 
À medida que entramos em um sono leve, uma área do cérebro chamada hipotálamo começa a bloquear o fluxo de informações de nossos sentidos para o resto do cérebro. Mas ainda deixa passar ruídos, que precisam ser capazes de nos acordar.
 
Após cerca de meia hora de sono leve, a maioria de nós entra em um tipo de sono profundo chamado de sono de ondas lentas. Nosso cérebro fica menos sensível e torna-se muito mais difícil ser acordado. Mas algumas coisas sempre irão passar - como os nossos nomes sendo chamados em voz alta.
 
Perder partes do nosso ciclo de sono habitual reduz a qualidade e a quantidade de sono.
 
2) Rotinas irregulares
Todos nós temos um relógio biológico interno que nos diz quando estamos cansados. Ela ajuda a sincronizar milhares de células em nosso corpo a um ciclo de 24 horas chamado de ritmo circadiano.
 
O principal sincronizador para o nosso relógio biológico é a luz. Nossos olhos reagem à luz e ao escuro mesmo quando nossas pálpebras estão fechadas.
 
A luz do dia faz com que o cérebro reduza a produção do hormônio do sono melatonina. Isso faz com que as pessoas se sintam mais alertas.
 
Se dormimos menos durante a noite - por ir para a cama tarde ou acordar cedo -, é improvável que tenhamos o tempo de sono profundo que precisamos.
 
Fechar as cortinas para bloquear totalmente a entrada de luz do sol ajuda a melhorar a qualidade do sono.
 
3) Temperatura errada
Nossa temperatura corporal normalmente cai meio grau quando estamos dormindo. Assim, quando o sono se aproxima, nosso relógio biológico faz os vasos sanguíneos em nossas mãos, rosto e pés se dilatarem para perder calor.
 
Mas, quando está muito frio, ficamos inquietos e temos dificuldade para dormir. Ou, se os nossos quartos ou edredons são muito quentes, nossos corpos não conseguem perder calor, o que também pode causar inquietação.
 
4) Comida e bebida
Podemos ter problemas para dormir depois de consumir alimentos e bebidas que agem como estimulantes.
 
- Cafeína
Bebidas ricas em cafeína podem tornar mais difícil adormecer e interferir em nosso sono profundo. A cafeína pode ficar em nosso sistema por muitas horas. Por isso, a nossa qualidade de sono pode ser afetada pelas bebidas com cafeína que consumimos ao longo do dia.
 
-  Álcool
Durante uma noite, geralmente temos de seis a sete ciclos de REM (movimento rápido dos olhos) do sono, durante o qual nossos cérebros processam a informação que absorvemos durante o dia. Isto faz com que nos sintamos revigorados. Mas uma noite de bebedeira significa, normalmente, que teremos apenas um ou dois ciclos e acordaremos cansados.
 
- Comida
Alimentos que contêm uma substância química chamada tiramina - como bacon, queijo, nozes e vinho tinto - podem nos manter acordados durante a noite. Isto acontece porque a tiramina provoca a liberação de noradrenalina, um estimulante cerebral.
 
Refeições ricas em carboidratos iniciam uma cadeia de reações que faz com que sintamos sono.
 
Quando são digeridos, os carboidratos liberam insulina, que ajudam o triptofano a entrar no cérebro. Ali, ele se transforma em seratonina, que provoca sono.
 
Comer proteínas tem o efeito oposto. Elas se transformam em aminoácidos, que reduzem a quantidade de triptofano no cérebro. Dessa forma, menos seratonina é produzida, o que nos faz ficar mais alertas.
 
5) Mente ocupada
O estresse é um inimigo do sono. Na cama, nossa mente fica livre para passear - e ansiedade a respeito do sono só piora a situação.
 
É difícil manter a noção do tempo quando você está deitado no escuro tentando dormir. As pessoas muitas vezes adormecem e acordam novamente, mas acham que ficaram o tempo todo acordadas.
 
Isto leva ao sono fragmentado, com muito menos tempo gasto nos importantes estágios de sono profundo.
 
Especialistas em sono recomendam que as pessoas com este problema se levantem e façam uma atividade que distraia a mente de preocupações - como um quebra-cabeça - antes de tentar dormir novamente.
 
Por que a falta de sono é ruim para você?
Um em cada três pessoas sofrem com noites mal dormidas. Veja quatro coisas que podem acontecer se você não descansar o suficiente.
 
1) Resfriados ou gripes
Pouco sono pode atrapalhar seu sistema imunológico, tornando-se mais difícil combater doenças como a gripe. Ela também pode aumentar o tempo de recuperação de uma doença.
 
2) Ganho de peso
Acredita-se que a falta de sono estimula o ganho de peso. Cientistas afirmam que dormir mal aumenta o apetite ao elevar os níveis de hormônios relacionados à fome.
 
3) Depressão
Muitas vezes, ficamos irritados após uma noite de sono ruim. A privação de sono por um tempo prolongado pode levar a desordens de longo prazo, como depressão e ansiedade.
 
4) Redução da fertilidade
Acredita-se que a falta de sono pode tornar mais difícil conceber um bebê, ao reduzir a liberação de hormônios de reprodução.
 
iG

Mortes por câncer de colo do útero crescem 28,6%

Dado faz parte de atlas da mortalidade, que ainda será lançado
 
Brasília. Entre 2002 e 2012, o número de mortes por câncer do colo do útero cresceu 28,6%, saltando de 4.091 óbitos para 5.264. A estatística faz parte do Atlas de Mortalidade por Câncer no Brasil e foi divulgada ontem pelo Ministério da Saúde. A íntegra do documento, elaborado pela pasta e pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca), deve ser publicada ainda nesta semana.
 
Apesar do crescimento do número absoluto, houve queda da taxa de mortalidade pela doença no país. Em 2002, foram registradas 5,04 mortes para cada 100 mil mulheres. Dez anos depois, a taxa chegou a 4,72 mortes para o mesmo universo.
 
O câncer de colo do útero é o terceiro tipo de câncer que mais mata mulheres no Brasil, superado apenas pelo de mama e de brônquios e pulmões. Para evitar a doença, o ministério adotou a vacina contra HPV, introduzida em março deste ano no SUS.
 
Até a semana passada, 2,4 milhões de meninas entre 11 e 13 anos foram vacinadas na segunda rodada, realizada seis meses após a primeira vacina. Ainda é preciso tomar uma terceira, cinco ano depois. Esse grupo representa quase 49% do público-alvo do governo – a meta do governo é atingir ao menos 80%.
 
O Tempo

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Nestlé trabalha na criação de bebida que promete queimar gorduras do corpo sem necessidade de exercícios físicos

A Nestlé está trabalhando no desenvolvimento de uma bebida capaz de ajudar a queimar a gordura do corpo
 
Dessa maneira, nossos treinos semanais em academias acabarão sendo substituídos por uma garrafa no futuro.
 
A maior empresa de alimentos do mundo identificou uma enzima no organismo, chamada AMPK, que regula o metabolismo e é estimulada por um composto denominado C-13.
 
Nestlé vem trabalhando no desenvolvimento de bebida que promete ajudar a queimar gorduras do corpo sem ter que se exercitar de forma severa em academias.
 
Este é o primeiro passo para imitar o efeito de queima de gordura a partir de exercícios físicos.
 
Agora, um grupo de cientistas suíços estão à procura de substâncias naturais, como frutas e extrato vegetal, que atuarão como gatilhos para esta enzima.
 
Um cientista da Nestlé disse: “A enzima pode ajudar as pessoas que não toleram o exercício rigoroso.
 
Em vez de 20 minutos de corrida ou 40 minutos de bicicleta, elas podem ajudar a aumentar o metabolismo com exercícios moderados, como caminhada rápida.”
 
Jean-Philippe Bertschy, analista do Banco Vontobel AG, em Zurique, disse: “A fronteira entre alimentos e a área farmacêutica vai diminuir nos próximos anos. As empresas com um diversificado portfólio de alimentos saudáveis irão emergir como vencedoras.”
 
Metro

Substância 50 vezes mais potente que o Viagra pode dar origem a novo medicamento para impotência

Pesquisador Marcio Luis Silva coordenou o estudo com
 a pimenta, no interior de São Paulo
Testes foram feitos em camundongos com substância originária da pimenta-de-java
 
Pesquisadores da Unifran (Universidade de Franca), no interior de São Paulo, descobriram por acaso uma substância presente na pimenta-de-java (ou piper cubeba) “50 vezes mais potente para a disfunção erétil do que os medicamentos tradicionais disponíveis atualmente”, como o Viagra, diz o coordenador da pesquisa, Marcio Luis Andrade Silva. A planta originária da Indonésia começou a ser estudada para tratar a doença de Chagas há 20 anos e, no meio do processo, notou-se que ela causava ereção nos camundongos.
 
— Foi então que decidimos focar os estudos no tratamento da disfunção erétil e conseguimos obter a patente da molécula neste ano. Agora, estamos em negociação com a indústria farmacêutica e acredito que em três anos, no máximo, conseguimos lançar um novo remédio para a impotência sexual.
 
Segundo o pesquisador, os efeitos colaterais do “Viagra verde” são menores se comparados à famosa pílula azul.
 
— Enquanto o Viagra aumenta a frequência cardíaca, o tratamento à base da cubenina diminui. Além disso, também não observamos hiperatividade e confusão mental.
 
Para viabilizar a produção do medicamento, ainda são necessários testes em humanos. Enquanto isso não acontece, é importante lembrar que os remédios orais são apenas um dos tratamentos disponíveis para a disfunção erétil. O urologista Eduardo Bertero, membro do Departamento de Andrologia da SBU (Sociedade Brasileira de Urologia), explica que há outros recursos que também conseguem ajudar o homem a manter a ereção durante a relação sexual.
 
— Os comprimidos e a psicoterapia são sempre a primeira opção de tratamento. Caso não deem o resultado esperado, partimos para as injeções intrapenianas ou as bombas a vácuo, esta última pouco utilizada no Brasil.
 
Em casos mais graves, o médico tranquiliza os homens com a terceira opção, que é a implantação de prótese peniana disponível em dois tipos: maleável e inflável. Segundo ele, os pacientes que precisam se submeter à cirurgia costumam voltar a ter uma vida sexual ativa em quatro a seis semanas.
 
Homens mais propensos à impotência
O fato de o homem eventualmente falhar na "hora H" não significa que ele tenha impotência sexual.
 
No entanto, caso ele não consiga alcançar e/ou manter uma ereção satisfatória por mais de seis meses, é o momento de procurar o especialista, orienta Bertero.
 
— A disfunção erétil atinge em algum grau cerca de 40% a 45% dos brasileiros acima de 40 anos. O número é alto porque o envelhecimento é um dos fatores de risco mais importantes. Com o passar dos anos, a chance de o homem apresentar o problema só aumenta.
 
Por ser uma doença de causas múltiplas, a disfunção erétil pode tanto estar associada a problemas de ordem psicológica, como ansiedade, estresse e depressão, ou a doenças crônicas, explica o médico.
 
— A impotência tem uma estreita relação com o diabetes, já que o excesso de açúcar no sangue causa danos arteriais e neurológicos. Além disso, tabagismo, obesidade, hipertensão e doenças coronarianas são outros fatores de risco.
 
O especialista acrescenta que “40% dos pacientes com depressão têm problemas de ereção, mas tratando o transtorno mental a qualidade da vida sexual melhora significativamente”.
 
Para escapar da disfunção, Bertero recomenda adotar um estilo de vida saudável, que inclui manutenção do peso, prática regular de exercício físico, abandono do cigarro e alimentação balanceada.
 
— O pênis age de acordo com os hábitos de vida dos homens. Para manter uma vida sexual longeva, é imprescindível cuidar do corpo. Uma vez instalada, a impotência não tem cura, apenas tratamento, que não inclui alimentos afrodisíacos.
 
Quando o questionamento é sobre alimentos que poderiam potencializar o desempenho do homem na cama, como o açaí, pimenta ou amendoim, o médico é taxativo: “Não há estudo científico que comprove esse efeito”.
 
R7

Excluir carne da dieta pode curar diabetes, diz estudo

Foto IStock: Dieta baseada em vegetais pode ser tratamento
 alternativo para diabetes do tipo 2
De acordo com pesquisa, alimentação baseada em vegetais traria melhoras equivalentes ao uso de medicação
 
Adotar uma dieta vegetariana pode ajudar os diabéticos a reverter a doença. De acordo com um novo estudo divulgado pelo site do jornal britânico Daily Mail, as pessoas que lutam contra a doença podem melhorar os níveis de açúcar do sangue apenas tirando a carne da sua alimentação diária.
 
Cientistas da Faculdade de Medicina e Ciência da Saúde da Universidade George Washington acreditam que o fato de remover a gordura animal pode curar de vez a condição. Eles afirmam que a mudança de dieta pode ser uma alternativa de tratamento para diabetes do tipo 2.
 
A análise de estudos anteriores mostrou também que o fato de remover este tipo de gordura da dieta ajuda a melhorar a sensibilidade à insulina.
 
Já uma alimentação baseada em vegetais reduz uma proteína importante, a HbA1c. Em diabéticos, quanto maior esta proteína no sangue, maior o risco de complicações relacionadas à doença.
 
O estudo feito com veganos ou vegetarianos mostrou que a dieta diminuiu o HbA1c de forma equivalente aos efeitos causados por medicamentos de controle para pessoas com diabéticos.
 
Segundo Susan Levin, uma das autoras do estudo, uma dieta baseada em vegetais melhora o açúcar do sangue, o peso corporal, pressão, colesterol, tudo ao mesmo tempo, “algo que uma droga não pode fazer”.
 
Os especialistas afirmam que trata-se de um tratamento fácil de se seguir, eliminando a rotina tediosa de se tomar medicamentos e injetar insulina.
 
Ao redor do mundo, 347 milhões de pessoas sofrem de diabetes, de acordo com a Organização Mundial de Saúde. Eles preveem que, até 2030, esta será a sétima principal causa de morte.
 
Terra